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CIDADE DA SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

A MONTANHA DO MESTRE ÁLVARO
Uma Cadeia de Montanhas que deu origem ao nome da Cidade: SERRA
Um mestre que já foi chamado de Alvo, Álvares e Aluaro
mas que é uma homenagem ao Comandante, Mestre Álvaro da Costa


Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA",
de Clério José Borges.
O livro que possui cerca de 240
páginas pode ser encontrado na
Loja Biss, Avenida Central, 901,
Parque Residencial Laranjeiras, Serra ES
Tel.: 27 - 33 38 39 05
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte
Ao lado a capa das três edições
do Livro História da Serra


TOPOGRAFIA DA SERRA: MORRO QUE É UMA MONTANHA
E MONTANHA QUE É UMA SERRA

SERRA-ES: O principal acidente geográfico do Município é a Serra do Mestre Álvaro. O segundo principal acidente geográfico é a Serra do Moreron.

O Mestre Álvaro é o mais setentrional dos “Monadnocks” da Costa do Espírito Santo. Durante milhões de anos, a erosão vai aplainando terrenos, destruindo as montanhas surgidas inicialmente. Existem rochas mais resistentes, de granito ou Gnaisse, e quando a erosão é muito intensa, restam montes isolados.

O exemplo de um maciço isolado no Espírito Santo é o maciço da Serra do Mestre Álvaro. Um maciço Gnáissico que, visto do mar, para quem vem do Norte, apresenta um aspecto de um extinto vulcão.

Reserva Biológica do Mestre Álvaro - Situada no distrito de Pitanga, possui 2.461ha, com altitude variando entre 100 a 833m. É de grande valor para estudos, por ser um dos últimos remanescentes da Floresta Atlântica de encosta e pela diversidade de espécies. A Reserva foi criada pela Lei Estadual nº 3.075, de 09/08/76.

# REGISTRO IMPERIAL - Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".
# LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.
# QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.



MESTRE ORIENTANDO NAVIOS

O Mestre Álvaro é um maciço "Gnássico", e sua magnitude é histórica. Nos primeiros documentos cartográficos do século 16, pode-se verificar a indicação do acidente geográfico, Mestre Álvaro, assinalado como ponto de referência para a navegação marítima. Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em sua visita ao Espírito Santo, anotou em seu diário: "O Monte Mestre Álvaro, com tempo limpo e claro, pode ser visto até a 60 milhas do mar".
O viajante estrangeiro Auguste Saint Hilaire, quando visitou as terras do Espírito Santo em 1816, passando pela Serra, em direção ao Rio Doce, desejou conhecer a flora da região, chegando a subir o Mestre Álvaro onde analisou e pesquisou as árvores e plantas da região, coletando muitos dados, tendo escrito: "A mata que cobre a Serra do Mestre Álvaro representa ainda um valioso acervo de espécies aproveitadas na agricultura e na flora medicinal". Nos primórdios da colonização do Espírito Santo, o Mestre Álvaro atraiu os colonizadores que esperavam ali encontrar ouro, sendo estimulados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho. Foram conseguidas pequenas quantidades de ouro de aluvião e outras pedrarias. Historicamente, há registros de retirada de ouro do Mestre Álvaro em 1598, feitas por Dom Francisco de Souza.

EM BUSCA DO OURO
Dom Francisco de Souza foi um Fidalgo Português que, em fins do século XVI conseguiu o título de Governador do Brasil. Em Outubro de 1598, viajava de Minas para São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Logo, desistiu de ir para São Paulo, visitando a região do Mestre Álvaro. Segundo os historiadores José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "História do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, "embora sem ser em grande quantidade".
Informa o historiador Basílio Carvalho Daemon que o Governador Francisco de Souza foi em pessoa examinar algumas minas na região do Mestre Álvaro e que na comitiva estavam dois alemães: O Engenheiro Geraldo Betink e o Mineirador, Jacques de Oalte. O historiador Rodolfo Garcia, em Notas à "História Geral do Brasil", de Adolfo de Varnhagen, cita Geraldo e Jacques mas ressalta no texto que: "Os cognomes dos dois alemães estão evidentemente estropiados, ou seja, modificados".

PARQUE FLORESTAL
O Mestre Álvaro abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado. O Governo do Estado em 1977 criou o Parque Florestal e a Reserva Ecológica, Mestre Álvaro. O Parque compreende uma área aproximada de 3.470 hectares, estando assegurada por Lei a proteção integral da fauna, da flora e demais recursos naturais, com utilização para objetivos educacionais, científicos, recreativos e turísticos. A Altitude (Altura) do Mestre Álvaro é de 833 metros, conforme a Diretoria de Geodesia e Cartografia - Superintendência de Cartograo significado, que continua o mesmo. Assim Alves varia de Álvares que varia de Álvaro.

DENOMINAÇÕES DA MONTANHA DA SERRA
Uma das mais antigas versões é de que o nome Mestre Álvaro seria uma homenagem a um Comandante da Caravela de onde primeiro se avistou a Montanha. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". O nome Mestre Álvaro foi denominado ao longo dos anos, como: Mestre Álvares. Variante de Álvaro; Mestre Aluaro. A grafia no caso está errada. No lugar da letra "V" está a letra "U"; Mestre Alves. Segundo os dicionários especializados, a palavra Alves é variante de Álvares, que por sua vez deriva de Álvaro, aquele que é Muito Atento; Mestre Alvo. A palavra Alvo significa branco, límpido. O Cume mais alto do Mestre Álvaro fica branco quando algumas poucas nuvens o encobrem.

