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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR


ESCRITOR CAPIXABA É HOMENAGEADO
COM O TÍTULO DESTAQUE DO ANO
E RECEBE TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG

Foto 1: Clério e o Troféu;
Foto 2: Família - Clebersom, Jeani, Zenaide, Clério, Andréia e Clerigthom.
Foto 3: Clério e o Prefeito de Itabira, MG, João Izael Querino Coelho.
Foto 4: O Colunista Eustáquio Lúcio Felix e Clério José Borges.



XLV FESTA DOS DESTAQUES DO ANO
Organizada pelo jornalista e promotor de eventos,
Eustáquio Lúcio Félix

No último dia 05 de Junho de 2010, em solenidade no Salão do CENSI, na Cidade de Itabira, Minas Gerais, O Troféu Carlos Drummond de Andrade foi entregue ao Poeta Trovador e Escritor Clério José Borges. Personalidades da região, do Estado de Minas Gerais e do país participaram de mais uma versão do Troféu Carlos Drummond de Andrade, promovida pela Félix Cerimonial.Presente o Prefeito de Itabira Minas Gerais, João Izael Querino Bicalho.

A cerimônia contou além da presença das autoridades locais e cobertura da imprensa. Há 45 anos, Eustáquio Lúcio Félix vem homenageando com o TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, aqueles que se destacaram em diversos setores profissionais e sociais do País, nas Minas Gerais e em Itabira. O Baile foi animado pela Banda Alta Dimensão, sucesso em Minas Gerais.

DETALHES - COMO FOI O CONVITE

Por indicação da Escritora Andréia Donadon Leal, Presidente Fundadora da Academia de Letras do Brasil, de Mariana, Minas Gerais, o Acadêmico fundador da Academia de Letras e Artes da Serra, Acadêmico da Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha e correpondente da Academia Cachoeirense de Letras, Clério José Borges de Sant Anna, também presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e Vice Presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra, receberá no dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

O evento é organizado pelo renomado Jornalista e Colunista, Eustáquio Lúcio Félix que realiza há 45 anos a Festa em que são homenageadas pessoas que se destacaram em diversos setores profissionais e sociais do país, nas Minas Gerais e na cidade de Itabira, terra Natal de Carlos Drummond de Andrade.

Segundo Eustáquio Lúcio Félix o evento servirá para "lembrarmos e de maneira especial, os 108 anos de Carlos Drummond de Andrade, Itabirano, cidadão do Mundo e da Palavra. E Itabira, neste dia é uma cidade impregnada de emoção e poesia, homenageando quem a fez conhecida em todo o mundo, quem cantou suas montanhas e eternizou suas esquinas e recantos, quem fez de seu chão, de sua alma e de suas calçadas um verso de amor e saudade...

Clério José Borges representará a cidade da Serra no evento e, a homenagem que lhe é prestada em Itabira, MG, é um reconhecimento a nível nacional, do trabalho cultural realizado por Clério José Borges, pois hoje o Troféu Carlos Drummond de Andrade é o mais antigo do gênero no Brasil, homenageado sempre pessoas que abrem caminhos e escolhem direções. Que resgata sonhos com a paciência dos humildes, quem acredita, quem realiza e que pode servir de exemplo e levar outros homens ao exercício da cidadania plena, à prática de ideais democráticos, à intimidade com valores de Justiça e dignidade.

Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG

Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG
Foto de Família: Cleberson, Jeani. Zenaide, Clério, Andréia e Clérigthom.

Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG
Clério José Borges e o Prefeito da Cidade de Itabira, MG, João Izael Querino Coelho.

Clério José Borges recebe comunicação da homenagem em Itabira MG
O Jornalista e Colunista Eustáquio Lúcio Felix e o Escritor Capixaba, Clério José Borges.


VEJA Vídeo de Clério José Borges, homenageado por Eustáquio Lúcio Felix.

Entrevista com o Prefeito Municipal de Itabira, Minas Gerais, João Izael Querino Coelho


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - BIOGRAFIA -

1902 - O poeta nasce em Itabira, Minas Gerais. Nono filho do fazendeiro Carlos de Paula Andrade e de Dona Julieta Augusta Drummond de Andrade.

1910 - Começa o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito.

