CLÉRIO'S HOME PAGE
CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR


  • A BÍBLIA

    A Bíblia ou Sagradas Escrituras, contém toda a revelação Divina. Trata-se de uma coleção de Livros Sagrados que contém relatos desde a Criação do universo, até o que virá no Final dos Tempos. Foi através das Sagradas Escrituras que Deus se comunicava e se comunica até os dias de hoje com Seus Filhos para Se revelar, ensinar, guiar, repreender, exortar, instruir, encorajar, enfim para Se comunicar com suas Criaturas tão amadas. A Bíblia, quando utilizada em oração, é o diálogo com Deus.

     

  • O Que é a Bíblia? Que Livros Contém?

    A História da Salvação

    Após o Pecado Original, feito pelos nossos antepassados, Adão e Eva, o homem viveu afastado de Deus, até o surgimento de Abraão. De fato, Deus pede a Abraão, por volta de 1800 antes de Cristo, que deixe a terra onde mora com seus parentes, em Ur da Caldéia, e se dirija à terra que hoje chamamos de Santa. Lá começa, por assim dizer, a história de nossa Salvação; isto é a Bíblia, os Livros Sagrados para judeus e cristãos.

    A História da Salvação é, na verdade a História da Revelação de Deus aos homens, a princípio dirigido a um povo, o povo hebreu, através de Moisés, e mais tarde, de modo público, isto é, dirigido a todos, na figura de Jesus Cristo. O “Antigo Testamento” é um conjunto de Livros Inspirados por Deus e escritos por diversos autores, chamados de “Hagiográficos”, “escritores da Palavra Divina”. O mais importante deles foi o próprio Moisés, que escreveu os primeiros cinco Livros da Bíblia, conhecidos como “Pentateuco”.

    O primeiro Livro é o “Gênese”, que nos fala sobre a criação do mundo e o desenvolvimento dos povos primitivos, passando por Abraão, Isaac, filho de Abraão, Esaú e Jacó, filhos de Isaac, até o advento de Moisés, que recebeu de Deus, no Monte Sinai, as Tábuas contendo os Dez Mandamentos. Os demais Livros são: “Êxodo”, “Levítico”, “Números” e “Deteuronômio”, todos eles estabelecendo um conjunto de Leis e Regras para a vida cotidiana e espiritual do povo. Após a morte de Moisés, segue-se um conjunto de Livros tidos como “históricos”, pois contam o desenvolvimento do Reino e dos fatos mais importantes na vida de Israel. Os Livros de “Juízes”, “Reis”, “Crônicas” contam essas principais passagens, tendo como base a vida dos principais Reis, sobretudo David, que reinou em Israel por volta de 1000 anos antes de Cristo, e seu filho, o Rei Salomão.

    Seguem-se os Livros “Sapienciais”, que são Livros de ensinamentos morais e de espiritualidade. Após esses, temos os Livros “Proféticos”, onde aparecem as grandes personalidades proféticas do antigo Israel, como Isaías, Geremias, “Lamentações” etc.

    Por volta do ano 600-580 antes de Cristo, Israel cai sob o domínio dos Babilônicos, com o comando de Nabucodonosor, Imperador da Babilônia. São deportados e escravizados novamente. Surgem então os Grandes Profetas do Exílio, como Daniel, Ezequiel, Oséias e outros. Setenta anos depois da deportação Ciro substitui Nabucodonossor como Imperador e publica um Édito Imperial libertando os hebreus, que voltam para Israel. A volta dos hebreus e a construção do II Templo em Jerusalém são relatada nos Livros de Neemias e Esdras.

    Por volta do ano 250 antes de Cristo, porém, Israel cai novamente, agora sob domínio do Grande Império Romano, que está em franca ascensão.

    O último Livro do “Antigo Testamento”, é o de Malaquias, próximo do ano 50 antes de Cristo.

    Finalmente, já no contexto do “Novo Testamento”, aparece João Batista, a pregar no deserto a vinda do Messias, que se realiza na Pessoa de Jesus de Nazaré.

    A vida, ensinamentos, milagres e a Grande Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo são relatados pelos quatro Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João

    Segundo os Santos Evangelhos, Jesus pregou durante três anos.

    Por volta do ano 33 de nossa era, Jesus é preso pelo poder dos judeus, o “Sinédrio”, e apresentado a Pilatos, que era na época governador da Judéia, e acusado de “blasfemador” e “falso profeta” que não merece senão a morte!

