CINEMA: HISTÓRIA RESUMIDA – CLÁSSICOS DO CINEMA. O “OSCAR” FILMES ESCOLHIDOS. Certos filmes não são para ser vistos apenas uma vez, mas sempre…

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CLÁSSICOS DO CINEMA – FILMES ESCOLHIDOS
Certos filmes não são para ser vistos apenas uma vez, mas sempre…

FILMOTECA E VIDEOTECA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES – O objetivo é aproveitar o excelente acervo que possuo aqui em casa, assistindo Filmes em DVD e Blu-ray, aproveitando para comentá-los. Vamos chamar a atenção para alguns grandes clássicos, grandes diretores e atores do Cinema Mundial.

BREVE HISTÓRIA DO CINEMA – Antes da fotografia, só existiam duas opções para se “congelar” a imagem de uma pessoa ou de uma paisagem: guardando-a na mente ou pedindo a um pintor que fizesse um retrato. Isso aconteceu até o século 18. Foi na França que a fotografia e o cinema fizeram seus primeiros grandes progressos. O jovem inventor Nicephóre Niepce foi quem conseguiu pela primeira vez registrar uma paisagem sem pintá-la, em 1826. Foi a primeira “foto”! Não existia o filme fotográfico ainda: a imagem foi registrada numa placa de vidro, com o auxílio de uma câmara escura. A tal foto demorou 14 horas para ser registrada! Já o filme da máquina foi inventado em 1879 por Ferrier, e melhorado pelo americano George Eastman – este, o inventor da câmera Kodak. Aí é que a fotografia entra no cinema: era preciso o filme para poder fazer… filmes! Algum tempo depois, os irmãos Lumière vão fazer a primeira sessão de cinema em Paris, capital da França: era a invenção do cinematógrafo, uma câmera de filmar e projetar imagens em movimento. Isso aconteceu no maravilhoso ano de 1895, o ano em que nasceu o cinema. De fato, a data de 28 de Dezembro de 1895, é especial no que refere ao cinema, e sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo. O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária.

O primeiro filme exibido foi “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat”, (A chegada do trem na estação). Trata-se pois de um filme francês de 1895, gravado por Louis Lumière e por Auguste Lumière. No dia 6 de janeiro de 1896, foi exibido Salão Indiano (uma saleta nos fundos de um café), naquela que entrou para a história como a primeira exibição pública comercial de um filme. O bilhete custou 1 franco. O filme, que tem apenas a duração de 50 segundos, consta apenas de um plano em perspectiva diagonal a partir da estação de La Ciotat, com alguns passageiros à espera na estação. Vemos um homem a avançar em direcção à câmara. O comboio proveniente de Marselha aparece ao fundo e pára no lado direito do ecrã, ou seja, da tela. Os passageiros descem de um vagão do trem, entre os quais se vê um senhora com um mantelete, ou seja uma capa curta, usada pelas mulheres. Os próximos passageiros preparam-se para partir e vê-se um homem transportando uma mala. Este “argumento” mínimo, quase um postal em movimento, teria criado pânico entre os espectadores que não estavam ainda preparados para a surpresa da ilusão cinematográfica. Durante a sua primeira exibição pública, os espectadores começaram a gritar e a fugir em direcção ao fundo da sala quando viram o comboio a vir na sua direção, como se o mesmo fosse saltar do ecrã (da tela). Ver o filme “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat” ao lado.

História do Cinema Mundial




VERA CRUZ. Filme de Robert Aldrich, com Gary Cooper, Burt Lancaster, Sarita Montiel, Cesar Romero, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jack Elam. O filme foi lançado em 1954.ANJOS E DEMÔNIOS. Filme dirigido por Ron Howard, com Tom Hanks vivendo o papel do professor Robert Langdon. Também Ayelet Zurer, Ewan McGregor, Pierfrancesco Favino. Lançado em 2009.
MATAR OU MORRER. Filme de Fred Zinnemann, com Gary Cooper, Grace Kelly e Kate Jurado. Um clima de suspense que apresenta seqüências memoráveis, principalmente nas cenas finais.OS COWBOYS. Um dos papéis mais aclamados da longa carreira do ator John Wayne, que transforma crianças em homens, com um final surpreendente. Destaque para a atuação de Roscoe Lee Browne.
FÚRIA NO ALASKA. Um épico do cinema ambientado no final do século XIX, quando houve uma corrida do ouro no Alaska. No elenco, John Wayne e Stewart Granger. Aventura, comédia, faroeste e romance.O FANTASMA DA ÓPERA. Filme de 2004 dirigido por Joel Schumacher e estrelado por Gerard Butler, Emmy Rossum e Patrick Wilson. A obsessão de um homem, de espírito atormentado, pela corista Christine.
FILMES VENCEDORES DO OSCAR. Relação completa de todos os Filmes vencedores do prêmio da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Los Angeles, o famoso OSCAR, de 1929 a 2012.O ÚLTIMO IMPERADOR. Um belo filme que embora seja longo, vale cada minuto por sua beleza. Um filme que nos conduz em uma viagem fascinante pela História da China, pelo talento de Bernardo Bertolucci.


VERA CRUZ
Título Original: Vera Cruz
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento: 1954
País de Origem: EUA
Gênero: Faroeste (Western) – Baseado em história de Borden Chase e Música Hugo Friedhofer.
Observação: Filme originalmente da United- MGM. O filme começa com o leão e seu rugido forte e vigoroso.