1915 - Trabalha alguns meses como caixeiro e, em retribuição, a casa comercial Randolfo Martins da Costa lhe oferece um corte de casimira.

1916 - Por problemas de saúde interrompe os estudos no segundo período escolar do Colégio Arnaldo em Belo Horizonte onde era interno e conhecera Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco.

1918 - Depois de receber aulas particulares do professor Emílio Magalhães, em Itabira entra como aluno interno no Colégio Anchieta, da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo. Seu irmão Altivo, que o estimula na criação literária, publica no jornalzinho Maio o poema em prosa Onda.

1919 - É expulso do colégio, após incidente com o professor de Português.

1920 - Passa a morar em Belo Horizonte para onde se transferiu com a família.

1921 - Seus primeiros trabalhos são publicados no Diário de Minas, após contatos seus com o diretor, José Osvaldo de Araújo.

1922 - Em concurso da Novela Mineira, obtém o prêmio de 50.000 réis pelo conto Joaquim do Telhado.

1923 - Entra na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte, após exame vestibular.

1924 - Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade. A partir daí, corresponde-se com Mário.

1925 - Casamento com Dolores Dutra de Morais. Funda A Revista, órgão modernista do qual saem três números, com Martins de Almeida, Emílio Moura e Gregoriano Canedo.

1926 - Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator e depois redator-chefe do Diário de Minas

1927 - Nascimento de seu filho Carlos Flávio, que teve apenas meia hora de vida.

1928 - Nascimento de sua filha Maria Julieta. A publicação, na Revista de Antropofagia de São Paulo, do poema No Meio do Caminho, gera polêmica.

1929 - Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado. Passa de auxiliar de redação a redator.

1930 - Publica Alguma Poesia (200 exemplares), com a ajuda da Imprensa Oficial que desconta o que foi gasto do seu salário.

1931 - Morre seu pai, aos 70 anos.

1933 - Torna-se redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema nos três meses em que este foi Interventor Federal em Minas Gerais.

1934 - Volta às redações: trabalha em o Estado de Minas, Diário de Minas e Diário da Tarde. Publica Brejo das Almas (200 exemplares) pela cooperativa Os Amigos do Livro. Transfere-se para o Rio, como chefe de gabinete do novo Ministro da Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema.

1937 - Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.

1938 - Sofre um acidente de automóvel.

1940 - Publica Sentimento do Mundo. Distribui os 150 exemplares entre os amigos e escritores. Assina sob o pseudônimo de O Observador Literário a seção Conversa Literária, em Euclides, revista de Simões dos Reis.

1941 - Colabora no suplemento literário de A Manhã.

1942 - A Editora José Olympio publica Poesias.

1943 - Uma Gota de Veneno é o título que dá para a obra Thérése Desqueyroux, de François Mauriac.

1944 - Surgem Confissões de Minas, por iniciativa de Álvaro Lins.

1945 - Publica A Rosa do Povo e O Gerente. Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Deixa a chefia do gabinete de Capanema. É chamado por Rodrigo M. E de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.

1946 - Pelo conjunto de sua obra, recebe o prêmio da Sociedade Felipe d' Oliveira.

1947 - É publicada sua tradução de Les liaisons dangereuses, de Choderlos De Laclos, sob o título de As relações perigosas.

1948 - Publica Poesia até Agora. Comparece ao enterro em Itabira, que acontece ao mesmo tempo em que é executada, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a obra Poema de Itabira, de Villa-Lobos, composta sobre seu poema Viagem na família.

1949 - Volta a escrever em O Minas Gerais. Sua filha casa-se e vai morar em Buenos Aires.

1950 - Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.

1951 - Publica Claro Enigma, Contos de Aprendiz e A Mesa. Em Madri, aparece o volume Poemas.

1952 - Publica Passeios na Ilha e Viola de Bolso.

1954- Publica Fazendeiro do Ar & Poesia Até Agora. Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas Imagens, mantida até 1969.

1955 - Publica Viola de Bolso Novamente Encordoada.

1956 - Publica 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor. Aparece a sua tradução de Albertine disparue, ou La Fugitive, de Marcel Proust.

1957 - Publica Fala, Amendoeira e Ciclo.

1958- Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção Poetas del Siglo Veinte.

