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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

ACADEMIA DE LETRA HUMBERTO DE CAMPOS

 

Vila Velha – ES

 

DA ORIGEM

 

ANTECEDENTES

 

 

 

Junho de 1940. Um mês frio em um ano tranqüilo.

 

Aliás, na década de quarenta, vivia-se em Vila Velha a placidez de dias que pareciam intermináveis.

 

O silêncio das longas ruas da cidade quase sempre desertas, só era quebrado pelo ruído do bonde deslizando sobre os trilhos ou rangendo na curva entre a Av. Jerônimo Monteiro e a Rua Luciano das Neves.

 

Naquela época, o ponto de encontro de amigos acontecia na praça Otávio Araújo. E foi exatamente nesse local que um grupo de jovens idealistas resolveu fundar uma sociedade literária porque cultivando a literatura em prosa e verso, procurava, também de certa forma, desfazer a monotonia dos dias que, preguiçosamente, se arrastavam. Assim, nasceu o CENTRO ACADÊMICO "HUMBERTO DE CAMPOS".

 

Seus fundadores eram todos estudantes dos cursos normal e secundário.

 

Eram eles: Ailton de Almeida, Alberto Isaias Ramires, José da Penha Filho, Décio Gonçalves Lima, Mario Wilson de Barros, Francisco Krauser Martins, Mauro Pereira, Gutemberg Ademar Ramires, Jair Leão, Gildásio Rangel, Regina de Almeida e Aquino Araújo, que, quatro anos depois, morria nos campos de batalha, na Itália, como integrante da FEB.

 

A primeira reunião do Centro Acadêmico ocorreu na residência de João Ramires da Costa, sendo por ele presidida na condição de Presidente de Honra unanimemente escolhido. Presentes, também, à reunião, os senhores Manoel Nunes Leão (Tabelião) e Jocel Militão.

 

Nesta ocasião chegaram a criar um jornalzinho literário  com o nome de "BRASIL NOVO". Era manuscrito, sob a coordenação de Isaias Ramires e Ailton de Almeida. Nele prestou colaboração o cronista Ciro Vieira da Cunha.

 

Por motivos diversos quis o destino que o grupo se dispersasse, e, pouco depois de um ano, o Centro Acadêmico deixava de existir nascendo em 07 de março de 1948 o CENTRO CULTURAL 'HUMBERTO DE CAMPOS'.

 

Participaram da fundação da nova Entidade: Jaime Duarte Nascimento, Ailton de Almeida, Alberto Isaias Ramires, Antônio Pinto Rodrigues, Sebastião Pinto de Carvalho, Telmo do Couto Teixeira e Paulo Mares Guia.

 

Na tarde de 03 de janeiro de 1954, foi lançada a pedra fundamental para a construção da sede, na rua 23 de Maio, cujas obras só ficaram concluídas em outubro de 1957.

 

 

 

 

 

 

PRINCIPAIS MEMBROS

 

Antônio Pinto Rodrigues, intelectual e um dos fundadores da Academia de Letras Humberto de Campos, nascida do Centro Cultural Humberto de Campos.

 

 

 

José Anchieta de Setúbal foi, entre tantas outras coisas, escritor. Um trecho de seu livro "Ecos de Vila Velha" está publicado no site Morro do Moreno: é o texto que fala sobre o Rio da Costa. José Anchieta foi quem melhor descreveu o Rio da Costa. Era natural da cidade de Vila Velha, nascido em 1927. Fez o Primeiro Grau no Grupo Escolar Vasco Coutinho e no Ginásio Espírito Santo. O Segundo Grau foi cursado também no Ginásio Espírito Santo. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo e formado no ano de 1979 e inscrito na OAB-ES em 1981.Em 1952 foi diplomado como membro da Academia de Letras Humberto de Campos, em Vila Velha.

 

 

 

Valsema Rodrigues da Costa nasceu em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, em 5 de Novembro de 1943. Residente em Vila Velha há muitos anos, tem o título de Cidadã Vila Velhense. Funcionária do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. Escritora, trovadora e poeta, foi Secretária de Cultura da Prefeitura Municipal de Vila Velha. Em abril de 2001, em visita à cidade de Melbourne - Austrália, na Universidade de La Trobe, apresentou, para os alunos que estudam português, um panorama cultural do Estado do Espírito Santo e relançou o livro de poemas bilingüe "No Amor, na Primavera". Pertence à Academia Feminina Espírito-santense de Letras onde ocupa a cadeira n. 04, cuja patrona é Maria Stela de Novaes, ao Clube dos Trovadores Capixabas: Instituto Histórico e Geográfico do ES, Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha.

