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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR
, Espírito Santo -  Brasil.   .

FESTA DE SÃO BENEDITO NA SERRA, ES
Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004

A Festa de São Benedito é realizada no Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, todos os anos, nos dias 25,26 e 27 de Dezembro. Festa de São Benedito na Serra 2004Na ocasião é realizada a Puxada do Navio, Desfile das Bandas de Congo e apresentação da Banda de Música Estrela dos Artistas. Na ocasião é realizado um evento paralelo, organizado por Wellington Cambu, o Serra Folia, com apresentação de Grupos e Cantores no Trio Elétrico e o Bloco "Sacode a Serra". Festa realizada na Serra sede. Fotos do evento de 2004. Também a vida de São Benedito. Relato do Escritor Capixaba, Clério José Borges, autor do Livro "História da Serra". Apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal da Serra. Clério José Borges - Escritor - Poeta e Trovador - Serra - Espírito Santo - Brasil.

A VIDA DE SÃO BENEDITO

São Benedito nasceu na Sicília, Itália, em 1526. Seus pais eram descendentes de escravos vindos da Etiópia, e mais tarde libertos por seus senhores, tomando o sobrenome dos mesmos.

Sua família era pobre e o Mouro, como era chamado, foi pastor de ovelhas e lavrador. Aos 18 anos decidiu consagrar-se ao Senhor, mas somente aos 21 anos foi chamado por um monge para viver entre os Irmãos Eremitas de São Francisco de Assis. Professou os votos de pobreza, obediência e castidade. Andava descalço, dormia no chão sem cobertas e fazia muitos outros sacrifícios. Muitas pessoas o procuravam pedindo conselhos, orações e alcançavam muitas curas.

Depois de 17 anos, foi obrigado a se mudar para o Convento dos Capuchinhos, onde foi escalado como cozinheiro, permanecendo nesse humilde serviço até que foi eleito pelos seus irmãos de comunidade como superior do Mosteiro. Era leigo, analfabeto, mas foi eleito por sua santidade, prudência e sabedoria. Considerado iluminado pelo Espírito Santo, profetizou muitas vezes com incrível acerto.

Tendo concluído seu período como superior, retornou com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo com alegria as funções modestas que antes desempenhara.

Sempre que podia, São Benedito apanhava alguns alimentos do convento, metia-os nas dobras do burel e, disfarçadamente, os levava aos necessitados. Conta-se que numa dessas ocasiões, o santo foi surpreendido pelo superior do convento, que perguntou: "Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito ?". E o santo respondeu: "Rosas, meu senhor !". São Benedito desdobrou o burel franciscano e, em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.

Amado de Norte a Sul do Brasil, onde o chamam "O Santinho Preto", São Benedito morreu em 4 de Abril de 1589 em Palermo, na Itália. O culto de São Benedito, um dos mais populares do país, é associado aos padecimentos do negro brasileiro.

ORAÇÃO DE SÃO BENEDITO

São Benedito, filho de escravos, que encontrastes a verdadeira liberdade servindo a Deus e aos irmãos, independente de raça e de cor, livrai-me de toda a escravidão, venha ela dos homens ou dos vícios, e ajudai-me a desalojar de meu coração toda a segregação e a reconhecer todos os homens por meus irmãos. São Benedito, amigo de Deus e dos homens, concedei-me a graça que vos peço do coração. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

LENDA DE SÃO BENEDITO

Das imagens de São Benedito, ninguém deixa de notar que ele exibe um tufo de rosas nas dobras do burel. (Burel: Tecido grosseiro de lã). Esse particular está ligado à uma lenda que corre mundo. E explica a forma inédita por que ali foi representado o milagroso franciscano.

O humilde frade era despenseiro, ou seja, encarregado da Despensa do convento. Mas, como bom franciscano, confundia a despensa dos seus irmãos com a sacola dos esfomeados que vinham pedinchar diante da porta da casa de Deus. Não sabia dizer não. Ficava aflito sempre que ouvia um pobrezinho de Cristo dizer que ainda não tinha comido um bocado de pão. Por isso, costumava desencaminhar o melhor da despensa para acudir à fome dos deserdados da terra.

Mas à hora das refeições, os frades, coitados, só encontravam à mesa o caldinho ralo, as folhas de hortaliça e os bocados de pão de rala. Passaram a reprovar a conduta do ecônomo, ou seja, eclesiástico incumbido da administração de uma casa grande ou dos bens de uma abadia. E o superior, zeloso da boa ordem conventual, teve de chamar à sua presença o negro, aconselhando-o a moderar um pouco os excessos da sua caridade, sob pena de matar de fraqueza os santos religiosos…

Ele, porém, por mais que se esforçasse, não conseguia mudar de conduta. Sempre que podia, apanhava alguns comestíveis, metia-os nas dobras do burel e lá ia, disfarçadamente, levá-los aos infelizes. Mas aconteceu que numa dessas escapulidas, no comprido e umbroso corredor do convento, encontrou-se com o superior. Sentiu-se surpreendido em pecado e não soube o que fazer.

- Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito?

- Rosas, meu senhor.

– Ah! Mostra-mas… Quero ver de que qualidade são!

Benedito, confuso, trêmulo, desdobrou o burel franciscano. E, em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.

(Afonso Schmidt, baseado em Alcibíades Delamare, em Vila Rica. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1935. p. 31-38 in APOCALIPSE, Mary (org.). Estórias e lendas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro)
 

Meu São Benedito
É santo de preto
Ele bebe garapa
Ele ronca no peito

Meu São Benedito
Venho lhe pedir
Pelo amor de Deus
Pra tocar cucumbi

Meu São Benedito
Não tem mais coroa
Tem uma toalha
Vinda de Lisboa

Meu São Benedito
Foi do mar que vieste
Domingo chegaste
Que milagre fizeste!

Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004 Festa de São Benedito na Serra 2004
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SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

RESUMO HISTÓRICO - SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo
Agradecemos a citação da fonte

O Município da Serra, limita-se com Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, sendo a sua Sede Administrativa (Serra Sede) situada a uma distância de 27 quilômetros do Centro de Vitória.

A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

A Serra teve seu processo de colonização iniciado com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição onde, em 1556, sob a orientação do padre Jesuíta Braz Lourenço, foram alojados os índios da Tribo dos Temiminós, de Maracajaguaçu, vindos da baía de Guanabara, Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

"Fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) chegou aqui um Principal, que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande (...) mas o padre Braz Lourenço se ocupara com eles, e espero no Senhor Deus que se farão Cristãos e que daí ajuntaremos alguns mínimos e que serão mais fiéis do que eles costumam ser." - Luiz Da Grã, Carta de 24 de abril de 1555.

A colonização do Espírito Santo se iniciou no dia 23 de maio de 1535, com o Donatário Vasco Fernandes Coutinho e mais 60 companheiros. Logo o território da Serra foi explorado pelos primeiros colonos, que estavam em busca do ouro. "Pelos fins de junho de 1535, alguns povoadores dos mais destemidos, por terra, foram abrindo picadas, sertão a dentro, em direção ao Mestre Álvaro, em busca de ouro e pedras preciosas, chegando até aos arredores do lugar onde está hoje a cidade da Serra."

Antes da colonização, a Serra era habitada pelos Índios Tupiniquins que viviam no litoral. Posteriormente em 1556, vieram do Rio de Janeiro os Índios Temiminós, ocasião em que o padre jesuíta, Braz Lourenço (o nome correto é Braz Lourenço e não Lourenço Braz) e o Chefe Indígena, Maracajaguaçu (Gato Grande), fundam nas proximidades do Mestre Álvaro, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, estabelecendo as bases de colonização de uma região que posteriormente seria a cidade da Serra.

Inicialmente a população da Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios e situava-se entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória, numa várzea localizada no sopé da Montanha. Posteriormente a Aldeia é transferida para o outro lado do Morro, no local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. Com o tempo, nas proximidades da Aldeia Indígena vai se formando um Povoado, com a participação dos colonizadores portugueses que vão estabelecendo suas residências e seus engenhos. Anos depois chegam os Negros Escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surge o POVO SERRANO, que dos portugueses herdou a religiosidade, dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos Índios, a paixão pela liberdade.



FUNDAÇÃO:

Dia 08 de Dezembro de 1556. Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.

A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande.



FUNDADORES:

1 - Maracajaguaçu, (Gato Bravo Grande ou Gato Grande), Chefe da Tribo dos Índios Temiminós. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

Após sofrer algumas derrotas, nas guerras com os seus inimigos, os ìndios Tamoios que viviam no Continente, resolve pedir asilo (ajuda) na Capitania do Espírito Santo, recebendo total apoio do Donatário Vasco Fernandes Coutinho, que de imediato mandou quatro lanchões (tipo de navio) para trazerem toda a Tribo Indígena e seus pertences para as terras do Espírito Santo, onde o padre Braz Lourenço ficou encarregado de cuidar deles, fato ocorrido em 1554, conforme relato escrito do Padre Jesuíta Luiz Da Grã. Os ìndios em número aproximado de 2000 ficam inicialmente em Vitória partindo, em seguida para a região da atual Santa Cruz e depois, em 1556, retornam para perto de Vitória, onde constroem uma Aldeia na atual região da Serra. Junto com Maracajaguaçu estão seus filhos, Araribóia e Manemoaçu.

Maracajaguaçu é uma palavra na língua Tupi que significa, Gato Bravo Grande, ou Gato Grande.

Maracajá: Gato Bravo e Guaçu: Grande.

2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

Braz Lourenço residia oficialmente em Vitória, pois era Provincial, (chefe dos padres), mas em seu trabalho de evangelização fundava e visitava várias Aldeias Indígenas. Foi encarregado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho de abrigar os Temiminós de Maracajaguaçu, inicialmente alojando-os na região de Santa Cruz em 1554 e depois trazendo-os para mais perto de Vitória em 1556, entre a Montanha do Mestre Álvaro e o Rio Santa Maria da Vitória.

A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas) de Palmeiras. Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. Uma Missa Campal no interior da Aldeia Indígena, a Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também conhecida como Aldeia do Gato e Aldeia de Conceição da Serra, marcou a fundação do núcleo inicial que daria origem posteriormente ao povoado de Conceição da Serra, depois Serra.