1959 - Publica Poemas. É encenada e publicada a sua tradução de Donã Rosita la Soltera, de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.

1960 - Nasce em Buenos Aires seu terceiro neto, Pedro Augusto. Colabora em Mundo Ilustrado.

1961- Colabora no programa Quadrante, da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda. Morre seu irmão Altivo. Por ato do presidente Jânio Quadros é nomeado membro da Comissão de Literatura, do Conselho Nacional de Cultura, mas afasta-se do órgão nas primeiras reuniões.

1962 - Publica Lição de Coisas, Antologia Poética e A Bolsa e a Vida. É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco, 81, onde viveu 21 anos. Passa a residir em apartamento. Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura. Aposenta-se como chefe de seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do ministro da Educação, Oliveira Brito.

1963 - Sai a edição chilena de Poesia de Carlos Drummond de Andrade. No Brasil, é lançada sua tradução de Sult (Fome), de Knut Hamsun.

1964 - Publica a primeira edição da Obra Completa, pela Nova Aguilar.

1965- Publicados os livros Antologia Poética, em Portugal, In the Middle of the Road, nos Estados Unidos, Poesie, na Alemanha. Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, Rio de Janeiro em prosa & verso. Colabora em Pulso.

1966- Publica Cadeira de Balanço e, na Suécia, é lançado Natten och Rosen.

1967- Publica Versiprosa, José e Outros, Mundo, vasto mundo, Minas Gerais (Brasil, terra e alma) e Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de um Poema, coletânea de críticas e matérias sobre o poema escrito há 39 anos. Publicações de Fyzika Strachu, em Praga, e Mundo, vasto mundo, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires.

1968 - Publica Boitempo & A Falta Que Ama. Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.

1969 - Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil. Publica Reunião (10 livros de poesia).

1970 - Publica Caminhos de João Brandão.

1971 - Publica Seleta em prosa e verso. Edição de Poemas em Cuba.

1972 - Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta. Publica O poder ultrajovem. Jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta.

1973 - Publica As impurezas do branco, Menino Antigo - Boitempo II, La bolsa y la vida, em Buenos Aires, e Réunion, em Paris.

1974 - Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, Estados Unidos.

1975 - Publica Amor, Amores. Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.

1977 - Publica A visita, Discurso de primavera e algumas sombras e Os dias lindos. Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram.

1978 - Publica 70 historinhas e O marginal Clorindo Gato.

1979 - Publica Poesia e Prosa, 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta. Publica Esquecer para lembrar - Boitempo III.

1980 - Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de A paixão medida.

1981 - Publica Contos Plausíveis e O pipoqueiro da esquina.

1982 - Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Edição mexicana de "Poemas". A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica A lição do amigo - Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade, com notas do destinatário.

1983 - Declina do troféu Juca Pato. Publica Nova Reunião (19 livros de poesia), último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.

1984 - Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica Ciao. Publica, pela Editora Record, Boca de Luar e Corpo.

1985 - Publica Amar se aprende amando, O observador no escritório (memórias), História de dois amores (livro infantil) e Amor, sinal estranho.

1986 - Publica Tempo, vida, poesia. Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título Bandeira, a vida inteira. Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.

1987 - No 31 de janeiro escreve seu último poema, Elegia a um tucano morto que passa a integrar Farewell, último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba enredo No reino das palavras, que vence o Carnaval 87. No dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. "E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade" - comenta o poeta. Seu estado de saúde piora. 12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro. O poeta deixa obras inéditas: O avesso das coisas (aforismos), Moça deitada na grama, O amor natural (poemas eróticos), Viola de bolso III (Poesia errante), hoje publicados pela Record; Arte em exposição (versos sobre obras de arte), Farewell, além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título. Edições de Moça deitada na grama, O avesso das coisas e reedição de De notícias e não notícias faz-se a crônica pela Editora Record.

1988 - Publicação de Poesia Errante, livro de poemas inéditos, pela Record.

1989 - Publicação de Auto-retrato e outras crônicas, edição organizada por Fernando Py. A Casa da Moeda homenageia o poeta emitindo uma nota de 50 cruzeiros com seu retrato, versos e uma auto-caricatura.

1990 - O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de Alguma Poesia.

1991 - Publicação de Obra Poética, pela editora Europa-América, em Portugal.

