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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR


Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR
Clério José Borges, Acadêmico Correspondente da ALCEAR



Criando uma nova Academia

Em solenidade realizada na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, no dia 5 de setembro de 2003 – em comemoração aos 153 anos da elevação da antiga Comarca do Alto Amazonas à categoria de Província do Império do Brasil, por decisão de D. Pedro II – foi criada a Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (Alcear). Esta nova Academia pretende resguardar e manter o brilho das Letras, que jamais se poderá apagar; a verdade das Ciências, que identifica soluções para as indagações e angústias da Humanidade; e a beleza das Artes, eternizada desde o momento da Criação, quando Deus ordenou: Faça-se a Luz! É nessa tríade universal que a inteligência, a criatividade e o conhecimento do Homem se fazem imortais.
A Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas - ALCEAR nasceu do idealismo de pessoas reconhecidamente atuantes nos mais diversos setores da vida pública, desde o magistério à magistratura; do jornalismo à medicina; da história às letras e às artes, em suas mais variadas formas de expressão. São homens e mulheres marcantes na sociedade amazonense por suas atitudes exemplares, sempre em busca do aperfeiçoamento pessoal, intelectual e profissional.

Conceito de Academia
O que vem a ser uma Academia? Um Sacrário de sabedoria? Um Templo de doutrinadores a espalhar as orações que pregam a religiosidade do conhecimento? Um Ateneu agasalhando mentes iluminadas que resplandecem sabedoria? Uma Academia se quiserdes será um Sacrário, um Templo e um Ateneu onde a Inteligência, o Conhecimento e a Criatividade deverão ser permanentemente cultivados.

As origens das Academias
O exemplo está na Antigüidade. A primeira de todas as Academias foi criada pelo filósofo Platão, por volta do ano 395 a.C. Era apenas uma espécie de corporação de caráter religioso, com finalidade cultural bem definida. A administração dessa Academia era exercida pelo escolarca, e os mestres eram escolhidos entre os sócios freqüentadores mais idôneos. Havia um patrimônio que assegurava as atividades e a existência da entidade. Durante nove séculos de funcionamento, a Academia de Platão passou por transformações e influências das mais diversas escolas literárias e movimentos culturais da Humanidade, até ser extinta pelo Imperador Justiniano, no ano 529 d.C.

Os fundamentos da Alcear
O Amazonas apresenta nas últimas décadas elevados índices de crescimento intelectual. A rede de ensino fundamental e médio experimenta índices de crescimento muito elevados e renova-se a cada dia, em busca da melhoria dos padrões de qualidade do ensino. A educação de grau superior desenvolve-se em níveis que superam as previsões dos especialistas. Concentram-se hoje na cidade de Manaus duas universidades públicas, quatro centros universitários e dezenas de instituições particulares de ensino acadêmico onde se formam anualmente centenas de novos profissionais de nível superior.
Torna-se evidente, a cada dia, a necessidade de se intensificar o debate sobre a realidade econômico-social do Amazonas e as suas perspectivas de desenvolvimento, com a ampla participação dos diversos segmentos da sociedade. É diante desse cenário que se legitima a criação da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – Alcear, uma instituição cultural moderna, aberta a todas as correntes de pensamento, consciente da posição que lhe cabe assumir diante dos grandes questionamentos do Amazonas do Século 21.

O exemplo dos Acadêmicos
Acadêmico é o poeta que transmite sentimentos e provoca no leitor o desejo de ser também poeta. Acadêmicos são os prosadores, os cronistas, os contistas, os historiadores, os educadores, os cientistas, os jornalistas que conseguem apaixonar os leitores, transmitindo uma longa e duradoura felicidade espiritual aos que se aprofundam na leitura de suas obras. Ser acadêmico é ingressar também nas artes plásticas, na escultura, na pintura, e demais manifestações artísticas, com o espírito fartado pelo ideal de ampliar e difundir a beleza. Ser acadêmico é abraçar a Ciência, no afã de perseguir a verdade de forma incansável e desprendida, criando axiomas necessários ao conhecimento científico, embora todos saibamos que a perfeição é inatingível ao Homem e só a Deus pertence.


Os Acadêmicos Fundadores
Declinamos os nomes dos empreendedores do conhecimento, do ensino, do amor, do bem servir, para que os seus nomes não fiquem perdidos nas brumas do passado: Abrahim Sena Baze, Afrânio de Amorim Francisco Soares, Armando Júlio Souto Loureiro, Chloé Ferreira Souto Loureiro, Etelvina Norma Garcia, Eurípedes Ferreira Lins, Expedito Teodoro, Francisco Ferreira Batista, Francisco Ritta Bernardino, Gaitano Laertes Pereira Antonaccio, Garcitylzo do Lago Silva, Guilherme Aluízio de Oliveira Silva, Jorge Humberto Barreto, José Roberto Tadros, José Russo, Liana Belém Pereira Mendonça de Souza, Maria Palmira Soriano de Mello Antonaccio, Mario Jorge Corrêa, Marita Socorro Monteiro, Manoel Bessa Filho, Mário Ypiranga Monteiro Neto, Milton de Magalhães Cordeiro, Orígenes Angelitino Martins, Raimundo Colares Ribeiro, Rene Costa Menezes de Souza, Ruth Prestes Gonçalves, Ruy Alberto Costa Lins, Urias Sérgio de Freitas.


