CLÉRIO JOSÉ BORGES AO LADO DE AMIGOS RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA

2015 – CLÉRIO JOSÉ BORGES RECEBE NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA (ES), A COMENDA RUBEM BRAGA E O TÍTULO DE COMENDADOR

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CLÉRIO JOSÉ BORGES AO LADO DE AMIGOS RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA
CLÉRIO JOSÉ BORGES AO LADO DE AMIGOS RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo por indicação da Deputada Estadual Luzia Toledo, em Sessão Solene realizada nesta terça feira, dia 7 de Julho de 2015, com início as 19,00 horas, no Plenário Dirceu Cardoso, no Dia do Escritor Capixaba, concedeu ao escritor Clério José Borges de Sant Anna a Comenda Mérito Legislativo Rubem Braga.
Uma comenda com o honroso nome do grande cronista capixaba, Rubem Braga. Clério ficou agradecido a Deputada Luzia Toledo pela indicação e aos nobres Deputados Estaduais pela aprovação do meu nome, junto com vários outros ilustres e importantes Escritores do Estado do Espírito Santo como Adilson Vilaça e Pedro Nunes. Meu mais profundo agradecimento. Foi uma emoção muito grande ao receber o telefonema da ilustre Deputada Luzia Toledo nos informando da homenagem e reconhecendo o nosso trabalho em favor da Cultura, da Poesia e da Literatura Capixaba, quer como presidente fundador da Academia de Letras e Artes da Serra; Presidente fundador, do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas e
Acadêmico Titular da Academia de Letras de Vila Velha (antiga Academia de Letras Humberto de Campos) e das Academias de Letras de Marataízes e de São Mateus, além de Acadêmico correspondente da Academia Cachoeirense de Letras e, de diversas Academias no Brasil e Exterior.

Vídeo de Beko Macedo feito durante a Solenidade.

CLÉRIO JOSÉ BORGES É AGORA OFICIALMENTE COMENDADOR

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A Comenda é uma forma da Assembleia Legislativa do Espírito Santo homenagear quem faz arte com as palavras, valorizando a atividade do escritor. A Comenda Rubem Braga foi instituída em 2013 para comemorar o centenário de nascimento do escritor cachoeirense, numa proposta do saudoso Deputado Glauber Coelho.
O objetivo da honraria é a celebrar a memória de Rubem Braga e prestigiar quem, como ele, dedica-se ao ofício
de escrever. Esta é a segunda vez que a Assembleia realiza Sessão Solene em homenagem aos Escritores. A primeira foi
realizada no dia 2 de Julho de 2014, quando Trinta escritores, representando vários municípios capixabas, receberam a
referida Comenda Rubem Braga.

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CLÉRIO JOSÉ BORGES
Poeta, Trovador, Historiador e Escritor Capixaba, o Acadêmico Clério José Borges de Sant Anna nasceu no dia 15
de Setembro de 1950, em ARIBIRI, bairro de Vila Velha, ES. É Cidadão Serrano (Serra, ES), desde o dia 26 de Dezembro de 1994.

É Funcionário Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, após 37 anos de serviços prestados à Comunidade
Capixaba, tendo recebido ELOGIOS e MEDALHAS. Trabalhou como Professor em diversas Escolas. Ministrou diversos
Cursos em Municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais. Recebeu diversos Prêmios, Diplomas e Troféus. Clério
trabalhou de Foca a Repórter e Chefe de Reportagem do Jornal “A Tribuna”, de Vitória, ES. No dia 05/06/2010, na cidade
de Itabira, MG foi agraciado com o Troféu Carlos Drummond de Andrade, como o Escritor do ano de 2010. No dia
10/03/2012, Clério recebe o Troféu Pedro Aleixo, em Itabira, MG, como Destaque Cultural de 2012. Fundou no dia 1º de
Julho de 1980, o Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. Foi o idealizador, Fundador e o primeiro Presidente, em 28 de
Agosto de 1993, da Academia de Letras e Artes da Serra, ES.

HOMENAGEADOS DE 2014
Agostino Lazzaro; Ariette Moulin Costa; Carlos Ola; Célia Ferreira; Cilmar Cesconetto Francischeto; David Alberto
Lóss; Deny Bárbara Soares Silvestre; Elysanna Louzada, professora e escritora de Vargem Alta; Ester Abreu Vieira de
Oliveira; Evandro Moreira; Francisco Aurélio Ribeiro; Gabriel Bittencourt; Genildo Coelho; Higner Mansur; Joelma Celin;
José Roberto Santos Neves; Luiz Guilherme Santos Neves; Maria Elvira Tavares Costa; Matusalém Dias de Moura;
Minataha Alcuri Campos; Paulo César Mendes Glória; Pedro José Nunes; Regina Herkenhoff; Reinaldo Santos Neves;
Ricardo Lemos; Roney Moraes; Rosângela Venturi; Saulo Ribeiro; Silvana Soares Sampaio; Wilson Márcio Depes.

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Homenagem do Comendador Paulo Negreiros para Clério José Borges:

NESTA TERÇA FEIRA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA  homenagens ao amigo CLÉRIO JOSÉ BORGES

Quero neste momento render minhas homenagens ao amigo CLÉRIO JOSÉ BORGES.

Não o Clério do contraditório, do que ame ou odeie-o ,do controverso , do prepotente .

Não o Clério das comendas e medalhas, títulos e honrarias.

Falo do Clério guerreiro. Do Clério que de uma ventania faz um vendaval; de um revoar faz uma revoada, de uma nuvenzinha faz uma tempestade, de um sambinha de roda faz uma escola de samba.

Falo do Clério, persistente, pensador, idealizador, construtor, batalhador, macaco velho; do tipo “ QUANDO VINHAS COM O MILHO , JÁ TINHA COMIDO TODA A POLENTA “ ; de vontade inabalável . Mas Clério é Clério.

Quero dizer amigo, que tenhas sempre orgulho do seu nome, pois ele se perpetuará pela história. Tenhas sempre orgulho de seu nome, pois ele define você, pois a sua história é única, assim como a de cada ser vivente.

Se você não fosse do jeito que você é, você não seria você.

PARABENS PELA JUSTA HOMENAGEM QUE ESTARÁ RECEBENDO NESTA TERÇA FEIRA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO, QUANDO RECEBERÁ DAS MÃOS DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO A COMENDA “RUBEM BRAGA “.

A Serra, seus confrades, Militantes das Diversas Categorias e Movimentos Culturais da Serra, a ALEAS, CONSELHO DE CULTURA, seus colegas do CLUBE DOS TROVADORES se sentem orgulhosos por essa homenagem; tão bem merecida, a esse filho, amigo (mesmo no controverso ) CLÉRIO JOSÉ BORGES.

PARABENS LUZIA TOLEDO E OBRIGADO POR PROPORCIONAR A ESSE ILUSTRE SERRANO TÃO ALTA DISTINÇÃO.

COMENDADOR PAULO NEGREIROS

ACADÊMICO DA ALEAS CADEIRA NÚMERO 18

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HOMENAGEM DO ESCRITOR JOÃO ROBERTO VASCO GONÇALVES PARA CLÉRIO JOSÉ BORGES:

Homenagem ao comendador Clério Borges

Alguns me perguntaram o que era aquele Papel que segurei na foto. Trata-se de um soneto, onde procurei resumir nos seus 14 versos, algumas das qualidades que conduziram o homenageado à Comenda Rubem Braga.

No mundo cultural tenho conhecido pessoas abnegadas que se doam inteiramente pela causa da cultura. Dentre essas, proativas e de alto desempenho, posso citar dois exemplos: O comendador Clério Borges, escritor, pesquisador, acadêmico fundador da ALEAS e partícipe em várias outras entidades, além de Fundador e presidente do CTC, Clube dos trovadores Capixabas. Também a Sra. Suzi Nunes, atual presidente da ALEAS, Academia de letras e artes da Serra. A dedicação destes é impressionante, sua luta pela causa é surpreendente e possuem uma energia que os fazem resistir ao Stress.

Muitas vezes, quando aparecem fotos das pessoas participando dos eventos, muitos podem ter a ilusão de que tudo se resume a estar sob os holofotes, colocar uma roupagem bonita e tirar fotos para mostrar aos amigos, via redes sociais. Ledo engano: aquilo que está sob os holofotes é apenas a pontinha de um enorme Iceberg. A parte que está nos bastidores é feita de muito trabalho, constantes atividades, muita luta e muita dedicação.

Eu afirmo: é preciso muita determinação para transpor todos os obstáculos e alcançar os objetivos pretendidos, acreditar muito no que faz para não perder o foco e ir em frente, muita paciência, muita perseverança e resistência ao stress para não desfalecer e não desistir. Alguns assumem tudo aquilo como causa própria a ponto de sua vida se confundir com a das entidades pela qual lutam. Clério Borges é um exemplo disso. Isso foi o que procurei sintetizar nos 14 versos do soneto que segue:

CLÉRIO BORGES

Quando um cutelo dilacera,

O peito de um poeta trovador,

Seus poemas fluem por terra,

Torrentes espargindo o amor.

Se a meta é um alvo distante

E parece impossível alcançar,

A vontade férrea e vibrante,

Põe a flecha no devido lugar.

Humano, acadêmico e poeta;

Com o espírito empreendedor,

Torna sua aspiração concreta.

Clério se doa em holocausto,

Pela causa do poeta trovador.

Sente-se feliz, mesmo exausto.