1992 - Edição de O amor natural, de poemas eróticos, organizada pelo autor, com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre Dacosta e Pedro Drummond.

1993 - Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, O amor natural.

1994 - Publicação pela Editora Record de novas edições de Discurso de primavera e Contos plausíveis. No dia 2 de julho falece D. Dolores Morais Drummond de Andrade, viúva do poeta, aos 94 anos.

1995 - Encenação teatral de No meio do caminho..., crônicas e poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond. Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta. Drummond na era digital, publicação de uma pequena antologia em 5 idiomas sob o título de Alguma Poesia, na Internet, na data de seu 93º aniversário.

1996 - Lançamento do livro Farewell, último organizado pelo poeta, no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

1997 - Primeira edição interativa do livro O Avesso das Coisas.

1998 - Inauguração do Museu de Território Caminhos Dummondianos em Itabira. No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de Itabira.

1999 - Lançamento do CD Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran, pelo selo Luz da Cidade.

2000 - Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio Arnaldo de Belo Horizonte. Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo Jovem Drummond. Lançamento do projeto O Fazendeiro do Ar, com o "balão Drummond", na Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro.

SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges

Origem Histórica - Data da fundação: 08 de Dezembro de 1556

Fundadores: Maracajaguaçu, Chefe da Tribo dos Temiminós e Padre Jesuíta Braz Lourenço

OBSERVAÇÃO: É ERRADO dizer MARACAIA GUAÇU e LOURENÇO BRAZ.
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, conforme relato abaixo, o certo é usar a Ortografia atual colocando a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU (MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE) e Padre BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e Padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.

Criação do Município: 02 de Abril de 1833. Instalado em 19 de Agosto de 1833

O Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, teve início com a fundação de uma Aldeia Indígena dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, (foto), denominada Morro da Serra, o Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude, na várzea, (sopé), onde foi construída uma pequena capela coberta com folhas (palhas).

Seus fundadores foram Maracajaguaçu, Chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

Os índios Temiminós haviam mudado para a capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, Estado do Rio de Janeiro. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia. No Espírito Santo os dois líderes indigenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, é elevada à condição de Freguesia por Carta Régia de 24 de maio de 1752 somente instalada em 1769. Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

A então freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, já o município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. O Município foi instalado oficialmente em 19 de agosto daquele ano, quando era presidente da província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A sua instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).

Na época não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia. Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte.

A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.

Em 19.03.1849 – É Deflagrado um movimento de libertação dos escravos, na Vila de São José do Queimado. Tal movimento foi desmobilizado pela força militar da época e levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: Chico Prego e João da Viúva. O primeiro, enforcado na então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra e o segundo, enforcado na Vila de São José do Queimado. O padre João Clímaco da Alvarenga Rangel foi o advogado dos negros que buscavam a liberdade no movimento denominado "Insurreição do Queimado", ocorrido na Vila de Queimado, que na época pertencia ao município de Vitória e hoje é um distrito do município da Serra.

Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal.

Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

O art. 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois ter­ços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendi­dos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio.

O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui" .

O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana.

Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.


DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Estando na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial, como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

DESBRAVADORES

A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador.

A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

A Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564.  Em 24 de março de 1724, a aldeia foi elevada a categoria de Freguesia e passando pelas categorias de Distrito e Vila, em 02 de abril de 1833 foi reconhecido como município da Serra. Somente após 52 anos, em 1875, o município foi emancipado com a Serra sendo elevada a categoria de cidade pela Lei nº 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto. No dia 2 de Dezembro de 1875 foi  realizada a  solenidade de instalação  Oficial da Cidade, aproveitando-se o fato de ser uma data festiva, a do Aniversário de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

Inicialmente a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.

LOCALIZAÇÃO

O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Compõe-se de 77 municípios, tendo como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89km². Limita-se ao norte com o estado da Bahia, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com o estado do Rio de Janeiro e a oeste com Minas Gerais. Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000m. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a estrada de ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter 551 km2. Viana ficou com 294 km2. Cariacica com 285 km2. Vila Velha, 218 km2 e Vitória, 89 km2.

O Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 551 Km² e uma população, que pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000, era de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres. A população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.




Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré



FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E MARACAJAGUAÇU

BIOGRAFIA E DADOS HISTÓRICOS

OBSERVAÇÃO: É ERRADO dizer MARACAIA GUAÇU e LOURENÇO BRAZ.
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, conforme relato abaixo, o certo é usar a Ortografia atual colocando a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU (MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE) e Padre BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e Padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.



BRAZ LOURENÇO, FUNDADOR DA SERRA

Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta, que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião, Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Braz Lourenço foi confessor do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa, que  era Comandante e Mestre de navio, o MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.

Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios”.

Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

Em 1564, Braz Lourenço foi substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565, ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.

Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas publicações.

Em 2007 a 2010, a Prefeitura da Serra divulgou erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. (sic)  Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande), conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em 1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.

No texto historicamente constata-se alguns erros:

1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
No texto da Prefeitura, o nome do Padre está Certo, BRAZ LOURENÇO, QUE FOI PROVINCIAL (REITOR - CHEFE) DE 1553 A 1564. No texto de Naly está ERRADAMENTE, LOURENÇO BRAZ.
SOPÉ ou VÁRZEA é tudo a mesma coisa, a Aldeia Indígena foi fundada nas proximidades do Morro do Mestre Álvaro, inicialmente entre a Montanha e o Rio Santa Maria da Vitória. Em 1564, depois de uma epidemia de Varíola, mudou-se para o outro lado da montanha, na atual localização da sede do Município.

2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa Messias.

3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.

4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z em BRAZ.

Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja, Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.

 

BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?

O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em 10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre Braz Lourenço e não Lourenço Braz.

O saudoso escritor e ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra “Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em 1941. Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...”  Com base na fonte primária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”,  de Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO.

 

Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria:

"Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS), intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em Vitória no ano de 1554, (MENTIRA, CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564), deixando também, sobre a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA). Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564

 

Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e outro de nome Braz Lourenço:

 

1 - Na relação dos Padre Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.

 

2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO

 

A questão é que o Pesquisador não pode confiar apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564, QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562. Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.

 

ORIGEM DA CONFUSÃO

A confusão começou em 1941, quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome  Lourenço Braz, divulgando o nome errado do Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941. Os historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena, em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.”  Registros do tempo e permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.





MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES

Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra. Era Temiminó, do Grupo Tupi. O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501. Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade. Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.

ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu
e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro

Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia. O segundo filho de Gato Grande é Araribóia. O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. “Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”. Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo. Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564. Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina. A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon . Araribóia contudo não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu na Ilha de Paranapuã, chamada pelos portugueses de Ilha do Gato.

O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.


Fonte: Borges, Clério José - Livro História da Serra - 3a Edição - 2009 - Editôra Canela Verde







Mapa da Serra e Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos ocorrida no Distrito do Queimado em 1849, o Líder Chico Prego.



MESTRE ÁLVARO

Uma Cadeia de Montanhas que deu origem ao nome da Cidade: SERRA
Um mestre que já foi chamado de Alvo, mas que é uma homenagem ao Mestre Álvaro da Costa

# Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".
# Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.
# Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

MESTRE ORIENTANDO NAVIOS
O Mestre Álvaro é um maciço "Gnássico", e sua magnitude é histórica. Nos primeiros documentos cartográficos do século 16, pode-se verificar a indicação do acidente geográfico, Mestre Álvaro, assinalado como ponto de referência para a navegação marítima. Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em sua visita ao Espírito Santo, anotou em seu diário: "O Monte Mestre Álvaro, com tempo limpo e claro, pode ser visto até a 60 milhas do mar".
O viajante estrangeiro Auguste Saint Hilaire, quando visitou as terras do Espírito Santo em 1816, passando pela Serra, em direção ao Rio Doce, desejou conhecer a flora da região, chegando a subir o Mestre Álvaro onde analisou e pesquisou as árvores e plantas da região, coletando muitos dados, tendo escrito: "A mata que cobre a Serra do Mestre Álvaro representa ainda um valioso acervo de espécies aproveitadas na agricultura e na flora medicinal". Nos primórdios da colonização do Espírito Santo, o Mestre Álvaro atraiu os colonizadores que esperavam ali encontrar ouro, sendo estimulados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho. Foram conseguidas pequenas quantidades de ouro de aluvião e outras pedrarias. Historicamente, há registros de retirada de ouro do Mestre Álvaro em 1598, feitas por Dom Francisco de Souza.