É bom lembrar que os Temiminós estavam chegando de mudança. Haviam saído da distante região de Santa Cruz, onde haviam sido alojados inicialmente e retornavam para mais perto de Vitória para auxiliarem o Donatário Português Vasco Coutinho, na defesa da Capitania contra ataque de Índios inimigos e dos terríveis Piratas e Corsários (Ingleses e Holandeses), que sempre apareciam na baía de Vitória.



MUNICÍPIO:

Criado em 02 de Abril de 1833, com território desmembrado do Município de Vitória.

Uma data importante. A emancipação, a liberdade. A Serra deixa de ser do Município de Vitória e passa a ter uma vida administrativa própria. O Município, com apenas um Distrito Sede, foi somente instalado em 19 de Agosto de 1833, após ter sido preparado um local para servir como Paço Municipal (Sede Administrativa).



POPULAÇÃO:

Ano 1960: 9.192 habitantes

Ano 2000: 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres.

Ano 2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes

Ano de 2012 - Previsão: 500.000 habitantes



ÁREA:

Unidade territorial (Km²): 553 km 526m



DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²):

Conforme Censo de 2010: 739,38



GENTÍLICO:

Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense ou Capixaba, denominação que se estendeu para todo o nascido no Espírito Santo. Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense.

Quem nasce na Serra portanto é SERRANO.



LIMITES:

A Serra faz parte da Região Metropolitana da Grande Vitória, que é composta dos Municípios de Serra, Vitória, Cariacica, Vila Velha, Viana, Fundão e Guarapari.

O Município da Serra faz limite com a Capital do Estado, Vitória e com o Oceano Atlântico.

A Serra limita-se:

Ao Norte com o Município de Fundão.

Ao Sul com os Municípios de Cariacica e Vitória.

Ao Leste com o Oceano Atlântico.

A Oeste, com o Município de Santa Leopoldina.



DISTRITOS:

Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o da Serra Sede.

Pelo Decreto Lei Estadual N.º 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, o Município da Serra era constituído dos Distritos de:

Carapina, Nova Almeida, Queimado, Calogi antigo Itapocu e Serra Sede.

Na Divisão Administrativa estabelecida pela Lei Orgânica do Município em 05/04/1990, e em vigor até os dias atuais, a Serra continua com os cinco Distritos de 1943:

Carapina, Nova Almeida, Queimado, Calogi antigo Itapocu e Serra Sede.



NOME:

O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:

1556: A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição.

1769: A sede é denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra.

1822: A sede da Freguesia, que pertencia a Vitória, passa a ser denominada oficialmente de Vila da Serra.

1833: É criado o Município da Serra, desmembrado de Vitória, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. A Serra finalmente liberta-se. É a sua emancipação política e administrativa.

1875: A sede do Município denominada de Vila da Serra passa a Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado no ano de 1833, constituído apenas de um Distrito, na sede, denominado agora de Cidade da Serra.



PRINCIPAL FESTA RELIGIOSA

Festa de São Benedito realizada anualmente no dia 26 de Dezembro. A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826.

No Estado do Espírito Santo a festa de São Benedito é comemorada no dia 27 de dezembro. Na Serra é um dia antes, no dia 26. É uma festa de caráter pagão-religioso, que teve sua origem, segundo a tradição oral, no socorro providencial de São Benedito, quando certo navio que carregava escravos pela costa do Espírito Santo naufragou. Ao se depararem com a morte, invocaram a proteção de São Benedito e de Deus, e graças às preces, conseguiram se salvarem abraçados ao mastro que se desprendeu do navio e assim foram levados até a praia.

A festa de São Benedito no Município da Serra é caracterizada pela cortada, puxada, fincada e retirada do mastro. Um público de 50 mil pessoas ou mais, participam da Festa, envolvendo não apenas a comunidade local, mas todo o Estado do Espírito Santo.

Tradicionalmente as festas de São Benedito na Serra ocorrem oficialmente, ou seja com apoio da Comunidade Católica, desde 1826 , dezenove anos depois de Benedito ter sido proclamado Santo. Como São Benedito nasceu em 1526, a primeira festa na Serra foi realizada 300 anos depois do seu nascimento. São Benedito nasceu na Cidade de Palermo, Capital da Sicília, Itália, razão pela qual durante a festa um navio, com o nome PALERMO é puxado através de uma corda pelos fieis, pelas ruas principais da cidade da Serra. Sobre ele vão algumas crianças com vestes de marinheiro.



MORRO QUE É UMA MONTANHA QUE É UMA SERRA

Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".

SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".

LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.

QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO? - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

O MESTRE ÁLVARO E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO

Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stella de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.

Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.

Tanto Serra e Cariacica são cidades limítrofes e fazem parte da Grande Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.

Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais. Segundo ainda o Escritor e Pesquisador Clério José Borges, autor do Livro "História da Serra", a Lenda Capixaba conta a estória de um Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal, havendo uma grande semelhança com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro e grande Músico, Igor Stravinsky.



OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU. Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.



POTENCIAL TURÍSTICO

O Litoral da Serra estende-se desde Carapebus, ao sul, limite de Vitória, até Nova Almeida, ao norte, divisa com Fundão, num total de 23 Km, com praias convidativas, muito sol e gente bonita! As praias da Serra acolhem um grande número de turistas durante o verão.
Podemos encontrar ainda: as Lagoas, como a Lagoa Jacuném, a Lagoa do Juara e a Lagoa de Carapebus, além do Morro Mestre Álvaro, com seus 833 metros de altitude que pode ser visto de qualquer ponto do município, sendo considerado possivelmente o pico costeiro mais alto do Brasil, com uma fauna e flora privilegiadas e piscinas naturais.
Na culinária do litoral da Serra destaca-se a Moqueca Capixaba, com peixes nobres e tintura de urucum em panelas de barro que só são encontradas no Espírito Santo.

TURISMO: BALNEÁRIOS E PRAIAS

A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados.

As principais ATRAÇÕES TURÍSTICAS DA SERRA são: Serra (Morro) do Mestre Álvaro; Balneário de Jacaraípe; Praias de Manguinhos, Bicanga e Carapebus; Praia e Balneário de Nova Almeida.

O Turismo na Serra já é uma atividade tradicional como em todo o Espírito Santo. Seu desenvolvimento decorre fundamentalmente da existência de um bem natural, as praias, que viabilizam o turismo espontâneo da população residente em regiões próximas, no próprio Estado e nos Estados vizinhos, especialmente Minas Gerais. A principal região emissora de turistas para o município da Serra é Minas Gerais (47,2%), seguida de outros municípios do Espírito Santo (25,7%), Rio de Janeiro (7,5%), Distrito Federal (6,5%) e São Paulo (5,3%). O principal motivo da viagem dos turistas é o lazer (85%), seguido pela visita a parentes e amigos (7,1%). O principal meio de hospedagem utilizado é casa de parentes, amigos, casas próprias e alugadas (83%), seguido de hotéis não classificados (7,7%) e hotéis classificados (7,1 %).



Morro do Mestre Álvaro

Área de Proteção Ambiental. É uma atração para aqueles que têm espírito aventureiro: uma caminhada de mais de 4 horas (só de ida), a partir do centro da cidade da Serra, compensado pelo belo visual. O monte reserva muitas cachoeiras no caminho e águas geladas de um córrego, permitindo banho refrescante na dura caminhada. Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.

No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Distante aproximadamente 27 Km do Centro de Vitória, suas matas abrigam espécies animais em extinção. Pode-se avistar toda a região da Grande Vitória do ponto culminante do Mestre Álvaro e boa parte do litoral capixaba. A montanha cujo cume atinge 833 metros de altura, oferece uma visão maravilhosa de várias partes da Grande Vitória. De mais perto, porém, pode-se desfrutar das delícias da vida no campo: natureza, belas paisagens, recepção acolhedora, além da possibilidade de adquirir produtos caseiros como pães, doces, licores, queijos, leite fresco e artesanato.

Balneário de Jacaraípe
JACARAÍPE - É a praia mais frequentada da Serra, conhecida por oferecer pratos variados de frutos do mar. É procurada pelos praticantes de esportes náuticos como: surf, bodyboard e windsurf. As praias da Baleia, Castelândia, Solemar, Enseada, Capuba e Costa Bela oferecem excelentes condições para o banho de mar. Jacaraípe é uma localidade situada às margens do Rio Jacaraípe e próximo a Lagoa Juara (ou Joara), a cerca de 30 a 33 quilômetros de Vitória. Já foi uma vila de pescadores. Atualmente, é a mais badalada das praias da Região Metropolitana da Grande Vitória. É conhecida também como a praia dos Surfistas.


Praias do Balneário de Jacaraípe: - Praia da Baleia - Capuba - Enseada de Jacaraípe - Praia do Solemar - Costa Bela - Praia do Barrote.
Como chegar: distante 26,8 Km a leste da sede municipal, seu acesso à partir daí é feito através da BR-101, indo-se em direção a Capital, até o entrocamento do bairro Laranjeiras, onde após a travessia das pistas da BR-101 segue-se através da ES-010 por 12,5 Km até Jacaraípe. Vindo de Vitória, o entrocamento do bairro de Laranjeiras na BR-101, encontra-se distante 13,5 Km. Existem placas indicativas.

Praia de Manguinhos
MANGUINHOS - O Balneário de Manguinhos é inesquecível pelas praias de águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. É um recanto seguro para a desova de tatarugas marinhas. Os bares e restaurantes especializados em frutos do mar fazem de Manguinhos uma referência na culinária capixaba. Os pratos mais pedidos são: camarão na moranga, moquecas, torta capixaba e bobó de camarão. No carnaval é realizado o tradicional banho de mar à fantasia. Manguinhos é um bairro litorâneo da Serra. Surgiu a partir de uma vila de pescadores que começou a se formar no início de 1900. O balneário de Manguinhos é portanto originário de uma antiga Vila de Pescadores.

Os moradores locais procuram preservar a tranqüilidade e a paisagem agreste e suas ruas são simples, sendo construída recentemente uma moderna praça, mas que não retirou a característica de uma vila, onde os seus nativos são os pescadores que vendem peixes na areia da praia e que saem cedo com seus barcos, retornando ao entardecer cheios de peixes. O fluxo de turistas aumenta no verão, mas, na baixa temporada, esta vila de pescadores oferece muita paz com uma praia limpa que encanta os que querem fugir da poluição. Pertence ao Município da Serra e está localizada a 25 quilômetros de Vitória. É um lugar com muita natureza, mar e vegetação. Praia com ondas fracas, areia clara e com moradores conscientes quanto à preservação da estreita faixa de restinga no lado sul da praia.