 

Obras:

 

Levadinha da Breca (literatura infantil) 1987

 

Liberdade na Poesia ( poemas) 1993

 

No Amor, na Primavera (poemas em inglês e português)

 

Participação na Terceira Coletânea: Poetas do Espírito Santo e Poemar.

 

Participação na Coletânea Vozes & Perfis - 2002

 

Participação na Antologia 2003 - Textos e Tramas, da AFESL

 

Participação na Antologia 2004 - Ecos da Terra Capixaba, da AFESL

 

Participação na Antologia 2005, da AFESL, Dança das Palavras, organização de Maria Beatriz Nader e Marlusse Pestana Daher.

 

FONTE: Vozes & Perfis - Antologia 2002 AFESL

 

 

 

Clério José Borges de Sant' Anna, poeta, trovador, nasceu no bairro de Aribiri, município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, a 15 de Setembro de 1950. Fundador e primeiro presidente da Academia de Letras e Artes da Serra-ES, onde ocupa a cadeira n. 2, cujo patrono é o Índio Maracajaguaçu -Gato Bravo Grande, foi um dos fundadores da Serra. Era Temiminó do Grupo Tupi, nasceu no Rio de Janeiro em 1501 e mudou-se para o Espírito Santo em 1555. Clério José Borges foi fundador do Clube de Trovadores Capixabas (CTC). Foi presidente da UBT de Vila Velha e UBT de Vitória nos anos de 1968 e 1969. Foi delegado da UBT (União Brasileira de Trovadores) em Vitória em 1981, ajudando a criar e organizar as UBTs de Vitória e Vila Velha. No V Seminário Nacional da Trova foi aclamado como o "Propulsor Maior do neotrovismo", título idealizado pela escritora Santa Inèze da Rocha. Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras - ACL.

 

Obras:

 

"História da Serra" - premiado em 1999 como o melhor livro histórico do ano, em pesquisa realizada pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil, com sede em Mogi das Cruzes-SP.

 

Organizou, juntamente com Antônio Soares " Trovadores 86" - Antologia de Trovas, Edições Caravela, 1986.

 

"Serra em Prosa&Versos - Poetas e Escritores da Serra - 2006.

 

FONTE: Trovadores 86 - Antologia de Trovas, 1986.

 

 

 

Dijairo Gonçalves Lima nasceu no município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, em 7 de Setembro de 1929. Funcionário público aposentado, juntamente com um seleto grupo de intelectuais da época, foi um dos fundadores da Academia de Letras Humberto de Campos e, anos mais tarde, um dos idealizadores da Casa da Memória de Vila Velha. Pertence, também, ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Dedicando-se intensamente à pesquisa histórica em nosso Estado, escreveu o livro "Vila Velha - seu passado e sua gente" , semi-romanceado, mistura de ficção e história, personagens reais e imaginários, no qual enfoca e resgata o período histórico que vai de1535 a 1912. Entregue ao público leitor em maio de 2002, veio preencher uma lacuna e resgatar parte da memória do Município. Somando-se a seus interesses como homem de estudo, revela-se ainda inspirado poeta e romancista.

 

Obras:

 

"Vila Velha, seu passado e sua gente" - 2002

 

FONTE: Artes & Letras Capixabas - Graça Neves -edição português/inglês -ARTGRAF -Gráfica e Editora Ltda. 2003.

 

 

 

Regina Menezes Loureiro - Nasceu em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, filha de Ivan Barbosa de Menezes e Maria José Menezes. É pedagoga de formação, escritora por paixão. Especialista em Orientação Educacional e Magistério de 1º e 2º graus, mas exerce com muito prazer a função de professora. É no contato direto com crianças e adolescentes e no dia a dia com seus colegas de trabalho que se realiza como pessoa e profissional. Pós-graduada em Educação Infantil e Educacão de 1º e 2º graus, é diretora fundadora da Escola "São José" de Vitória, que há mais de trinta anos atende crianças a partir de um ano de idade.