Direção: Robert Aldrich – Diretor americano, famoso por seus filmes violentos e audaciosos, principalmente em seu apogeu no começo dos anos 50. – Nome de Registro Robert Burgess Aldrich – Apelido Bob – Data de Nascimento 09/08/1918 – Data de Falecimento 05/12/1983 – Faleceu de problemas nos rins. Local de Nascimento Cranston, Rhode Island, EUA. – Era primo do governador de Nova York, Nelson Rockefeller. Foi presidente do Sindicato dos Diretores (1975-79). Seus filhos trabalham também na indústria do cinema, Adell Aldrich (1943) é supervisor de scripts, William Aldrich (1944) é produtor (O Céu que nos Protege, de Bertolucci). Filmes: O Último Brilho do Crepúsculo (Twilight’s Last Gleaming) (1977) Crime e Paixão (Hustle) (1975) Golpe Baixo (The Longest Yard) (1974) O Imperador do Norte (Emperor of the North Pole) (1973) Assim Nascem Os Heróis (Too Late the Hero) (1970) Os Doze Condenados (The Dirty Dozen) (1967) O Vôo da Fênix (The Flight of the Phoenix) (1965) Com a Maldade na Alma (Hush…Hush, Sweet Charlotte) (1964) Os Quatro Heróis do Texas (4 for Texas) (1963) O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?) (1962) Sodoma e Gomorra (Sodom and Gomorrah) (1962) O Último Pôr-Do-Sol (The Last Sunset) (1961) A Dez Segundos do Inferno (Ten Seconds to Hell) (1959) Morte Sem Glória (Attack) (1956) Vera Cruz (1954) Apache (1954)

Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 24/02/2012:
Faroeste com um excelente ritmo, maravilhosamente fotografado por Ernest Laszio em belas locações no México. Uma das cenas marcantes e quando grupo escoltando a carruagem passa ao lado das famosas ruínas das pirâmides Astecas inclusive a Pirâmide onde eram feitos os sacrifícios humanos. A ação é de 1866. O personagem Joe, interpretado por Burt Lancaster, diz uma frase ótima a respeito de Ben, o personagem de Gary Cooper: “Não confio nele. Ele gosta das pessoas. Não dá para confiar em alguém assim.” No filme a presença da espanhola Sarita Montiel – que nos créditos iniciais aparece com um “introduzindo”, como se fosse a estréia dela no cinema. Era, na verdade, a estréia dela no cinema americano; nascida em 1928, começou a carreira de atriz em 1944, dez anos antes deste filme aqui, e tinha feito mais de uma dezena de filmes na sua Espanha natal e no México. Foi, na verdade, uma de suas poucas experiências no cinema americano, embora tivesse se casado com o diretor Anthony Mann. Ela voltou para a Espanha então sob a ditadura fascista de Franco e fez mais um punhado de filmes – foram mais de 50, no total – inclusive La Violetera, um dramalhão de 1958, que foi um tremendo sucesso, inclusive no Brasil. Em La Violetera, uniu suas duas carreiras, a de atriz e cantora – foi uma cantora extremamente popular na Espanha e em países latino-americanos. Em Vera Cruz Sarita foi dublada por profissional, já que não sabia falar inglês. Na sinopse observa-se um erro. Consta que a Marquesa é interpretada por Danielle Darrieux – não é, não; é por Denise Darcel, uma atriz também francesa, mas que não tem um milésimo da importância de La Darrieux.

Sinopse: Vera Cruz é um filme de 1954 do gênero Western dirigido por Robert Aldrich. Roteiro de Roland Kibbee e James R. Webb, de uma história de Borden Chase. Ambientado no México, com personagens amorais que agem cinicamente perante a violência desenfreada. Inclui a cena, chocante para a época, na qual o personagem do astro Burt Lancaster ameaça matar várias crianças camponesas que tomara por reféns. Esse faroeste influenciou vários outros no desenvolvimento do gênero, tais como The Magnificent Seven, The Wild Bunch e os filmes de Sergio Leone. Filmado em Technicolor. Com o término da Guerra Civil Americana, muitos ex-soldados de ambos os lados vão até o México para atuarem como mercenários no conflito entre os nativos e as tropas invasoras da França e lucrarem o que puderem com a força de suas armas. O ex-coronel confederado Ben Trane teve suas terras na Louisiana arrasadas na Guerra e agora tenta fazer fortuna no México e se recuperar. Ele viaja sozinho, mas logo seu caminho se cruza com o do implacável pistoleiro Joe Erin, que tenta enganá-lo. Os dois acabam se aliando e o grupo de pistoleiros que segue Erin vai com ele e Trane ao encontro de representantes de ambas as forças em conflito. Erin não se impressiona com o general Ramirez, líder dos camponeses rebeldes “juaristas” e decide se juntar ao exército do Imperador Maximiliano, esperando receber um bom pagamento em ouro pelos seus serviços. No palácio do Imperador, Erin e Trane ficam sabendo da sua missão: escoltar a condessa Marie Duvarre (Denise Darcel), entre a Cidade do México até o porto de Veracruz, onde ela pretende tomar um navio para Paris. No entanto, um forte grupamento de lanceiros franceses vai junto com os mercenários americanos e Erin e Trane desconfiam de que a condessa esconde uma carga valiosa. Os rebeldes juaristas suspeitam o mesmo e fustigam a escolta, até a grande batalha final em Veracruz. A cidade portuária mexicana na realidade chama-se Veracruz, uma palavra só.

Comentário do crítico de cinema Rubens Ewald Filho:
Vera Cruz é um faroeste “classe A” produzido pelo próprio Lancaster, que na época tinha uma produtora de sucesso, a Hecht (de Harold Hecht)/Hill (de James Hill, que assina como produtor)/Lancaster. Foi construído como um veículo para os dois grandes astros, então ainda no auge da popularidade, Gary Cooper (1901-1961) e Lancaster (1913-1994). Ambos em seus personagens típicos: Gary como um homem de honra, fazendeiro arruinado, que fala muito pouco e tem bons princípios. Burt de roupa negra, um eterno sorriso nos lábios desnudando seus famosos dentes muito brancos e grandes. Quase fazendo uma paródia de si mesmo, ou ao menos num comportamento típico de sua “persona”, um cara grosso, cafajeste, sem qualquer princípio, mas que comanda com pulso forte um bando de pistoleiros (uma quadrilha que é formada pelos futuros astros Bronson e Borgnine, além do zarolho e sempre curioso Jack Elam). Este foi o primeiro grande sucesso do diretor Robert Aldrich (1918-83), que tinha feito antes “O Último Bravo”, com Lancaster, que confiou nele neste projeto que sempre foi um de seus filmes favoritos (dizia ele porque tinha um herói e um anti-herói). Naturalmente Aldrich depois faria Os Doze Condenados, onde utilizaria novamente Borgnine e Bronson. A produtora de Lancaster com os parceiros foi das primeiras companhias independentes de Hollywood foi muito bem-sucedida (tanto que ano seguinte eles ganhariam o Oscar de melhor filme com Marty, com Borgnine estrelando e também levando o Oscar de ator).
Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/09/26/revisitando-classicos-em-blu-ray-eua-vera-cruz/ (Web Site visitado em 24/02/2012).