Manguinhos oferece Restaurantes e bares famosos pelo peixe frito. No Restaurante Enseada de Manguinhos constantemente são vistos Cantores e Artistas da Televisão brasileira saboreando a gostosa e verdadeira Moqueca Capixaba.

Em Manguinhos está localizado o Parque Yahoo. O Yahoo Family Park ou Parque de Diversões Yahoo é o parque com a maior diversidade de entretenimento do Brasil. Nele você vai encontrar um parque aquático (42 atrações), um parque de diversões (10 atrações) uma Fazendinha (mais de 30 atrações), e mais área social com restaurante central para atender até 2.500 pessoas por dia, a lanchonete, a pastelaria com caldo de cana, a loja de artesanatos e de souvernirs e a loja de conveniências.

Por ser um parque familiar os equipamentos do Yahoo foram idealizados e construídos para levar diversão e alegria para todos os membros de uma família numa área total de 180.000 metros quadrados. O Yahoo Park coloca mais adrenalina na programação e inaugurou a "Mega Rampa", a maior rampa aquática do país e um disparador de boias. Com um sistema que impulsiona as boias a uma distância que chega a 97 metros. Yahoo Family Park Rodovia ES 10 - Km 06 - Estrada Vitória/Jacaraípe Trevo do Yahoo - Serra - ES - Brasil - E-mail: yahoo@yahoopark.com.br Telefone: (27) 33 98-00 00



Praia de Carapebus
PRAIA DE CARAPEBUS - Inserida na área de proteção ambiental de Praia Mole, Carapebus é a praia mais próxima da capital do estado, com trechos de águas calmas e outros com ondas fortes, favorecendo a prática do surf. Os frequentadores podem escolher entre banhos de mar e lagoa. É um local de desova de tartarugas marinhas da costa capixaba.
Praia de Carapebus e a praia da Serra mais próxima de Vitória. Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca.
A praia possui colônia de pescadores, com área de 1,5 Km de areia grossa, com formação arenítica e de corais ao sul. Possui águas propícias a prática de surf e pesca. Com ondas de 0,5 a 2,0 metros, enfatizando uma área de preservação ambiental fiscalizada pelo Projeto Tamar.
É famosa pela Lagoa de Carapebus, separada da praia por uma faixa de areia, agradável para as famílias, que podem se banhar em suas águas mornas, ou enfrentar a força das ondas desta praia agreste.



Balneário de Carapebus
Inicia-se logo após a Colônia de Férias da Polícia Militar de Minas Gerais e vai até o riacho que faz divisa com Bicanga.
Possui areia fina e escura, águas limpas e próprias para banho, no pico Coral do Sítio, as ondas são propícias a prática do surf, chegando de 0,5 a 2,0 metros.



Praia de Bicanga
BICANGA - Possui águas calmas, apropriadas para a prática de pesca de arrastão. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas. Tem as características de vila de pescadores

Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca. É o balneário mais agreste da região.
Bicanga possui águas calmas e preserva ainda hoje as características de vila de pescadores. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas, o balneário é um dos refúgios preferidos de quem busca a mansidão do mar para refrescantes banhos e daqueles que optam por conciliar descanso com a oportunidade de entrar em forma com longas caminhadas.
Como chegar: o acesso é um pouco mais distante da Rodovia ES-010, mas os atalhos e a freqüência de linhas de transporte coletivo auxiliam na chegada à beira-mar. Seu acesso a partir do entroncamento do Bairro de Laranjeiras na BR-101, é feito através da Rodovia ES-010, entrando para praia de Manguinhos onde existe uma placa. Daí mais 2,5 Km até o trecho final do asfalto.



NOVA ALMEIDA
NOVA ALMEIDA - Praia bucólica, abriga o segundo monumento histórico mais visitado do Espírito Santo: a Igreja e Residência dos Reis Magos tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN. Na região, há a formação de falésias, muito usadas pelos praticantes de parapente, e uma concentração de recifes que formam verdadeiros aquários naturais.

É importante centro de lazer muito procurado pelos turistas no verão. Possui bons hotéis e restaurantes. Formado por duas praias propícias para banho e pesca, movimenta um grande número de turistas durante o verão. Tem a Igreja dos Reis Magos, Patrimônio Histórico, como principal ponto turístico. A primeira capela foi erigida no dia 06 de janeiro de 1557. Era pequena e feita de palhas. "Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580. Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória." (BORGES.1998).

A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos Jesuítas, num programa construtivo de "quadra", características dos mosteiros medievais, muitos ainda encontrados em Lisboa. A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina, dos ofícios e da residência.

As edificações jesuíticas eram feitas para durar enquanto durasse o mundo, tendo o conjunto "Reis Magos", as paredes de pedra de recifes com argamassa de barro, areia, cal de conchas (ostras) e óleo de baleia, que sustentam as estruturas de madeira dos pisos e telhados da cobertura em telhas de barro.

Registros históricos dão conta de que o Padre Jesuíta Braz Lourenço, juntamente com os índios locais, os tupiniquins, erigiu uma pequena capela de palhas, e inaugurou-a no dia 6 de janeiro de 1557, daí o nome de "Aldeia dos Reis Magos". Em 1610 a Aldeia dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Yapara, com a doação de uma sesmaria para os índios locais. Em 1758 com o alvará de criação da Vila De Almeida, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida em Portugal.

Nova Almeida já foi um Município independente. Foi Sede de Comarca, de 1760 à 1921. Quando Dom Pedro II esteve na Região em 1860, esteve na Câmara Municipal de Vereadores de Nova Almeida que na época era Município. Em 1921, Nova Almeida deixa de ser um Município e foi anexado ao Município de Fundão pela Câmara Municipal de Serra. Em 11 de Novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do Município de Fundão, passando a ser um Distrito do Município de Serra.

Atualmente, Nova Almeida possui 91 Km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido. O rio Reis Magos era chamado pelos Índios de Apiaputanga, (rio do Homem Vermelho).

RESUMO HISTÓRICO: NOVA ALMEIDA SERRA - ES

Em fins de 1556 o padre Braz Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Apiaputanga uma colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e região próxima.

Assim, instala na região uma pequena capela de palhas, inaugurada no dia 6 de janeiro de 1557, que recebe o nome de Reis Magos, em homenagem ao dia em que a Igreja Católica comemora a data da visita dos Santos Reis ao menino Jesus.

Nova Almeida surgiu do trabalho de evangelização realizado por Braz Lourenço, o mesmo padre fundador da Serra e sua data histórica de fundação é 6 de Janeiro de 1557..

Braz Lourenço não permanece na região, já que era o Provincial (Chefe) dos Jesuítas em Vitória, mas deixa as bases de uma Igreja que mais tarde será um dos grandes Patrimônios Históricos do Espírito Santo.

Em 1569 é construída uma nova Capela, com ampliação para a residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.

Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 6 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presenças de Índios da região e Jesuítas de Vitória.



LOCALIZAÇÃO DA SERRA E ACESSO AO MUNICÍPIO

A Serra possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília), além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Distância da Capital (Vitória):

A Serra é um Município que faz limite com Vitória. O bairro Eurico Salles, em Carapina Serra, faz limite com o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória. Da Sede Administrativa da Serra, do Marco Zero localizado entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa e o Marco Zero de Vitória, na Cidade Alta em frente a Catedral Metropolitana, são 27 quilômetros.

A Sede da Serra possui as seguintes distância de outras Capitais:

Brasília (DF): 1274 km
São Paulo (SP): 993 km
Rio de Janeiro (RJ): 561 km
Porto Alegre (RS): 2037 km
Salvador (BA): 1238 km
Curitiba (PR): 1395 km

Aeroporto mais próximo da Serra:

Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.



MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA - PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA

Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu a pergunta: Da Serra? ou De Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?

Sobre o assunto, algumas opiniões:

1 - Escritor Zedânove Tavares Sucupira: O Dicionário Novo Aurélio define na página 1844, na terceira coluna, o verbete SERRANO, item 2, adjetivo: De, ou pertencente ou relativo a Serra (ES). Conclusão: Quem questionou está, de acordo com o referido Dicionário, correto. A expressão DA SERRA é realmente imprópria. Deveria ser HISTÓRIA DE SERRA. Contudo o uso de HISTÓRIA DA SERRA não seria irregular, já que se pode adotar a expressão de uso popular DA SERRA. Quem faz a língua é o povo.

2 - Videomaker e fotógrafo Aurélio Carlos: Deve ser mantida a tradição oral. Quem faz a língua é o povo, que sempre definiu o Município como DA SERRA.

3 - Jornalista Andrade Sucupira Filho: Para analogia, cito o exemplo: Fala-se, referindo-se ao Estado da Bahia - Fui para a Bahia... Vim da Bahia. Sabe-se que o nome BAHIA referia-se, na época, ao acidente geográfico onde desembarcaram os Portugueses, que deu nome, posteriormente ao lugar. Logo, consagrado pelo uso, nada de errado em se dizer HISTÓRIA DA SERRA, ou PREFEITURA DA SERRA. (Fonte: Evanildo Bechara - Moderna Gramática Portuguesa, página 247).



MAPAS DOS LIMITES DA SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

        



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fim do Texto resumido constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.

Abaixo segue um texto mais completo, com mais detalhes da HISTÓRIA DA SERRA para um maior aprofundamento da questão e dos conteúdos históricos.










CONFIRA ABAIXO

TEXTO DETALHADO DA HISTÓRIA DA SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

ORIGEM HISTÓRICA DA SERRA
SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

O Estado do Espírito Santo está localizado na Região Sudeste do território brasileiro, limitando-se com os Estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Quem nasce no estado é chamado de capixaba. Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios, um dos quais é o Município da Serra, limítrofe à capital, situado ao norte de Vitória. A sede do Município, porém, está mais afastada, nas proximidades do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do Município).

ECONOMIA - Em sua história o município teve duas fases distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açucar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho.
Na década de 50, iniciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principalmente, Argentina.

