Acadêmicos que atenderam ao Edital de fundação da ACLAPTCTC

2017 – DIA 18 DE NOVEMBRO – EDITAL PARA ASSEMBLEIA GERAL DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES, DE SIGLA, ACLAPTCTC

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Acadêmicos que atenderam ao Edital de fundação da ACLAPTCTC
Acadêmicos que atenderam ao Edital de fundação da ACLAPTCTC

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

EDITAL PARA ASSEMBLEIA GERAL DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES, DE SIGLA, ACLAPTCTC, COM APROVAÇÃO DO ENDEREÇO ADMINISTRATIVO DA ASSOCIAÇÃO, APROVAÇÃO DO ESTATUTO E ELEIÇÃO E POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL DA ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES, COM MANDATO PARA O PERÍODO DE 18 DE NOVEMBRO DE 2017 A 18 DE NOVEMBRO DE 2022.

Ficam todas as pessoas, maiores e capazes e, em perfeito uso de suas atividades mentais, convocadas para uma Assembléia Geral, no dia 18 de Novembro de 2017, no horário de 18h30m, na Rua dos Pombos, 2, sala 03, Bairro Eurico Salles, Distrito de Carapina, Serra ES, CEP: 29.160-280, para deliberarem sobre a instituição (fundação) de uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, ou seja,  Associação Civil, Organização não Governamental sem fins lucrativos, de caráter Social, Artístico e Cultural, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigir, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa, com autonomia administrativa e financeira e, de âmbito Estadual, com jurisdição em todo Estado do Espírito Santo, denominada de Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla, ACLAPTCTC, (ACLAPT-CTC) e de duração por tempo indeterminado, com Sede Social no Município de Serra, Espírito Santo, ocasião em que será deliberada a seguinte pauta:

Item 1º: Fundação da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC podendo ser conhecida, também, com o nome de fantasia de Instituto “Projeto Social ACLAPTCTC” ou Instituto “Projeto Social dos Poetas Trovadores” ou INSTITUTO PROJETO SOCIAL ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES sendo historicamente uma nova entidade cultural surgida, como legado, ou seja, herança histórica cultural do antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, fundado em Vila Velha, ES, a 1º de Julho de 1980, pelo escritor Capixaba Clério José Borges de Sant Anna, com base numa idéia do Poeta Trovador e historiador da Trova no Brasil, Dr. Eno Teodoro Wanke.

Item 2º: Aprovação do endereço administrativo da Associação, na Rua dos Pombos, 2, 2º Andar, sala 03 – Bairro de Eurico Salles, Distrito de Carapina, Município de Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil, CEP: 29160-280.

Item 3º: Deliberação e aprovação do Estatuto da Associação, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC e eleição e posse da Diretoria Executiva da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC, conforme Estatuto aprovado, bem como eleição e posse do Conselho Fiscal.

Item 4º: Admissão de Associados, Acadêmicos Fundadores Titulares Efetivos e Acadêmicos Fundadores Correspondentes e Beneméritos, sendo eleitas e aprovadas as pessoas, devidamente relacionadas no Estatuto aprovado, presentes no ato de fundação.

Item 5º: Assuntos Gerais.

Serra, ES, 15 de Setembro de 2017.

Clério José Borges de Sant Anna Escritor, Poeta Trovador Capixaba.

ACLAPTCTC  - ACADÊMICOS REUNIDOS
ACLAPTCTC – ACADÊMICOS REUNIDOS

Em Assembléia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18 de novembro de 2017, foi fundada no bairro de Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla  ACLAPTCTC, antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. A proposta apresentada pelo Presidente do CTC, Clério José Borges foi apoiada por todos os presentes a exceção da Associada Magnólia Pedrina Sylvestre, que se manifestou contra em face aos 38 anos de história do CTC fundado a 1º de Julho de 1980 e líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo.  Segundo o Escritor João Roberto Vasco Gonçalves, Secretário Geral do CTC, o Clube dos Trovadores Capixabas não morreu, apenas galgou o Status de Academia de Letras E Artes, tendo agora um quadro de 50 Cadeiras de Acadêmicos Imortais com os seus respectivos Patronos, todos nascidos ou residentes no Estado do Espírito Santo e um quadro indefinido de Acadêmicos Correspondentes, nascidos ou residentes nos demais Estados da Federação e no Exterior.

O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC é uma entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia em Geral. Foi fundado por Clério José Borges, Trovador Capixaba, com base numa idéia do escritor Eno Theodoro Wanke, a 1º de Julho de 1980, na cidade de Vila Velha, Estado do Espírito Santo. Para comemorar o aniversário do CTC, foram organizados anualmente os Seminários Nacionais da Trova, que aconteceram de 1981 ao ano 2000, sendo que em 2001 foram iniciados os Congressos Brasileiros de Trovadores, que não possuem uma regularidade anual e nem de local. Em 2001, o Congresso foi realizado em Domingos Martins. Em 2003, em Nova Almeida, Serra, ES, mesmo local onde foi realizado o III Congresso em 2005. Em 2006 o Congresso foi realizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Em 2007 o evento foi realizado na Serra Sede e em 2009 em Santa Teresa, ES. Em 2010 o Congresso foi realizado em Eurico Salles, Carapina, Serra, ES, mesmo local do evento de 2011. O CTC hoje é uma entidade atuante e possui sócios no Espírito Santo, no Brasil e no exterior. São sócios Fundadores, Efetivos e Correspondentes.