Roberto Vasco, 26/06/2015

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CERIMONIAL – SESSÃO SOLENE COMPLETA TRANSCRITA DO DIARIO DO PODER LEGISLATIVO – TUDO QUE ACONTECEU NA SESSÃO SOLENE DE 16 DE JULHO DE 2015:

PUBLICADA NO DPL DO DIA 16 DE JULHO DE 2015 DÉCIMA QUINTA SESSÃO SOLENE DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 07 DE JULHO DE 2015. ÀS DEZENOVE HORAS E VINTE MINUTOS, A SENHORA DEPUTADA LUZIA TOLEDO OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Senhoras e senhores, Senhora Deputada presente, telespectadores da TV Ales, boa-noite! É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão solene em homenagem aos Escritores Espírito-santenses e entrega da Comenda Rubem Braga. Rubem Braga iniciou sua carreira no jornalismo profissional ainda estudante, aos quinze anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Como jornalista cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo. Transferindo-se para Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à Força Expedicionária Brasileira. Após seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crônicas e críticas literárias para o jornal Hoje. Rubem Braga morreu em 19 de dezembro de 1990, no Rio de Janeiro. O velho Braga, como costumava se referir a si próprio, desde jovem é considerado o inventor da crônica moderna brasileira e um dos jornalistas que mais colaboraram em diferentes jornais e revistas do país, tendo produzido cerca de quinze mil crônicas. Neste instante, a Senhora Deputada Luzia Toledo, vice-presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, fará os procedimentos regimentais de abertura dos trabalhos. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Boa-noite a todas e a todos. Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e procederei à leitura de um versículo da Bíblia. (A Senhora Deputada Luzia Toledo lê Salmos, 118:28) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Dispenso a leitura da ata da sessão anterior e informo que esta sessão é solene, em homenagem aos Escritores e Escritoras Espírito-Santenses e para entrega da Comenda Rubem Braga, conforme requerimento de autoria da Mesa Diretora, aprovado em Plenário. Passo a palavra ao cerimonialista. O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido para compor a Mesa o Senhor Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho; o Senhor Sérgio Aboudib Ferreira Pinto, Conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo; o Senhor José Roberto Santos Neves, Subsecretário de Cultura do Estado do Espírito Santo; o Senhor Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-santense de Letras; o Senhor Getúlio Marcos Pereira Neves, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo; a Senhora Gracinha Neves, presidente da Academia Feminina de Letras; o Senhor José Eugênio Vieira, diretor-superintendente do Sebrae-ES; o Senhor Rogério Borges, Secretário de Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo, representando o Reitor Reinaldo Centoducatte; a Senhora Liliane Bullus Prefeita de São José do Calçado; e o Senhor Afonso Braga de Abreu, sobrinho de Rubem Braga, representando sua família. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional e a do Espírito Santo, tocados pela Camerata do Sesi sob a regência do maestro Leonardo David. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Nossos aplausos e agradecimento à Camerata do Sesi, que ainda se apresentará nesta noite, e ao maestro Leonardo David. Convido para compor a Mesa a escritora Silvana Soares Sampaio, representado a Academia Feminina Espírito-santense de Letras. (Pausa)2 (Toma assento à Mesa a referida convidada) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Agradecemos a presença de Cilmar Franceschetto, diretor do Arquivo Público Estadual. Neste momento fará uso da palavra a Senhora Deputada Luzia Toledo, proponente desta sessão e vice[1]presidenta da Assembleia Legislativa. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Cumprimento a Mesa com muito carinho, com muito respeito e com muito agradecimento. Esta sessão solene será um marco em minha vida, porque sou de Mimoso do Sul, portanto, vizinha de Cachoeiro de Itapemirim e tive minha infância e adolescência muito misturada com este município. Falei na sessão ordinária de hoje que no último final de semana visitei a escola Liceu Muniz Freire, em Cachoeiro de Itapemirim, para ver como ela estava, e está maravilhosa, está fantástica, foi toda reformada! Emocionei-me muito naquela escola porque, claro, quando jovem, fazíamos torneios, havia as mocinhas e os rapazinhos, enfim, foi um momento muito bom! É muito gostoso rever a escola e lembrar as histórias. O Liceu é a própria história de Cachoeiro de Itapemirim e a própria história da escola pública no Espírito Santo. É um prazer homenagear a cultura do Espírito Santo com a Comenda Rubem Braga. Nesta sessão estão presentes, para nossa alegria, muitos cachoeirenses e a família de Rubem Braga. Cumprimento o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, o meu amigo Sérgio Aboudib, Conselheiro do Tribunal de Contas; o José Roberto Santos Neves, Subsecretário de Cultura do Estado do Espírito Santo, representando o Governo do Estado; o nosso amigo Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito[1]santense de Letras, quis muito que ele estivesse presente neste momento e está; o doutor Getúlio Marcos Pereira Neves, presidente do Instituto Histórico e Geográfico, grande parceiro; o nosso amigo José Eugênio Vieira, superintendente do Sebrae; o Rogério Borges, Secretário de Cultura da Ufes, a quem chamamos carinhosamente de Rogerinho; nossa amiga Liliana Bullus, Prefeita de São José do Calçado. Gostaria que a família Braga se levantasse. Cumprimento Beatriz Braga de Abreu Lima, Ana Maria Braga de Abreu Mendes, e Afonso Braga de Abreu – que está à Mesa representando toda a família. Muito obrigada pelas presenças. (Palmas) Muito obrigada à família Braga, que está aqui! Imagino o orgulho da família em mais uma vez estar nesta Casa para homenagear Rubem Braga, que deixou um legado não só para o Brasil, mas para o exterior, com suas poesias, com seus livros e com suas histórias. Cada um de nós teve participação, porque, na verdade, suas poesias e seus escritos marcaram a vida do povo de Cachoeiro de Itapemirim, do Espírito Santo, do Brasil e até do exterior. Cumprimento Gracinha Neves, representante da Academia Espírito-santense de Letras e Silvana Sampaio, representante da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras. Cumprimento duas pessoas fantásticas que estão presentes. Todos os senhores irão se emocionar. Peço que Raíssa Segovia Pacheco e Alice Pacheco Fernandes se levantem. Estas são a neta e bisneta do nosso querido Renato Pacheco, que vão receber a homenagem in memorian. Conheci Raíssa quando a mãe dela estava grávida. Acompanhei toda a sua gestação. Doutor Renato Pacheco foi um dos grandes amigos que tive durante a minha vida, principalmente na vida política. Recebi muitos ensinamentos dele. A nossa sessão solene desta noite celebra o Dia do Escritor, comemorado anualmente em 27 de julho, com a entrega da Comenda do Mérito Legislativo Rubem Braga. A Comenda do Mérito Legislativo Rubem Braga é uma honraria instituída pelo Deputado Estadual Glauber Coelho, de Cachoeiro de Itapemirim, vítima fatal de um acidente na rodovia ES-482, que liga Cachoeiro de Itapemirim a Alegre, em agosto de 2014. Em 2013, S. Ex.a propôs a homenagem aos escritores em comemoração ao centenário de nascimento do escritor cachoeirense Rubem Braga. A comenda que celebra a memória de Rubem Braga prestigia quem se dedica, como ele se dedicou, ao ofício de escrever. O que difere o escritor do resto dos profissionais? Ao contrário do que muitos pensam, não é apenas a necessidade incontrolável de escrever ou a vontade quase enlouquecida e crescente de transformar folhas digitadas em retratos do cotidiano. Os escritores enxergam as entrelinhas das entrelinhas e pescam, com maestria, as sutilezas das ações e dos sentimentos capazes de mudar o nosso olhar sobre as coisas que acontecem no nosso dia a dia. Obrigada por este olhar, Maria Bernadette Lyra, escritora maravilhosa. Eles são capazes de ouvir falas que sequer foram ditas, criar verbetes, expressões e de escrever diálogos que fazem com que os leitores se sintam grampeados e perfeitamente identificados naquela cena. Na nossa humilde opinião, a mais importante característica do escritor é a capacidade de reconhecer e de colocar peculiaridades universais no papel. Parece contraditório, mas é possível captar, mesmo que em meio ao mais conturbado tumulto, minúcias, que muitas pessoas consideram características únicas de suas personalidades, mas que, na verdade, estão presentes no caráter de muitas pessoas do planeta. E, quando o leitor se depara com uma dessas peculiaridades universais dentro de um texto ele logo diz: Nossa, parece que o autor andou me filmando, pois faço exatamente isso!3 Os escritores, especialmente os capixabas, merecem esta homenagem e o nosso apoio para continuarem produzindo suas obras e incentivando as gerações que virão. Uma salva de palmas em homenagem a todos vocês, caros escritores por natureza. (Palmas) Muito obrigada! Um abraço! Um beijo no coração dessas escritoras e desses escritores maravilhosos, e dos telespectadores que estão acompanhando esta sessão solene, a primeira que faço nesses quase seis meses de mandato. Estou extremamente contemplada em poder homenagear a cultura do Espírito Santo. Aqui está representado o Instituto Histórico e Geográfico, o pai da cultura do Espírito Santo. Aqui estão representadas a Academia Espírito-santense de Letras, a Academia Feminina de Letras e academias do interior do Estado. Inclusive, na hora que os currículos forem lidos todos saberão quantas pessoas vieram do interior. Isso é muito importante para a nossa sessão solene. Pedi ao Antônio Carlos Sessa Neto, o Tonico, que faça uma exposição das fotos que forem tiradas hoje nesta sessão, homenageando mais uma vez os escritores e as escritoras capixabas. Muito obrigada! Um beijo no coração! Não posso deixar de agradecer ao meu amigo Leonardo David. O Leonardo David está aqui por amor à cultura. Quando o convidei ele tinha outra agenda, mas é tão amigo, tão querido, que veio com a Orquestra Camerata do Sesi completa. Peço novamente uma salva de palmas para a nossa orquestra. Obrigada, maestro David! E a todos vocês, as nossas homenagens. (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA – (SERGIO SARKIS FILHO) – Já que a Senhora Deputada Luzia Toledo falou da Camerata do Sesi, vamos ouvir um pouco a apresentação desta orquestra. O SR. LEONARDO DAVID – Boa-noite a todos! Para nós da Orquestra Camerata do Sesi é um prazer estar nesta Casa neste dia cultural. Temos um repertório muito bonito para apresentar agora para vocês. Daqui a duas horas e meia terminamos o nosso repertório. Sério! A primeira música que tocaremos é de um compositor chamado Johann Sebastian Bach, do período barroco. Temos um arranjo muito bonito de uma cantata que ele compôs para um domingo maravilhoso na Alemanha. (A orquestra se apresenta) O SR. LEONARDO DAVID – Nossa próxima apresentação será uma homenagem à música popular dos compositores brasileiros e precisarei da ajuda de vocês. Estão dispostos? A música é bonita, é Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. (Pausa) (A orquestra se apresenta) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Nosso agradecimento à Camerata do Sesi e ao maestro Leonardo David pela brilhante apresentação. Agradecemos – sinta-se integrante da Mesa – a presença da