LEI ESTADUAL OFICIALIZA NOME
A palavra "Mestre" significa aquele que comanda, aquele que guia alguém. Quem guia deve ficar atento, assim Álvaro, que significa "Muito Atento" mostra que quer seja Alvo Alves ou Álvaro, o importante é que o Mestre Álvaro está sempre imponente, atento em sua impassividade de monumento de exuberante beleza, sempre destinado a ser Guia daqueles que do alto mar procuram a sua figura como uma orientação. O povo já consagra a denominação Álvaro, para o verdadeiro patrimônio natural dos Serranos, patrimônio este que deu origem ao nome da cidade da Serra.
O historiador Cesar Augusto Marques, no "Dicionário Histórico, Geográfico, Estatístico da Província do Espírito Santo", publicado pela Typografia Nacional em 1878, assim se refere ao Mestre Álvaro: "MESTRE ÁLVARO: Serve de Guia e possui 980 metros. Grafa-se MESTRIALVE; MESTRE ALVA; MESTRE ÁLVARES; MESTRE ALUARO e MESTRE ÁLVARO (...) A mais antiga grafia é MESTRE ÁLVARO. Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi adotado o nome MESTRE ÁLVARO". Cesar Augusto Marques erra na altura do Mestre Álvaro que não possui 980 metros e sim 833 metros. Faz também uma referência a Lei Estadual de 12 de Novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

"LEI N.º 235
Concede aos Governos Municipaes (sic) das Cidades de Serra e Santa Cruz, o patrimônio, a este de todas as terras devolutas na Montanha Mestre Álvaro e àquelle (sic) as do lugar Ribeirão. O Vice-Presidente do Estado, cumprindo o que determina o art. 40 da Constituição, manda que tenha execução a presente lei do Congresso Legislativo: ART. 1º - São concedidas ao Governo Municipal da Cidade da Serra, para seu patrimônio, todas as terras devolutas que existem na montanha Mestre Álvaro, não excedendo a cinco quilômetros em quadro". A lei continua com mais dois artigos, sendo um referente as terras devolutas de Ribeirão, concedidas ao Governo Municipal de Santa Cruz, que na época era Município. O texto termina da seguinte forma: "Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, em 12 de Novembro de 1897. CONSTANTE GOMES SUDRÉ

VERDADEIRO MESTRE ÁLVARO
O segundo Governador Geral do Brasil foi Duarte da Costa. Governou de 1553 a 1557. Junto com Duarte da Costa chegaram ao Brasil alguns padres Jesuítas. Um dos padres foi Braz Lourenço, fundador da Serra. Outro religioso, que ainda não havia sido ordenado padre, foi José de Anchieta que mais tarde seria denominado o "Apóstolo do Brasil". O Governo de Duarte da Costa foi muito agitado. Houve lutas entre colonos e Índios. Os Jesuítas defendiam os Índios já catequizados, não permitindo que os mesmos fossem para a lavoura como escravos. Havia um clima de agitação e guerra. Diante do quadro que se formara, surge Álvaro da Costa, filho de Duarte da Costa, que se destacara por missões de pacificação entre colonos e índios, lutando inclusive contra os que se rebelavam.
Em "Cartas dos Jesuítas", Álvaro da Costa é citado como braço direito do pai e ostenta honras de herói e pacificador de colonos e Índios, bem como um bem sucedido Comandante de Navios a percorrer a Costa Brasileira, procurando sempre solucionar os problemas entre Colonos, Jesuítas e Índios. Em "Cartas Avulsas, 1550 -1568", constante do livro "Cartas Jesuíticas II", editado em 1931 e de autoria de Serafim Leite, consta na página 27: "Dom Álvaro da Costa, filho do Governador, em 1556 empreende guerra, bem sucedida, contra os índios rebelados da Bahia".
É justamente neste período de 1556 que Álvaro da Costa, em viagem da Bahia para São Vicente, passa pelo Espírito Santo, ocasião em que visita seu amigo, padre Braz Lourenço e que fôra seu confessor, na viagem de Portugal para o Brasil. Com apoio de Braz Lourenço, Álvaro da Costa recebe inúmeras homenagens. Suas vitórias na Bahia e outras localidades brasileiras o transformaram num herói, defensor dos colonos contra os índios rebeldes. Os habitantes da Capitania passam então a denominar de Álvaro o imponente maciço da Serra, em homenagem a Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navios.

PROTEÇÃO AMBIENTAL E AS TRÊS MARIAS
O Mestre Álvaro foi transformado em Reserva Florestal em 9 de agosto de 1976 e em 1978 apenas 30 por cento da área da reserva era ocupada por floresta natural. O Jornal "A Gazeta", edição de 20 de abril de 1994, na página 4 do Caderno Dois informa o seguinte sobre a área de proteção ambiental do Mestre Álvaro: "Localizada no Município da Serra, distante aproximadamente 20 quilômetros de Vitória, a área é reconhecida não só pela beleza cênica e natural, mas também pelo seu valor histórico. (...) Ponto culminante do Mestre Álvaro (...). Tem 816 metros de altitude. (...)". A altura do Mestre Álvaro está errada. O Mestre Álvaro possui a altitude de 833 metros.
No alto do Mestre Álvaro existem as três Marias, que são três pontões. Moradores informam que Serrano que é bom Serrano antes de morrer deve conhecer as três Marias, pois dá sorte e a vida fica mais longa.

Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".

SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".

LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.

QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO? - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Os principais relevos montanhosos do Município da Serra são:

    1- Morro do Vilante. Possui 427 metros de altura, entre a região de Quibebe e a BR 101 Norte, nas proximidades da entrada de Muribeca e do Posto da Polícia Rodoviária Federal. É um imponente maciço às margens da Rodovia, como um Vigilante a vigiar os que chegam e saem da Sede do Município. As palavras Vigiante e Vilante, segundo os dicionários significam a mesma coisa: Vigilante. A palavra Vilante é uma variação da palavra Vigilante, aquele que vigia.

    2- Morro do Céu. Possui 414 metros de altura e localiza-se próximo ao Morro Cavada e Itaiobaia. Segundo a Sra. Ormy Pimentel Ramos e o Sr. Aurino Pimentel Ramos, o Morro do Céu encontrava-se no ano 2000, na Fazenda Bastos e próximo às propriedades de Manoel Loureiro, o Manduca e de Epaminondas Pimentel. Da estrada que liga a BR 101 Norte às localidades de Muribeca e Aroaba, consegue-se ver de perto o Morro do Céu.

    3- Morro Cavada. Possui 362 metros de altura e localiza-se na região de Cavada, próximo à BR 101 Norte e à região de Muribeca;

    4- Morro Grande. Localizado na divisa dos Municípios da Serra e Santa Leopoldina. Possui 329 metros de altura;

    5- Morro das Araras. Com 309 metros de altura. Localiza-se entre as regiões de Morro Grande, Calogi e Chapada Grande.