    Nessa situação, Cristo, o Salvador dos Homens é condenado à crucificação!

    Cristo é crucificado numa sexta-feira (a chamada sexta-feira da Paixão) apenas para surgir Vitorioso dos laços da morte no Domingo seguinte que é, portanto, o Domingo da Ressurreição, isto é, a Páscoa cristã.

    Após a Ressurreição e Ascensão de Cristo (que se deu 40 dias depois de sua Gloriosa Ressurreição), o Espírito Santo, que já havia sido prometido por Jesus, desce sobre os Apóstolos, no chamado Domingo de Pentecostes. Aí se dá verdadeiramente o nascimento da Igreja.

     

     


      Os Evangelhos

     

    Os Evangelhos são  conjuntos de Livros Inspirados, portanto palavra viva de Deus, que trazem os Ensinamentos, Milagres e a narração da Morte e Gloriosa Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram escritos por discípulos ou seguidores de Jesus, todos nos anos seguintes à Ascensão de Cristo aos Céus. Os Evangelistas são: Mateus, Marcos, Lucas, João. Destes, Mateus e João foram discípulos diretos de Jesus, enquanto Marcos e Lucas, seguidores destes.

    O principal propósito dos Evangelistas é demonstrar que Jesus de Nazaré é o Messias prometido e enviado por Deus a todo o povo de Israel e a todos os homens. Visam, também, levar a Boa-Nova da Salvação a todos, mediante o Batismo, o arrependimento dos pecados e a conversão dos costumes. Cada Evangelista tinha um propósito específico ao escrever seu Evangelho, cuja tradução significa “Boa-Nova”. Isso porque eram dirigidas às comunidades cristãs fundadas em diferentes lugares, conforme a conversão e a propagação do Cristianismo. Todos, porém, foram escritos em grego, língua universal na época.

    Mateus: O Evangelho de Mateus é o primeiro que aparece na Bíblia.

    Mateus foi um dos doze Apóstolos de Cristo, exatamente aquele a quem Jesus chamou para segui-lo, quando se encontrava em um posto de cobrança de taxas, pois era cobrador de impostos. Jesus disse: “Vem e segue-me. O homem levantou-se e o seguiu”(Mat 8,9).

    Ao que tudo indica, Mateus escreveu seu Evangelho na pópria Palestina, para cristãos convertidos do judaísmo. Por esse motivo, seu texto é rico em citações do Velho Testamento, pois se dirigia a judeus conhecedores das Sagradas Letras. Foi escrito por volta do ano 60 de nossa era. Um de seus principais pontos é o ensino de Jesus sobre as “Bem-Aventuranças”, bem como o dramático confronto de Jesus com o demônio, no deserto.

    O Autor demonstra claramente que Jesus é o “Rei de Israel”, vindo da Casa de David, e o Redentor do Homem. Mateus descreve de modo bastante intenso o processo de prisão, condenação, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Seu relato termina com a declaração missionária de toda a Igreja: “Ide e fazei com que todas as nações se tornem discípulos.Batizai-as em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo que vos ordenei. Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos”. ( Mat 28,16 e ss).

    Marcos: O segundo Evangelho relatado no Novo Testamento é o de Marcos.

    Marcos não foi discípulo direto de Jesus, mas seguidor dos Apóstolos.

    Ao que parece, foi o primeiro a escrever a vida de Jesus, antes mesmo de Mateus, e isso por volta do ano 50-55 de nossa era. Seu nome aparece nos “Atos dos Apóstolos” ( At: 12.12 ), como discípulo de Pedro e companheiro de Paulo em suas viagens missionárias. É o menor de todos e o menos sistemático na apresentação dos temas.

    Marcos nos apresenta Jesus como “O Grande Servo de Israel”, que veio ao mundo para “Sacrificar-se pelos homens”. Como Mateus, Marcos relata a Ressurreição de Cristo, primeiro às mulheres, como a Maria Madalena, e em seguida a seus Apóstolos. Marcos termina seu Evangelho de forma também missionária. “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer será salvo; o que não crer será condenado”. ( Mc 16,15 ).

    Lucas: O terceiro evangelista é Lucas, um médico de Antioquia, que conhece o grego desde a infância. O pouco que sabemos de sua vida está narrado por Eusébio ( História Eclesiástica, vol. III, 4-6 ), que a ele faz referência, bem como pelo próprio S. Paulo, de quem é amigo e companheiro de apostolado. (Col 4,14).