professora Rita de Cássia Maia, diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e da Biblioteca Estadual; e da Senhora Denise Cadete, presidenta da Cesan. Neste momento, fará uso da palavra o professor Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras. O SR. FRANCISCO AURÉLIO RIBEIRO – (Sem revisão do orador) – Inicialmente, saúdo os componentes da Mesa, a nossa querida deputada, presidente da sessão, e em especial os meus colegas escritores, hoje homenageados com a belíssima Comenda Rubem Braga, que tive oportunidade de receber ano passado, das mãos do saudoso Deputado Glauber Coelho. Dizem que Deus leva as pessoas boas primeiro, por isso o levou. Tenho certeza de que o maestro Leonardo escolheu Trem das Onze apostando na idade da plateia. Se fosse outra plateia escolheria no mínimo Ai Se Eu Te Pego, do Michel Teló. Estou brincando um pouquinho porque quero falar algumas coisas sérias e para jogar um pouquinho de água, talvez, na fervura de vocês que receberão essa Comenda. Não estou falando como escritor, mas fui convidado pela Deputada Luzia Toledo, nossa querida amiga, para falar como presidente da Academia Espírito-Santense de Letras. Usarei poucas palavras para fazermos reflexão sobre o momento atual em que vivemos. Talvez nunca tenhamos tido no Espírito Santo uma produção tão grande. Tenho acompanhado isso, Bernadette, e todo mundo que me conhece desde que entrei na Ufes em 1980, pari passu a produção literária dos escritores capixabas. Procuro ler quase tudo que se escreve aqui. Hoje é impossível porque a produção é tão grande e tão diversificada que não dou conta mais. Já consegui ler praticamente 4 tudo o que se publicava, hoje não, mesmo porque tem toda produção eletrônica que não conseguimos também, os blogs e tudo. Calculo que de 1994 para cá tivemos uma nova fase da produção literária no Espírito Santo. Isso, graças às leis de incentivo cultural. A primeira foi a Lei Rubem Braga. Isso propiciou uma grande produção literária no Espírito Santo. Por outro lado, se tivemos nesses vinte anos uma grande produção, não tivemos o mesmo aumento em relação à divulgação dessa produção e muito menos sua leitura. Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa de campo, sou um professor que não saiu da sala de aula. Continuo na sala de aula. Ano passado tive a oportunidade de dar aula aos meus colegas professores do Espírito Santo e estivemos nas treze superintendências. Eu trabalhava com literatura e história do Espírito Santo na superintendência. Infelizmente, tínhamos um número de vagas muito maior do que foi ocupado. Os professores haviam saído de uma greve muito frustrante, que não conseguiram o que queriam, e depois tiveram que repor as aulas. Meu curso coincidiu com essa reposição de aula e muitos não puderam frequentar. Mas mesmo assim, mais de trezentos professores fizeram e com isso pude acompanhar o que está acontecendo no Espírito Santo. Então, o que estou falando aqui não é porque li nem ninguém me contou, foi porque vi e porque vivo isso. Inicialmente, parabenizo os escritores homenageados hoje com a belíssima Comenda Rubem Braga, criada pelo saudoso Glauber Coelho. Sem dúvida, a mais alta condecoração concedida àqueles que escrevem profissionalmente, tentando seguir os passos do nosso mestre, o imortal cronista cachoeirense Rubem Braga. Apesar de ser um dia festivo, não quero estragar a beleza desse dia com vocês, como presidente da mais antiga associação literária capixaba, a Academia Espírito-santense de Letras, fundada há noventa e quatro anos; e se o Instituto Histórico é o pai, a Academia é a mãe, viu Luzia? Vou dividir essa com o Getúlio. Não poderia deixar de fazer algumas considerações sobre o momento crítico em que vivemos, mais especificamente, a alguns fatos concernentes à produção do escritor capixaba. Há vinte e um anos começaram a ser criadas as leis municipais de incentivo à cultura, sendo a primeira delas, a Lei Rubem Braga, da Prefeitura Municipal de Vitória. Depois vieram a Lei Chico Prego, da Serra; a Lei de Cultura e Arte, de Vila Velha, dentre outras. Essas leis incentivaram sobremaneira a publicação de livros em nosso Estado, mas não a sua divulgação. Hoje não é difícil publicar um livro. Difícil é conseguir que esse livro seja divulgado, que ele circule e que chegue ao seu destinatário, o leitor, sem o que ele não faz sentido. Não adianta escrevermos para ninguém ler. Todo mundo escreve para ser lido, ele busca o leitor. De que adianta publicar um livro, fruto da criação literária ou de anos de pesquisa, sem que esse livro chegue a uma biblioteca e seja lido por um leitor? O problema maior que vivemos no Espírito Santo hoje é que não existem políticas públicas em relação ao livro e à leitura em nosso Estado. Existem ações pontuais, mas uma política pública estadual do livro e da leitura não existe. Até hoje não foi aprovado um plano estadual do livro, da literatura, da leitura e da biblioteca. Tentamos construir esse plano há quatro anos e até hoje esse plano ainda não foi aprovado. Nenhum plano municipal de leitura. As bibliotecas públicas andam à míngua, sem bibliotecários, sem recursos e sem um acervo atualizado. Há oito anos o Estado do Espírito Santo não compra nenhum livro de autor capixaba para as bibliotecas públicas, embora o tenha feio de outros autores, como no ano passado um grande investimento foi feito até para as bibliotecas do terminal do Transcol sem que tenha sido comprado um livro de autor capixaba. Nenhuma das setenta e oito prefeituras municipais têm investido em bibliotecas públicas, muito menos em uma política de democratização da leitura e de valorização do escritor capixaba. Projetos como Viagem pela Literatura, da Prefeitura de Vitória, coordenado pela incansável Elizete Caser há mais de vinte anos, são uma gota d’água na aridez em que vivemos. Depois de muita luta conseguimos no ano passado que a Sedu fizesse uma licitação para compra de livros de autores capixabas. Foram anos de reunião, vindo na Assembleia, conversando com deputados, escrevendo em jornais, publicando artigos em todos os espaços que podíamos. O edital foi lançado em julho de 2014; centenas de autores escreveram obras para análise; uma equipe de especialistas da Sedu analisou os livros e cinquenta foram selecionados. Esse processo demorou de três a quatro meses, um processo muito sério. No entanto, o processo de licitação não foi à frente e até hoje os livros não foram adquiridos. O secretário justifica dizendo que é a crise, mas há oito anos não se compra nenhum livro de autor capixaba e a crise não é de agora então. Isso também aconteceu em 2010, quando a editora de São Paulo fez dez excelentes livros sobre o Espírito Santo, e nenhum foi adquirido para as bibliotecas públicas, privando o aluno de conhecer um pouco mais da cultura e da literatura do nosso estado. Batalhamos juntos a alguns deputados para que fosse criada uma lei de cotas para o escritor capixaba em que, pelo menos, trinta por cento dos livros adquiridos por órgão público fossem capixabas. Não sabemos se isso virou projeto ou lei, como aconteceu na Câmara de Vitória. Mas mesmo se tivesse sido, o que significa trinta por cento de nada? Recentemente, realizamos a segunda Feira Literária Capixaba, uma promoção da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, da Academia Espírito-santense de Letras e do Instituto Histórico. Um sucesso de público se considerarmos que cerca de dez mil pessoas estiveram lá; mas um fracasso total, diria na questão econômica, porque não conseguimos nenhum apoio do Governo Estadual.5 Agora, estamos nos cotizando, as três academias, para pagar os prejuízos da feira. Poucos livros foram comercializados nessa feira. O autor não pode comercializar a sua obra no Espírito Santo se não tiver inscrição estadual e não emitir nota fiscal própria. Isso engessa completamente a venda de livros. Enfim, caros colegas, não quero tirar o brilho e a alegria desta homenagem que hoje recebem, apenas pontuar algumas questões básicas com relação ao nosso ofício. E, sobretudo, solicitar aos nossos deputados e, peço encarecidamente à Senhora Deputada Luzia Toledo que encabece essa luta ao nosso lado. Precisamos do apoio de vocês. Não queremos só fazer livro; queremos principalmente que nossos livros sejam comprados, estejam na biblioteca e sejam lidos. A Secut agora lançará edital, terá edital de circulação. Alguma coisa mudará, porque discutimos isso com o conselho de cultura. Então precisamos desse apoio, para que nos ajudem em nossas demandas, que convençam os gestores da educação e da cultura que um país se faz com homens e livros, como dizia Monteiro Lobato há cem anos; mas, sobretudo com a leitura, sem a qual não existe uma verdadeira educação. Acabamos de ver uma pesquisa feita pela revista Veja sobre os países com os melhores índices de educação do mundo. A Finlândia está encabeçando. É o país mais informatizado do mundo. E lá a leitura é obrigatória. Cada aluno finlandês tem de ler um livro por semana. Na Inglaterra, todos os alunos têm de ler trinta livros por ano, em qualquer série que estejam, e no Brasil nada acontece. Então, mais do que nunca, Bernadette, nós que somos da velha geração e sabemos cantar o Hino do Espírito Santo de cor, sabemos que ele continua atual quando dizemos: se as glórias do presente forem poucas acenai para nós posteridade. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convidamos a escritora Kátia Bobbio para recitar uma poesia sobre Rubem Braga, patrono da Comenda dos escritores. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Kátia Bobbio, sei da beleza da sua poesia, queria que me aguardasse um minuto, porque quero responder ao presidente da Academia Espírito-santense de Letras, Francisco Aurélio Ribeiro. Francisco, você foi muito feliz na brincadeira e depois nessa busca pelo respeito de uma política pública para os nossos escritores. Tem que ter uma política pública. Porque se não tiver, não é Sandra Gasparini, faz igual você na maior dureza do mundo, lança o livro e… Todos que estão presentes, o Maciel de Aguiar, que veio de São Mateus, escreveu o belíssimo livro Pelé, depois sobre nosso grande arquiteto que morreu ano passado. E fica nisso mesmo. Conversei com o Conselheiro Sérgio Aboudib pedindo ajuda. Serginho é uma pessoa que escreve sempre. Seu último livro foi lançado na Assembleia Legislativa, em benefício do Asilo dos Velhos de Vitória; livro com histórias maravilhosas. Esta Casa ficou cheia de pessoas que vieram para a noite de autógrafos, inclusive o Governador Paulo Hartung. Queria dizer para vocês que a partir de amanhã começaremos a fazer esse trabalho. Já pedimos à Doutora Regina, nossa advogada, para consultar os demais e se o presidente da Academia tiver essa informação, para nós será mais rápido, para saber quais os estados brasileiros já aprovaram. Mato Grosso aprovou. O SR. FRANCISCO AURÉLIO RIBEIRO – Foi apresentado nesta Assembleia o Plano Estadual de Difusão do Livro e da Leitura, projeto do então Deputado César Colnago, atual vice-governador, e o projeto foi recusado. Precisamos retomar isso, porque sem uma politica estadual do livro, da leitura, da biblioteca e da literatura, fica muito difícil trabalhar. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Faremos uma indicação a partir desta semana e queremos contar com o apoio do Subsecretário de Cultura, que está à Mesa, e do nosso Conselheiro Serginho Aboudib. Faremos também uma reunião com as Secretarias de Cultura e de Educação. Realmente, acho um absurdo. Quero dizer ao professor Francisco Aurélio Ribeiro que a primeira feira literária foi feita em nosso gabinete, com a professora Ester Abreu, nossa presidenta da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras. A segunda feira eu abri na avenida Capixaba, na escola Gomes Cardim. Demos todo apoio que podíamos dar. Não tenho caneta na mão, tenho boa-vontade. Achei excelente a fala do presidente da Academia Espírito-Santense de Letra. As sessões solenes sempre são solenes, mas, também, são de trabalho. Estamos aqui trabalhando, e trabalhando pela cultura do estado. Concedo a palavra à Senhora Kátia Bobbio. A SR.ª KÁTIA BOBBIO – (Sem revisão da oradora) – Boa-noite a todos e todas, à deputada, aos componentes da Mesa. Falaremos da vida de Rubem Braga, que dá nome a esta comenda, em forma de cordel. Afonso Abreu já conhece.6 Centenário do Cronista Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar Sou poetisa e por isso Tenho singelo fulgor, Em transmitir para o mundo Mensagem de muito amor, Eu vou falar num cronista Que foi um grande escritor. Na cidade de Cachoeiro Do Itapemirim, nasceu, Em novecentos e treze (1913) Sei que o fato aconteceu, Dia doze de janeiro RUBEM BRAGA apareceu. Iniciou seus estudos Em sua terra natal, E depois foi para o Rio Alcançar seu ideal, Foi um homem aplaudido Por ser intelectual. Lá no Rio de Janeiro Começou a faculdade De Direito, pois o RUBEM Era de capacidade, Mas foi em Belo Horizonte Que formou -se, na verdade, RUBEM foi alvo de inúmeras Represálias políticas, Atuou no jornalismo Fazendo suas autocríticas, Chegando a peregrinar Em cidades apolíticas. No “Diário da Tarde” Trabalhou com devoção, Fazendo a cobertura De toda revolução Constitucionalista Que houve nesta nação. No “Diário de Pernambuco” RUBEM BRAGA bem se deu, Também na “Folha de Minas” Ele se correspondeu, E no “Correio do Povo” O RUBEM surpreendeu. Sei que na “Folha da Tarde” de Porto Alegre, escreveu, no “Diário Carioca” só fez bonito, valeu, e na guerra contra a Itália foi jornalista e cresceu. RUBEM BRAGA grande homem Do povo foi servidor, Pois dormia e acordava Pensando no seu leitor, Tinha na alma um ideal De escrever com muito amor.7 No ano de quarenta e sete (1947) RUBEM foi correspondente, Em Paris, “Jornal o Globo” Porque Ele era competente, No “Correio da Manhã Noticiou muita gente. Reportagens e artigos Sobre assuntos culturais, Econômicos, políticos RUBEM preencheu anais, Escrevendo para o mundo Os seus editoriais. Sei que o RUBEM BRAGA foi Admirável escritor, Falou a verdade na imprensa Foi seu dedo indicador, Pois tinha na alma um jornal No coração um amor. O RUBEM BRAGA escreveu No Paraguai, na Argentina, Estados Unidos, Cuba, No México, fez doutrina, Venezuela, Colômbia, Na Itália, com disciplina. Escreveu também na França Em Lisboa – Portugal, Na Inglaterra, na Índia RUBEM BRAGA foi o tal, Fez reportagens divinas Seja qual fosse o jornal. RUBEM BRAGA desde moço Entregou -se ao culturismo, Trabalhava com ardor No mais puro idealismo, E sempre se dedicou Ao melhor do jornalismo. Fez reportagens na Grécia Em Angola e Moçambique, Para a “Folha de São Paulo” Escreveu no maior pique, No ano de setenta e quatro (1874) Foi um valente cacique. RUBEM BRAGA também fez Importante cobertura, Foi a primeira eleição De Perón, boa figura, E a segunda de Elsenhower Uma grande criatura. Em Santiago, no Chile Foi chefe do escritório Comercial do Brasil8 Pois RUBEM era sensório, No ano de cinquenta e cinco (1955) Num gesto muito simplório. Na cidade de Marrocos O RUBEM foi nomeado, Embaixador do Brasil Na África deu seu recado, No ano de setenta e três (1973) A pedido, exonerado. Tinha firmeza e equilíbrio No seus editoriais, Foi um cidadão moderno E modernizou jornais, Sua autonomia fez Suas lutas magistrais. Além de bom jornalista Foi sócio fundador Da “Editora Sabiá” E “Editora do Autor”, Muitos livros publicados Esse grande benfeitor. Seu primeiro livro escrito Foi “O Conde e o Passarinho” Dezenove, trinta e seis (1936) Iniciou seu caminho, E “Crônicas Escolhidas” Que ficou bem bonitinho. Sei que foram mais de quinze Os seus livros publicados, Também milhares de crônicas RUBEM deixou registrado, Sei que em várias revistas Colaborou com cuidado. Nosso RUBEM BRAGA foi Da imprensa um combatente, O nosso maior cronista Era muito competente, Na responsabilidade Foi um homem consciente. Sei que o primeiro jornal Que o RUBEM trabalhou Foi o “Correio do Sul” Onde tudo começou, Quando ainda era estudante Em sua terra brilhou. O nosso grande cronista Apertou o seu gatilho, Casado e divorciado Deixou nesta terra um filho E também alguns netinhos Que te darão certo brilho.9 RUBEM BRAGA aqui na terra Cumpriu a sua missão, Deixando à posteridade A melhor recordação, A glória do jornalismo Desta nossa geração. Dia vinte de dezembro Nosso Estado se enlutou, Em dezenove, noventa (1990) O governo decretou Luto oficial – três dias Quando o RUBEM viajou. Em dezenove, nove um (1991) Em Vitória, a prefeitura Criou a Lei Rubem Braga Que é de incentivo à cultura, O nosso grande escritor Agora no céu figura. Aqui termino leitores Do RUBEM, o seu perfil, A pureza de sua alma, Pelo seu porte viril, O jornalista do povo E cronista do Brasil. Obrigada. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Obrigado, Kátia Bobbio. Parabéns! Ouviremos a saudação do secretário de Cultura do Estado do Espírito Santo, Senhor José Roberto Santos Neves, representando o Governo do Estado. O SR. JOSÉ ROBERTO SANTOS NEVES – (Sem revisão do orador) – Cumprimento as autoridades da Mesa, especialmente a Deputada Luzia Toledo, proponente desta sessão solene em homenagem ao Dia do Escritor e com essa congratulação tão importante para os autores capixabas, que é a Comenda Rubem Braga. No ano passado tive a honra de receber a Comenda Rubem Braga por meio da iniciativa do saudoso Deputado Glauber Coelho e também faço questão de registrar a presença, naquela ocasião, de outra pessoa querida, o Gelson Fernandes, ex-subsecretário de Estado da Cultura, cargo que hoje ocupo no Governo do Estado. Gostaria de fazer algumas considerações breves sobre a fala do nosso querido Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras e meu confrade na Academia. As observações do Francisco são absolutamente pertinentes. A Secult está à disposição para discutir a criação do Plano Estadual de Leitura, assim como discutiu e aprovou nesta Casa de Leis o Plano Estadual de Cultura, no ano passado, que está em fase de implementação. Também gostaria de afirmar que os editais do Funcultura serão lançados agora no mês de julho. Foram aprovados junto ao Conselho Estadual de Cultura e teremos dois editais voltados para a literatura, um de incentivo a prática de leitura, que vai permitir ações bastante importantes, como a circulação literária. O escritor poderá levar sua obra para os municípios por meio de saraus poéticos e cafés literários, para o escritor realmente mostrar a cara e levar cultura e leitura para o dia a dia do cidadão capixaba. Também teremos o edital setorial de literatura que vai permitir, por exemplo, a publicação de livros, que já acontece realmente no Espírito Santo. Concordo com Francisco Aurélio. Temos que trabalhar, cada vez mais, no sentido de divulgar e levar esse acesso à leitura do autor capixaba para o cidadão do Espírito Santo. A nossa história literária é gloriosa. Temos uma tradição que vem de Rubem Braga, Carlinhos Oliveira, Márcia Figueira, Carmélia de Souza, Luiz Guilherme Santos Neves e Reinaldo Santos Neves, meus parentes, meus tios, com muito orgulho; Fernando Tatagiba, Waldo Motta e Sérgio Blank. Enfim, são escritores brilhantes. Se falarmos dos autores capixabas, ficaremos a noite toda nesta sessão, porque a nossa história é realmente gloriosa. Temos o desafio de fazer com que o capixaba conheça mais a literatura produzida no Espírito Santo e se 10 orgulhe dessa literatura. Esse é um desafio do poder público e também da sociedade civil, por meio do Conselho Estadual de Cultura, parceiro da Secult na elaboração de políticas culturais. Gostaria também de, mais uma vez, parabenizar a deputada pela iniciativa que valoriza, reconhece o autor capixaba e também a diversidade da literatura produzida no Espírito Santo. No estado, temos romancistas, ensaístas, poetas, cronistas e contistas. Essa diversidade compõe a riqueza da literatura produzida no Espírito Santo. Por fim, destaco que cultura – é sempre bom lembrarmos isso – é muito mais do que festa, muito mais do que um mero entretenimento ou uma agenda oficial de eventos. Cultura são os valores de um povo, são suas tradições, sua sensação de pertencimento. Nossa querida Bernadette Lyra está na minha lista, é minha tia, como ela fala, honorária, devido ao carinho que tem pelo meu avô, Guilherme Santos Neves, que foi presidente-fundador da Comissão Espírito-Santense de Folclore na década de 40, nos anos 50, juntamente com Renato Pacheco, que está representado pela família nesta sessão, e Hermógenes da Fonseca. Que história maravilhosa temos na nossa cultura! A cultura é a sensação de pertencimento, é o simbolismo, é o simbólico, mas também é cidadania. Está no art. 215 da Constituição Federal que o poder público tem obrigação de garantir ao cidadão o pleno acesso a seus direitos culturais. Então, por meio do acesso à cultura, realmente teremos todas as condições, juntamente com a educação, de construir uma sociedade melhor para todos, mais justa, mais humana e mais desenvolvida. São minhas breves palavras. Muito obrigado e vamos dar início às homenagens, não é, deputada? (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Antes que o nosso cerimonialista comece, queria convidar os familiares ou amigos dos homenageados presentes que venham à frente para tirar uma foto junto com o homenageado ou homenageada. Isso é muito importante. Os nossos fotógrafos, Tonico e Reinaldo, farão uma exposição em nossa galeria mostrando os escritores capixabas. Passo a palavra ao cerimonialista. O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Daremos início às homenagens desta noite. Solicito à deputada que se posicione à frente da Mesa. Convido a Senhora Raíssa Pacheco, neta, e a bisneta e demais familiares para receber, in memoriam do senhor Renato Pacheco, a placa das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo do homenageado. (Pausa) O Senhor Renato Pacheco é natural de Vitória, nascido em 16 de dezembro de 1928; faleceu na mesma cidade, em 18 de março de 2004. Bacharel em Direito e em História, mestre em Ciências pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo. Dedicou mais de quarenta anos ao magistério e quase vinte à magistratura estadual. Como professor, foi catedrático de História Geral do Colégio Estadual do Espírito Santo, professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (depois Centro de Estudos Gerais) da Universidade Federal do Espírito Santo e diretor da Escola de Magistratura do Estado do Espírito Santo. Nos últimos anos, aposentado na Ufes, foi professor da Faculdade de Direito de Vitória. Foi sub-reitor comunitário da Ufes e diretor da Fundação Cultural do Espírito Santo, hoje Secretaria de Estado da Cultura. Como magistrado, foi juiz de direito em diversas comarcas. Na mocidade, foi jornalista profissional em A Tribuna e O Diário, e colaborou em Vida Capixaba e A Gazeta. Foi um dos fundadores da Academia Capixaba dos Novos em 1947 e criou e dirigiu uma editora, Edições Renato Pacheco, de 1951 a 1955. Pertenceu à Academia Espírito-santense de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, do qual foi presidente e presidente de honra. Era sócio do Centro Cultural de Estudos e Pesquisas do Espírito Santo (Cultural-ES) e pesquisador associado do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, do Programa de Mestrado em Letras da Ufes. Em sua condição de pesquisador e escritor, deixou incalculável produção impressa, tanto livros como artigos publicados em periódicos diversos. Renato Pacheco também é homenageado pela Assembleia Legislativa com a Comenda Renato Pacheco que é destinada a homenagear professores que tenham contribuído para o desenvolvimento da educação no estado do Espírito Santo. (Procede-se à entrega da placa) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Neste momento, a idealizadora desta sessão, Senhora Deputada Luzia Toledo, dará início à entrega da Comenda Rubem Braga aos seus homenageados. Convido o Senhor Adilson Vilaça para, de acordo com a Resolução n.