    6- Morro Xavier. Com 218 metros de altura. Localiza-se na região de Chapada Grande.

    7- Serra do Morerão. Na região de Queimado. É também denominada de Mororon ou Mororão. Trata-se de um conjunto de Morros com alturas variadas de 328, 297 e 200 metros. Assim, além da Serra do Mestre Álvaro, o Município possui a Serra do Morerão, na região de Queimado.

    Existem ainda no Município da Serra os seguintes Morros: a) Morro de Maracapuaba. Fica próximo ao Morro do Vilante. É conhecido também como Morro Donana por causa de uma senhora chamada Dona Ana que morava na região; b) Morro dos Bastos. Há registros de que no Morro dos Bastos existe Manganês; c) Morro Camará-Açu. d) Morro Itapocu ou Itapucu, em Calogi.






MESTRE ÁLVARO E MOCHUARA E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO


A Serra (Morro) do Mestre Álvaro visto do Convento da Penha, em Vila Velha e a Montanha do Mochuara, em Cariacica, visto da BR 101, Contorno de Vitória. Fotos de autoria de Clério José Borges.


Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stella de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.

Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.

Tanto Serra e Cariacica são cidades limítrofes e fazem parte da Grande Vitória. Vitória é a capital do Estado do Espírito Santo.

Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.

Segundo ainda o Escritor e Pesquisador Clério José Borges, autor do Livro "História da Serra", a Lenda Capixaba que conta a estória do Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal e que inicialmente foi relatada, em 1968, pela Escritora Maria Stella de Novaes num livro de 163 páginas intitulado Lendas Capixabas, publicado pela Editora FTD, possui uma grande semelhança com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo músico e grande Maestro, Igor Stravinsky. O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky é um ballet de 1910 baseado nos contos populares russos sobre um pássaro mágico brilhante que ajuda no romance do Príncipe Ivan com uma das Princesas do reino mágico de Katschei, o Imortal. O Compositor Ígor Fiódorovitch Stravinski nasceu em Oranienbaum, na Rússia, no dia 17 de Junho de 1882 e morreu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 6 de abril de 1971.

O Morro do Mestre Álvaro possui 833 metros de altura. O Morro do Mochuara é um granito de 724 metros de altura, localizado na região rural do município de Cariacica. As duas montanhas envolvem lendas de índios e franceses. Segundo alguns escritores e historiadores, os indígenas chamavam-na Moxuara, a Pedra Irmã, em alusão ao Monte Mestre Álvaro, na Serra. Outros afirmam terem visto franceses exclamando: Mounchoir, lençol ou lenço branco, ao terem chegado à baía de Vitória e avistado a afloração granítica coberta por nuvens. Assim a grafia certa seria MOCHUARA, com CH em razão da origem francesa da palavra.

LENDA DA BOLA DE FOGO NO NATAL
Além da Lenda do Pássaro de Fogo, outra lenda do Mestre Álvaro e do Mochuara relata que na noite de Natal corre no céu uma bola, com radiações brilhantes, do Mochuara para o Morro da Serra e vice-versa. E assim, consecutivamente de ano em ano, a mensagem fluorescente cumpre as vontades do “deus cupido”. Segundo o relato, a Lenda conta a existência de um amor entre o morro de Cariacica (Mochuara) e o morro da Serra (Mestre Álvaro). Um meio secreto de comunicação para perpetuar um romance interrompido, (do Índio Guaraci e da Índia Jaciara), onde nas noites de Natal corre no céu uma bola brilhante do Mochuara (Índia Jaciara) para o Mestre Álvaro (Índio Guaraci). Fogos cruzam o espaço na lenda entre o Mochuara e o Mestre Álvaro. A verdade é que uma lenda pode apresentar tanto anacronismos quanto discrepâncias históricas. A versão do Pássaro de Fogo e o amor de Jaciara e Guaraci e a versão da bola de fogo, o amor entre o Mochuara e o Mestre Álvaro eternizado em granito é muito mais poética e muito mais bonita.

MESTRE ÁLVARO E A CARA DE UM ÍNDIO ESCULPIDO NA MONTANHA
Foi lançado no dia 27 de novembro de 2009, no Cine Jardins, em Vitória, ES, o documentário "Siga Minhas Mãos", um projeto audiovisual que representa o imaginário popular das comunidades que vivem no entorno de alguns dos imponentes monumentos naturais do Espírito Santo. Pedras e Montanhas que se destacam por terem a forma esculpida pela natureza.

O nome "Siga Minhas Mãos" faz uma alusão aos moradores que não se cansam de desenhar o contorno destas formas com as mãos no ar. No documentário foi registrado as seguintes pedras: Pedra Menina , o Frade e a Freira, Ema, Camelo, Elefante, Mochuara e Mestre Álvaro. Com relação a Montanha do Mestre Álvaro, além da lenda do Pássaro de Fogo é apresentada a versão de que no alto do Morro existe um encadeamento de pontas de pedras que formam a figura do rosto de um Índio deitado. No aludido documentário uma mão no ar aparece desenhando o contorno do rosto do Índio. O documentário tem roteiro e direção de Luciana Gama, jornalista que aparece na foto com Clério José Borges, um dos entrevistados no referido documentário. O documentário tem o Patrocínio da Lei Rubem Braga (Vitória) e da Lei Chico Prego (Serra) e Apoio Cultural da TV Gazeta, Banestes, Gráfica GSA, East Coke, Viação Tabuazeiro.



O Morro do Mestre Álvaro é uma área de Proteção Ambiental. É uma atração para aqueles que têm espírito aventureiro: uma caminhada de mais de 4 horas (só de ida), a partir do centro da cidade da Serra, compensado pelo belo visual. O monte reserva muitas cachoeiras no caminho e águas geladas de um córrego, permitindo banho refrescante na dura caminhada. Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.

No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Distante aproximadamente 27 Km do Centro de Vitória, suas matas abrigam espécies animais em extinção. Pode-se avistar toda a região da Grande Vitória do ponto culminante do Mestre Álvaro e boa parte do litoral capixaba. A montanha cujo cume atinge 833 metros de altura, oferece uma visão maravilhosa de várias partes da Grande Vitória. De mais perto, porém, pode-se desfrutar das delícias da vida no campo: natureza, belas paisagens, recepção acolhedora, além da possibilidade de adquirir produtos caseiros como pães, doces, licores, queijos, leite fresco e artesanato.