EM BUSCA DO OURO
Dom Francisco de Souza foi um Fidalgo Português que, em fins do século XVI conseguiu o título de Governador do Brasil. Em Outubro de 1598, viajava de Minas para São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Logo, desistiu de ir para São Paulo, visitando a região do Mestre Álvaro. Segundo os historiadores José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "História do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, "embora sem ser em grande quantidade".
Informa o historiador Basílio Carvalho Daemon que o Governador Francisco de Souza foi em pessoa examinar algumas minas na região do Mestre Álvaro e que na comitiva estavam dois alemães: O Engenheiro Geraldo Betink e o Mineirador, Jacques de Oalte. O historiador Rodolfo Garcia, em Notas à "História Geral do Brasil", de Adolfo de Varnhagen, cita Geraldo e Jacques mas ressalta no texto que: "Os cognomes dos dois alemães estão evidentemente estropiados, ou seja, modificados".

PARQUE FLORESTAL
O Mestre Álvaro abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado. O Governo do Estado em 1977 criou o Parque Florestal e a Reserva Ecológica, Mestre Álvaro. O Parque compreende uma área aproximada de 3.470 hectares, estando assegurada por Lei a proteção integral da fauna, da flora e demais recursos naturais, com utilização para objetivos educacionais, científicos, recreativos e turísticos. A Altitude (Altura) do Mestre Álvaro é de 833 metros, conforme a Diretoria de Geodesia e Cartografia - Superintendência de Cartograo significado, que continua o mesmo. Assim Alves varia de Álvares que varia de Álvaro.

DENOMINAÇÕES DA MONTANHA DA SERRA
Uma das mais antigas versões é de que o nome Mestre Álvaro seria uma homenagem a um Comandante da Caravela de onde primeiro se avistou a Montanha. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". O nome Mestre Álvaro foi denominado ao longo dos anos, como: Mestre Álvares. Variante de Álvaro; Mestre Aluaro. A grafia no caso está errada. No lugar da letra "V" está a letra "U"; Mestre Alves. Segundo os dicionários especializados, a palavra Alves é variante de Álvares, que por sua vez deriva de Álvaro, aquele que é Muito Atento; Mestre Alvo. A palavra Alvo significa branco, límpido. O Cume mais alto do Mestre Álvaro fica branco quando algumas poucas nuvens o encobrem.

LEI ESTADUAL OFICIALIZA NOME
A palavra "Mestre" significa aquele que comanda, aquele que guia alguém. Quem guia deve ficar atento, assim Álvaro, que significa "Muito Atento" mostra que quer seja Alvo Alves ou Álvaro, o importante é que o Mestre Álvaro está sempre imponente, atento em sua impassividade de monumento de exuberante beleza, sempre destinado a ser Guia daqueles que do alto mar procuram a sua figura como uma orientação. O povo já consagra a denominação Álvaro, para o verdadeiro patrimônio natural dos Serranos, patrimônio este que deu origem ao nome da cidade da Serra.
O historiador Cesar Augusto Marques, no "Dicionário Histórico, Geográfico, Estatístico da Província do Espírito Santo", publicado pela Typografia Nacional em 1878, assim se refere ao Mestre Álvaro: "MESTRE ÁLVARO: Serve de Guia e possui 980 metros. Grafa-se MESTRIALVE; MESTRE ALVA; MESTRE ÁLVARES; MESTRE ALUARO e MESTRE ÁLVARO (...) A mais antiga grafia é MESTRE ÁLVARO. Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi adotado o nome MESTRE ÁLVARO". Cesar Augusto Marques erra na altura do Mestre Álvaro que não possui 980 metros e sim 833 metros. Faz também uma referência a Lei Estadual de 12 de Novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