º 4.013, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Adilson Vilaça é natural de Conselheiro Pena-MG; é escritor, jornalista e professor. Atualmente, reside em Vitória. No início da década de 1980, ficou em primeiro lugar no Concurso Literário Permanente do 11 Espírito Santo na categoria conto. Recebeu o Prêmio Geraldo Costa Alves por A possível Fuga de Ana dos Arcos, publicado em 1984. Em 1987 surgiu com Espiridião e outras Criaturas. Além disso, publicou um folhetim eletrônico e escreveu o roteiro para o filme Cotaxé. Detém o Prêmio Almeida Cousin, do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, pelo conjunto de sua obra. Teve sua obra analisada pelo professor Francisco Aurélio Ribeiro no livro A Árvore das Palavras, volume quarto da Coleção Roberto Almada, publicado pela Secretaria de Cultura de Vitória. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Silvana Sampaio, da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, para receber, em nome da Senhora Almerinda da Silva Lopes, de acordo com a Resolução n.º 4.017, a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) A Senhora Almerinda da Silva Lopes é graduada em Licenciatura, Desenho e Plástica, e em Educação Artística; tem graduação em Administração Educacional pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Andradina; mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente, é professora adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo; tem experiência na área de artes, com ênfase em História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: artes plásticas, pintura, história da arte, arte e crítica e arte do século 20. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Anaximandro Oliveira Santos Amorim para, de acordo com a Resolução n.º 4.027, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Anaximandro Oliveira Santos Amorim é natural de Vila Velha. É advogado, escritor e poeta. Membro fundador da Academia Jovem Espírito-Santense de Letras (cadeira 3, patrono Atílio Vivácqua); membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e, atualmente, membro mais jovem da Academia Espírito-Santense de Letras (cadeira 40, patrono Antônio Ferreira Coelho); 2.º suplente da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura; membro da Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha/ES (cadeira 12, patrono Joaquim Nabuco). (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Antônio de Pádua Gurgel para, de acordo com a Resolução n.º 4.028, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Antônio de Pádua Gurgel idealiza, elabora e coordena projetos editoriais, inclusive voltados para a preservação da memória histórica, divulgação institucional, ações socioeducativas e educação ambiental. Formado em Comunicação pela Universidade de Brasília em julho de 1976. Atuou como jornalista em vários veículos de comunicação em Brasília, Vitória e Rio de Janeiro, inclusive A Gazeta, O Globo, Correio Braziliense, Gazeta Mercantil, Editora Abril, SBT, Ecologia & Desenvolvimento e outros. Sócio-gerente da Editora e Produtora de Cine-Vídeo Pro Texto Comunicação e Cultura, que funciona desde outubro de 1991 (inicialmente com o nome Contexto Jornalismo e Assessoria). Também idealizou o perfil de grandes nomes do Espírito Santo. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Bárbara Pérez para, de acordo com a Resolução n.º 4.023, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Bárbara Pérez é escritora; natural de Mimoso do Sul; atua na área da Enfermagem. Idealizadora, fundadora e presidente da Academia das Artes, Cultura e Letras de Marataízes; bem como da Associação Mulheres em Ação promovendo ações sociais, culturais e políticas. É filiada a diversas academias de letras. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Carlos Fonseca para, de acordo com a Resolução n.º 4.024, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, 12 e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Carlos Fonseca é graduado em Direito; foi servidor público no cargo de oficial de justiça federal desde 2011, porém, exerce o cargo de juiz federal do trabalho após aprovação em concurso público. Seu gosto pela poesia foi descoberto ainda na infância, quando, aos nove ou dez anos de idade, começou a traçar suas primeiras linhas em forma de pequenas trovas. Houve um intervalo em sua produção poética entre os doze e vinte e dois anos de idade, período durante o qual se debruçou sobre centenas de obras literárias. Aos vinte e dois anos retomou a escrita e a poesia, não parando desde então. Entende que a poesia é uma válvula de escape ao cerco pretensioso e supostamente racional construído pela sociedade moderna, abrindo-lhe caminho para a liberdade lúcida e o amor verdadeiro. O autor apresenta seu livro de poemas Mil e Tantas Palavras, obra que tematiza o processo da escrita e da libertação do autor durante esse processo e de experiências líricas que compuseram a sua experiência de vida. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Carlos Henrique Bezerra Leite para, de acordo com a Resolução n.º 4.034, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Carlos Henrique Bezerra Leite é natural de Vitória. Doutor e mestre em direito pela PUC- SP; professor de direito processual do trabalho e direitos fundamentais sociais da graduação em direito da FDV. Professor de direitos humanos sociais e meta-individuais do mestrado e doutorado em direitos e garantias fundamentais – FDV. Ex-professor associado de direito processual do trabalho e direitos humanos – Ufes. Desembargador do trabalho do TRT da 17.ª Região – Espírito Santo e ex-procurador regional do Ministério Público do Trabalho. Titular da cadeira 44 da Academia Brasileira de Direito do Trabalho; membro do Instituto Brasileiro de Estudos do Direito; ex-coordenador do Núcleo Regional da Escola Superior do MPU – ES e ex-diretor da Escola Judicial do TRT da 17.ª Região. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Celso Luiz Caus para, de acordo com a Resolução n.º 4.030, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Celso Luiz Caus é engenheiro civil especialista em engenharia sanitária, saúde pública e segurança do trabalho e atua há trinta e sete anos na Cesan. Natural de Itueta, Minas Gerais, veio para Vila Velha em 1969. O autor vem se destacando como palestrante sobre o tema água e esgoto e é considerado uma das referências capixabas em abastecimento de água e recursos hídricos. É conselheiro titular do Conselho Estadual de Recursos Hídricos desde a sua criação. Recebeu do Governo do Estado o prêmio Gerente da gente 2009, por ter sido o melhor projeto do Programa de Gerenciamento Intensivo de Projetos – pró-gestão –, referente ao programa Águas Limpas. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Clério José Borges para, de acordo com a Resolução n.º 4.026, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Clério José Borges é historiador, escritor, poeta e trovador capixaba. Natural de Vila Velha. Formou-se técnico em contabilidade. É escrivão de Polícia Civil, tendo recebido as medalhas de bronze, prata e ouro, por trinta anos de serviços prestados à Polícia Civil do Estado do Espírito Santo. Fundou e foi o primeiro presidente da Academia de Letras e Artes e do Clube dos Trovadores Capixabas de Serra; membro do Clube Baiano da Trova; destacado ativista dos meios literários e trovistas; foi, inclusive, fundador da Federação Brasileira de Entidades Trovistas. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Douglas Puppin para, de acordo com a Resolução n.º 4.029, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Douglas Puppin é médico dermatologista; natural de Alfredo Chaves. Foi professor da Ufes, deputado estadual em duas legislaturas e secretário de Estado da Saúde. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e publicou as seguintes obras, baseadas em pesquisas sobre a imigração italiana no Espírito Santo: Do Veneto para o Brasil; Assim Cantava a Nonna; La Vita de Vitório; Pietro: Benemérito da Libertação de Roma, 2001. Publicou obras científicas, artigos e pesquisas, sobre sua especialidade médica. 13 (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Getúlio Marcos Pereira Neves para, de acordo com a Resolução n.º 4.014, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Getúlio Marcos Pereira Neves é natural do Rio de Janeiro, ex-guitarrista e compositor da banda capixaba Urublues. Bacharel em Direito pela Ufes; mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Lisboa; Juiz de direito da Justiça Militar do Espírito Santo; presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo; membro da Academia Espírito-santense de Letras. Ingressou na Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha em maio/2010. Publicou: Notícia do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo; Espírito Santo: Estudos Jurídicos; Blues, Sonetos e Canções; Estudos de Cultura Espírito-Santense, Textos de História Militar do Espírito Santo; Academia Espírito-Santense de Letras: Documentos da Academia. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Ítalo Campos para, de acordo com a Resolução n.º 4.022, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Ítalo Campos é natural de Uruaçu, estado de Goiás. É psicólogo e psicanalista formado em Belo Horizonte pela Universidade Federal de Minas Gerais. Radicado em Vitória. Analista, membro da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória e membro da Academia Uruaçuense de Letras; membro da Academia Espírito[1]Santense de Letras. Publicou Memória Fotográfica de Uruaçu; Photopoesias de Tiradentes, MG; História do Pé e Poemas de Amor. É o idealizador do tradicional varal de poesias da Estação Primeira de Manguinhos, num momento de inspiração e lembranças nordestinas nos jardins do restaurante Estação Primeira de Manguinhos. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor José Carlos Madureira para, de acordo com a Resolução n.º 4.025, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor José Carlos Madureira é graduado em Comunicação Social com especialização em Jornalismo, com ampla experiência na coordenação dos núcleos de criação e confecção dos produtos gráficos e mídia impressa; atuação em comunicação corporativa; habilidade no planejamento e desenvolvimento de estratégias e planos de comunicação e atendimento ao cliente. Atualmente na coordenação de atividades de assessoria de imprensa, bem como da produção de conteúdo para divulgação de parlamentares da Câmara Municipal de Barra de São Francisco. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor José Eugênio Vieira para, de acordo com a Resolução n.º 4.008, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor José Eugênio Vieira é bacharel em Economia, pós-graduado em Planejamento Agrícola; atual diretor superintendente do Sebrae/ES. Dedicou grande parte de sua vida à gestão de grandes instituições públicas, sendo reconhecido por sua notável liderança e capacidade de articulação institucional, e publicou várias obras. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Kátia Bobbio para, de acordo com a Resolução n.º 4.009, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Kátia Bobbio foi a primeira escritora de literatura de cordel capixaba, pintora, poetisa, bacharel em direito, premiada várias vezes com medalhas e menção honrosa. Conhece todo o Brasil, viajou pela Europa e América Latina visitando museus e galerias de arte ampliando ainda mais seus conhecimentos em pintura e literatura. São mais de cem títulos de cordel escritos e publicados.14 (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Laurany Márcia Matiello Redins para, de acordo com a Resolução n.º 4.010, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Laurany Márcia Matiello Redins é natural de Colatina, formada em Letras. Sua primeira obra foi Olhares onde procurou retratar a grandiosidade da cultura italiana na região de Santa Teresa e adjacências, cultura esta que deixou um legado histórico, possuidor de grande valor. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Maciel de Aguiar para, de acordo com a Resolução n.º 4.015, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Maciel de Aguiar é poeta e pesquisador; natural de Conceição da Barra; foi incansável defensor das tradições populares do Vale do Cricaré; é autor de diversos livros. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Maria Bernadette Lyra para, de acordo com a Resolução n.º 4.033, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Maria Bernadette Lyra possui graduação em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo; mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em cinema pela Universidade de São Paulo; tem pós-doutorado na Université René Descartes/Sorbonne-Paris; atualmente é professora titular e coordenadora do GT Cinema; tem experiência na área de comunicação, com ênfase em cinema; é autora de livros e artigos sobre cinema e audiovisual, bem como autora várias vezes premiada de livros de ficção, com publicações no Brasil e no exterior. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Maria das Graças Silva Neves para, de acordo com a Resolução n.º 4.019, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Maria das Graças Silva Neves é graduada em piano e canto; licenciada em música pela Unirio; pós-graduada nas áreas de especialização em educação musical e aperfeiçoamento de piano pelo Conservatório Brasileiro de Música. É Presidente da Academia Espírito-Santense de Letras e autora de vários livros. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Maria Dolores Pimentel de Rezende para, de acordo com a Resolução n.º 4.032, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Maria Dolores Pimentel de Rezende é capixaba, natural de São José do Calçado, e professora aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. É poetisa, cronista, contista, pesquisadora, artista plástica – autodidata –, Ministra Extraordinária da Pregação da Palavra de Deus – Diocese Cachoeiro de Itapemirim; possui licenciatura plena em letras – Língua Portuguesa e Língua Inglesa. É pós-graduada em Língua Portuguesa e Inglesa; é também membro efetivo da Academia Calçadense de Letras – ACL; da Academia das Artes, Cultura e Letras de Marataízes; da Academia Niteroiense de Belas Artes – Letras e Ciências; da Academia Alegrense de Letras Professor Manoel Pedro Ferraz; da Academia Rosalense de Letras e Artes – Rosal, Rio de Janeiro e da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Marilena Vellozo Soneghet Bergmann para, de acordo com a Resolução n.º 4.020, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Marilena Vellozo Soneghet Bergmann atuou como professora de educação infantil e também 15 como secretária e relações públicas; é pintora e poeta; escreve crônicas dominicais em A Gazeta; premiada em concursos nacionais; pertence à Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, onde ocupa a cadeira n.º 13, cuja patrona é Yamara Vellozo Soneghet; é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e da Academia de Letras, Artes e Ciências de Osasco, SP; é membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras (ACL). (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Cilmar Franceschetto para receber, em nome da Senhora Nara Saletto, de acordo com a Resolução n.º 4.007, a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) A Senhora Nara Saletto possui graduação em licenciatura em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; especialização pela Université Panthéon-Assas; mestrado em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em história pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professora visitante da Universidade Federal do Espírito Santo; tem experiência na área de história, atuando, principalmente, nos seguintes temas: mercado de trabalho, trabalhadores nacionais, imigrantes, estrutura fundiária, pequena produção familiar. (O convidado recebe a Comenda em nome da homenageada) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Neste momento, convidamos a Senhora Vanilza Marques, assessora do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, para entregar a comenda à homenageada de S. Ex.ª, juntamente com a Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Convido a Senhora Neusa Maria Kerner Vieira, homenageada do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, para, de acordo com a Resolução n.º 4.031, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo e da Senhora Vanilza Marques, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Neusa Maria Kerner Vieira é especialista em Língua Portuguesa, diplomada pelo Centro de Estudos Superiores de Vitória; graduada em Letras Inglês pela Universidade Estadual de Santa Cruz; corretora de redação do Enem na banca do Espírito Santo nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010; palestrante em cursos ministrados e com participação em mesas redondas e seminários. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Paulo Stuck Moraes para, de acordo com a Resolução n.º 4.021, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Paulo Stuck Moraes, nascido em Londrina, Paraná, é graduado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo; historiador e genealogista; portador da medalha do mérito cultural Professor Renato Pacheco, concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo em 2006; autor de livros e diversos artigos na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Sandra Gasparini para, de acordo com a Resolução n.º 4.018, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Sandra Gasparini fez sua primeira poesia com doze anos de idade chamada Os Pombos na Janela, tendo sido publicada no jornal A Gazeta; foi premiada em São Paulo com o conto Histórias da Nonna, no concurso Umbro de São Paulo; autora de três livros sobre a história dos imigrantes: Viagem no tempo 2008 e Viagem no tempo 2009; o terceiro livro chama-se Santa Teresa do Espirito Santo – Historia e Memória, lançado em junho de 2015. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Sérgio Aboudib Ferreira Pinto para, de acordo com a Resolução n.º 4.006, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora 16 Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. Ex.ª. (Pausa) O Senhor Sérgio Aboudib Ferreira Pinto é escritor e advogado, formado pela Universidade Federal do Espírito Santo; foi Secretário-Chefe da Casa Civil e atualmente é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo; possui os seguintes livros publicados: O elefante que queria ser bombeiro; Olhos de jabuticaba; Filomena, e Penúltima Versão, crônicas, poemas e opinião, em parceria com o jornalista Orlando Eller. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Weber José Vargas Müller para, de acordo com a Resolução n.º 4.016, receber a Comenda Rubem Braga das mãos da Senhora Deputada Luzia Toledo, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Weber José Vargas Müller é graduado em música pelo Conservatório Brasileiro de Música e possui curso em especialização em produção literária e revisão textual, coerência e coesão textuais. Autor do livro Similitudes Poéticas, da editora Formar. Membro honorário da Academia Aracruzense de Letras e comendador pela Academia de Artes e Letras de Serra, Espírito Santo, com a comenda Mestre Álvaro. (Procede-se à entrega da Comenda) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Feitas as homenagens, neste momento, é convidado a fazer uso da palavra, em nome dos homenageados, o escritor Adilson Vilaça. O SR. ADILSON VILAÇA – (Sem revisão do orador) – Fui municiado com um banquinho que melhorou bastante a minha posição relevante. Boa-noite a todos. Agradeço ter sido convidado para esta homenagem. Sinto-me muito feliz de estar nesta Casa na companhia de tantas pessoas que têm trabalhado, atuado pela cultura e literatura do nosso Estado. Não sei qual foi o critério usado para me escolher, só sei que fui escolhido ali, enquanto estava sentado. Portanto, não pude preparar nenhum improviso a respeito. Já me ocorreu uma situação parecida a esta de ter de falar de última hora, quando me formei na graduação. A professora Bernadete Lyra na época lecionou língua portuguesa para a minha turma. Quando me formei, houve um grande protesto da primeira turma de jornalismo sobre se faria a formatura formal com solenidade ou não. Esse protesto levou a turma a se dividir, as discussões ficaram infindáveis. Por fim, alguns aceitavam até a formatura solene, mas sem o uso de beca. Não vai se usar beca e tal. Desgastei-me com as discussões e disse: Resolvam e me comuniquem depois. Resolveram tudo, inclusive resolveram que eu seria o orador, mas eu não sabia disso. Fui avisado, felizmente, faltando umas duas horas. Peguei uma lauda em jornal, trabalhava no Posição, um jornal de esquerda que se posicionada no Espírito Santo contra a ditadura. Escrevi rapidamente alguma coisa e fui para a universidade, para minha formatura, na qual seria um orador encomendado de última hora. Fiquei pensando qual teria sido o critério. Não sei qual foi o critério, talvez tenha sido baseado em alguém conhecer uma frase que minha mãe dizia: Meu filho, você fala muito, sua sorte é que eu gosto de te ouvir. Como ninguém conhecia minha mãe, comecei a imaginar que poderia ser por total falta de uma pessoa que tivesse o peito de encarar aquela situação de turma dividida que não queria ter formatura solene, e acabou tendo formatura solene e com beca. Cheguei sem beca. Orador de última hora que não tinha beca, desesperado. Terezinha Calixte se formou comigo e lembra bem da situação. Um funcionário da universidade me trouxe um pacotinho, uma sacolinha: Sua beca está aqui. Era um tecido do tipo cetim, mas que não tinha sido passado. Vesti aquilo e fiquei muito amarrotado, amarfanhado. Fui amarrado naquilo e, por azar, o meu pequeno improviso ficou no bolso da camisa. A beca era até os pés. Preparei-me, mas me esqueci do texto no bolso. Chamaram a turma, que deveria entrar, estava na hora e disseram: Os menores na frente! Pensei, acho que hoje poderia ter sido o critério adotado, até o Anaximandro e Ítalo são maiores do que eu; o Marcelo de Aguiar também. Talvez tenha sido porque sou menor. Sou o menor, fui para frente. O critério era os menores na frente, lá fui eu para frente. Tínhamos que entrar no cineclube antigo da Ufes, onde havia um palco em que iríamos ficar. Adiantei-me, a chefe do cerimonial olhou para mim todo amarrotado e disse: Você não, você fica atrás, vamos fazer outro critério. Fui