ESCALANDO A MONTANHA

No Mestre Álvaro você encontra algumas curiosidades que são narradas pelos que sempre frequentam o local. Para subir existem algumas trilhas tradicionais. Uma delas é pelo Restaurante da Helana, chamado Restaurante Sítio Mestre Álvaro. Há uma subida pela cachoeira, passando pela "represa", momumento histórico que servia de caixa d´água para um sistema de abastecimento antigo da Serra, passando pelo "escorregador", um pequeno local que os jovens iam para escorregar por uma pedra lisa e cair dentro de um poço mais em baixo.

Para escalar algumas providencias básicas devem ser tomadas: Espere a temperatura ficar mais amena, pois o sol forte demais prejudica a subida. Vá em grupo e saiam cedo, pois só retornarão ao entardecer. Levem lanches, água e agasalho. Não esqueça a máquina fotográfica e se tiverem a filmadora. Em alguns dias o topo fica coberto de nuvem. Suba devagar. Há orquídeas, plantas nativas, e o local é arborizado e faz um friozinho. Não é muito alto. Existe alguns pontos que você deve visitar: a chamada "Torre" e as "Três Marias", que são pontos turísticos diametralmente opostos na geografia do lugar. Segundo o fotógrafo da Serra Sede, Edson Reis e o historiador e professor Michel Dal Col, que sempre visitam em grupos o local, há ainda o chamado "Morro do Belinho", com a sua pedra fantástica que é um mirante natural.




SERRA: TERRA DE BELEZA E DE MAGIA
O potencial turístico da Serra
Vinte e três quilômetros de praias

O Litoral da Serra possui 23 quilômetros de praias. Estende-se desde Carapebus, ao sul, limite de Vitória, até Nova Almeida, ao norte, divisa com Fundão, com praias convidativas, muito sol e gente bonita! As praias da Serra acolhem um grande número de turistas durante o verão.
Podemos encontrar ainda: as Lagoas, como a Lagoa Jacuném, a Lagoa do Juara e a Lagoa de Carapebus, além do Morro Mestre Álvaro, com seus 833 metros de altitude que pode ser visto de qualquer ponto do município, sendo considerado possivelmente o pico costeiro mais alto do Brasil, com uma fauna e flora privilegiadas e piscinas naturais.
Na culinária do litoral da Serra destaca-se a Moqueca Capixaba, com peixes nobres e tintura de urucum em panelas de barro que só são encontradas no Espírito Santo.

TURISMO: BALNEÁRIOS E PRAIAS

A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados.

As principais ATRAÇÕES TURÍSTICAS DA SERRA são:
Serra (Morro) do Mestre Álvaro; Balneário de Jacaraípe; Praias de Manguinhos, Bicanga e Carapebus; Praia e Balneário de Nova Almeida.

O Turismo na Serra já é uma atividade tradicional como em todo o Espírito Santo. Seu desenvolvimento decorre fundamentalmente da existência de um bem natural, as praias, que viabilizam o turismo espontâneo da população residente em regiões próximas, no próprio Estado e nos Estados vizinhos, especialmente Minas Gerais. A principal região emissora de turistas para o município da Serra é Minas Gerais (47,2%), seguida de outros municípios do Espírito Santo (25,7%), Rio de Janeiro (7,5%), Distrito Federal (6,5%) e São Paulo (5,3%). O principal motivo da viagem dos turistas é o lazer (85%), seguido pela visita a parentes e amigos (7,1%). O principal meio de hospedagem utilizado é casa de parentes, amigos, casas próprias e alugadas (83%), seguido de hotéis não classificados (7,7%) e hotéis classificados (7,1 %).


Balneário de Jacaraípe

JACARAÍPE - É a praia mais frequentada da Serra, conhecida por oferecer pratos variados de frutos do mar. É procurada pelos praticantes de esportes náuticos como: surf, bodyboard e windsurf. As praias da Baleia, Castelândia, Solemar, Enseada, Capuba e Costa Bela oferecem excelentes condições para o banho de mar. Jacaraípe é uma localidade situada às margens do Rio Jacaraípe e próximo a Lagoa Juara (ou Joara), a cerca de 30 a 33 quilômetros de Vitória. Já foi uma vila de pescadores. Atualmente, é a mais badalada das praias da Região Metropolitana da Grande Vitória. É conhecida também como a praia dos Surfistas.

Praias do Balneário de Jacaraípe: - Praia da Baleia - Capuba - Enseada de Jacaraípe - Praia do Solemar - Costa Bela - Praia do Barrote.
Como chegar: distante 26,8 Km a leste da sede municipal, seu acesso à partir daí é feito através da BR-101, indo-se em direção a Capital, até o entrocamento do bairro Laranjeiras, onde após a travessia das pistas da BR-101 segue-se através da ES-010 por 12,5 Km até Jacaraípe. Vindo de Vitória, o entrocamento do bairro de Laranjeiras na BR-101, encontra-se distante 13,5 Km. Existem placas indicativas.



Praia de Manguinhos

MANGUINHOS - O Balneário de Manguinhos é inesquecível pelas praias de águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. É um recanto seguro para a desova de tatarugas marinhas. Os bares e restaurantes especializados em frutos do mar fazem de Manguinhos uma referência na culinária capixaba. Os pratos mais pedidos são: camarão na moranga, moquecas, torta capixaba e bobó de camarão. No carnaval é realizado o tradicional banho de mar à fantasia. Manguinhos é um bairro litorâneo da Serra. Surgiu a partir de uma vila de pescadores que começou a se formar no início de 1900. O balneário de Manguinhos é portanto originário de uma antiga Vila de Pescadores.