    O evangelho de Lucas é talvez o mais gracioso em estilo e em citações de fatos do nascimento e da infância de Jesus. O próprio evangelista nos diz que tentou se informar de todas as palavras, ações e milagres de Jesus. Ao que tudo indica, colheu informações inclusive de Maria, relatadas principalmente no início de seu Evangelho.

    É Lucas quem nos relata a anunciação do anjo Gabriel a Nossa Senhora, o nascimento de Jesus numa gruta de Belém, a visitação de Maria a sua parente Isabel (mãe de João Batista), o episódio do menino Jesus aos 12 anos discutindo com os doutores da Lei no Templo de Jerusalém, etc.

    Segundo os estudiosos, o Evangelho de Lucas foi escrito por volta do ano 60 de nossa era, antes da morte de S. Pedro e S. Paulo, que se deu no ano 67 em Roma.

    Como veremos adiante, foi Lucas quem também narrou o Livro conhecido como “Atos dos Apóstolos”, onde se narram os fatos, viagens e acontecimentos da vida dos primeiros cristãos, principalmente de Pedro e Paulo.

    João: O último evangelista canônico do Novo Testamento é o Apóstolo João, o mais jovem seguidor de Cristo, autor também do último Livro da Bíblia, o “Apocalipse”, ou Livro das Revelações.

    O Evangelho de João é de cunho eminentemente “Espiritual”, pois enfatiza a todo o momento o caráter Divino de Jesus. Não que os demais Evangelistas não o façam, mas em João essa característica é fundamental. Por esse motivo, João inicia sua narração com seu famoso “Prólogo”, onde diz que “O Verbo era Deus”. E ainda: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nos”.

    Pela leitura atenta de seu Evangelho, percebe-se que João já supunha conhecida, por seus leitores, a vida de Jesus, narrada pelos demais evangelistas, e que desejava completar de modo mais “teológico” o que os seus colegas escreveram. De fato, segundo os estudos de especialistas bíblicos, o cristianismo já se encontrava bastante difundido por todo o império romano, e não havia a necessidade de se estender muito sobre o cotidiano de Jesus, e sim sobre sua divindade e harmonia com Deus-Pai. Ainda assim, é emocionante o relato dos milagres de Jesus, como a ressurreição de Lázaro, a cura do cego de nascença e outros, com todo seu colorido diálogo e riqueza de imagens que os caracterizam.

    A parte final de seu Evangelho, a partir do capítulo 14, é um estudo sublime de alta teologia, onde Nosso Senhor Jesus Cristo explica sua origem Divina, sua relação com Deus-Pai e a vinda do Espírito Santo, “que vos lembrará de tudo que Eu vos disse, e vos ensinará outras tantas coisas”. É nesse momento que Jesus ora: “Para que todos sejam um, como nós somos um, Ó Pai”.

    Atos dos Apóstolos

    Além dos Evangelhos citados acima, um conjunto de outros Livros foram escritos como continuação dos anteriores, tendo sempre como objetivo explicar e aprofundar o ensino doutrinário e catequético para os cristãos da antigüidade. Assim, Lucas, de cujo Evangelho já falamos, escreveu também os “Atos dos Apóstolos”, onde relata o conjunto de fatos, viagens, milagres, apostolados e martírios, vividos e sofridos pelos primeiros santos de nossa Fé. A princípio, este Livro deveria formar um só corpo com o próprio Evangelho de Lucas. Mas foi separado deste por volta do ano 150, quando os fiéis quiseram ter os Evangelhos postos num só códice. Nos “Atos”, Lucas, que os escreveu por volta do ano 60-65, começa seu relato nos mostrando a Gloriosa Ascensão de Cristo aos céus e a vinda do Espírito Santo na festa de “Pentecostes”. Nasce aí, como veremos a seguir, a Igreja de Cristo.

    Cinqüenta dias após a Ressurreição de Cristo, estando reunidos os Apóstolos num lugar fechado, veio sobre eles o Espírito Santo, como já havia sido previsto por Cristo (João, 16,5 e ss). É Lucas quem nos ensina: “Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu a casa toda onde se encontravam. Apareceu-lhes então, línguas de fogo, que se repartiam e  pousavam sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem.” É nessa situação que os Apóstolos compreendem tudo o que Jesus lhes havia ensinado e passam a fazer milagres e ensinamentos, como o próprio Jesus o tinha previsto. (João, 16,14 e ss).