Elenco: Gary Cooper… Ben Trane; Burt Lancaster… Joe Erin; Denise Darcel… Condessa Marie Duvarre; Cesar Romero… Marquês Henri de Labordere; Sara Montiel… Nina (nos letreiros, Sarita Montiel); George Macready… Imperador Maximiliano; Ernest Borgnine… Donnegan; Morris Ankrum… General Ramírez; Henry Brandon… Capitão Danette; Charles Bronson… Pittsburgh (nos letreiros, Charles Buchinsky); Jack Lambert… Charlie; Jack Elam… Tex;


ANJOS E DEMONIOS
Título Original: (Angels and Demons)
Tempo de Duração: 138 minutos
Ano de Lançamento: 2009
País de Origem: EUA
Gênero: Ficção. Roteiro: David Koepp e Akiva Goldsman, baseado em livro de Dan Brown Estúdio: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Imagine Entertainment. Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment Produção: John Calley, Brian Grazer e Ron Howard Música: Hans Zimmer Fotografia: Salvatore Totino Direção de arte: Alex Cameron, Luke Freeborn, Marc Homes, Giles Masters e Dawn Swiderski Figurino: Daniel Orlandi Edição: Daniel P. Hanley e Mike Hill Efeitos especiais: CIS Vancouver / The Senate Visual Effects / Plowman Craven & Associates / Moving Picture Company

Elenco: Tom Hanks: Robert Langdon; Ewan McGregor: Camerlengo Patrick McKenna; Stellan Skarsgard: Comandante Richter; Ayelet Zurer: Vittoria Vetra; Pierfrancesco Favino: Inspetor Olivetti; Armin Mueller-Stahl: Cardeal Strauss; Thure Lindhardt: Chartrand; David Pasquesi: Claudio Vincenzi; Cosimo Fusco: Padre Simeon; Victor Alfieri: Tenente Valenti; Franklin Amobi: Cardeal Lamasse; Curt Lowens: Cardeal Ebner; Bob Yerkes: Cardeal Guidera; Marc Fiorini: Cardeal; Howard Mungo: Cardeal Yoruba; Rance Howard: Cardeal Beck; Steve Franken: Cardeal Colbert; Gino Conforti: Cardeal Pugini; Elya Baskin: Cardeal Petrov; Carmen Argenziano: Silvano Bentivoglio; Thomas Morris: Urs Weber; Nikolaj Lie Kaas: Assassino.

Direção: Ron Howard – Nome de registro: Ronald William Howard Natural de: Duncan, Oklahoma, EUA Nascimento: 01/03/1954 – FILMES: 2011 – O Dilema (The Dilemma) 2009 – Anjos e Demônios (Angels and Demons) 2008 – Frost/Nixon (Frost/Nixon) 2006 – O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) 2005 – A Luta Pela Esperança (Cinderella Man) 2003 – Desaparecidas (The Missing) 2001 – Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind) 2000 – O Grinch (How the Grinch Stole the Christmas) 1999 – EdTV (EdTV)
Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 25/02/2012:
Segundo filme em que aparece o personagem Robert Langdon. O anterior foi O Código Da Vinci (2006). O professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks), depois de decifrar o código Da Vinci, é chamado pelo Vaticano para investigar o misterioso desaparecimento de quatro cardeais. Agora, além de enfrentar a resistência da própria igreja em ajudá-lo nos detalhes de sua investigação, Langdon precisa decifrar charadas numa verdadeira corrida contra o tempo porque a sociedade secreta por trás do crime em andamento tem planos de explodir o Vaticano. Robert Langdon é o famoso professor de Simbologia de Harvard e no filme vive a sua segunda aventura, tentando impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade Do Vaticano. Ás vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vitoria Vera, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – Um refúgio secreto onde está a única esperança da salvação da Igreja. Os Illuminati: grupo supostamente fundado por Galileo Galilei numa reação dos iluministas contra as perseguições da Igreja Católica. Poderosa irmandade secreta milenar que é contra a Igreja Católica e depois de um evento onde seus cientistas foram humilhados em praça pública há anos atrás, eles prometem ‘vingança’ contra a Igreja, e essa suspeita de Robert acaba tornando-se real. Ele investiga a morte do pai adotivo de Vittoria Vetra, uma grande cientista que junto com seu pai já morto construiu uma poderosa arma, a chamada anti-matéria. E tudo isso antes da eleição do novo papa, onde os quatro cardeais mais cotados para ser o novo papa foram sequestrados pela Fraternidade. Observa-se que no filme algumas coisas foram cortadas do enredo constante do livro de Dan Brown, mas não fatos muito importantes que mude muito a história em si. No filme é a segunda aventura do professor Robert Langdon, ao invés da primeira como no livro. E o ator Tom Hanks consegue atuar de forma meio canastrão interpretando o Robert. Embora a “trama histórica” seja fundamental no filme, se ater a ela ou ficar procurando explicações para os fatos apresentados se são verdadeiros ou não é o maior erro que o espectador pode cometer. Se encarado como uma obra ficcional (que é o que realmente é), sem dúvida é possível se divertir e assistir a uma aventura bem produzida, mas extremamente óbvio do ponto de vista de sua direção. Ron Howard tem o dom para fazer filmes “perfeitinhos”, sem nem um pouco da sua personalidade. O diretor, que esteve à frente de filmes como Uma Mente Brilhante, mais uma vez recai na falta de iniciativa e se contenta em fazer o feijão-com-arroz, mesmo tendo recursos e atores talentosos para arriscar alguma coisa mais pessoal.Comentário do crítico de cinema Wikerson Landim:
De tempos em tempos, a literatura se vê invadida por certos fenômenos. A maioria deles é breve e passageira. Alguns poucos marcam seu nome por toda a história. Mas, indubitavelmente, eternos ou efêmeros, todos deixam suas marcas e acabam, de certa forma, influenciando, bem ou mal futuras gerações. J. K. Rowling e Dan Brown são dois exemplos recentes. Enquanto a primeira fez fortuna e fama com o bruxinho Harry Potter, chegando mesmo a ser mais conhecida ou mais influente, que a rainha do seu próprio país, o segundo conquistou, às custas de muita polêmica, a posição de um dos autores mais vendidos do novo século com o seu O Código Da Vinci (só este já vendeu mais de 40 milhões de exemplares). Mas qual o segredo de fenômenos como esse? Pelo menos na literatura de Dan Brown, duas características chamam a atenção. Em primeiro lugar, obviamente, a polêmica. Envolver uma instituição “sagrada” como a Igreja Católica, em crimes, negociatas, seitas misteriosas e ocultação de verdades absolutas são coisas que, por si só, já geram mídia espontânea. E como se não bastasse tudo isso, o tom documental da narrativa, com seu personagem principal Robert Langdon apresentando provas e mais provas de que aquilo que diz e contradiz os dogmas seculares são a mais pura verdade, completam o quadro da curiosidade de céticos e fiéis de plantão. No entanto, existe um segundo item que merece tanta importância quanto o anterior e, talvez, seja um dos principais responsáveis pelo filme funcionar tão bem no cinema. O seu ritmo. Escrito numa linguagem quase que visual, em capítulos curtos e cheios de “deixas” e/ou pistas, sua adaptação para o cinema se dá de maneira praticamente intuitiva. É o ritmo acelerado, que prende o leitor e o deixa curioso ao final de cada capítulo, que também faz com que sua versão cinematográfica apresente um ritmo intenso e repleto de pontos de virada que colocam a história em um novo rumo a cada momento.
Fonte: http://www.portaldecinema.com.br