 

É, desde 1991, presidente da OMEP-BR-ES, (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar, seção Espírito Santo) entidade filantrópica, órgão consultor da UNESCO e da UNICEF.Trabalha, incensantemente, em prol da justiça social e do bem-estar da criança. Nos seus escritos poéticos e sua pintura, descobre seu interior, interioriza as belezas do mundo e busca novas formas para viver, renovar, inovar, sobreviver...

 

Tem muitas poesias publicadas em periódicos das entidades em que atua. Sobre educação escreve, semanalmente, no informativo interno da Escola "São José" de Vitória. Idealizadora do jornal "O Pequeno estudante", publicação mensal da OMEP-BR-ES, com circulação em nível nacional, ten exercitado seu jeito de escrever, observando o mundo e trocando experiências na busca do aprender a aprender. Criadora e idealizadora do informativo "As acadêmicas", (com 48 números publicados) onde publicou seus trabalhos. Defende a família, tem orgulho de seus filhos e netos, fontes de toda sua inspiração e razão de viver. Ultimamente está empenhada em descobrir e divulgar as coisas belas do Espírito Santo, sua gente e suas riquezas. É membro da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, onde ocupa a cadeira n. 01, cuja patrona é Judith Leão Castelo Ribeiro e se sente orgulhosa por representar a mulher capixaba, na educação, cultura e artes.

 

FONTES: Vozes e Perfis - Antologia 2002 AFESL Textos e Tramas - Antologia 2003 - AFESL

 

Obras:

 

Participação na Antologia 2003 - Textos e Tramas, da AFESL

 

Participação na Antologia 2005, da AFESL, Dança das Palavras, organização de Marlusse Pestana Daher e de Maria Beatriz Nader.

 

FONTE: Vozes e Perfis - Antologia 2002 AFESL

 

 

 

A Academia de Letras Humberto de Campos, situada na Prainha em Vila Velha, foi inaugurada pela 3ª vez, no dia 26/10/2006 às 19h, sob convênio com a PMVV que patrocinou a reforma para em contrapartida lá poder funcionar o Conselho Municipal de Educação.

 

 

 

A Academia foi inicialmente o Centro Acadêmico Humberto de Campos e depois o Centro Cultural Humberto de Campos. Em meados dos anos 50 transformou-se na Academia de Letras Humberto de Campos. Foi um ideal de jovens intelectuais da Prainha na época da guerra que conseguiram terreno doado pela Prefeitura. Foram apoiados por Capitão Jaime Duarte Nascimento.

 

 

 

Em sua sede, entre 1956 até 1966 foram realizados os Júris da Comarca. Ali atuaram o Capitão Isaías Ramires, Paulo Mares Guia, Antônio Pinto Rodrigues, Ailton de Almeida, Mário Ribeiro e muitos outros. Jair Vianna Santos e Vasco Alves de Oliveira Júnior também foram seus presidentes.

 

 

 

Por último Valsema Rodrigues e a atual Presidente Regina Pinto, marcaram a presença feminina. É bom frisar que Humberto de Campos, escritor maranhense, radicado no Rio, nunca veio ao Espírito Santo e a homenagem se deve a corrente de pensamento ideológica. A Academia tem possibilidade de ser agente de inserção da população no meio das comunicações atendendo demandas culturais.

 

 

 

A magnífica reforma deve-se a sensibilidade do Prefeito Max Filho dando continuidade a obra, pois seu avô Saturnino Rangel Mauro era um dos idealistas.

 

 

 

Atuais membros:

 

 

 

Maria Olga Setubal Bussolotti

 

Walter Aguiar

 

José Luis Schineider

 

Artelirio Bolsanelo

 

Valsena Rodrigues

 

Regina Pinto

 

Roberto Brochado Abreu

 

Mauro Machado

 

Humberto Del Maestro

 

Sonia Demoner

 

Jair Santos

 

Dijairo Gonçalves Lima

 

Paulo Martinelli

 

Vasco Alves de Oliveira Junior

 

Francisco Aurélio Ribeiro

 

Marlene Venturim

 

José Cupertino Leite de Almeida

 

Max de Freitas Mauro

 

Mauro Machado

 

Olavo Cabral

 

Taneco

 

Ana Bernardes Rocha

 

Clerio Jose Borges

 

 

 

Entre os falecidos: Talmon Fonseca, Ailton de Almeida, Vicente de Oliveira e Silva, de Paula, Julião, José Anchieta Setúbal, Ilza Ribeiro Moll, Mário Ribeiro e Levy Rocha.