DESENVOLVIMENTO - No início da década de 50 foi iniciada a construção da BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamente, o progresso da Serra. O Município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a partir da década de 60 (século XX).
Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redução após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da ferrovia EFVM, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28,873) se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno aconteci­do em todo o Brasil.

SIDERÚRGIA E INDÚSTRIAS - Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configuração urbana do Município. O Distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvimento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, hoje Arcelor Mittal Tubarão, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes.

POPULAÇÃO - DE 17.286 HABITANTES EM 1970 PARA 409.324 HABITANTES, 40 ANOS DEPOIS, EM 2010 - Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.

COMÉRCIO - O comércio varejista do município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, que tem o Shopping Laranjeiras, bem como a Avenida Central, como pontos de destaque no comércio e onde estão situados nove bancos, diversas lojas nos mais variados ramos (Construção, Confecção, como é o caso da Loja BISS, do empresário Clérigthom Thomes Borges, Móveis e Eletrodomésticos, como é o caso da Ricardo Eletro e Casas Bahia, Supermercados, Lanchonetes, Papelarias, como a Doce Saber do empresário Luiz Carlos Maioli, Escolas, etc).

SHOPPING CENTER - Em 2002, foi inaugurado em Laranjeiras um pequeno Shopping Center que visava a atender a comunidade local. O shopping conta com quatro salas de cinema, lojas variadas e praça de alimentação. No dia 6 de Dezembro de 2011 foi inaugurado o Shopping Mestre Álvaro, que se localiza no bairro Eurico Salles, próximo ao Aeroporto de Vitória (Aeroporto Eurico de Aguiar Salles). O Mestre Álvaro é o segundo maior Shopping do Espírito Santo, perdendo apenas para o Shopping Vitória. Com isso, o bairro de Eurico Salles ganha uma grande notoriedade graças aos largos investimentos que estão sendo feitos à seu redor, incluindo condomínios de alto padrão residencial, e de luxo. O bairro, dentro dessas circunstâncias pode ser classificado como um bairro nobre da cidade de Serra. Recentemente, diversos empreendimentos imobiliários instalaram-se na região, principalmente na construção de condomínios residenciais fechados de casas, prédios residenciais e shoppings, contribuindo assim para a especulação imobiliária regional. Em 2006, foi especulado que residencias situadas na avenida Central (Laranjeiras), receberam ofertas de compras na faixa de Um Milhão de Reais, de grandes instituições, comércios e bancos. Laranjeiras teve o maior índice de valorização imobiliária do Espírito Santo em 2007.

FUNDAÇÃO - A Serra teve início com a fundação de uma Aldeia dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, uma Serra, denominada Morro da Serra, ou Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude. A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no Sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas). Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado.

Os fundadores da Serra foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

OBSERVAÇÃO - Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes. (Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goitacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro). No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar Pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição". O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive inciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

Os índios Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia.

No Espírito Santo os dois líderes indigenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

FREGUESIA - A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra se desenvolveu com a construção de um Povoado nas proximidades, organizado em 1562 pelo padre Fabiano de Lucena. Em 1564, um epidemia de Varíola muda a Aldeia Indígena e o povoado para o outro lado do Morro da Serra. O povo acreditava que mudando para o outro lado estariam distantes da doença contagiosa e fatal.

Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz.

Carta Régia é o nome dado à Carta do Rei de Portugal dirigida às autoridades ou à autoridade e que em seu conteúdo continha, muitas vezes, determinações gerais e permanentes, inclusive a designação de Freguesia para os Povoados brasileiros. Na época a estrutura administrativa civil (dos Povoados brasileiros) correspondia a mesma estrutura eclesiástica, (da Igreja). Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

VILA - A sede denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, com a denominação de Vila da Serra.

MUNICÍPIO - O Município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. O Município foi instalado oficialmente, constituído do distrito sede, em 19 de agosto daquele ano, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A sua instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).

CIDADE - Em 1875, a Vila da Serra foi elevada a categoria de Cidade pela Lei nº 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto. No dia 2 de Dezembro de 1875 foi  realizada a  solenidade de instalação  Oficial da Cidade, aproveitando-se o fato de ser uma data festiva, a do Aniversário de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

SERRA E ITAPOCU - Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o Município é constituído apenas do Distrito sede. Pela Lei Estadual nº 1304, de 30 de Dezembro de 1921 é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa no ano de 1933, o Município é constituído de 2 Distritos: Serra e Itapocu.

ITAPOCU E NOVA ALMEIDA - Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida. O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú. Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

CARAPINA E QUEIMADO - Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.

CINCO DISTRITOS - Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1960, o Município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. No ano 2.000, os Distritos da Serra foram definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990, passando o território do Município da Serra a ser dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:
1 - Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.
2 - Calogi. Distrito agropecuário.
3 - Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria.
4 - Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.
5 - Queimado. Distrito com 98 por cento de sua população vivendo da agropecuária.
Divisão territorial que vigora até a presente data.

CULTURA POPULAR - A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais destacam-se a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado " Insurreição de Queimado".

O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

O CONGO, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

ALEAS - No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. Na foto histórica de fundação da ALEAS, Clério José Borges discursando. Ao lado de Clério José Borges, o Advogado, Dr. Carlos Dorsch, que aparece escrevendo, secretariando os trabalhos. De camisa branca, o ex-Prefeito da Serra, por duas vezes, Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda, que foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

CTC - Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. O CTC encontra-se divulgado na Internet, através do web Site: www.trovadorescapixabas.com.br A entidade é presidida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges. (www.clerioborges.com.br).

EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA

VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914
Em 1833, quando o Município da Serra foi criado não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia. Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte.

A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.


CIDADE DA SERRA

Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal.

Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

O art. 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois ter­ços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendi­dos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio.

O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui" .

O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana.

Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.


DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Estando na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial, como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

DESBRAVADORES

A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador.

A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

A Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. 

Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

Inicialmente a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo. Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acon­tecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

LOCALIZAÇÃO

O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Compõe-se de 77 municípios, tendo como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89 km². Limita-se ao norte com o estado da Bahia, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com o estado do Rio de Janeiro e a oeste com Minas Gerais. Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000m. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a estrada de ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter a extensão territoral oficial de 553 km 526 m

O Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 553 Km² e 526 m. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.





Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré





INSURREIÇÃO DO QUEIMADO:
A REVOLTA DOS NEGROS EM BUSCA DA LIBERDADE

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
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RESUMO - Em 19 de março de 1849 é deflagrado um movimento de libertação dos escravos, na Vila de São José do Queimado. Tal movimento, que mobilizou cerca de trezentos Negros Escravos, iniciado em 19 de Março de 1849, foi desmobilizado pela força militar da época cinco dias depois com a prisão dos líderes do movimento e, levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: João da Viúva Monteiro e Chico Prego. O primeiro, enforcado na Vila de São José do Queimado em 8 de Janeiro de 1850. O segundo na Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de Janeiro do mesmo ano. (1850).
(Foto ao lado, de 1875, vendo-se a Igreja de São José na colina que possui 100 metros de altitude do nível do mar)

O Carrasco que realizou o enforcamento dos dois chamava-se Ananias e veio do Rio de Janeiro no Navio Boa Sorte. A forca foi construída pelo Carpinteiro Camilo de Lélis. Na morte de Chico Prego na Serra Sede aconteceu um imprevisto. A forca não foi suficiente para matar o Negrão Chico Prego. Foi preciso o carrasco Ananias subir em seus ombros para tentar matá-lo. Mesmo assim, Chico Prego não morre. Ananias corta a corda e o negrão cai ao chão. Chico Prego só morre quando Ananias, com um porrete esmaga-lhe o crânio.

O padre João Clímaco da Alvarenga Rangel foi o advogado dos negros que buscavam a liberdade no movimento denominado "Insurreição do Queimado", ocorrido na Vila de Queimado, que na época pertencia ao município de Vitória e hoje é um distrito do Município da Serra.

LÍDERES DA REVOLTA
Na preparação da Insurreição e comandando o movimento estavam:

1 - Elisiário Rangel - Chefe da Insurreição. Era um Negro estudado. Sabia ler e escrever. Tinha sido preparado pelo seu proprietário, Faustino Antônio de Alvarenga Rangel.

Observação: Escravo não tinha oficialmente sobrenome mas recebia sempre o nome da família do seu dono.

2 - Francisco de São José, o Chico Prego.

3 - João, o Pequeno.

4 - João da viúva, assim chamdo porque pertencia a viúva Monteiro.

5 - Carlos, irmão de Elisiário, também escravo do Padre João Clímaco de Alvarenga Rangel.

O Chefe da Insurreição, Elisiário Rangel fugiu da prisão, por um descuido do Carcereiro. Existe a versão de que o Carcereiro havia ingerido bebida alcoólica (Cachaça) e dormido. A fuga ocorreu na madrugada do dia 7 de dezembro de 1849 e além de Elisiário fugiram Carlos e João. Chico Prego e João da Viúva Monteiro, presos em outra cela, não puderam escapar. Buscas foram realizadas. Recompensa em dinheiro para quem recuperasse os fugitivos, mas, os mesmos jamais foram encontrados. Segundo a lenda, a fuga foi devido a um Milagre de Nossa Senhora da Penha. Elisiário fugiu inicialmente para as matas da Montanha do Mestre Álvaro e depois para a região do Município de Cariacica, onde junto com outros fugitivos formou um Quilombo no local hoje denominado de Piranema, (Cariacica, ES).

A grafia correta é Distrito do "QUEIMADO". É errado escrever QUEIMADOS, com a letra S no final. Em 2011 foi inaugurada uma estrada pavimentada e asfaltada ligando a Serra Sede (região do bairro Cascata) as ruínas da Igreja de São José do Queimado e o Governo de Estado por falta de conhecimento e, para alguns, burrice, instalou algumas placas, registrando erradamente QUEIMADOS com a letra S no final.

A Freguesia de São José de Queimado foi criada pela Lei Provincial N.º 9, de 1846. Pertencia a Vitória e hoje é um Distrito da Serra. Na época do Revolta possuía cerca de 5000 habitantes e estava situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, onde havia um porto chamado Porto do Una, (Negro), onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo. Na época, século XIX, a Freguesia do Queimado limitava-se com a Freguesia da Serra pelo rio Tangui e Porto do Una, seguindo a margem do brejo até a ponte do mesmo nome e, em linha reta, até a estrada de São João, na ladeira das pedras, compreendendo Itapocu e todo o Caioba.