MATAR OU MORRER
Título Original: High Noon; Outros títulos – Mezzogiorno di fuoco (Itália); O comboio apitou três vezes (Portugal); Quand le train sifflera trois fois (França); Solo ante el peligro (Espanha)
Tempo de Duração: 1h24m
Ano de Lançamento: 1952
País de Origem: EUA
Gênero: Faroeste. Roteiro: Carl Foreman Produção: Stanley Kramer Música Original e Direção Musical: Dimitri Tiomkin Fotografia: Floyd Crosby Direção de arte: Ben Hayne Figurino – Guarda Roupa: Ann Peck, Joe King Edição: Elmo Williams Efeitos especiais: Willis Cook

Direção: Fred Zinnemann – Nascido em 29 abril de 1907 em Viena, Áustria e Falecido em 14 março de 1997. Foi um austríaco-americano diretor de cinema. Ganhou quatro Oscars de direção de filmes (incluindo High Noon , From Here to Eternity e A Man for All Seasons ) em muitos gêneros, incluindo thrillers e westerns e filmes noir. Dezenove atores que aparecem em filmes de Zinnemann receberam indicações para o prêmio Academy Award pelas suas performances: entre esse número são Frank Sinatra, Audrey Hepburn, Glynis Johns, Paul Scofield, Robert Shaw, Wendy Hiller, Jason Robards, Vanessa Redgrave, Jane Fonda, Gary Cooper e Maximilian Schell.

Elenco: Gary Cooper: Xerife Will Kane; Grace Kelly: Amy Fowler Kane; Katy Jurado: Helen Ramirez; Lloyd Bridges: Xerife Auxiliar Harvey Pell; Otto Kruger: Juiz Percy Mettrick; Lon Chaney Jr.: Martin Howe; Lee Van Cleef: Jack Colby; Jack Elam: Charlie.Sinopse: Baseado em The Tin Star, de John W. Cunningham. Will Kane (Gary Cooper) é um xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo Frank Miller (Ian MacDonald), um criminoso que mandou para a cadeia e planeja se vingar. Apesar de Amy (Grace Kelly), sua noiva da religião Quaker, argumentar que devem ir embora, ele acha que fugirá para sempre se não enfrentar a situação. A população se refugia sem ajudá-lo, apesar dele pedir aos cidadãos para enfrentarem o pistoleiro e seus cúmplices. Na pequena cidade de Hadleyville, o xerife Will Kane, no dia em que deve partir em lua-de-mel com sua bela noiva ‘quaker’, Amy, é informado de que Frank Miller, um criminoso que ele havia mandado para a cadeia, acaba de ser solto e deverá chegar à cidade no trem de meio-dia, a fim de fazer um ajuste de contas com ele. Frank está acompanhado de mais três capangas. No filme destaca-se o personagem do Xerife Kane argumentando que é sua obrigação proteger a população de Hadleyville e que, portanto, está decidido a enfrentar os bandidos. O xerife auxiliar, Harvey Pell, cobiça o posto de Kane e não está disposto a ajudá-lo. O prefeito e a população refugiam-se com medo. Seu mentor e antigo xerife, Martin Howe, acha-se doente e incapaz de pegar numa arma. Até Amy, que não quer estar por perto quando do sua quase certa morte, também se afasta. Sozinho, quando o relógio bate meio-dia, Kane caminha pelo centro da cidade para enfrentar seus inimigos. Amy porém no último instante desiste de viajar e retorna à cidade ajudando o marido, chegando a matar um dos bandidos.Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 29/02/2012:
“Matar ou Morrer” é um dos clássicos do gênero faroeste. Realizado pelo cineasta Fred Zinnemann, o filme narra a história de um xerife que se dispõe a enfrentar sozinho quatro criminosos, quando lhe é negada ajuda da população do local. Além do ótimo trabalho de Zinnemann, o filme conta com um simples mas bem estruturado roteiro, com uma bela trilha sonora, onde se destaca a canção premiada com o Oscar, ‘Do not forsake me, oh my darlin’, com a excelente fotografia de Floyd Crosby, além das magníficas atuações de Gary Cooper e Katy Jurado. Cooper está impecável no papel do xerife. “Matar ou Morrer” prende o espectador através do clima de suspense que se forma, apresentando seqüências memoráveis, principalmente as cenas finais quando se dá o encontro entre o homem da lei e os bandidos. Gostei muito das cenas em que mostram as ruas da cidade completamente vazias, levando o espectador e notar o clima de medo da população local. Na cena final, quando o último bandido é morto, de imediato aparece uma multidão e Kane, após jogar a insígne de Xerife no chão, parte com Amy em viagem de lua de mel, sem nenhum diálogo com aqueles que covardemente não o ajudaram. Um detalhe: Grace Kelly, antes de se tornar a Princesa de Mônaco, na Europa, está linda no filme.