"LEI N.º 235
Concede aos Governos Municipaes (sic) das Cidades de Serra e Santa Cruz, o patrimônio, a este de todas as terras devolutas na Montanha Mestre Álvaro e àquelle (sic) as do lugar Ribeirão. O Vice-Presidente do Estado, cumprindo o que determina o art. 40 da Constituição, manda que tenha execução a presente lei do Congresso Legislativo: ART. 1º - São concedidas ao Governo Municipal da Cidade da Serra, para seu patrimônio, todas as terras devolutas que existem na montanha Mestre Álvaro, não excedendo a cinco quilômetros em quadro". A lei continua com mais dois artigos, sendo um referente as terras devolutas de Ribeirão, concedidas ao Governo Municipal de Santa Cruz, que na época era Município. O texto termina da seguinte forma: "Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, em 12 de Novembro de 1897. CONSTANTE GOMES SUDRÉ

VERDADEIRO MESTRE ÁLVARO
O segundo Governador Geral do Brasil foi Duarte da Costa. Governou de 1553 a 1557. Junto com Duarte da Costa chegaram ao Brasil alguns padres Jesuítas. Um dos padres foi Braz Lourenço, fundador da Serra. Outro religioso, que ainda não havia sido ordenado padre, foi José de Anchieta que mais tarde seria denominado o "Apóstolo do Brasil". O Governo de Duarte da Costa foi muito agitado. Houve lutas entre colonos e Índios. Os Jesuítas defendiam os Índios já catequizados, não permitindo que os mesmos fossem para a lavoura como escravos. Havia um clima de agitação e guerra. Diante do quadro que se formara, surge Álvaro da Costa, filho de Duarte da Costa, que se destacara por missões de pacificação entre colonos e índios, lutando inclusive contra os que se rebelavam.
Em "Cartas dos Jesuítas", Álvaro da Costa é citado como braço direito do pai e ostenta honras de herói e pacificador de colonos e Índios, bem como um bem sucedido Comandante de Navios a percorrer a Costa Brasileira, procurando sempre solucionar os problemas entre Colonos, Jesuítas e Índios. Em "Cartas Avulsas, 1550 -1568", constante do livro "Cartas Jesuíticas II", editado em 1931 e de autoria de Serafim Leite, consta na página 27: "Dom Álvaro da Costa, filho do Governador, em 1556 empreende guerra, bem sucedida, contra os índios rebelados da Bahia".
É justamente neste período de 1556 que Álvaro da Costa, em viagem da Bahia para São Vicente, passa pelo Espírito Santo, ocasião em que visita seu amigo, padre Braz Lourenço e que fôra seu confessor, na viagem de Portugal para o Brasil. Com apoio de Braz Lourenço, Álvaro da Costa recebe inúmeras homenagens. Suas vitórias na Bahia e outras localidades brasileiras o transformaram num herói, defensor dos colonos contra os índios rebeldes. Os habitantes da Capitania passam então a denominar de Álvaro o imponente maciço da Serra, em homenagem a Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navios.

PROTEÇÃO AMBIENTAL E AS TRÊS MARIAS
O Mestre Álvaro foi transformado em Reserva Florestal em 9 de agosto de 1976 e em 1978 apenas 30 por cento da área da reserva era ocupada por floresta natural. O Jornal "A Gazeta", edição de 20 de abril de 1994, na página 4 do Caderno Dois informa o seguinte sobre a área de proteção ambiental do Mestre Álvaro: "Localizada no Município da Serra, distante aproximadamente 20 quilômetros de Vitória, a área é reconhecida não só pela beleza cênica e natural, mas também pelo seu valor histórico. (...) Ponto culminante do Mestre Álvaro (...). Tem 816 metros de altitude. (...)". A altura do Mestre Álvaro está errada. O Mestre Álvaro possui a altitude de 833 metros.
No alto do Mestre Álvaro existem as três Marias, que são três pontões. Moradores informam que Serrano que é bom Serrano antes de morrer deve conhecer as três Marias, pois dá sorte e a vida fica mais longa.



OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.

Fonte de Pesquisa:
Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89




LIVRO HISTÓRIA DA SERRA

Melhor Livro em prosa de 1998

O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.



“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.

"Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.

"Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.

Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.

"Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.

"(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.

"Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.

Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.
Foto 02: No dia 05/06/2010, em solenidade em Itabira, MG, o Troféu Carlos Drummond de Andrade foi entregue ao Escritor Clério José Borges, como Escritor Destaque do Ano de 2010, pelo Jornalista Eustáquio Lúcio Felix. Clério Borges foi o único Capixaba distinguido com tal honraria em 2010.



SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.

Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".




Livros de Clério José Borges de Sant Anna, à Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



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