Os moradores locais procuram preservar a tranqüilidade e a paisagem agreste e suas ruas são simples, sendo construída recentemente uma moderna praça, mas que não retirou a característica de uma vila, onde os seus nativos são os pescadores que vendem peixes na areia da praia e que saem cedo com seus barcos, retornando ao entardecer cheios de peixes. O fluxo de turistas aumenta no verão, mas, na baixa temporada, esta vila de pescadores oferece muita paz com uma praia limpa que encanta os que querem fugir da poluição. Pertence ao Município da Serra e está localizada a 25 quilômetros de Vitória. É um lugar com muita natureza, mar e vegetação. Praia com ondas fracas, areia clara e com moradores conscientes quanto à preservação da estreita faixa de restinga no lado sul da praia.

Manguinhos oferece Restaurantes e bares famosos pelo peixe frito. No Restaurante Enseada de Manguinhos constantemente são vistos Cantores e Artistas da Televisão brasileira saboreando a gostosa e verdadeira Moqueca Capixaba.

Em Manguinhos está localizado o Parque Yahoo. O Yahoo Family Park ou Parque de Diversões Yahoo é o parque com a maior diversidade de entretenimento do Brasil. Nele você vai encontrar um parque aquático (42 atrações), um parque de diversões (10 atrações) uma Fazendinha (mais de 30 atrações), e mais área social com restaurante central para atender até 2.500 pessoas por dia, a lanchonete, a pastelaria com caldo de cana, a loja de artesanatos e de souvernirs e a loja de conveniências.

Por ser um parque familiar os equipamentos do Yahoo foram idealizados e construídos para levar diversão e alegria para todos os membros de uma família numa área total de 180.000 metros quadrados. O Yahoo Park coloca mais adrenalina na programação e inaugurou a "Mega Rampa", a maior rampa aquática do país e um disparador de boias. Com um sistema que impulsiona as boias a uma distância que chega a 97 metros. Yahoo Family Park Rodovia ES 10 - Km 06 - Estrada Vitória/Jacaraípe Trevo do Yahoo - Serra - ES - Brasil - E-mail: yahoo@yahoopark.com.br Telefone: (27) 33 98-00 00


Praia de Carapebus

PRAIA DE CARAPEBUS - Inserida na área de proteção ambiental de Praia Mole, Carapebus é a praia mais próxima da capital do estado, com trechos de águas calmas e outros com ondas fortes, favorecendo a prática do surf. Os frequentadores podem escolher entre banhos de mar e lagoa. É um local de desova de tartarugas marinhas da costa capixaba.
Praia de Carapebus e a praia da Serra mais próxima de Vitória. Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca.
A praia possui colônia de pescadores, com área de 1,5 Km de areia grossa, com formação arenítica e de corais ao sul. Possui águas propícias a prática de surf e pesca. Com ondas de 0,5 a 2,0 metros, enfatizando uma área de preservação ambiental fiscalizada pelo Projeto Tamar.
É famosa pela Lagoa de Carapebus, separada da praia por uma faixa de areia, agradável para as famílias, que podem se banhar em suas águas mornas, ou enfrentar a força das ondas desta praia agreste.


Balneário de Carapebus

O Balneário de Carapebus inicia-se logo após a Colônia de Férias da Polícia Militar de Minas Gerais e vai até o riacho que faz divisa com Bicanga.
Possui areia fina e escura, águas limpas e próprias para banho, no pico Coral do Sítio, as ondas são propícias a prática do surf, chegando de 0,5 a 2,0 metros.


Praia de Bicanga

BICANGA - Possui águas calmas, apropriadas para a prática de pesca de arrastão. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas. Tem as características de vila de pescadores

Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca. É o balneário mais agreste da região.
Bicanga possui águas calmas e preserva ainda hoje as características de vila de pescadores. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas, o balneário é um dos refúgios preferidos de quem busca a mansidão do mar para refrescantes banhos e daqueles que optam por conciliar descanso com a oportunidade de entrar em forma com longas caminhadas.
Como chegar: o acesso é um pouco mais distante da Rodovia ES-010, mas os atalhos e a freqüência de linhas de transporte coletivo auxiliam na chegada à beira-mar. Seu acesso a partir do entroncamento do Bairro de Laranjeiras na BR-101, é feito através da Rodovia ES-010, entrando para praia de Manguinhos onde existe uma placa. Daí mais 2,5 Km até o trecho final do asfalto.


LOCALIZAÇÃO DA SERRA E ACESSO AO MUNICÍPIO
Distâncias entre Cidades e entre Capitais e a Serra
Mapas do Município da Serra

A Serra possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília), além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Distância da Capital (Vitória):

A Serra é um Município que faz limite com Vitória. O bairro Eurico Salles, em Carapina, na Serra, faz limite com o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória. Da Sede Administrativa da Serra, do Marco Zero localizado entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa e o Marco Zero de Vitória, na Cidade Alta em frente a Catedral Metropolitana, são 27 quilômetros.

A Sede da Serra possui as seguintes distância de outras Capitais:

São Paulo (SP): 993 km - Rio de Janeiro (RJ): 561 km - Salvador (BA): 1238 km - Brasília (DF): 1274 km - Fortaleza 1837 km - Belo Horizonte 500 km mais próxima - Curitiba (PR): 1395 km - Manaus 2859 km - Recife 1466 km - Porto Alegre (RS): 2037 km - Belém 2262 km - Goiânia 1020 km

Aeroporto mais próximo da Serra:

Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.



MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA - PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA

Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu a pergunta: Da Serra? ou De Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?

Sobre o assunto, algumas opiniões:

1 - Escritor Zedânove Tavares Sucupira: O Dicionário Novo Aurélio define na página 1844, na terceira coluna, o verbete SERRANO, item 2, adjetivo: De, ou pertencente ou relativo a Serra (ES). Conclusão: Quem questionou está, de acordo com o referido Dicionário, correto. A expressão DA SERRA é realmente imprópria. Deveria ser HISTÓRIA DE SERRA. Contudo o uso de HISTÓRIA DA SERRA não seria irregular, já que se pode adotar a expressão de uso popular DA SERRA. Quem faz a língua é o povo.

2 - Videomaker e fotógrafo Aurélio Carlos: Deve ser mantida a tradição oral. Quem faz a língua é o povo, que sempre definiu o Município como DA SERRA.