Os Patronos
As quarenta cadeiras da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR, tem como patronos, pela sua ordem numérica, as seguintes personalidades, todos com os seus nomes registrados na história do Amazonas: Padre Raimundo Nonato Pinheiro Filho, Genesino Braga, Violeta Branca Menescal de Vasconcelos Oliveira, Paulo Herban Maciel Jacob, Samuel Isaac Benchimol, Gaspar Antonio Vieira Guimarães, Agnello Bittencourt, Adriano Queiroz, João Nogueira da Mata, Arthur Cezar Ferreira Reis, Thales de Menezes Loureiro, Vivaldo Palma Lima, Antonio Gonçalves Pereira de Sá Peixoto, Carlos Alberto de Aguiar Corrêa, Manoel Bessa Filho, Felismino Francisco Soares, Manoel Bastos Lira, Djalma da Cunha Batista, Mário Silvio Cordeiro de Verçosa, Jorge de Moraes, Álvaro Botelho Maia, Umberto Calderaro Filho, Mário Jorge Couto Lopes, Octaviano Augusto Soriano de Mello, Manoel Anísio Jobim, Cosme Ferreira Filho, André Vidal de Araújo, João Chrysostomo de Oliveira, Aderson Andrade de Menezes, Plácido Serrano Pinto de Andrade, Esther Thaumaturgo Soriano de Mello, Nilton Costa Lins, Lilá Borges de Sá, Eunice Serrano Telles de Souza, Aristides Rocha, Aristóphano Antony, Josué Cláudio de Souza, Sócrates Bomfim, Plínio Ramos Coelho e Almino Álvares Affonso.

Primeira Diretoria
A primeira diretoria da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, eleita para o biênio 2003/2004 ficou assim constituída:

Presidente - Ruy Alberto Costa Lins
1.º Vice-Presidente - José Russo
2.º Vice-Presidente - Liana Belém Pereira Mendonça de Souza
Secretário Geral - Gaitano Laertes Pereira Antonaccio
Secretário Adjunto - Etelvina Norma Garcia
Diretores
de Finanças - Raimundo Colares Ribeiro
de Finanças Adjunto - Urias Sérgio de Freitas
de Edições - Milton de Magalhães Cordeiro
de Relações Públicas - Manoel Bessa Filho
de Política Cultural e Eventos – Garcitylzo do Lago Silva
de Patrimônio - Chloé Ferreira Souto Loureiro
da Biblioteca - Ruth Prestes Gonçalves
de Assuntos Jurídicos - Mário Ypiranga Monteiro Neto

Palavras Finais
A sublimidade que acabamos de presenciar é claramente identificada na harmonia representada pela bênção de Deus e na aprovação da sociedade amazonense. Melhores e benfazejos augúrios não poderiam ser esperados pela Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, no momento histórico da sua fundação e instalação.
É meu dever, portanto, antes de qualquer outra abordagem, com os aplausos de todos, declará-la instalada. Sim, solenemente instalada nesta antiga vila de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro, na mesma data de grande significação histórica para o nosso grandioso e fecundo Estado do Amazonas. Sem esquecer, é claro, da posse dos seus primeiros sócios efetivos fundador, legítimo expoente da cultura amazonense em suas respectivas áreas.
Estou convencido de que, quando estiver sendo louvado o centenário da ALCEAR, no início do século XXII, os modernos registros de som, imagem e das palavras escritas hoje existentes vão permitir reconhecer os méritos desta inacreditável façanha e da sua gigantesca trajetória.
Todos nós sentimos que Manaus assumiu definitivamente, desde o raiar do século XXI, autêntica condição de metrópole amazônica. Sob quaisquer aspectos que se queiram examinar os predicados de Manaus, os resultados indicam:
Não somos mais aquela cidade romântica quando da criação da província do Amazonas em meados do século XIX;
Não somos mais a cidade agitada dos grandes negócios e maiores desperdícios do ciclo da borracha dos primeiros anos do século XX;
Não somos mais a cidade estagnada e preguiçosa depois da aventura gomífera de meados do século XX;
Somos agora, isto sim, a metrópole, como tal consolidada durante o último quartel do século passado para sair, faceira, grandiosa, privilegiada, da sua imensa fogueira de frustrações e sucessos, da sua monumental floresta de decepções e contentamentos, privilegiada, grandiosa e faceira na direção da sua grande e venturosa destinação histórica.
Eu agradeço a deferência dos meus ilustres pares, só explicável pela sua generosidade, concedendo-me a presidência desta Academia, que veio, entendo eu, com o propósito único e exclusivo de somar e engrandecer o patrimônio cultural do nosso Estado.
O orador oficial desta solenidade acadêmico Gaitano Laertes Pereira Antonaccio, em verdade, o mentor desta incrível iniciativa hoje concretizada, já transmitiu a todos nós os grandes objetivos permanentes da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas e dos seus fundadores, os acadêmicos ora empossados.
Agradeço penhoradamente a presença de todas as pessoas que compõem esta ilustre e simpática platéia. Está encerrada a presente sessão solene.


Sede Provisória: Espaço Cultural Francisco Antonaccio
Rua Monsenhor Coutinho n.º 527 - Centro - CEP 69010-110
Tel/Fax (92) 622-5285 CNPJ nº 05.907.603/0001-95
www.portalamazonia.com/alcear
Manaus -Amazonas

alcear@portalamazonia.com




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