CURIOSIDADE: – A ação de Matar ou Morrer transcorre em tempo real, ou seja, começa às 10:40 h e vai andando, minuto a minuto, até o meio-dia. – O personagem Will Kane foi inicialmente oferecido pelo produtor Stanley Kramer ao ator Gregory Peck, que o recusou por considerá-lo muito parecido com o papel que fizera em The Gunfighter (1950). – O ator Lee Van Cleef não tem um único diálogo durante todo o filme. – A cidade mostrada em Matar ou Morrer chama-se Hadleyville. Apesar de em nenhum momento do filme o nome da cidade ser dito, ele é bem visível na estação de trem mostrada no filme. – Seguido por Matar ou Morrer 2 – A Volta de Will Kane (1980), feito para a TV norte-americana. – Refilmado para a TV norte-americana como Matar ou Morrer (2000).

OS COWBOYS
Título Original: The Cowboys
Tempo de Duração: 131m
Ano de Lançamento:13 de Janeiro de 1972
País de Origem: EUA
Gênero: Faroeste.Roteiro: Irving Ravetch, Harriet Frank Jr. e William Dale Jennings Baseado num Romance de William Dale Jennings. Produção: Mark Rydell e Tim Zinnemann Música Original e Direção Musical: John Williams Fotografia: Robert Surtees Direção de arte: William Kiernan Figurino – Guarda Roupa: Anthea Sylbert Edição: Robert Swink e Neil Travis

Direção: Mark Rydell – Nascido(a) em: 23 de Março de 1934, New York City, New York, USA. Também ator, cineasta e produtor. Dirigiu os filmes: Os Reivers (1969), Os Cowboys (1972), Cinderella Liberty ( 1973 ), A Rosa (1979), On Golden Pond (1981, pelo qual recebeu um Oscar nomeação como Melhor Diretor).

Elenco: John Wayne … Wil Andersen; Roscoe Lee Browne … Jebediah Nightlinger; Bruce Dern … Long Hair; Colleen Dewhurst … Kate; Alfred Barker Jr. … Fats – Cowboy; Nicolas Beauvy … Dan – Cowboy; Steve Benedict … Steve – Cowboy; Robert Carradine … Slim Honeycutt – Cowboy; Norman Howell … Weedy – Cowboy; Stephen R. Hudis … Charlie Schwartz – Cowboy; Sean Kelly … Stuttering Bob – Cowboy; A Martinez … Cimarron – Cowboy; Clay O’Brien … Hardy Fimps – Cowboy; Sam O’Brien … Jimmy Phillips – Cowboy; Mike Pyeatt … Homer Weems – Cowboy; Slim Pickens … Anse;

Sinopse – Habituámo-nos a admirar John Wayne como pugilista, cowboy, xerife ou oficial de Cavalaria, soldado na selva tropical ou aviador na II Guerra Mundial, mas em Os Cowboys, John Wayne consegue ainda surpreender-nos num dos papéis mais aclamados da sua longa carreira. Will Andersen, um rancheiro duro e obstinado, abandonado pelo seu grupo habitual de cowboys, vê-se obrigado a contratar onze colegiais inexperientes para com ele conduzirem uma manada ao longo de 400 milhas, através de terras inóspitas do Oeste. No fim da jornada, Wayne não se limitou a fazer daqueles rapazes homens; ofereceu-lhes um dos melhores desempenhos como ator. “Em Os Cowboys”, escreveu Rex Reed, “parecem confluir todas as forças que fizeram de John Wayne uma personalidade dominante, uma presença soberana no elenco.” Nos outros papéis principais, os igualmente memoráveis Roscoe Lee Browne, (como Jebediah), Colleen Dewhurst, (como Kate) e Bruce Dern,(como Long Hair), tornam este filme uma experiência enriquecedora.Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 01/03/2012:
O filme é baseado no livro de William Dale Jennings, cujo roteiro é de Irving Ravetck com produção e direção de Mark Rydell. Este grandioso western guiado pela muito bem feita trilha musical de John Williams, conta  a história de um vaqueiro que para guiar seu rebanho de gado até o destino desejado, é forçado a contratar 11 garotos para ajudá-lo nesta missão cheia de perigos e aventura. Em Os Cowboys presenciamos uma verdadeira relação de amizade e de sentimento paterno. Ou seja, é exatamente o que  o velho vaqueiro Wil Andersen, interpretado perfeitamente por John Wayne, acaba sentindo por esses garotos que se tornam grandes e corajosos Cowboys. São inevitáveis os desentendimentos entre os garotos de Os Cowboys. Os acontecimentos os tornam anda mais unidos. São as “primeiras experiências”, como o contato com uma garrafa de uísque que causa a primeira embriaguez de suas vidas. O encontro com belas prostitutas pelo caminho onde o garoto Homer, se vê assustado diante de tantas mulheres. Há ainda as lições de caráter que esses garotos aprendem com o cozinheiro Jebediah Night Linger (Roscoe Lee Browne) e com o próprio Sr. Wil Andersen, que eles no final o consideram um pai. O personagem de John Wayne pode ser descrito como um misto de cowboy vaqueiro com um velho que se enxerga um pai diante de seus garotos cowboys. Este saudoso grande ator foi um dos mais lendários já produzidos por Hollywood. Deixou uma série de performances imperecível mais minha preferida está em Os Cowboys, que foi um dos últimos filmes feito por John Wayne. Mas ele começou a fazer sucesso em filmes como O Tempo das Diligências (1939), com direção de John Ford, considerado pela crítica um dos maiores westerns de todos os tempos. O último filme feito por John Wayne foi O Ultimo Pistoleiro (1976), qual ele interpreta um pistoleiro idoso que está morrendo da mesma aflição de sua vida real, da luta contra o câncer, doença que o levou a morte em 1979. O final do filme é surpreendente, deixando frustrado o espectador. Mas é uma obra prima e isto é o que importa.