A pedra fundamental iniciando a construção da Igreja de São José foi colocada no dia 15 de Agosto de 1845 e somente em 19 de março de 1849 a Igreja foi parcialmente concluída, justamente no dia do início da Insurreição (ou Revolta) dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, que desejavam a Alforria, a Liberdade. A obra levara cerca de três anos e meio para ser edificada, medindo, em seu corpo principal, 90 palmos de comprimento por 42 de largura, com 43 de altura. No dia da inauguração, a conclusão da obra dependia de algumas poucas providências que não impediam que fosse aberta aos ofícios religiosos. Na foto acima, um grupo de Turistas Poetas Trovadores visitando, no dia 05 de novembro de 2011, a Estátua de Chico Prego, na Praça Almirante Tamandaré, no Centro da Serra. A Estátua é uma obra do Artista Plástico Tute, (Jenézio Jacob Kuster).

O Jornal "Correio da Vitória", de 21 de março de 1849, publica a seguinte notícia:

"No dia 19 do corrente um grande grupo de escravos invadiu a Igreja da Povoação do Queimado na ocasião em que se celebrava o santo sacrifício da Missa, e em gritos proclamava a sua liberdade, e alforria, e seguindo para diversas Fazendas e aliciando os Escravos delas e, em outras, obrigando os seus donos a doarem a liberdade a seus Escravos, engrossou em número de 300."

Com base na notícia do Jornal "Correio da Vitória" podemos afirmar com certeza de que a Revolta dos Negros Escravos do Queimado teve a participação de 300 Escravos. Ofício do Presidente da Província do Espírito Santo, Antônio Joaquim de Siqueira, com data de 20 de março de 1849, encaminhado à Corte no Rio de Janeiro, confirma tal informação:

"Ontem pelas três horas da tarde, soube que um grupo armado de trinta e tantos Escravos perpetrara o crime de Insurreição no Distrito do Queimado, três léguas distantes desta Capital (Vitória), invadindo a Matriz na ocasião em que se celebrava a missa conventual, e levantando os gritos de "Viva a Liberdade" e "Queremos Alforria." Este grupo seguiu depois a direção do Engenho Fundão, de Paulo Coutinho Mascarenhas, e obrigou-o a entregar-lhe os seus Escravos e passar-lhes Carta de Liberdade, as armas e munições que possuía. O mesmo fizeram em outros Engenhos de maneira que conseguiu elevar o seu número a cerca de Trezentos. (...) Escusado é narrar a Vossa Excelência o susto e o terror de que se acham apoderados os habitantes desta Capital e lugares circunvizinhos."

Relatos históricos dão conta de que ao Queimado, para participarem da Insurreição ocorreram Escravos da Serra, Itapóca, Viana, São Mateus e demais redondezas. A localidade de São Mateus citada nos documentos sobre a Revolta do Queimado, não é a atual cidade de São Mateus do Norte do Espírito Santo e sim, uma Vila localizada na época, perto de Nova Almeida, que possuía trezentas casas. Tal Vila é citada pelo ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, na página 42 do Livro, "Reminiscências da Serra, 1556 - 1983" e foi tema de uma Reportagem do Pesquisador Thiago Dal Col, na Revista NU/ZÊNITE, editada nos dias atuais na cidade da Serra, ES. São Mateus da Serra (ES) é uma localidade atualmente extinta.

O historiador Wilson Lopes de Resende, em obra de 1949, com o título "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tece elogios ao Frei Gregório, relatando:

"Os escravos, (...) aguardavam pacificamente outra oportunidade redentora (...) quando apareceu na Freguesia do Queimado um Sacerdote, desses heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão e a quem tanto deve o Brasil Colonial. Chamava-se ele Frei Gregório José Maria de Bene. Embora italiano, amou essa terra, que escolhe para missionar e, vendo a vida que levavam os escravos, num flagrante antagonismo com o espírito de liberdade, que sacudia as revoluções liberais do Brasil até a velha Europa, pensou em minorar-lhes os sofrimento. Passou, desde então, a auxiliá-los espiritualmente, incutindo-lhes os ensinamentos da religião, fazendo-os bons e humildes para imitar a Cristo. (...) Animado com número tão elevado de fiéis, o Missionário resolveu erigir um Templo no meio de uma povoação de cinco mil almas. Os escravos não se cansavam de pedir em suas orações ao Todo Poderoso para que lhes enviasse suas bênçãos e lhes concedesse a graça de obter a alforria no dia em que a construção terminasse. Frei Gregório, certo da formação cristã dos Senhores vizinhos, chegou mesmo a admitir que os escravos pudessem conseguir o que tanto almejavam."

Pelo texto de 1949, de Wilson Lopes de Resende, observa-se que ele se refere ao Padre Gregório como um desses "heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão."

UMA MULHER ESCRAVA NA INSURREIÇÃO
O insucesso da Insurreição (Revolta) do Queimado é relatado em Ofício (Carta) do Chefe do Polícia, José Inácio Acioli de Vasconcelos ao Presidente da Provincia, datado de 20 de março de 1849:

"Cumpre-me levar ao conhecimento de Vossa Excelência que cheguei hoje a esta Freguesia do Queimado às 4 horas da manhã e constando-me, poucos momentos depois, que um grupo de escravos armados, em número de cinquenta mais ou menos, estava reunido nas imediações dela, e que se dirigia para aqui com o plano de proclamarem a sua liberdade, e de assassinarem todos aqueles que porventura a isso se opusessem, dei imediatamente ordem ao Alferes, comandante do Destacamento, que marchasse sobre eles com as praças à sua disposição e com mais alguns cidadãos que pude reunir, conservando-me aqui com algumas pessoas deste Distrito. E, sendo os ditos Escravos encontrados na ladeira que desce para Aroaba, em direção para esta Freguesia, foram aí completamente batidos pelo referido Destacamento, e gente a ele reunido, em um ataque que durou seguramente meia hora, sendo em resultado mortos oito, presos seis e uma Escrava, mulher de um deles(...)"

O Ofício revela a presença de uma Escrava participando da Insurreição, da Revolta do Queimado. Guerreira. Mulher de um dos Escravos. O Escritor Luiz Guilherme Santos Neves na sua obra Literária "O Templo e a Forca", que funde ficção com o fato histórico da Revolta do Queimado, cria a figura da Escrava Bastiana. Ela seria a tal negra anônima citada no ofício do Chefe de Polícia e que participa da luta entre os Negros revoltosos e a Milícia (Polícia) e seria a mulher de Chico Prego. Um romance amoroso de um herói da Serra.

Já o Escritor João Felício dos Santos, autor do Romance "Chica da Silva", sucesso no Cinema sob a direção de Cacá Diegues, cria a figura de Benedita Torreão, trabalhando de forma literária dentro de uma ficção histórica, explorando a presença da mulher, afro-brasileira presa pelo Chefe do Polícia, José Inácio Acioli de Vasconcelos, no dia 20 de março de 1849. Trata-se do Romance, "Benedita Torreão da Sangria Desatada", publicado no Rio de Janeiro em 1983, que conta a saga de uma Escrava que realiza abortos na intenção de livrar os Negros do Cativeiro ainda antes de nascerem.

Usando de uma licença poética e romanceando a Insurreição, com a força da ficção, técnica de imaginação inerente aos Escritores, podemos dizer que Bastiana Benedita Torreão era a Escrava anônima citada por José Inácio Acioli de Vasconcelos. A mulher Guerreira Bastiana, companheira do Guerreiro Chico Prego.

RESUMO E COMENTÁRIOS SOBRE A INSURREIÇÃO
O povoado de Queimado estava situado às margens do rio Santa Maria, por onde trafegavam canoas carregadas de café, farinha de mandioca, cana-de-açúcar, milho, feijão, coisas que os do lugar plantavam pelo método costumeiro: Derrubar, queimar, roçar. Na década de 1840, quando chegou a reunir cerca de 5 mil moradores, parecia que o destino reservava certa importância ao povoado, não obstante a pobreza do lugar. Mas um lento e irremediável processo de decadência econômica e despovoamento, iniciado já na segunda metade do século XIX, frustrou esta possibilidade. Hoje, no local onde se localizava a vila, os únicos testemunhos visíveis do engenho humano são as ruínas da Igreja de São José.

As Insurreições ou revoltas de escravos eram comuns nas Vilas e Aldeias do Espírito Santo e do Brasil. A Insurreição do Queimado foi uma revolta que durou até a prisão de Elisiário, um dos líderes do Movimento, cinco dias depois do início da Insurreição. A revolta começou dia 19 de março de 1849. Chico Prego morreu enforcado na Serra Sede. João da Viúva Monteiro, morreu enforcado no Distrito de Queimado. Elisiário fugiu da cadeia, graças a um milagre e formou um quilombo na região depois do Morro do Mestre Álvaro e do Monte do Mochuara, em Cariacica.

Recentemente num discurso proferido na Assembléia Legislativa Estadual, no dia 30 de Março de 2006, durante as comemorações dos 157 anos de Aniversário da Insurreição do Queimado, uma professora da UFES - Universidade Federal do Espírito Santo, da tribuna da Assembléia defendeu a tese de que não se deve denominar a Revolta do Queimado como Insurreição. Informou que o termo Insurreição foi usado pelos Senhores para menosprezar o ato de bravura e combativo dos negros. Também defendeu a tese de que não se deve creditar ao frei Gregório Maria de Bene, a idéia inicial da luta pela liberdade, que segundo a mesma, surgiu através dos próprios negros, através da figura de Eliziário.