O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC é uma entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia em Geral. Foi fundado por Clério José Borges, Trovador Capixaba, com base numa idéia do escritor Eno Theodoro Wanke, a 1º de Julho de 1980, na cidade de Vila Velha, estado do Espírito Santo. Para comemorar o aniversário do CTC, foram organizados anualmente os SEMINÁRIOS NACIONAIS DA TROVA.

O CTC hoje é uma entidade atuante e possui mais de 1.500 sócios no Espírito santo, no Brasil e no exterior. São sócios Fundadores, Efetivos e Correspondentes.

O Movimento Trovista, que havia sido expressivo no Espírito Santo em 1967,1968, 1969 e 1970, voltou a ser reativado no Espírito Santo em 1980.

Clério José Borges era estudante Universitário do Curso de Pedagogia na Universidade Federal do Estado do Espírito Santo – UFES. Coube-lhe fazer um trabalho sobre Trovadorismo Medieval. O Trabalho era em grupo e foi apresentado posteriormente por Clério em Sala de Aula, na Universidade. Na mesma época Clério cursava Direito na UFES, mas interrompera o Curso para cursar Pedagogia.

Para fazer seu trabalho, Clério recorreu a Biblioteca da Universidade do Espírito Santo e topou, por acaso, com o livro “O Trovismo”. Resolveu consultá-lo e observando que Eno Teodoro Wanke havia omitido as promoções da UBT de Vitória e Vila Velha, inclusive o Concurso de Trovas tema Pelé, escreveu para o autor do livro ocasião em que pergunta-lhe como fazer para renovar o Trovismo localmente. Wanke desculpou-se da omissão, pois, em suas pesquisas, não tinha podido contar com os dados finais da UBT do Rio de Janeiro, já que esta o considerava, por motivos de ter se desentendido com Luiz Otávio, como persona non grata.

No entanto, é preciso reconhecer que é a obra de Eno Teodoro Wanke — e só ela, já que até o momento ainda não apareceu nada tão profundo e detalhado como ela sobre o trovismo — que preservará para o futuro todo a história do trabalho de Luiz Otávio. Paulo Rónai chamou Wanke o “historiador e o teórico” do movimento. São coisas da literatura pátria…

Quanto à indagação de Clério, e tendo em mente o então Clube dos Trovadores do Vale do Paraíba, sob a presidência de Francisco Fortes, respondeu: “Funde um Clube !.”

Foi o que Clério fez, fundando a 1º de Julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas ( CTC ) lançando, ao mesmo tempo, um Concurso de Trovas, com os temas Vitória, Capixaba e Anchieta, que alcançou inúmeros participantes, tendo sido recebidas mais de mil trovas.

Para fundar a entidade, Clério não se fez de rogado. Convidou dois primos que apreciam poesias e entre um bate-papo e outro, fundou o CTC, organizando na hora um Estatuto e formando uma Diretoria. Clério Presidente; Luiz Carlos Braga Ribeiro como Secretário e José Borges Ribeiro Filho como Tesoureiro.

Com a divulgação na Imprensa Nacional do Concurso temas Vitória, Anchieta e Capixaba, Trovadores do Espírito Santo e do Brasil foram se filiando ao Clube. Logo uma nova Diretoria foi formada criando-se e preenchendo-se novos cargos.

Parece, contudo, que o grande segredo do sucesso do CTC foi a constância. Clério mantinha uma constância, remetendo regulamento do Concurso para todos os endereços de Trovadores aos quais tinha acesso. Mandando Cartas e espalhando o nome do CTC no Brasil e Exterior. Logo foi criado um Jornal Mimeografado denominado Beija Flor, divulgando Trovas e Trovadores do Espírito Santo e do Brasil. São feitos inicialmente trezentos exemplares, remetidos pelo Correios para trovadores, cujos endereços eram fornecidos por Eno Teodoro Wanke e recolhidos por Clério, de livros, principalmente os livros de Antologia feitos por Aparício Fernandes de Oliveira que sempre traziam uma bibliografia dos Trovadores, com endereço no final.

O imediato lançamento de um Concurso de Trovas a nível Nacional com os Temas Vitória, Anchieta, Capixaba, parece também ter sido a razão maior da divulgação e do sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas. Segundo o Jornal “O Nacional”, de Passo Fundo – RS, de 30 de Julho de 1980:

“O Concurso receberá Trovas até 15 de setembro de 1980 e o primeiro colocado receberá uma Rosa de Prata.”