FÚRIA NO ALASKA
Sinopse: North to Alaska (Fúria no Alaska, título no Brasil) é um filme de 1960, dos gêneros aventura, comédia, faroeste e romance, dirigido por Henry Hathaway, roteirizado por John Lee Mahin, Martin Rackin e Claude Binyon, baseado na peça Birthday Gift de Laszlo Fodor, música de Lionel Newman. Em 1900 na região de Nome (Alasca) onde ocorria uma Corrida do Ouro, os sócios Sam McCord e os irmãos George e Billy Pratt encontram uma fortuna em pepitas. George resolve então se casar e envia à Seattle Sam para buscar sua noiva francesa, que não via há três anos, enquanto ele e o irmão ficam para tomarem conta da mina. Ao chegar aquela cidade, Sam descobre que a mulher se casara. Vai a um prostíbulo de luxo e encontra outra francesa, Michelle “Angel” Bonnet. Sam propõe a Michelle levá-la para o Alasca a fim de “consolar” o amigo. A mulher aceita mas Sam não esperava que ele próprio se apaixonasse por Michelle e tivesse que disputá-la com os sócios. Outro problema são as trapaças de Frankie Canon, que arma um plano para lhes tomar a mina. Comédia-aventura ambientada durante a corrida do ouro no Alasca. Esse foi o primeiro dos três filmes previstos do contrato de John Wayne com a 20th Century Fox. O Alasca havia se tornado um estado americano em 1959 e havia interesse do público pela região na época. O primeiro título escolhido para o filme era Trail of the Yukon, e o diretor seria Richard Fleischer. Mas Fleischer não gostou do roteiro e temia que o filme fracassasse nas bilheterias. Sob pretexto de não querer no elenco a francesa Capucine, que ele sabia ser amante do agente e produtor Charles K. Feldman, acabou por ser substituído. Spyros Skouras cortou o orçamento e Hathaway teve que diminuir as cenas em locação. A maior parte das filmagens foi em Point Mugu (Califórnia e não no Alasca, portanto). A corrida de ouro de Nome não deve ser confundida com a mais famosa Klondike, no Rio Yukon (Canadá). Em Nome, a febre do ouro começou em 1899 quando Klondike já estava em decadência; muitos dos garimpeiros de Nome tinham vindo de lá. Em Nome o ouro estava nas areias das praias e os mineradores viajavam de barcas, como mostrado no filme. A mina do personagem de John Wayne fica no interior mas o local não é dito. Não havia cais para o desembarque, por causa das marés variáveis, conforme mostrado no filme. As cenas da “cabana da lua de mel” foram filmadas nas fontes térmicas próximas do vulcão da Montanhas Mammoth na Califórnia. O Monte Morrison aparece ao fundo de várias cenas.

Título Original: North to Alaska. Outros Títulos: Le grand Sam (França); Pugni, pupe e pepite (Itália); Alaska, tierra de oro (Espanha); À nous la bagarre (Bélgica);
Tempo de Duração: 122 min.
Ano de Lançamento: 1960
País de Origem: EUA
Gênero: Faroeste (Western). “Fúria no Alasca” teve cinco roteiristas trabalhando no texto original de Lazslo Fodor intitulado “Birthday Gift” (Presente de Aniversário). Produção: Henry Hathaway. Música Original: Lionel Newman Fotografia: Leon Shamroy Direção de arte: Duncan Cramer, Jack Martin Smith Figurino: Bill Thomas Edição: Dorothy Spencer Maquiagem: Ben Nye Efeitos Sonoros: Alfred Bruzlin, Warren B. Delaplain Efeitos Especiais: L.B. Abbott, Emil Kosa Jr.

Direção: Henry Hathaway. Nome artístico de Marquis Henri Leonard de Fiennes (Sacramento, 13 de março de 1898 — Hollywood, 11 de fevereiro de 1985). Cineasta norte-americano. Foi assistente de Frank Lloyd, estreando na direção em 1929. Sua obra registra vários êxitos: Lanceiros da Índia (1935), Beijo da morte (1947), Horas intermináveis (1951), Nevada Smith (1966) e Bravura indômita (1969).

Elenco: John Wayne ……. Sam McCord; Stewart Granger ……. George Pratt; Ernie Kovacs ……. Frankie Canon; Fabian ……. Billy Pratt; Capucine ……. Michelle Bonnet ‘Angel’; Mickey Shaughnessy ……. Peter Boggs ‘Boggsy’; Karl Swenson ……. Lars Nordquist; Joe Sawyer ……. Comissário de terra; Kathleen Freeman ……. Lena Nordquist; John Qualen ……. juiz; Stanley Adams ……. Breezy.Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 02/03/2012:
Fúria no Alaska é mais um épico do cinema ambientado no final do século XIX, quando teria ocorrido uma corrida do ouro no Estado Americano do Alaska. Sam McCord (John Wayne) leva de Seattle para a cidade de Nome no Alaska, como presente para seu sócio George Pratt (Stewart Granger), uma prostituta do Cabaré “A Galinha de Ouro”, chamada Michelle Bonnet (Capucine), mas Michelle e Sam se apaixonam e George acaba ficando sem o presente (a noiva). Na trama aparece um vigarista chamado Frankie Canon (Ernie Kovacs) ex-amante de Michelle, que tenciona se apossar da Mina. O filme é concluído com a clássica luta num lamaçal na rua principal da cidade Nome, com bodes, mulas e o Exército da Salvação. O filme se propõe a ser uma comédia, mas as cenas são dignas de um grande pastelão sem nada que desperte maiores atenções. É qualificado como Faroeste (Western) mas poucas são as cenas dignas de um verdadeiro western, com muitos tiros, embora haja distribuição de socos à vontade, nas cenas iniciais e finais. As cenas do personagem Billy Pratt (Fabian) querendo ter a sua primeira experiência sexual são patéticas e sofrível. O personagem foi colocado no filme para atrair o público feminino jovem. Ernie Kovacs está bem como o vilão escroque que quer tirar vantagem de qualquer situação, pena que o ator Ernie Kovacs tenha falecido com 42 anos de idade, dois anos após este filme. Nas cenas mais perigosas Duke – John Wayne foi dublado por Fred Graham. Uma nota máxima dez para a direção de arte de Jack Martin Smith que recriou uma cidade típica do Alaska, bem como os Saloons, o quarto de hotel e as cabanas nas locações em Mammoth Lakes, na California. A canção “North to Alaska” é apresentada no filme pela voz de Johnny Horton.Como sempre vale destacar a atuação de John Wayne, sempre brilhante. Capucine como Michelle Bonnet não apresenta nada de empolgante e Stewart Granger não desaponta mas também não empolga. Mas, a obra é um clássico e vale a penas ser vista, revista e admirada hoje e sempre.