3 - Jornalista Andrade Sucupira Filho: Para analogia, cito o exemplo: Fala-se, referindo-se ao Estado da Bahia - Fui para a Bahia... Vim da Bahia. Sabe-se que o nome BAHIA referia-se, na época, ao acidente geográfico onde desembarcaram os Portugueses, que deu nome, posteriormente ao lugar. Logo, consagrado pelo uso, nada de errado em se dizer HISTÓRIA DA SERRA, ou PREFEITURA DA SERRA. (Fonte: Evanildo Bechara - Moderna Gramática Portuguesa, página 247).



MAPAS DOS LIMITES DA SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

        








ORIGEM HISTÓRICA DA SERRA
SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

O Estado do Espírito Santo está localizado na Região Sudeste do território brasileiro, limitando-se com os Estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Quem nasce no estado é chamado de capixaba. Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios, um dos quais é o Município da Serra, limítrofe à capital, situado ao norte de Vitória. A sede do Município, porém, está mais afastada, nas proximidades do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do Município).

ECONOMIA - Em sua história o município teve duas fases distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açucar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho.
Na década de 50, iniciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principalmente, Argentina.

DESENVOLVIMENTO - No início da década de 50 foi iniciada a construção da BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamente, o progresso da Serra. O Município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a partir da década de 60 (século XX).
Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redução após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da ferrovia EFVM, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28,873) se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno aconteci­do em todo o Brasil.

SIDERÚRGIA E INDÚSTRIAS - Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configuração urbana do Município. O Distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvimento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, hoje Arcelor Mittal Tubarão, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes.

POPULAÇÃO:

A população da Serra tem crescido vertiginosamente, devido a construção de vários Conjuntos Habitacionais, a partir da década de 80, quando o Município passou a oferecer uma opção de residência para os que trabalham na área da Grande Vitória e na Companhia Siderúrgica de Tubarão. Além disto várias pessoas tiveram acesso à aquisição de uma casa própria através de financiamentos acessíveis e bem populares. A população da Serra aumenta em mais de 200 por cento de 1980 a 1996. O censo realizado pelo IBGE em 1991 aponta a Serra com 221.513 habitantes. Em 1993 a Serra possuía uma população de 240.376 habitantes. Em 1995 a população era de 280.500 habitantes. Com a inauguração do Conjunto residencial “Cidade Continental” na região de Novo Horizonte e Carapebus, a população aumenta e em 2000, o Censo registra 330.874 habitantes.

Para se avaliar o crescimento da população da Serra ao longo dos anos, eis os dados históricos existentes:


1562: 1.000 habitantes - A população da Serra em 1562, conforme Carta de Braz Lourenço, informando que na região existiam “mil almas”.


1860: 2.000 habitantes - A população da Serra em 1860 refere-se à sede do Município e consta dos documentos da visita de Dom Pedro II.


1940: 6.415 habitantes


1950: 9.245 habitantes


1960: 9.192 habitantes


1970: 17.286 habitantes


1980: 82.450 habitantes


1990: 142.633 habitantes - De acordo com o IBGE em 1990 a Serra possuía 142.633 habitantes, sendo a maioria, 71.340 homens, com uma pequena margem de diferença para as 67.376 mulheres na área urbana. Na zona rural havia 2.088 homens e 1.838 mulheres.


1991: 221.513 habitantes - População do Brasil, pelo Censo de 1991: 146.825.475 habitantes, sendo 72.485.122 homens e 74.340.353 mulheres. População do Espírito Santo, pelo Censo de 1991: 2.600.618 habitantes, sendo 1.297.557 homens e 1.303.061 mulheres. Em 1991, existiam na Serra 110.697 mulheres na área Urbana e 685 mulheres na área rural da Serra. Já os homens em 1991 eram: 109.272 na área urbana e 856 na área rural.


1993: 240.376 habitantes - População estimada em 1993, segundo fonte do Departamento Estadual de Estatística e publicado no Mapa do Espírito Santo, do Jornal “A Gazeta” de 20 de abril de 1994.


1994: 251.828 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.


1995: 280.500 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003. Em 1996 a população do Espírito Santo era de 2,802 milhões.


1998: 290.000 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.


2000: 330.874 habitantes - Os dados são de 01 de agosto de 2000, data de referência do Censo Demográfico 2000 do IBGE. Incluem-se os bairros Hélio Ferraz, Conjunto Carapina I e Bairro de Fátima, os quais o IBGE, conforme Lei Estadual, considera como sendo pertencentes ao município de Vitória. Assim, os totais divulgados pelo IBGE se referindo ao município de Serra tem uma diferença de 9.693 pessoas, sendo 4.593 homens e 5.100 mulheres a menos, ou seja, os totais de Serra segundo o IBGE são 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres. Ressalta-se que os dados destes bairros são preliminares, mas eles não alteram a população rural. Pelo Censo de 2000 a população do Estado do Espírito Santo é de 3.093.171 habitantes, sendo 1.560.824 mulheres e 1.532.347 homens, havendo um excedente de 28.477 mulheres em relação ao número total de homens. No Brasil a população total em 2000 era de 169.544.443 habitantes.


2000: 321.181 habitantes - População da Serra sem os bairros de Fátima, Carapina I e Hélio Ferraz. Os totais de Serra segundo o IBGE são: 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres e 85.812 domicílios.


2003: 350.160 habitantes - População estimada em 2003.


2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes. De acordo com a censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tem 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do Estado. Mas, na verdade, seria a maior do estado com 421.677 moradores, se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o Município da Serra, pois o IBGE excluiu como população da Serra, os habitantes dos bairros de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima). A IMprensa e algumas publicações informam erradamente Rosário de Fátima. Não é Rosário de Fátima que é outro bairro e fica ao lado de Manoel Plazza. O IBGE excluiu ainda o bairro Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória. Isto está de acordo com a antiga divisão territorial entre os municípios, pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus faziam parte da Capital Vitória, de acordo com esta lei. Após disputas que se estendiam há mais de 49 anos, os municípios de Vitória e Serra enfim têm seus limites territoriais definidos. A sanção do Projeto que determina as áreas pertencentes às duas cidades foi assinada na sexta-feira (28/12/2012) pelo governador Renato Casagrande em solenidade no Palácio Anchieta. Para chegar a esse resultado, foram realizados intensos debates e negociações entre as prefeituras e câmaras de vereadores, além da participação de deputados estaduais e de membros do governo estadual. A partir da assinatura do governador, a Serra passou a ser a cidade capixaba mais populosa do Espírito Santo, com mais de 417 mil habitantes.