Com relação a tais colocações, o historiador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Clério José Borges, nada tem contra. Segundo Clério Borges, "Eliziário teve grande importância no Movimento. Era escravo de uma família que lhe ensinou o básico para sua formação. Era negro caseiro e não trabalhava no campo, assimilando e aprendendo com o seu Senhor. É certo que o frei Gregório não gostava da escravidão. Era de origem européia e os Europeus não gostavam da Escravidão. Frei Gregório era Italiano. Deve-se sim, creditar a frei Gregório, deixando de lado as paixões, o fato de ter iniciado, com Eliziário, Chico Prego e João Monteiro, (João da Viúva Monteiro) as primeiras conversas sobre a Liberdade dos Escravos. Mas, o movimento pregado por frei Gregório seria por vias pacíficas. Ele iria até a Imperatriz defender a liberdade dos negros escravos. São fatos históricos. Estão registrados na obra de Afonso Cláudio que fez um livro minucioso sobre o assunto e no Livro "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tese aprovada no IV Congresso de História Nacional e publicado em Cachoeiro de Itapemirim em 1949, cem anos depois, e de autoria de Wilson Lopes de Resende, do Colégio Estadual Muniz Freire"

Clério José Borges destaca ainda o fato de que, "Os negros invadiram a Igreja gritando: Queremos alforria, queremos liberdade. Os negros estavam armados no momento da invasão da Igreja. Frei Gregório defendia um movimento pela liberdade, mas sem armas. Queria liderar, junto com os negros, um movimento pacífico. A impaciência, gerada talvez pela opressão e castigos que recebiam, levou os negros a uma atitude extrema de se armarem. De armas em punho, já não mais estavam reivindicando por vias pacíficas. Estavam indo contra as Leis vigentes. Cerca de 30 anos depois ocorreria a "Abolição da Escravatura". Com a abolição os negros foram libertados por vias pacíficas. Não foram libertados através de Insurreições ou Revoltas. Foram libertados dentro da Lei. A "Revolta do Queimado" foi uma marco da negritude em busca da liberade, fato que ninguém pode negar, todavia foi feita ao arrepio da lei, ou seja, contra as leis vigentes no Brasil da época, pois foi feita com armas. Sem contar, o prejuízo humano das vidas que foram sacrificadas."

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Gonzaga de Bragança, a Princesa Isabel, nasceu no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1846. Tornou-se a herdeira do trono brasileiro, após a morte prematura do irmão mais velho.
Filha de D.Pedro II, passou para a história do Brasil como a responsável pela assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888.
Princesa Isabel era casada com um nobre francês, o Conde D’eu. Ela assumiu a regência do trono do Brasil em três situações em que o imperador estava viajando. Foi responsável também pela assinatura da Lei do Ventre Livre (1871), que estabeleceu liberdade aos filhos dos escravos a partir daquela data.
Com o enfraquecimento da monarquia e o estado de saúde complicado do imperador, começou a receber muitas críticas e ataques de oposicionistas republicanos, que temiam a instauração de um terceiro reinado. Por ser francês, o marido da princesa também foi muito atacado neste momento.
Após a queda da monarquia e a Proclamação da República (15 de novembro de 1889), foi morar, com a família real, na Europa. Morreu na França no ano de 1921.

COMEMORAÇÕES EM HOMENAGEM AOS NEGROS ESCRAVOS DO QUEIMADO

2006 - SESSÃO SOLENE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTADUAL - A Assembléia Legislativa comemorou no dia 30 de Março de 2006, os 157 anos de Aniversário da Insurreição do Queimado, homenageando pessoas que lutam contra a discriminação racial realizando uma Sessão solene presidida pelo Deputado Estadual Gilson Gomes. Foram agraciados com a Medalha Chico Prego as seguintes pessoas: Anderson Pinto Santos; Milton de Almeida e Silva; Jenésio Jacob Kuster, o Tute; Clério José Borges e Maria José da Penha Pimentel. Também foram agraciados com Diplomas, Leta Jajumô; Luciana da Silva Barcellos; Marcos Marcolino; Teodorico Boa Morte e o poeta Trovador, Escritor Clério José Borges, dentre outros.
Na mesa que presidiu os trabalhos da Sessão Solene, o Deputado proponente da Sessão, Gilson Gomes; O Deputado Cabo Elson; O Presidente do Museu Capixaba do Negro, Washigton dos Anjos; O Presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra, Aurélio Carlos; A Vereadora e Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS, Sandra Gomes, o Ex- Desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa e o Presidente do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas e Autor do Livro História da Serra, que apresenta um Capítulo especial sobre a Revolta do Queimado, Clério José Borges de Sant Anna.

2007 - CÂMARA MUNICIPAL DA SERRA - Sessão Solene homenageia Revolta do Queimado - DIA 19 DE MARÇO DE 2007 - O plenário da Câmara Municipal da Serra foi palco da homenagem aos 158 anos da Revolta do Queimado, na última segunda-feira, 19 de março. Na ocasião os vereadores entregaram a Comenda do Mérito da Revolta do Queimado a vários homenageados, destacando-se Clério José Borges, autor do Livro HISTÓRIA DA SERRA, homenageado pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. Os Vereadores outorgaram ainda homenagens especiais a Genésio Jacob Kuster, o TUTE, (autor do “Monumento Chico Prego”); Mario Ferreira Mendes (Personalidade Cultural) e a Ramiro Machado (Associação das Bandas de Congo da Serra), dentre outras Personalidades. FIM DO RESUMO.



FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E MARACAJAGUAÇU

BIOGRAFIA E DADOS HISTÓRICOS

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.



BRAZ LOURENÇO, FUNDADOR DA SERRA

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta, que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião, Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Braz Lourenço foi confessor do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa, que  era Comandante e Mestre de navio, o MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.

Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios”.

Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

Em 1564, Braz Lourenço foi substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565, ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.

Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas publicações.

A Prefeitura da Serra divulga erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. (sic)  Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande), conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em 1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.

No texto historicamente constata-se alguns erros:

1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
No texto da Prefeitura, o nome do Padre está Certo, BRAZ LOURENÇO, QUE FOI PROVINCIAL (REITOR - CHEFE) DE 1553 A 1564. No texto de Naly está ERRADAMENTE, LOURENÇO BRAZ.
SOPÉ ou VÁRZEA é tudo a mesma coisa, a Aldeia Indígena foi fundada nas proximidades do Morro do Mestre Álvaro, inicialmente entre a Montanha e o Rio Santa Maria da Vitória. Em 1564, depois de uma epidemia de Varíola, mudou-se para o outro lado da montanha, na atual localização da sede do Município.

2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa Messias.

3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.

4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z em BRAZ.

Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja, Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.

BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?

O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em 10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre Braz Lourenço e não Lourenço Braz.

O saudoso escritor e ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra “Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em 1941. Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...”  Com base na fonte primária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”,  de Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO.

 

Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria:

"Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS), intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em Vitória no ano de 1554, (MENTIRA, CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564), deixando também, sobre a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA). Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564

 

Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e outro de nome Braz Lourenço:

 

1 - Na relação dos Padre Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.

2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO

A questão é que o Pesquisador não pode confiar apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564, QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562. Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.

ORIGEM DA CONFUSÃO

A confusão começou em 1941, quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome  Lourenço Braz, divulgando o nome errado do Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.

Os historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena, em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.”  Registros do tempo e permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.



MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES

Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.

Maracajaguaçu (Maracajá= Gato Bravo + Açu= Grande) era Temiminó, do Grupo Tupi. O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara. Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade. Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.



ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu
e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro

Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia. O segundo filho de Gato Grande é Araribóia. O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. “Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”. Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo. Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564. Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina. A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada. Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.


Fonte: Borges, Clério José - Livro História da Serra - 3a Edição - 2009 - Editôra Canela Verde








Mapa da Serra e Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos ocorrida no Distrito do Queimado em 1849, o Líder Chico Prego.



A MONTANHA DO MESTRE ÁLVARO
Uma Cadeia de Montanhas que deu origem ao nome da Cidade: SERRA
Um mestre que já foi chamado de Alvo, mas que é uma homenagem ao Mestre Álvaro da Costa

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

# REGISTRO IMPERIAL - Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".
# LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.
# QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

MESTRE ORIENTANDO NAVIOS

O Mestre Álvaro é um maciço "Gnássico", e sua magnitude é histórica. Nos primeiros documentos cartográficos do século 16, pode-se verificar a indicação do acidente geográfico, Mestre Álvaro, assinalado como ponto de referência para a navegação marítima. Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em sua visita ao Espírito Santo, anotou em seu diário: "O Monte Mestre Álvaro, com tempo limpo e claro, pode ser visto até a 60 milhas do mar".
O viajante estrangeiro Auguste Saint Hilaire, quando visitou as terras do Espírito Santo em 1816, passando pela Serra, em direção ao Rio Doce, desejou conhecer a flora da região, chegando a subir o Mestre Álvaro onde analisou e pesquisou as árvores e plantas da região, coletando muitos dados, tendo escrito: "A mata que cobre a Serra do Mestre Álvaro representa ainda um valioso acervo de espécies aproveitadas na agricultura e na flora medicinal". Nos primórdios da colonização do Espírito Santo, o Mestre Álvaro atraiu os colonizadores que esperavam ali encontrar ouro, sendo estimulados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho. Foram conseguidas pequenas quantidades de ouro de aluvião e outras pedrarias. Historicamente, há registros de retirada de ouro do Mestre Álvaro em 1598, feitas por Dom Francisco de Souza.

EM BUSCA DO OURO
Dom Francisco de Souza foi um Fidalgo Português que, em fins do século XVI conseguiu o título de Governador do Brasil. Em Outubro de 1598, viajava de Minas para São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Logo, desistiu de ir para São Paulo, visitando a região do Mestre Álvaro. Segundo os historiadores José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "História do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, "embora sem ser em grande quantidade".
Informa o historiador Basílio Carvalho Daemon que o Governador Francisco de Souza foi em pessoa examinar algumas minas na região do Mestre Álvaro e que na comitiva estavam dois alemães: O Engenheiro Geraldo Betink e o Mineirador, Jacques de Oalte. O historiador Rodolfo Garcia, em Notas à "História Geral do Brasil", de Adolfo de Varnhagen, cita Geraldo e Jacques mas ressalta no texto que: "Os cognomes dos dois alemães estão evidentemente estropiados, ou seja, modificados".

PARQUE FLORESTAL
O Mestre Álvaro abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado. O Governo do Estado em 1977 criou o Parque Florestal e a Reserva Ecológica, Mestre Álvaro. O Parque compreende uma área aproximada de 3.470 hectares, estando assegurada por Lei a proteção integral da fauna, da flora e demais recursos naturais, com utilização para objetivos educacionais, científicos, recreativos e turísticos. A Altitude (Altura) do Mestre Álvaro é de 833 metros, conforme a Diretoria de Geodesia e Cartografia - Superintendência de Cartograo significado, que continua o mesmo. Assim Alves varia de Álvares que varia de Álvaro.