    Lucas nos relata então todos os acontecimentos posteriores, como os milagres de S. Pedro e de outros apóstolos, a conversão de S. Paulo e suas viagens apostólicas .  Relata-nos ainda, as prisões de Pedro e Paulo, a morte de S. Estevão, que foi o primeiro mártir da nova Igreja e demais acontecimentos da vida dos primeiros cristãos.

     


      As Cartas Apostólicas

     

    Após os Atos dos Apóstolos, segue-se um conjunto de documentos de importância fundamental conhecidos como “Cartas Apostólicas” ou “Epístolas”. Trata-se de escritos dirigidos a diferentes comunidades cristãs localizadas ao longo de todo o mundo antigo, da Ásia Menor, da Palestina, e da Europa romanizada.

    Vários são os autores dessas cartas, como S. Paulo, S. Pedro, S. João, S. Tiago e S. Judas Tadeu. Dessas, as mais importantes são as de S. Paulo, em número de quatorze, além de duas de S. Pedro, três de S. João, uma de S. Tiago e uma de S. Judas Tadeu.

    Cartas de S. Paulo

    O Apóstolo Paulo escreveu um conjunto de quatorze cartas ou “Epístolas”, dirigidas a diferentes comunidades cristãs da antigüidade. São apresentadas em ordem de importância no texto bíblico. A primeira delas é a “Epístola aos Romanos”, de valor fundamental, por discorrer sobre a “Salvação pela Graça” em Jesus Cristo. Como o nome diz, foi endereçada aos cristãos de Roma, por volta do ano 60 de nossa era.

    Em ordem cronológica,  porém, temos: Aos “Tessalonicenses”, por volta do ano 50; as duas aos Coríntios, escritas entre os anos de 50-52; aos “Gálatas”, por volta do ano 60 (juntamente com a escrita “aos Romanos”), passando pelas de “Efésios”, “Filipenses”, “Colossenses”, a “Timóteo”, a “Tito”, a “Filemon”, e finalmente uma Carta aos Hebreus.

     


      O Apocalipse

     

    O último Livro reconhecido como “canônico” pela Igreja é o Livro do “Apocalipse”, ou das “Revelações”, sua tradução do grego. Foi escrito no ano noventa e cinco de nossa era, na ilha de “Patmos”, no litoral da Grécia, onde o Apóstolo João estava exilado pelas autoridades romanas da época.

    Na verdade João escreveu seu “Apocalípse”, após um conjuntos de visões sobrenaturais, suscitadas por Deus, por meio de seus anjos.  João era o mais jovem discípulo de Jesus, “aquele a quem Jesus amava”, como nos ensina as Sagradas Escrituras e a Tradição (Jo, 21, 20-21). Ficou exilado nessa ilha, por alguns anos, vindo a morrer no ano cem de nossa era, quando termina então, as Revelações públicas de Jesus Cristo.

    Era um período de grandes sofrimentos para as comunidades cristãs de todo o mundo antigo, pois havia grandes perseguições contra os cristãos, perpetradas por Nero, o impiedoso Imperador de Roma.

    Nessa situação de angústia e aflição para todo o orbe católico, Deus enviou seus anjos para revelar a João, o conjuntos de fatos e situações que todos estaríamos a enfrentar, até a consumação dos tempos, ou a volta triunfal de Cristo na Glória, no dia do Juízo Final.

    É portanto um verdadeiro “Livro de revelações”, pois além de nos ensinar as coisas de Deus e de seus Tempos, nos fortalece na Fé, nos exortando a viver as atribulações e os problemas cotidianos com Fé, Esperança e Amor!

    Na verdade, o Apocalípse é um Livro de leitura difícil, pois está todo ele redigido com muitos símbolos, figuras literárias de época, e linguagem rebuscada, que torna sua compreensão sempre problemática. De fato, ao longo da história foram muitos os estudiosos que se debruçaram sobre o texto, visando sua explicação e apresentação “didática” para o conjuntos dos fiéis.

    Divisão do texto para fins de maior compreensão.

    Uma divisão razoável do texto para fins didáticos nos é oferecida pelos exegetas (estudiosos) da “Bíblia de Jerusalém”, feita por diversos especialistas em Ciências da Religião, lingüistas, tradutores, historiadores, e outros, publicada em 1989 pela “Edições Paulinas”, em S. Paulo.




    VOLTAR


    Copyright © 2004 / 2012 - All Rights Reserved: CJBS