O FANTASMA DA ÓPERA
Histórico: O Fantasma da Ópera foi inúmeras vezes transposto para os palcos e para a telas de cinema, quando fez um estrondoso sucesso, principalmente entre o grande público. A primeira versão de O Fantasma da Ópera para o cinema foi um filme mudo e em preto-e-branco, realizado em 1925, pelos estúdios da Universal, com Lon Chaney no papel do Fantasma. Seguiram-se outras versões igualmente populares, incluindo a da década de 1940, dirigida por Arthur Lubin, com Claude Rains no papel-título.

Em 1962, o estúdio inglês Hammer produziu a sua versão, numa adaptação com enfoque mais humano e trágico do personagem. Sobre a produção britânica de 1962 do estúdio Hammer Film Productions, destaca-se que a mesma foi dirigida por Terence Fisher, sendo pela crítica francesa considerada sua obra-prima. Herbert Lom, conhecido pelo papel do Inspetor Dreyfus na clássica série The Pink Panther, interpreta o personagem-título. O filme foi distribuído pela Universal Pictures. Nesta adaptação cinematográfica de 1962, a história é ambientada na Londres vitoriana. O professor Petrie (Herbert Lom) é um compositor pobre, cuja obra não publicada é roubada pelo ambicioso e inescrupuloso Lorde Ambrose D’Arcy (Michael Gough), que prometera ajudá-lo a editar sua obra. Então, numa tentativa de impedir a impressão de sua obra, o professor é disfigurado por ácido nítrico. Christine Charles (Heather Sears) é uma jovem cantora lírica, que passa a ser ensinada secretamente por Petrie, que se tornara o Fantasma. No filme de 2004, o Roteiro mostra outra versão para a origem do Fantasma. Seria um menino que teria nascido desfigurado e que era usado por um inescrupuloso cigano como atração popular e que depois de matar o seu senhorio refugia-se nos porões do teatro onde é amparado e ajudado por uma menina que depois se transforma na Madame Giry (Miranda Richardson).

Já em 1974, foi criada uma versão rock-musical, dirigida por Brian De Palma e estrelada por Paul Williams, intitulada como O Fantasma do Paraíso. Já no teatro, há o célebre musical da Broadway escrito por Andrew Lloyd Webber, considerada a maior atração teatral de todos os tempos. Em 2004, foi novamente encenado para o cinema, dirigido pelo renomado diretor Joel Schumacher, com Gerard Butler na pele do fantasma, Emmy Rossum como Christine e Patrick Wilson Raoul, fechando o triângulo amoroso. O Fantasma da Ópera foi indicado ao Oscar em três categorias, (Melhor Direção de Arte; Direção de Fotografia e Música). O filme custou 96 milhões de dólares. Depois de pronto, a Universal comprou os direitos autorais dessa versão.

Livro – Le Fantôme de l’Opéra (O Fantasma da Ópera em português) é um romance francês escrito por Gaston Leroux, inspirada no livro Trilby de George du Maurier. Publicada pela primeira vez em 1910, foi desde então adaptada inúmeras vezes para o cinema e atuações de teatro, atingindo o seu auge ao ser adaptada para a Broadway, por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O espectáculo bateu o recorde de permanência na Broadway (superando Cats), e continua em palco até hoje desde a estréia em 1986. É um dos musicais mais visto de sempre, tendo sido assistido por mais de 100 milhões de pessoas, e também a produção de entretenimento com mais sucesso que alguma vez existiu, rendendo mais de 5 bilhões de dólares.

Le Fantôme de l’Opéra foi inúmeras vezes traduzido para o português do Brasil, sendo que as versões mais difundidas são das editoras Ediouro e Ática. A preferência por essas versões devem-se à maior fidelidade à história originalmente criada por Gaston Leroux. Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O fantasma chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem lhe pagando um salário de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.