DENOMINAÇÕES DA MONTANHA DA SERRA
Uma das mais antigas versões é de que o nome Mestre Álvaro seria uma homenagem a um Comandante da Caravela de onde primeiro se avistou a Montanha. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". O nome Mestre Álvaro foi denominado ao longo dos anos, como: Mestre Álvares. Variante de Álvaro; Mestre Aluaro. A grafia no caso está errada. No lugar da letra "V" está a letra "U"; Mestre Alves. Segundo os dicionários especializados, a palavra Alves é variante de Álvares, que por sua vez deriva de Álvaro, aquele que é Muito Atento; Mestre Alvo. A palavra Alvo significa branco, límpido. O Cume mais alto do Mestre Álvaro fica branco quando algumas poucas nuvens o encobrem.

LEI ESTADUAL OFICIALIZA NOME
A palavra "Mestre" significa aquele que comanda, aquele que guia alguém. Quem guia deve ficar atento, assim Álvaro, que significa "Muito Atento" mostra que quer seja Alvo Alves ou Álvaro, o importante é que o Mestre Álvaro está sempre imponente, atento em sua impassividade de monumento de exuberante beleza, sempre destinado a ser Guia daqueles que do alto mar procuram a sua figura como uma orientação. O povo já consagra a denominação Álvaro, para o verdadeiro patrimônio natural dos Serranos, patrimônio este que deu origem ao nome da cidade da Serra.
O historiador Cesar Augusto Marques, no "Dicionário Histórico, Geográfico, Estatístico da Província do Espírito Santo", publicado pela Typografia Nacional em 1878, assim se refere ao Mestre Álvaro: "MESTRE ÁLVARO: Serve de Guia e possui 980 metros. Grafa-se MESTRIALVE; MESTRE ALVA; MESTRE ÁLVARES; MESTRE ALUARO e MESTRE ÁLVARO (...) A mais antiga grafia é MESTRE ÁLVARO. Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi adotado o nome MESTRE ÁLVARO". Cesar Augusto Marques erra na altura do Mestre Álvaro que não possui 980 metros e sim 833 metros. Faz também uma referência a Lei Estadual de 12 de Novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

"LEI N.º 235
Concede aos Governos Municipaes (sic) das Cidades de Serra e Santa Cruz, o patrimônio, a este de todas as terras devolutas na Montanha Mestre Álvaro e àquelle (sic) as do lugar Ribeirão. O Vice-Presidente do Estado, cumprindo o que determina o art. 40 da Constituição, manda que tenha execução a presente lei do Congresso Legislativo: ART. 1º - São concedidas ao Governo Municipal da Cidade da Serra, para seu patrimônio, todas as terras devolutas que existem na montanha Mestre Álvaro, não excedendo a cinco quilômetros em quadro". A lei continua com mais dois artigos, sendo um referente as terras devolutas de Ribeirão, concedidas ao Governo Municipal de Santa Cruz, que na época era Município. O texto termina da seguinte forma: "Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, em 12 de Novembro de 1897. CONSTANTE GOMES SUDRÉ

VERDADEIRO MESTRE ÁLVARO
O segundo Governador Geral do Brasil foi Duarte da Costa. Governou de 1553 a 1557. Junto com Duarte da Costa chegaram ao Brasil alguns padres Jesuítas. Um dos padres foi Braz Lourenço, fundador da Serra. Outro religioso, que ainda não havia sido ordenado padre, foi José de Anchieta que mais tarde seria denominado o "Apóstolo do Brasil". O Governo de Duarte da Costa foi muito agitado. Houve lutas entre colonos e Índios. Os Jesuítas defendiam os Índios já catequizados, não permitindo que os mesmos fossem para a lavoura como escravos. Havia um clima de agitação e guerra. Diante do quadro que se formara, surge Álvaro da Costa, filho de Duarte da Costa, que se destacara por missões de pacificação entre colonos e índios, lutando inclusive contra os que se rebelavam.
Em "Cartas dos Jesuítas", Álvaro da Costa é citado como braço direito do pai e ostenta honras de herói e pacificador de colonos e Índios, bem como um bem sucedido Comandante de Navios a percorrer a Costa Brasileira, procurando sempre solucionar os problemas entre Colonos, Jesuítas e Índios. Em "Cartas Avulsas, 1550 -1568", constante do livro "Cartas Jesuíticas II", editado em 1931 e de autoria de Serafim Leite, consta na página 27: "Dom Álvaro da Costa, filho do Governador, em 1556 empreende guerra, bem sucedida, contra os índios rebelados da Bahia".
É justamente neste período de 1556 que Álvaro da Costa, em viagem da Bahia para São Vicente, passa pelo Espírito Santo, ocasião em que visita seu amigo, padre Braz Lourenço e que fôra seu confessor, na viagem de Portugal para o Brasil. Com apoio de Braz Lourenço, Álvaro da Costa recebe inúmeras homenagens. Suas vitórias na Bahia e outras localidades brasileiras o transformaram num herói, defensor dos colonos contra os índios rebeldes. Os habitantes da Capitania passam então a denominar de Álvaro o imponente maciço da Serra, em homenagem a Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navios.

PROTEÇÃO AMBIENTAL E AS TRÊS MARIAS
O Mestre Álvaro foi transformado em Reserva Florestal em 9 de agosto de 1976 e em 1978 apenas 30 por cento da área da reserva era ocupada por floresta natural. O Jornal "A Gazeta", edição de 20 de abril de 1994, na página 4 do Caderno Dois informa o seguinte sobre a área de proteção ambiental do Mestre Álvaro: "Localizada no Município da Serra, distante aproximadamente 20 quilômetros de Vitória, a área é reconhecida não só pela beleza cênica e natural, mas também pelo seu valor histórico. (...) Ponto culminante do Mestre Álvaro (...). Tem 816 metros de altitude. (...)". A altura do Mestre Álvaro está errada. O Mestre Álvaro possui a altitude de 833 metros.
No alto do Mestre Álvaro existem as três Marias, que são três pontões. Moradores informam que Serrano que é bom Serrano antes de morrer deve conhecer as três Marias, pois dá sorte e a vida fica mais longa.

O MESTRE ÁLVARO E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO


A Serra (Morro) do Mestre Álvaro visto do Convento da Penha, em Vila Velha e a Montanha do Mochuara, em Cariacica, visto da BR 101, Contorno de Vitória.

Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stela de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.

Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.

Tanto Serra e Cariacica são cidades limítrofes e fazem parte da Grande Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.

Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais. Observem que esta Lenda Capixaba conta a história de um Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal. Há uma semelhança muito grande com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro Igor Stravinsky.


HINO DA SERRA

O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro.

A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista.

 

Hino da Serra

I

Nos orgulhamos desta invicta terra,
Recamada de glória e de beldade.
E havemos de fazer de nossa Serra
Um sublime rincão, linda cidade.

Estribilho

Ei, avante serranos, trabalharemos,
Confiantes num porvir mais bonançoso.
A bem da Serra, unidos, caminhemos,
P. ra poder alcançar viver ditoso.

II

O serrano é meu irmão sincero.
E a todos abraço sem rodeio.
Em seu seio feliz me considero,
Considero e digo sem receio.

III

Nossa Serra Querida, esplendorosa.
Há de um dia alcançar o que deseja.
Confiante, prossegue esperançosa,
Conseguir no futuro o bem que almeja.

IV

Ei, avante, irmãos o que almejo.
Ser feliz, bem estar em nossa vida.
Não espero que percamos este ensejo.
De rever nossa Serra mais querida.

Obs: O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.


Símbolos do Município

Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.

Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

1. Bandeira da Serra

"Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.

Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.

O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).

A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.

Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.

A faixa azul na parte inferior da bandeira representa o mar do nosso litoral." (id. 1975)
O prêmio de CR$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos cruzeiros), foi entregue ao vencedor pelo prefeito Aldari Nunes, em uma cerimônia cívica no dia 28 de maio de 1975.

2. Brasão da Serra

Ainda durante o concurso "Bandeira do Município", o prefeito Aldari Nunes lançou também o concurso para escolher o brasão do município, sendo vencedor o jovem MARINALDO FRAGA CASTELO, também serrano que recebeu como prêmio a quantia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros).

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

O brasão encontra assim definido: as cinco estrelas que margeiam o escudo simbolizam os cinco distritos do município de Serra (a Serra-Sede, Carapina, Calogi, Nova Almeida e Queimado). Dentro encontram-se engrenagens e chaminés, representando as indústrias.

Abaixo das engrenagens, o Monte Mestre Álvaro, com sua exuberante beleza e majestade. Finalmente representando o nosso litoral o mar que banha o morro.

Acima do escudo estão as datas 1566, data da fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Serra, e 1833, quando foi criado o Município da Serra.



OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.

Fonte de Pesquisa:
Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89




LIVRO HISTÓRIA DA SERRA

Melhor Livro em prosa de 1998

O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.



“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.

"Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.

"Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.

Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.

"Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.

"(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.

"Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.

Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.
Foto 02: No dia 05/06/2010, em solenidade em Itabira, MG, o Troféu Carlos Drummond de Andrade foi entregue ao Escritor Clério José Borges, como Escritor Destaque do Ano de 2010, pelo Jornalista Eustáquio Lúcio Felix. Clério Borges foi o único Capixaba distinguido com tal honraria em 2010.



SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.

Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".




Livros de Clério José Borges de Sant Anna, à Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA

A bibliografia sobre a historiografia do Município da Serra se confunde com a própria historiografia capixaba.

Na Serra poucos são os livros que contam a história do Município. Algumas são obras sem embasamento científico. Sem pesquisa.

O projeto desta obra nasceu em 1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual, com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional. Outras duas viagens foram realizadas ao Estado de São Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no Brasil na época da colonização pois existem os que defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio autor, sem qualquer apoio cultural.

Também diversas correspondências foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal.

Os trabalhos de pesquisa terminaram em julho de 1997, após serem checadas mais de 5 mil informações e lidos mais de 200 livros e publicações sobre a Serra.

Estas indicações bibliográficas são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro.

É assim que se faz a história de um Município. Com informações precisas obtidas em livros antigos e documentos verdadeiros.

Algumas obras citadas, como "Cartas dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.

O autor também obteve algumas informações sobre cartas antigas de Braz Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São Luiz", em São Paulo.