para trás. Ela se saiu com um segundo critério: vamos entrar por ordem alfabética. Lá fui eu. Ela falou: O que você faz aqui, está todo amarrotado! Respondi: Eu me chamo Adilson Vilaça. Hoje fui o primeiro a receber a medalha. Então não, não será assim; não será por ordem alfabética. Vá para trás. Fui humilhado mais uma vez para o final da fila. E ela disse, entrem como estão, o orador para frente. E lá fui eu, orador. Como diria Zagallo, ela 17 teve que me engolir. Entrei e, para completar o vexame de estar tão amarrotado, tive de puxar a minha saia toda para pegar o improviso. Hoje não terei que fazer isso. Ganhei um banquinho, a situação está bem melhor. Não tenho papel algum para ler, estou bem à vontade. Agradeço muito, seja qual foi o critério pelo qual alguém tenha me escolhido para falar em nome de todos. E agradeço a todos por me tolerarem como representante de última hora. Espero que, pelo menos, possamos nos divertir um pouco. Primeiro, nesta situação, quero falar de certa ojeriza que tinha Rubem Braga pela cerimônia solene. Ele tinha implicância com medalhas que era uma coisa de doido. A Kátia Bobbio falou do Conde e o Passarinho, o primeiro livro dele. A crônica título trata exatamente disso. O conde Matarazzo tinha uma comendazinha, uma medalhinha que não tirava do peito de jeito algum. Já velhinho, passeava em sua mansão pela Avenida Paulista, ia para o jardim com uma bengalinha, com um cuidador tomando conta, mas com a medalhinha na lapela; não tirava a comenda de maneira alguma. Foi notícia no jornal que um passarinho deu um voo rasante, numa certa tarde em que o conde passeava, e puf! Pegou a medalhinha do conde. Sabe-se lá se pensou que era milho, sei lá, enfim, o que pode ter pensado o passarinho. Rubem Braga especula muito qual teria sido o motivo. Mas ele se põe totalmente favorável ao passarinho, faz um contraponto bacana. O conde podia ter muitas virtudes, mas o passarinho merecia muito mais a medalha. Prometo a Rubem Braga, que me veja lá do alto, não andar com minha medalha no peito. Vou guardá-la com todo carinho, porque não quero correr o risco de nenhum passarinho, nem por ordem expressa dele, de maneira nenhuma, leve a minha medalha, que é algo que homenageia. A homenagem a quem é do Espírito Santo, a quem produz e tem uma vida no estado, a quem fala da nossa cultura, às vezes, é rara. Ela tem de ser feita mais vezes. Vejo presente tantos amigos, tantas pessoas que mereceriam há muito tempo um reconhecimento mais intenso do nosso Estado. Infelizmente, isso caminha aos poucos, mas não custa, sempre quando temos oportunidade, falarmos a respeito disso, porque é só falando e martelando que algum dia teremos esse reconhecimento, que é tão comum quando atravessamos para o norte e vamos para Bahia, ou para o nosso oeste e entramos em Minas Gerais. É tão comum as pessoas nos outros Estados serem tão reconhecidas, e sempre ficamos perguntando: por que no Espírito Santo isso é tão difícil? Francisco Aurélio falou a respeito da falta de perspectiva que criam para o autor daqui, porque não o inclui na leitura básica dos estudantes. O professor Francisco, ao falar disso, faz me lembrar que, junto com um grande amigo, Reinaldo Santos Neves, fomos os dois primeiros autores a serem escolhidos oficialmente para entrar no vestibular, fazer parte das questões do vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo. Eu com o livro A possível fuga de Ana dos Arcos, e no ano seguinte Reinaldo Santos Neves com Sueli – Romance Confesso. Somos os primeiros, os estreantes. O incrível é que, antes disso, eu havia sido adotado no Amapá e no Paraná. No norte e no sul. Depois o Espírito Santo começou a fazer esse movimento. Um movimento tímido, que chegou uma hora também que se esgotou e não é feito mais. Mudou a forma de entrada na universidade e nem essa oportunidade, que era uma oportunidade mais assídua do autor local dialogar com os leitores, que eram estudantes, se tornou rara, foi de certa forma podada pela circunstância. Mas não se reinventou um jeito novo de fazer esse contato. Sempre vou às escolas públicas quando sou convidado. Escolas do Estado e dos Municípios. Se me convidam eu vou. Para ir à escola particular eu cobro e cobro bem, porque eles cobram bem dos alunos. Mas jamais cobrei para ir às escolas públicas, pelo contrário, vou lá e algumas vezes como fiz na última escola que fui. O professor Francisco conhece o professor Tião, que é estagiário na academia de letras. Ele me convidou para ir a uma escola em Feu Rosa. Os alunos ficaram numa encruzilhada. Acho que foi um pouco de maldade do professor. Ele queria falar do conflito agrário, queria que os estudantes pensassem nisso e lidassem com isso na literatura. Ele ofereceu aos alunos dois caminhos: ou vocês leiam Os Sertões, de Euclides da Cunha, ou Cotaxé, de Adilson Vilaça. A turma não estava conseguindo encarar de maneira alguma Os Sertões; tinha uma tremenda dificuldade, principalmente, porque às vezes está no estudo do ensino médio e tem uma base que não é lá tão grande coisa. Eu li Os Sertões com doze anos de idade e depois tive de ler de novo, porque não sabia nem o que tinha lido, e coloquei o dicionário do lado e tal, aquela dificuldade toda. E até você atravessar uma parte que fala da terra, o homem, para chegar à campanha, é um problemão. Mas cheguei até a campanha, muito novo. Os alunos optaram por estudar o meu livro, o Cotaxé. Só que não havia esse livro de forma suficiente. Só três alunos tiveram coragem de enfrentar Euclides da Cunha. Todos os restantes optaram por Cotaxé. Professor Francisco, havia três livros do Cotaxé na biblioteca, mas estavam esbagaçados os três livros. Eu, vendo o trabalho do professor, doei livros para eles lerem. Não foi o Estado que comprou, eu doei, e foi uma coisa espetacular. Fui a algumas escolas, como em Santa Maria de Jetibá, em Linhares, um trabalho que foi feito lá; Nova Venécia e também nessa escola, mais recente, em Feu Rosa. Foi uma maravilha; os alunos fizeram enquetes, música, teve rap, e não sei o quê. Foi incrível a partir da leitura de um fato histórico do Espírito Santo, porque é um 18 romance histórico, um fato histórico tão pouco conhecido dos capixabas. A Assembleia Legislativa produziu duas CPIs sobre esse assunto, que tive de recuperar na casa de deputados, porque terminaram em briga ao final. As duas puseram os Governos contra a parede. Em uma delas, a de 1962, o pai do Antônio de Pádua Gurgel, presente nesta sessão, deputado Mário Gurgel, era membro. As duas CPIs terminaram em briga. Estraçalharam as CPIs e cada um levou um pedaço para casa. Os governistas ficaram com um pedaço, a oposição com outro. Recompus as duas CPIs; trato delas no livro e as doei, recompostas, para o Arquivo Público Estadual, onde estão agora. Fui à casa de Oswaldo Zanello e à casa de Dirceu Cardoso. Felizmente era um tempo em que eu tinha muita disposição para andar e todos eles estavam ainda entre nós. Foi fácil fazer essa coleta e contar a história de como existiu um estado entre o Espírito Santo e Minas Gerais chamado Estado União de Jeová, com a capital em Cotaxé. Esse estado teve hino, bandeira e governo provisório, e foi chamado em todos os relatórios do Governo Federal de A Canudos Mirim do Brasil. Era como se passados quase cem anos se repetisse o fenômeno de Canudos. Disseram que o Udelino Alves de Matos, governador e fundador desse estado, era um líder messiânico. O estado acabou cumprindo um papel de apaziguar Minas Gerais e Espírito Santo, que brigavam acirradamente pelo território contestado. Jones dos Santos Neves era governador do Espírito Santo no período, e Juscelino Kubitschek governava Minas Gerais. Os dois resolveram se juntar contra os inimigos jeovenses, que tiravam um naco de cada um. Os dois estados se juntaram e derrotaram. Era um tempo quando… tenho a maior felicidade de sempre estar incluído entre os mais velhos – quem é mais velho se lembra de que antes de 1964, os estados tinham seus exércitos e faziam guerra entre si. Os estados tinham muita autonomia e, talvez, essa autonomia da indisposição de um contra o outro fosse até exagerada, mas existia. Espírito Santo e Minas Gerais deixaram de brigar; uniram-se e derrotaram o estado jeovense, que tinha uma milícia enorme. Amanhã, falarei na Universidade Federal do Espírito Santo, no I Colóquio de Mobilidade Urbana e Circularidade de Ideias exatamente sobre esse tema. É um colóquio internacional e professores da Itália, Espanha e Portugal estarão na Universidade ouvindo. Por sorte, digo sorte porque foi por mero acaso que resolvi, a conselho de uma pessoa que sempre me dá muito bons conselhos, minha esposa – só não faço muita besteira porque ela sempre me dá um bom conselho –, que me disse: Adilson, em Portugal há uma coleção pela Chiado Editora que se chama Ecos da História e aceita livros que tratem de temas como Cotaxé trata, mande o livro para lá… Precisava ser feita a 5.ª edição do livro. Sou meio desesperançoso com isso, porque, com o tempo, ficamos desesperançosos, mas sou obstinado, por outro lado. Não me custava nada, então mandei o livro para Lisboa, em Portugal. O livro foi aceito pelo conselho editorial e foi feita sua 5.ª edição, belíssima. Sérgio Aboudib teve acesso a essa edição, pois esteve comigo na semana passada, quando fizemos o lançamento. Anaximandro Amorim também esteve presente. Foi uma edição refinada. Estou convidado para falar em Luanda e para lançar o livro em São Tomé e Príncipe, porque os países lusófonos estão todos contemplados. Quando vejo essa aceitação de fora do País, e no Brasil, principalmente, os jovens autores tão sem saída, tão enfiados em um beco que parece terminar em um paredão, sinto-me um pouco decepcionado com o Espírito Santo. Só não me sinto mais decepcionado, porque há pessoas maravilhosas e todos que estão presentes nesta sessão fazem parte dessa estirpe. Pessoas maravilhosas que são tão ou mais obstinadas do que eu. Vejo alguns produtores de cultura daqui do Estado, como Maciel de Aguiar. Livros fantásticos! Ele faz uma biografia fantástica de Pelé, de Oscar Niemeyer. Entretanto, o eco no estado é pouquíssimo. Professora Bernadette Lyra, pessoa de reconhecimento nacional, tem eco no estado, sempre entre nós. Isso não se expande, porque não há uma busca que seja organizada, planejada para se construir um público-leitor desde a infância e que aprenda a prestigiar o que é da terra. Há escritores muito bons no Espírito Santo. Para não ficarmos fazendo loas, sei que é difícil nascerem pessoas ausentes da qualidade de um Reinaldo Santos Neves, de um Pedro Nunes, em quaisquer estados, em quaisquer países. No Espírito Santo ainda precisaremos fazer essa virada do jogo que depende, sim, de política pública. Não precisamos de política pública só para o que é efetivamente concreto, como precisamos mesmo de saúde, de melhores estradas. Nossa infraestrutura é sempre precária. Precisamos de saneamento básico. Mas precisamos também desse alimento chamado cultura. Não há desculpa para não ser feito. A prova disso somos nós aqui. Não foi difícil reunir tanta gente boa numa noite, sob as asas de Rubem Braga. Temos Rubem Braga, que é do Espírito Santo! Não sei por que as bibliotecas das escolas não estão entupidas dos seus livros. Não falemos de nós. Tentem ir às escolas do estado. Procurem. Vão à letra B do Braga ou na letra R do Rubem. Vazio! Quando o autor vai convidado e vê que há um professor despertando aquele interesse em alguns alunos, diz que vai contribuir. Aí o autor doa livros e sai da perspectiva que teria de ser o vendedor de livros. Doa livros, inclusive, que não são dele, como já fiz várias vezes, para enriquecer a biblioteca e dar um pouco de perspectiva a esse público que pode ser formado. 