O Censo Demográfico de 2010, que contém os resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, informa que o Brasil possui 190.755.799 habitantes. Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres. População Oficial do Espírito Santo em 2010, segundo Censo do IBGE: 3.514.952 - Área (km²): 46.095,583 - Capital Vitória. Número de Municípios: 78.

2013: Previsão: 500.000 habitantes

COMÉRCIO - O comércio varejista do município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, que tem o Shopping Laranjeiras, bem como a Avenida Central, como pontos de destaque no comércio e onde estão situados nove bancos, diversas lojas nos mais variados ramos (Construção, Confecção, como é o caso da Loja BISS, do empresário Clérigthom Thomes Borges, Móveis e Eletrodomésticos, como é o caso da Ricardo Eletro e Casas Bahia, Supermercados, Lanchonetes, Papelarias, como a Doce Saber do empresário Luiz Carlos Maioli, Escolas, etc).

SHOPPING CENTER - Em 2002, foi inaugurado em Laranjeiras um pequeno Shopping Center que visava a atender a comunidade local. O shopping conta com quatro salas de cinema, lojas variadas e praça de alimentação. No dia 6 de Dezembro de 2011 foi inaugurado o Shopping Mestre Álvaro, que se localiza no bairro Eurico Salles, próximo ao Aeroporto de Vitória (Aeroporto Eurico de Aguiar Salles). O Mestre Álvaro é o segundo maior Shopping do Espírito Santo, perdendo apenas para o Shopping Vitória. Com isso, o bairro de Eurico Salles ganha uma grande notoriedade graças aos largos investimentos que estão sendo feitos à seu redor, incluindo condomínios de alto padrão residencial, e de luxo. O bairro, dentro dessas circunstâncias pode ser classificado como um bairro nobre da cidade de Serra. Recentemente, diversos empreendimentos imobiliários instalaram-se na região, principalmente na construção de condomínios residenciais fechados de casas, prédios residenciais e shoppings, contribuindo assim para a especulação imobiliária regional. Em 2006, foi especulado que residencias situadas na avenida Central (Laranjeiras), receberam ofertas de compras na faixa de Um Milhão de Reais, de grandes instituições, comércios e bancos. Laranjeiras teve o maior índice de valorização imobiliária do Espírito Santo em 2007.

FUNDAÇÃO - A Serra teve início com a fundação de uma Aldeia dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, uma Serra, denominada Morro da Serra, ou Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude. A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no Sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas). Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado.

Os fundadores da Serra foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

OBSERVAÇÃO - Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes. (Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goitacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro). No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar Pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição". O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive inciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

Os índios Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia.

No Espírito Santo os dois líderes indigenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

FREGUESIA - A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra se desenvolveu com a construção de um Povoado nas proximidades, organizado em 1562 pelo padre Fabiano de Lucena. Em 1564, um epidemia de Varíola muda a Aldeia Indígena e o povoado para o outro lado do Morro da Serra. O povo acreditava que mudando para o outro lado estariam distantes da doença contagiosa e fatal.

Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz.

Carta Régia é o nome dado à Carta do Rei de Portugal dirigida às autoridades ou à autoridade e que em seu conteúdo continha, muitas vezes, determinações gerais e permanentes, inclusive a designação de Freguesia para os Povoados brasileiros. Na época a estrutura administrativa civil (dos Povoados brasileiros) correspondia a mesma estrutura eclesiástica, (da Igreja). Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

VILA - A sede denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, com a denominação de Vila da Serra.

MUNICÍPIO - O Município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. O Município foi instalado oficialmente, constituído do distrito sede, em 19 de agosto daquele ano, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A sua instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).

CIDADE - Em 1875, a Vila da Serra foi elevada a categoria de Cidade pela Lei nº 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto. No dia 2 de Dezembro de 1875 foi  realizada a  solenidade de instalação  Oficial da Cidade, aproveitando-se o fato de ser uma data festiva, a do Aniversário de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

SERRA E ITAPOCU - Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o Município é constituído apenas do Distrito sede. Pela Lei Estadual nº 1304, de 30 de Dezembro de 1921 é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa no ano de 1933, o Município é constituído de 2 Distritos: Serra e Itapocu.

ITAPOCU E NOVA ALMEIDA - Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida. O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú. Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

CARAPINA E QUEIMADO - Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.

CINCO DISTRITOS - Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1960, o Município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. No ano 2.000, os Distritos da Serra foram definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990, passando o território do Município da Serra a ser dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:
1 - Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.
2 - Calogi. Distrito agropecuário.
3 - Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria.
4 - Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.
5 - Queimado. Distrito com 98 por cento de sua população vivendo da agropecuária.
Divisão territorial que vigora até a presente data.

CULTURA POPULAR - A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais destacam-se a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado " Insurreição de Queimado".

O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

O CONGO, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

ALEAS - No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. Na foto histórica de fundação da ALEAS, Clério José Borges discursando. Ao lado de Clério José Borges, o Advogado, Dr. Carlos Dorsch, que aparece escrevendo, secretariando os trabalhos. De camisa branca, o ex-Prefeito da Serra, por duas vezes, Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda, que foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

CTC - Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. O CTC encontra-se divulgado na Internet, através do web Site: www.trovadorescapixabas.com.br A entidade é presidida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges. (www.clerioborges.com.br).



EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA

VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914
Em 1833, quando o Município da Serra foi criado não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia. Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte.

A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.


CIDADE DA SERRA

Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal.

Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

O art. 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio.

O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui" .

O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana.

Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.


DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Estando na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial, como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

DESBRAVADORES

A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador.

A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

A Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. 

Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

Inicialmente a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo. Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acon­tecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

LOCALIZAÇÃO

O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Compõe-se de 77 municípios, tendo como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89 km². Limita-se ao norte com o estado da Bahia, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com o estado do Rio de Janeiro e a oeste com Minas Gerais. Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000m. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a estrada de ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter a extensão territoral oficial de 553 km 526 m

O Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 553 Km² e 526 m. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2013 é estimada em mais de 500 mil habitantes.





Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré



OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.

Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Loja Biss, Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 33 38 39 05

Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na À Venda na Loja Biss, Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 33 38 39 05



BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida
Presidente do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC
Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS

Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a mil e trezentos Vídeos. Em 1987 concedeu inclusive entrevista a Leda Nagle, em Rede Nacional, no programa "Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, participando da fundação do Movimento Comunitário do bairro Eurico Salles, na Serra ES. Clério é registrado como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

Foto 01: Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".

Foto 02: Belo Horizonte, MG, dia 23 de Agosto de 2011 - Em solenidade presidida pelo Dr. Mário Carabajal, Presidente Nacional Fundador da ALB - Academia de Letras do Brasil e com a coordenação geral da Acadêmica Sílvia de Lourdes Araújo Motta, Escritora, Poeta, Doutora em Filosofia Universal, Cadeira 2 (dois) de Minas Gerais, Presidente “pro tempore” da ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL-ALB de MINAS GERAIS, realizada na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua Guajajaras 1268, (sobreloja), Belo Horizonte, Minas Gerais, receberam a Medalha do Mérito Cultural AFONSO PENA e foram empossados como Acadêmicos Imortais, seguidores de Platão, os Escritores Capixabas, CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA e KÁTIA MARIA BOBBIO LIMA, respectivamente Presidente e Vice Presidente do CTC, Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. A solenidade que foi muito bem organizada contou com a Diplomação de mais 38 Acadêmicos Imortais entre as quais a premiadíssima Escritora de Minas Gerais, Zeni de Barros Lana. No evento duas brilhantes apresentações musicais, inclusive a do Coral Luís de Camões, que foi aplaudido de pé por todos os presentes. Na foto Clério e a Medalha Afonso Pena.

ESCRITOR PERSONALIDADE NOTÁVEL DE 2012

No dia 10 de março do ano de 2012, Clério José Borges recebe o Troféu Pedro Aleixo, na cidade de Itabira, MG, como "Personalidade Brasileira Notável de 2012." Na foto Clério José Borges, o belo Troféu Dr. Pedro Aleixo e o Jornalista Eustáquio Lúcio Felix, promotor do evento.
Na Internet consta a seguinte notícia:
O Escritor Capixaba Clério José Borges foi eleito "Personalidade Brasileira Notável de 2012" e foi agraciado no dia 10 de março de 2012, no palco do salão de festas da ATIVA, na cidade de Itabira, Minas Gerais, com o Troféu Pedro Aleixo, honraria que é outorgada aqueles que se destacaram no cenário mineiro e brasileiro por sua coragem e, sobretudo pela capacidade de modificar o universo social, político, cultural e profissional que os rodeia, com sua sensibilidade e sua visão pessoal de mundo.
O Convite para a homenagem a Clério José Borges foi feito pelo Sr. Eustáquio Lúcio Félix - Jornalista e diretor da Félix Eventos e Cerimonial, por indicação da Jornalista e Escritora Léa Lu, residente em Contagem, Minas Gerais. Clério esteve presente e participou da 12ª edição da entrega do Troféu Pedro Aleixo, considerado um grandioso evento sociocultural e empresarial do País, acompanhado de sua esposa Zenaide Emília Thomes Borges.

HOMENAGEM NA CÂMARA MUNICIPAL DA SERRA, ES

Dia 26/11/2012, o Vereador da Serra, ES, Bruno Lamas da Silva homenageou o Escritor Clério José Borges, presidente da ALEAS, com um Diploma de Voto de Congratulação, por ter recebido em Itabira, MG, o Troféu Pedro Aleixo.

No Web Site do Vereador consta a seguinte notícia:
Bruno Lamas homenageia aqueles que promovem a cultura da Serra.
O vereador Bruno Lamas (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal da Serra na sessão ordinária de segunda-feira (26/12/2012) para falar sobre a importância de algumas pessoas para a cultura da Serra. Na oportunidade ele ressaltou o trabalho desenvolvido na Serra pelo escritor, historiador e imortal da Academia de Letras da Serra, Clerio Borges; Bruna Chola e Weslei da WB produções também foram homenageados, eles colocaram o Espírito Santo na rota das grandes e boas peças teatrais. A bailarina Liviane Pimenta que desenvolve um belo trabalho no município da Serra com danças e atividades culturais com muita qualidade e premiações também foi agraciada pelo vereador.
O vereador Bruno Lamas (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal da Serra na sessão ordinária desta segunda-feira (26) para falar sobre a importância de Clerio Borges, escritor e imortal da Academia de Letras da Serra, para a cultura serrana. Clerio recebeu um justo voto de louvor pelo e excelente trabalho prestado, umas das maiores honrarias concedidas pelo Poder Legislativo a personalidades que se destacam em suas áreas de atuação.
Para a vereadora Sandra Gomes (PSDC), Clerio se expressa com a alma. “Toda fala é uma poesia, é uma prosa. Tenho certeza que hoje, ao receber essa que é uma das maiores homenagens deste Poder - esse voto de louvor aprovado por todos os membros da Casa -, estamos honrando o meu colega, o meu confrade, concedendo essa justa homenagem”, frisou. Prestigiaram a entrega dos votos de louvor os vereadores Aldair Celestino Xavier, Auredir Pimentel, Boy do INSS, Neidia Pimentel, Lourencia Riani, Sandra Gomes, Marcos Tongo, Jamir Malini, Guto Lorenzoni, Davi Duarte, João Luiz Teixeira, Ericson Duarte, além do presidente do Legislativo serrano, vereador Cezar Nunes.



SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.





FONTE DE PESQUISAS

Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde -

Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES.

Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde.


OBSERVAÇÃO:

Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges. Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 92 57 82 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas.




CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES

Alguns livros de Clério José Borges encontram-se esgotados. Outros poderão ser encomendados através da Loja Biss, na Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil - Tel.: 27 - 33 38 39 05, falar com Clérigthom ou diretamente em contato com o autor Clério José Borges de Sant Anna pelos telefones: 55 - 27 - 92 57 82 53.
Contatos por e-mail: clerioborges@hotmail.com ou clerio@clerioborges.com.br




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