Outros Jornais no Brasil e Exterior divulgam o Concurso e o CTC e o resultado passa a ser o recebimento de inúmeras Trovas, mais de mil, de centenas de Trovadores e várias Cartas de Trovadores Brasileiros associando-se ao CTC, tanto que em 1981, um ano após a sua fundação o CTC já possuía mais de 500 sócios no Espírito Santo e no Brasil.

Entrevistas são concedidas a emissoras de rádio e Televisão e o CTC amplia seus horizontes com mais adeptos e admiradores.

Em “A Gazeta”, de Vitória, de 13 de julho de 1981 consta que:

“Não se pode negar que há uma grande receptividade popular em torno da Trova. Pelo menos, poucos são os Concursos no Espírito Santo que conseguem ter mais de 500 concorrentes. E um Concurso de Trovas chegou a ter mil. Foi no ano passado quando se propuseram três temas: Vitória, Anchieta e Capixaba ( … ) Trovadores de todo o Brasil se reuniram no Concurso e depois diversos outros Concursos foram feitos.”

Para comprovar que o CTC nada tinha contra a entidade nacional UBT, antes pelo contrário, aconteceu que o seu surgimento provocou, por iniciativa de Clério Borges, o renascimento da UBT no Espírito Santo. Mantido contato com o Presidente Nacional da UBT na época, Carlos Guimarães, Clério é nomeado Delegado da UBT em Vitória.

Logo cria um Jornal Mimeografado “Estandarte” , o qual passa a ser enviado para as seções da UBT em todo Brasil. Como Delegado em Vitória, Clério estimula os Trovadores a criarem as seções da UBT na área dos Municípios da Grande Vitória. Consegue a nomeação de Andrade Sucupira como Delegado da UBT em Vila Velha e estimula a criação da UBT de Vila Velha que passa a ser presidida pela Professora Valsema Rodrigues da Costa.

Logo é fundada a seção da UBT em Vitória, sob a Presidência de Carlos Dorsch; Nealdo Zaidan passa a ser o Delegado da UBT no Município de Cariacica, que faz parte da Grande Vitória. Todas as entidades passaram a manter jornaizinhos Trovistas e a animação era grande. Em 1981, Clério resolveu comemorar o primeiro aniversário do CTC, a 1º de Julho de 1981, com um Seminário.

Foram convidados diversos Trovadores do Brasil inteiro, inclusive J. G. de Araújo Jorge, então Deputado Federal em Brasília, que não pode comparecer pois não gostava de viajar de avião.

Compareceram de fora uma Delegação de Campos (Walter Siqueira, Alves Rangel e Constantino Gonçalves), J. Silva (da UBT Nacional), Rodolfo Coelho Cavalcante, de Salvador e Eno Teodoro Wanke, que compareceu com a esposa à sessão de encerramento. Na ocasião, Wanke fez uma palestra onde, em certa frase, dizia estar a UBT “encastelada em sua Torre de Marfim”. O Sr. J. Silva reclamou e a discussão se acirrou, com intervenções de Andrade Sucupira e outros. O Seminário teve grande repercussão. Rodolfo e o casal Wanke ficaram hospedados em casa da Trovadora Argentina Lopes Tristão e Eno aproveitou para gravar informações destinadas a completar a biografia de Rodolfo, que posteriormente lançaria num livro denominado “Vida e Luta do Trovador Rodolfo Coelho Cavalcante.”

Rodolfo decidiu fundar o Clube Baiano de Trova, tão logo chegasse a Salvador, o que efetivamente fez. No ano seguinte, o CTC promoveu o Segundo Seminário e o comparecimento foi mais significativo ainda, com as seguintes Delegações:

Recife: Valdeci Camelo, Presidente da UBT de Recife, Diva Veloso e J. Cabral Sobrinho, de Olinda.

Salvador: Rodolfo Coelho Cavalcante e dois cordelistas;

Niterói: o casal Torquata e Américo Lopes Fontoura, da UBT e da Academia Brasileira de Trova e Jandyra Mascarenhas, (da UBT do Rio)

Rio de Janeiro: Eno Teodoro Wanke e esposa Irma. (Eno Teodoro Wanke jamais faltou a nenhum dos Seminários do CTC)

Ponta Grossa: Amália Max, Presidente da UBT local.

Argentina: Jorge Piñero Marques.

Os Seminários do Espírito Santo (sempre organizados por Clério José Borges), provocam no Movimento Trovista Nacional uma efervescência de tal ordem que no Terceiro, foi fundada a 2 de Julho de 1983, uma Federação Brasileira de Entidades Trovistas, a FEBET presidida por Eno Teodoro Wanke.

No Quarto Seminário, Eno Teodoro Wanke propôs que esta nova fase do Movimento, iniciado com a fundação do CTC em 1° de julho de 1980, passasse a ser denominado de “Neotrovismo”. Ou seja, era o mesmo Trovismo renovado por uma nova geração de Trovadores.

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