FONTES DE PESQUISA

Estas são as fontes em que o autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História da Serra:

ACCIOLI DE VASCONCELLOS, Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo. Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES - 1978.

ANCHIETA, José de. S.I. - Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões ( 1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567 páginas ilustradas.

ASSIS, Francisco Eugênio de - Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo - Vitória, 1941.

BALESTREIRO, Heribaldo Lopes - O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória, 1976.

BORGES, Clério José - O Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80 páginas. Ilustrado.

CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre - Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo, 1925.

CARDOSO JR., Nourival - "Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989

CARVALHO, José Antônio - O Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.

CASTELO, Marinaldo Fraga - Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973. Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra - ES.

CLÁUDIO, Afonso - Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória, 1979.

DAEMON, Basílio Carvalho - Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História, Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense - Vitória, 1897 - 513 páginas.

DINIZ MIGUEL, Ivonne - O Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem data. 128 páginas.

ELTON, Elmo - Velhos Templos de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES, 1984.

FERREIRA, Jurandyr Pires - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de Janeiro, 1959.

FREIRE, Mário Aristides - A Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945.

GONDIM, Eunice Ribeiro - Os Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"- Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.

IPANEMA, Cybelle M. - História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55.

LEITE, Serafim, S.I. - História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira, 1938/50. 10 Volumes ilustrados.

LÉRY, Jean de. - Historie d’un Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.

LESSA, Luís Carlos - Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves - Rio de Janeiro, RJ.

LIMA, Sônia P./ Silva, M. B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda - São Paulo. 192 páginas.

MARQUES, Cesar Augusto - Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878.

MIRANDA, Naly da Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.

MONJARDIM, Adelpho Poli - Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e Artes - 217 páginas.

MORAES, Cícero - Como Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954.

MORAES, Neida Lúcia - O Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920.

MONTELLO, Jesse - Coleção de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro - 18 de junho de 1984.

NEVES, Jayme Santos - A Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.

NÓBREGA, Manoel, Padre - Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga reproduzida em cópias com falhas.

NOVAES, Maria Stella de - História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas - Vitória - ES. Sem data.

OLIVEIRA, José Teixeira de - História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição - Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975.

PACHECO, Renato José Costa / Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu - Vitória, 1986. 57 páginas.

PENA, Misael - História da Província do Espírito Santo - RJ - 1878.

RESENDE, Wilson Lopes de - A Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas.

ROCHA, Wilton Simas da - Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado, reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.

ROCHA, Levy - Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília, 1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960.

RIBEIRO, Judith Leão Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas.

SÁ, Antônio de - Cartas Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da Biblioteca Nacional ( RJ ).

SAINT-HILAIRE, Auguste de - Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora Itatiaia. 1974.

SANTINI, Maria Luiza Parente - 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial - 1993.

TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro - século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro - Livraria São José - 1975. 151 páginas.

THEVET, André, O.F.M. - La Cosmographie Universelle... Paris, P. L’Huillier, 1575, 2 volumes, ilustrado.

VASCONCELLOS, José Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.

VASCONCELLOS, Simão de - Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.

VIANA, Manoel - Os Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas.

VIOTTI, Hélio Abranches, S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966.

PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:

1- Relatório final da Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.

2- Vitória News - Edição semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor.

3- SERRA, EM FOCO O DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli. Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.

4- Trabalho Mimeografado da ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda. Realizado em 1990/199l.

5- Guia da Ilha do Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro.

6- ATLAS ESCOLAR DO ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.

7- Reportagens e Notícias dos seguintes jornais:

A Gazeta, de Vitória - ES. Várias edições.

A Tribuna, de Vitória - ES. Várias edições.

Tempo Novo, de Laranjeiras, Serra, ES. Várias edições.

O Diário, de Vitória-ES. Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312.

Trombeta, da Serra - ES. Edição de 1994.

Correio Popular, de Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições.

8- Revista Momento Policial - ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor.

9- Folheto editado pelo Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data.

10- Catálogo de Bens Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor.

11- Almanaque de Santo Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995.

PESQUISA ORAL:

O autor agradece as pessoas que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o aperfeiçoamento desta obra:

Eliane Perez, Chefe da Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em 1993;

Pesquisador da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio Sant’Anna;

Marlene, do Centro de Documentação da Biblioteca Central da UFES;

Marta Martinez Pontes e José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES;

Padre Arnóbio e Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo;

Naly da Encarnação Miranda;

Marcelo Furtado;

Artista Plástico Walter Assis;

Humberto Aires de Moura e Silva ;

Lourência Riani;

Márcia Lamas;

Ronaldo Lourenço Rodrigues; Morador de Manguinhos;

Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro;

Raimundo Araújo, advogado de Nilópolis - RJ, já falecido;

Escritor Eno Teodoro Wanke;

Gilson Gomes e Sandra Gomes;

João de Deus Corrêa, o Tio João;

Trovadora Sirley Kaszuba, desenhista de Porto Alegre-RS;

Agente de Polícia, Julião Gonçalves Romeiro, desenhista;

Adir Ribeiro;

Valdemir Ribeiro de Azeredo, desenhista;

Maria de Fátima Leandro de Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira;

Cecília Augusta Borges Camata, Delegada de Polícia;

Professora Marisa Barbosa;

Clério de Brito, Professor de História;

Investigador de Polícia, Marcos Barbosa;

Adelson Dadalto;

Geraldo Magela, Ex - Secretário de Turismo e Cultura da Serra;

Professora Déa Barbosa Aguiar;

Clécia Ribeiro Gondim, moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro;

Gercino Cláudio Soares, Delegado de Polícia aposentado;

Luiz Carlos Braga Ribeiro;

Ronaldo Braga Ribeiro;

Emanuel do Espírito Santo Barcellos.

DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO CLÉRIO JOSÉ BORGES

Clério José Borges de Sant’Anna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri, Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico Salles, desde 1979.

Obras do autor:

1- Feliz natal - Boas Festas - Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981.

2- Ano Internacional das Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981.

3- O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba - Edição CTC - 1983.

4- O Melhor dos Melhores - Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba - Porto Alegre/ Vitória - 1987.

5- O TROVISMO CAPIXABA - História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro - 1989.

6 - Alvor Poético - Editora Scortecci - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

1- Anuário Coletânea da Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982.

2- Primavera em Trovas - Arthur F. Batista - São Paulo - 1981.

3- Saudade em Trovas - Arthur Francisco Batista - SP - 1983.

4- Trovadores Brasileiros - Coordenador - Shogun Editora - 1984.

5- Trovadores 86 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas - 1986.

6- Trovadores 87 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. - Edições Caravelas - 1987.

7- Mil Trovas de Amor e Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas dos melhores trovadores do Brasil.

8- Trovas da Constituinte, organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987.

9- Brasil Trovador, organizada por Laís Costa Velho - 1987.

10- Trovas sobre o Mar - Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São Paulo - 1988 - Página 26.

11- Anais do 1º Encontro Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria de Fátima Brasil - 1989.

12- Trovadores dos Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre - 1985.

13- Trovadores do VI Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56 - Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986.

14- O Beija Flor na Trova - Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho - Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59.

15 - Casos da Vida Trovista - Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7.

16- Trovadores Brasileiros da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares. Edições Caravelas - P. Alegre - 85.

17- Antologia da Trova Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro - 1989 - Participação do autor na página 30.

18- Glosando Trovas, de Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987.

19- Pedaços de Corações - UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981.

20- Dez Anos de Neotrovismo - Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36.

21- "Curtindo os Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 - Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências ao autor.

22- Revista Ka Huna - nº 18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário Linário Leal, em Brasília - DF.

23- Revista Brasília. Foto na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de Souza.

24- Valores Literários do Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF.

25- Trovas da Latinidade - Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987 - Brasília - DF.

26- Autor do Prefácio do Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 - Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana. Edição Pós-Mortem.

TROVAS COMO EXEMPLO:

1- Segredos do Bom Trovar, de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19.

2- Introdução à Arte de Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral - Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49.

SELEÇÃO:

1- Um Soneto do autor com o título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas".

BIBLIOGRAFIA:

1- Francisco Igreja - Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988. Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete do os dados do autor.

2- Eno Teodoro Wanke - Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova", de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor.

3- Enciclopédia da Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação - Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 - Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo.

OBRA ESPECIAL:

"Alvor Poético"- Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João Scortecci Editora - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

"Escritores e Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris Editora - RJ - 1994

"Grandes Poetas...Belas Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997. Poesias do autor nas páginas 19 e 20.



BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida

Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a Um Mil Vídeos. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, conforme histórico da AMBES. Confira Registro de Clério como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.





FONTE DE PESQUISAS

Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES. À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89


OBSERVAÇÃO:

Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges. Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fim do Texto constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.

O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas, como por exemplo:

1 - Não é justo alunos assistirem a Palestra em pé. Certa ocasião Clério José Borges e o Poeta Albércio Nunes Vieira Machado foram realizar uma Palestra em Nova Almeida. A professora reuniu todos no pátio e o alunos, mais de 200, ficaram em pé. Depois vendo que os referidos alunos estavam cansados, mandou todos sentarem no chão. Isto mostra falta de Planejamento e Organização.
2 - É necessário um aparelho de som e um bom microfone e antes do início da Palestra a professora organizadora do evento, explicar o motivo da realização de tal Palestra.
3 - É necessário transporte do Palestrante, do bairro Eurico Salles, Serra, ES, para o local do evento, ou seja, para o local da Palestra.
4 - Conforme o tempo e local, devem ser providenciadas a alimentação (ou lanche) e hospedagem, se for o caso.
5 - Não é cobrado Cachê. Apenas pede-se que sejam comprados antecipadamente VINTE Livros do autor (Valor de cada Livro R$ 15,00 sendo que alguns títulos estão limitados ou esgotados. Na Livraria Doce Saber em Laranjeiras os exemplares custam acima de R$ 20,00). Conforme o evento a compra dos livros poderá ser dispensada.
6 - O Escritor Clério José Borges não canta, não toca instrumentos e nem faz show. Realiza tão somente Palestra de conteúdo histórico e ministra Oficinas de Criação Poética com ênfase na Trova. No Canal do You Tube são encontrados Vídeos de Palestras em Escolas e homilias realizadas em Igrejas por Clério José Borges. Verifique e veja se servirá para o seu evento.
7 - Outros pequenos detalhes a combinar.




CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES




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