19 Há pouco, o professor Francisco Aurélio também, em sua fala, tratou do caso da Finlândia, em que um aluno deve ler um livro por semana. São alunos de séries básicas. Não estamos falando de alunos lá adiante, não. Meu amigo Tadeu Bianconi, fotógrafo de primeira qualidade, esteve na Noruega agora, por um ano, onde os filhos estudaram. São crianças. Ele estava me confirmando que, na Noruega, também seu filho Heitor devia ler um livro por semana na escola. O livro está lá na escola. O pai não tem de sair para comprar o livro. O livro está lá na biblioteca da escola. Então, neste momento festivo que temos, também devemos levar adiante esse compromisso de, com muita felicidade, celebrarmos o que temos de celebrar: talento, capacidade de pessoas daqui do estado, mas devemos fazer destes momentos centelha para que não corramos o risco de que uma próxima geração que não seja tão obstinada quanto somos não venha publicar. Podem se perder talentos valiosos, porque não há uma política pública ainda. É com muita alegria que falei e já falei demais. Não posso correr muito risco, porque a plateia não é feita de minhas mães. Mãe é ímpar. Minha mãe disse que gostava muito de me ouvir. Ela me disse que eu falava muito, mas a sorte era que ela gostava de me ouvir. Então, como vocês não são minhas mães, não serão submetidos a mais falação. Agradeço muito a companhia. Agradeço muito aos deputados que tiveram a iniciativa de fazer essas proposições; à Senhora Deputada Luzia Toledo, minha proponente; ao Rubem Braga e ao Espírito Santo, que é um estado que me inspira. Sou mineiro de nascença. De onde você é? Há, de nascença sou de Minas. Não fala que é natural. De nascença sou mineiro, mas tenho um coração capixaba deste tamanho. Este coração me move a falar e a escrever sobre temas do Espírito Santo. E, continuaremos a fazer isso, mas também nós todos temos a obrigação de encontrarmos caminhos melhores, dias melhores, um porvir que o autor daqui não tenha que ser reconhecido fora daqui, que o autor daqui não tenha de ser reconhecido na África antes de ter o reconhecimento pleno aqui. É preciso que todas as pessoas que estão nesta sessão lancem luzes com sua capacidade e seu talento e sejam também iluminadas por uma gestão pública, que tenha um pouco de visão ampliada; que se dedique à nossa identidade cultural e aos nossos valores. Muito obrigado a todos. Boa-noite! Vou levar o banquinho, porque foi precioso. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (SERGIO SARKIS FILHO) – Neste momento, a Senhora Deputada Luzia Toledo fará as considerações finais e o encerramento regimental da sessão. Convidamos os homenageados para que, após o encerramento da sessão, subam para a fotografia oficial. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Por favor, não saiam porque iremos tirar uma foto com todos os homenageados e homenageadas. Como o professor Adilson Vilaça falou tão engraçadamente no início, gostaria de contar uma história rapidinha minha e do Ítalo Campos. Não levará mais de um minuto. Eu era vereadora e resolvi fazer um seminário na rede Gazeta sobre combate às drogas. O Ítalo Campos, psicanalista, era um dos palestrantes. Trouxemos palestrantes de Minas Gerais, de Brasília, enfim de vários lugares. O pessoal sentou no chão para ouvir e participar. Lá pelas tantas surgiu uma pessoa no meio da plateia e começou a xingar todo o mundo. Começou pela igreja. Depois, bispo, arcebispo e xingou todos que estavam na Mesa com aqueles palavrões todos. Novinha, começando na política, tem vinte e cinco anos isso. O que aconteceu? Olhei para o Ítalo e pensei: Ele é psicanalista, quem vai me salvar dessa vai ser o Ítalo. Falei: Doutor Ítalo, o que eu faço? E o homem de pé falando que tinha se drogado e que ninguém tomava conhecimento, que ele tinha passado pela Beira Mar. Aquela plateia lotada, ninguém piscava. A Mesa toda composta com todas as autoridades. O psicanalista disse: Deixa falar até terminar. E assim foi. Deixamos o homem falar o que quisesse até o final. Implantamos o centro de toxicômano, por causa daquele rapaz. Eu era vereadora e consegui o dinheiro nacional com a Secretaria de Ação Social. Todos que estão aqui, queria destacar a Mesa, podem ter pensado que foram muitos homenageados e muitas homenageadas. Sabem por quê? Porque acho esta é uma noite de confraternização, como o Adilson acabou de dizer. Se não fizermos isso, se homenagearmos uma pessoa, duas pessoas, seguramente não estaríamos nesta sessão ouvindo a fala inicial do nosso presidente da Academia. Não teríamos nosso subsecretário de Cultura sentado à Mesa e ouvindo exatamente as reivindicações feitas. É por isso que esta não é somente uma sessão solene, mas sim de trabalho. Nosso conselheiro já se colocou à disposição para irmos ao encontro do secretário Haroldo Corrêa Rocha, junto com o presidente da Academia. Isso é a vida. Temos que dar um passo de cada vez bem dado. Não correr. É muito importante dizer que não escolhi sozinha os homenageados. Tivemos o Instituto Histórico participando ativamente. Liguei para o presidente do Instituto Histórico num domingo e conversei com ele, que me indicou outros nomes, como também com outra pessoa, o Senhor Cilmar Franceschetto, que nos deu uma grande 20 contribuição, nosso diretor do Arquivo Público, considerado um dos melhores Arquivos Públicos do país. Muito obrigada, Senhor Cilmar. Agradeço também à Academia. Conversei com muitas acadêmicas antes de fechar a lista. Então, foi com esse objetivo de um congraçamento, de um encontro dos nossos escritores, não só os da capital ou os da Grande Vitória, mas os escritores do interior, pessoas que às vezes não encontram, não conhecem. A Senhora Maria Dolores Pimentel de Rezende, por exemplo, foi indicado pela nossa prefeita, presente nesta sessão, ao nosso lado. E não foi somente S. Ex.ª que indicou, o Senhor Weber Müller também o fez. Enfim, todos os presentes – eu disse isso ao telefone a cada um – tiveram uma escolha coletiva. Gostaria muito de falar sobre o trabalho do Senhor Maciel de Aguiar, que foi comentado nesta sessão. Nínguem conhece as obras que o Senhor José Eugênio Vieira tem feito. É extraordinaria a obra que ele está fazendo; um livro atrás do outro bem feito. Agora é sobre Domingos Martins. Na verdade, uma pesquisa sobre as famílias de Domingos Martins contando toda a história. Um negócio espetacular. Imaginem isso numa sala de aula para os alunos, principalmente de Domingos Martins conhecerem a história do seu município? Enfim, disse isso pois é exatamente com esse objetivo que fizemos esta sessão solene. O Senhor Douglas Puppim é uma das pessoas com a maior identidade com a imigração italiana; algumas vezes participou, junto com o cônsul da Itália, no Rio de Janeiro, de uma bela solenidade nesta Casa homenageando a imigraçâo italiana. S. S.ª é um desses pais da imigração italiana, principalmente em Alfredo Chaves e Marechal Floriano. Olhando para Douglas e me lembrando da imigração italiana, gostaria de deixar nesta sessão um pedido, que não sei como pode ser feito. V. S.ªs são geniais, têm muito mais identidade do que esta deputada, mas quero dizer para a Mesa e para todas e todos presentes que não podemos deixar o prefeito de Santa Teresa derrubar aquele casarão. V. S.as podem ajudar. Não sei como, mas tenho falado muito. Mas minha voz é uma voz e a voz de todos vocês, de todas as academias presentes, é muito mais forte. Deixo essa mensagem. Na hora em que cheguei, Sandra falou e respondi que não tenho deixado de falar nisso todos os dias nesta Assembleia. Mas dividir com os senhores é outra coisa. Agradeço rapidamente à FDV, na pessoa da doutora Elda Bussinguer. Levante-se. É a coordenadora do doutorado da FDV, juntamente com o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite. Fiz visita à S. S.ª esta semana, que contou uma história minha que eu nem lembrava mais. Imaginem o tempo que tem. S. S.ª era menina e eu estava chegando de uma viagem ao exterior, primeira viagem que fiz quando terminei Direito. Fizemos, juntamente com dez alunos da faculdade de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo, uma viagem para Europa. Eu era professora. Digo ao Adilson, nosso homenageado que falou em nome de todos, que não era um livro por semana não. Eu era professora de Português em Mimoso do Sul, da Escola Normal Monsenhor Elias Tomazzi, e todo mês tinha que ler um livro. Era outra época e tinha que ler e ainda fazíamos sorteio para ver quem interpretaria o livro para ver se tinha lido mesmo. Quanto à volta, a doutora Elda falou: Você era tão querida em Mimoso, professora, que foi uma carreata te buscar. Ela me falou e respondi que não lembrava, mas gostei muito de saber disso, doutora Elda. Muito Obrigada. Finalizo agradecendo ao Cerimonial da Assembleia Legislativa, em nome do Serginho e de todas as outras companheiras. Muito obrigada! Agradeço também à Segurança da Assembleia Legislativa, à TV Ales, aos jornalistas que nos acompanharam até agora, aos fotógrafos Tonico e Reinaldo Fraga Carvalho e ao pessoal do som que está lá e ninguém vê, mas o som está bom porque estão lá prestando atenção. Muito obrigada! Agradeço à Nelzely Gonçalves Lima Sperandio, do meu gabinete, que foi incansável, com toda minha equipe. Peço uma salva de palmas à Nelzely, que ajuda a fazer esses eventos. Muito obrigada. (Palmas) Agora vou acabar mesmo. Agradeço ao Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite; ao Conselheiro Sérgio Aboudib; ao Getúlio Marcos Pereira Neves, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo; ao José Roberto Santos Neves, subsecretário de Cultura; ao Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras; ao José Eugênio Vieira, superintendente do Sebrae; à Liliana Bullus, Prefeita de São José do Calçado; ao Afonso Abreu, sobrinho de Rubem Braga com a família toda; à Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, representada pela Silvana Sampaio; à Gracinha, presidenta de honra da Academia; e ao Rogerinho, meu amigo, representando a Ufes. Olhei daqui com olhar de professora, não de deputada. Estava falando com o Serginho e com o Francisco que foi a sessão mais bonita que já fiz porque os senhores se olharam de uma forma tão intensa, ninguém perdeu nada, ninguém conversou. É a primeira vez que vejo isso. Uma salva de palmas para a cultura do Espírito Santo. (Palmas) Fizemos uma mesinha ali, mas é pouca coisa, pois foi feita pelo meu gabinete. Aqui não tem nada. Já acabou? O pessoal já foi lá e comeu. Ótimo. Graças a Deus. Coisa pouca é assim, já acabou. Porque aqui é só água, nem café teve, os senhores viram? É uma pobreza absoluta, mas está ótimo. Nossa sessão foi vista por São Mateus, Linhares, Grande Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Boa-noite a todos. Homenageados, subam para fazermos uma foto. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados 21 para a próxima, ordinária, dia 08 de julho de 2015, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na sexagésima sessão ordinária, realizada dia 07 de julho de 2015. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte e uma horas e cinquenta e um minutos.

CLÉRIO JOSÉ BORGES AO LADO DE AMIGOS RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA
BARBARA PEREZ E LUZIA TOLEDO – CLÉRIO JOSÉ BORGES AO LADO DE AMIGOS RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA
CLÉRIO JOSÉ BORGES RECEBENDO DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO O TÍTULO DE COMENDADOR E A COMENDA RUBEM BRAGA

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