 

 

 

 

 

 

DIRETORIA EM 1992

 

 

 

Em Março de 1992 a diretoria da Academia está assim constituída:

 

Presidente Jair V ianna Santos

 

Vice-presidente - Walter Aguiar

 

Secretário - Dijairo Gonçalves Lima

 

1 Tesoureiro Mario Ribeiro

 

2 Tesoureiro Mauro Carvalho Machado

 

 

 

HOMENAGENS PÓSTUMAS

 

 

 

Aos quinze confrades mortos rendemos aqui nosso preito de gratidão pelo que fizeram em favor da Academia a qual pertenceram. Hoje, se vivos fossem, estariam vibrando de felicidade por verem a CASA DE HUMBERTO DE CAMPOS ingressando em uma nova e promissora etapa de sua longa existência.

 

Na lista dos Presidentes falecidos figura, pela ordem:

 

 

 

Jaime Duarte Nascimento

 

Antônio Pinto Rodrigues

 

Hilário Soneghet

 

Julião de Miranda Pinto

 

Paulo Mares Guia

 

João Vieira Nunes

 

Saturnino Rangel Mauro

 

 

 

Cadeira N.º 01 - Patrono: Jonas Meira Bezerra Montenegro

 

Cadeira N.º 02 - Patrono: Tobias Barreto de Menezes. Ocupante: Dijairo Gonçalves Lima.

 

Cadeira N.º 03 - Patrono: Getúlio Augusto de Carvalho Serrano. Ocupante: Anna Bernardes da Silveira Rocha

 

Cadeira N.º 04 - Patrono: José Maria da Silva Paranhos Júnior. Ocupante: Clério José Borges.

 

Cadeira N.º 05 - Patrono: Antônio Frederico de Castro Alves. Ocupante: Valsema Rodrigues da Costa.

 

Cadeira N.º 06 - Patrono: Rui Barbosa de Oliveira. Ocupante: Francisco Aurélio Ribeiro.

 

Cadeira N.º 07 - Patrono: José Martiniano de Alencar

 

Cadeira N.º 08 - Patrono: Godofredo Schneider

 

Cadeira N.º 09 - Patrono: Evaristo Ferreira da Veiga e Barros

 

Cadeira N.º 10 - Patrono: Henrique de Novaes

 

 

 

Cadeira N.º 11 - Patrono: Henrique Maximiano Coelho Neto

 

Cadeira N.º 12 - Patrono: Luiz Adolpho Thiers Velloso

 

Cadeira N.º 13 - Patrono: Arnaldo Antonio de Barcelos

 

Cadeira N.º 14 - Patrono: Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo

 

Cadeira N.º 15 - Patrono: Miguel de Oliveira Couto

 

Cadeira N.º 16 - Patrono: Casimiro José Marques de Abreu

 

Cadeira N.º 17 - Patrono: João Guimarães Rosa

 

Cadeira N.º 18 - Patrono: Joaquim Maria Machado de Assis

 

Cadeira N.º 19 - Patrono: Euclides Rodrigues da Cunha

 

Cadeira N.º 20 - Patrono: Heráclito Amâncio Pereira

 

 

 

Cadeira N.º 21 - Patrono: Ciro Vieira da Cunha

 

Cadeira N.º 22 - Patrono: José de Anchieta

 

Cadeira N.º 23 - Patrono: Domingos José Martins

 

Cadeira N.º 24 - Patrono: José de Mello Carvalho Moniz Freire

 

Cadeira N.º 25 - Patrono: Jerônimo Monteiro

 

Cadeira N.º 26 - Patrono: Severino Andrade

 

Cadeira N.º 27 - Patrono: Antônio Ferreira Coelho

 

Cadeira N.º 28 - Patrono: José Carlos do Patrocínio

 

Cadeira N.º 29 - Patrono: Francisco Antunes de Sequeira

 

Cadeira N.º 30 - Patrono: Afonso Cláudio de Freitas Rosa

 

 

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