Sinopse: A voz dele chama o nome dela, alimentando o seu talento extraordinário pelas sombras do teatro que a ingênua garota do coro, Christine Daae, fez de lar. Somente a mestra de balé Madame Giry sabe que o misterioso “Anjo da Música” de Christine é, na verdade, o Fantasma, um gênio musical desfigurado que assombra as catacumbas do teatro aterrorizando todos os artistas que vivem e trabalham ali. La Carlotta (Minnie Driver) é a diva de uma conceituada companhia teatral, que é responsável pelas óperas realizadas em um imponente teatro. Temperamental, La Carlotta se irrita pela ausência de um solo na nova produção da companhia e decide abandonar os ensaios. Com a estréia marcada para o mesmo dia, os novos donos do teatro não têm outra alternativa senão aceitar a sugestão de Madame Giry (Miranda Richardson) e escalar em seu lugar a jovem Christine Daae (Emmy Rossum), que fazia parte do coral. Christine faz sucesso em sua estréia, chamando a atenção do Visconde de Chagny (Patrick Wilson), o novo patrocinador da companhia. O Visconde e Christine se conheceram ainda crianças, mas ele apenas a reconhece na encenação da ópera. Porém o que nem ele nem ninguém da companhia, com exceção de Madame Giry, sabem é que Christine tem um tutor misterioso, que acompanha nas sombras tudo o que acontece no teatro: o Fantasma da Ópera (Gérard Butler).
Título Original: The Phantom of the Opera
Tempo de Duração: 2h23m / 143 minutos
Ano de Lançamento:2004. A estréia no Brasil ocorreu no dia 25 de Fevereiro de 2005
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia Musical/Fantasia, com Roteiro de Andrew Lloyd Webber / Joel Schumacher
Produção: Odyssey Entertainment / Warner Bros.
Fotografia: John Mathieson.
Direção: Joel Schumacher – Nome de Registro Joel T. Schumacher. Nasceu a 29 de agosto de 1939, em New York City, Nova Iorque, EUA. Com o curso de Desenho Técnico, trabalhou até aos 35 anos como costureiro e desenhador de moda, colaborando em alguns filmes como figurinista. Tirou um curso breve de realizador de cinema e, em 1974, estreou-se como diretor profissional no telefilme The Virginia Hill Story (1974). Não satisfeito com o seu trabalho, decidiu tornar-se argumentista: o seu primeiro guião foi o da comédia Car Wash (1976), protagonizada por Richard Pryor, que teve modestos resultados de bilheteira. Seguiu-se o discreto musical negro Sparkle (1976) e o falhado The Wiz (1978), uma das raras incursões de Michael Jackson no cinema. O primeiro trabalho de Schumacher como realizador cinematográfico foi a comédia The Incredible Shrinking Woman (1981), onde a atriz Lily Tomlin desempenhou um triplo papel. O filme passou despercebido entre o público, mas recebeu elogios da crítica devido à sua direção artística. Seguiram-se St. Elmo’s Fire (1985), que projetou atores como Demi Moore, Rob Lowe e Andie MacDowell, The Lost Boys (Os Rapazes da Noite, 1987) e Cousins (Entre Primos, 1989), a primeira incursão do realizador no campo da comédia romântica. A década de 90 possibilitou a Schumacher a expressão de um cinema mais comercial. Esse trajeto iniciou-se com Flatliners (Linha Mortal, 1990), um drama sobrenatural sobre um conjunto de estudantes de Medicina que desenvolvem um processo arriscado de estudo da vida para além da morte. O filme, protagonizado por Julia Roberts e Kiefer Sutherland, foi um êxito. O realizador trabalhou novamente com Roberts no filme romântico Dying Young (A Escolha do Amor, 1991), onde encarnou uma enfermeira que aceita cuidar de um jovem (Campbell Scott) prestes a morrer de leucemia, acabando por apaixonar-se. Falling Down (Um Dia de Raiva, 1993) marcou uma abrupta rutura com a filmografia anterior de Schumacher. Violenta crítica à sociedade urbana, Michael Douglas desempenhou o papel de um executivo de Los Angeles que sucumbe psicologicamente ao stress profissional e a um casamento falhado, iniciando um percurso de violência gratuita. O seu projeto seguinte foi mais convencional: a adaptação do romance de John Grisham The Client (O Cliente, 1994), que valeu pelo excelente trabalho dos atores Tommy Lee Jones e, especialmente, de Susan Sarandon, nomeada para o Óscar de Melhor Atriz. Schumacher, devido à sua fama de não ultrapassar o orçamento das rodagens, foi a primeira escolha da Warner para substituiram Tim Burton na realização do terceiro filme da saga do homem-morcego: Batman Forever (Batman Para Sempre, 1995). A vivacidade e dinamismo do filme substituiu a visão gótica que Burton impôs nos filmes anteriores. Já o quarto filme Batman and Robin (Batman e Robin, 1997) desapontou o público pela inconsistência narrativa e pela falta de carisma de George Clooney, na composição do herói. Pelo meio, o realizador assinou um drama racial: A Time To Kill (Tempo de Matar, 1996), sobre um homem negro (Samuel L. Jackson) que é levado a tribunal por ter assassinado os violadores da sua filha. Assinou ainda Bad Company (Más Companhias, 2002), uma comédia policial com Anthony Hopkins e Chris Rock, Phone Booth (Cabine Telefónica, 2003), um thriller protagonizado por Colin Farrell, e The Phantom of the Opera (O Fantasma da Ópera, 2004), uma adaptação cinematográfica da obra homónima de Andrew Lloyd Webber, na qual participam Gerard Butler, Minnie Driver e Patrick Wilson, entre outros atores.

Elenco: Gerard Butler …. Fantasma Emmy Rossum …. Christine Daaé Patrick Wilson …. Visconde Raoul de Chagny Miranda Richardson …. Madame Giry Minnie Driver …. Carlotta Ciarán Hinds …. Firmin Simon Callow …. Andre Victor McGuire …. Piangi Jennifer Ellison …. Meg Giry Murray Melvin …. Reyer Kevin McNally …. Buquet James Fleet …. Lefevre Halcro Johnston …. Passirino Chris Overton …. Fantasma – jovem Jesika Cannon …. Christine – jovem Annabel Porter …. Meg – jovem Laura Lounsom …. Madame Giry – jovem Max Thomas …. Raoul – jovem

OBSERVAÇÕES:
– A adaptação de O Fantasma da Ópera para o cinema inicialmente seria feita em 1990, com Michael Crawford e Sarah Brightman como protagonistas. Entretanto o divórcio entre Sarah e Andrew Lloyd Webber, que ocorreu neste mesmo ano, fez com que o filme fosse adiado.
– Shekhar Kapur esteve cotado para dirigir O Fantasma da Ópera.
– Apesar de vários diretores terem sido cotados para dirigir O Fantasma da Ópera após seu adiamento em 1990, Joel Schumacher era a escolha preferencial de Andrew Lloyd Webber. O motivo da escolha foi Os Garotos Perdidos (1987), com o qual Webber ficou impressionado com a forma com a qual Schumacher lidou com a música do filme.
– Antonio Banderas e John Travolta estiveram cotados para interpretar o Fantasma.
– A atriz Keira Knightley chegou a fazer testes para interpretar a personagem Christine. Outras atrizes consideradas para o papel foram Anne Hathaway e Charlotte Church.
– Katie Holmes chegou a ser contratada para interpretar Christine mas foi recusada pelo diretor Joel Schumacher, que a considerava muito velha para o papel.
– Andrew Lloyd Webber deixou para Joel Schumacher a escolha do elenco do filme. Sua única exigência era que os próprios atores cantassem suas canções na história.
– Emmy Rossum tinha apenas 16 anos na época das filmagens, a mesma idade que possuía sua personagem Christine na história.
– Gerard Butler e Emmy Rossum jamais haviam visto uma encenação de “O Fantasma da Ópera” antes de suas contratações para o filme.
– Eram necessárias 9 horas para que a caracterização de Gerard Butler como o Fantasma estivesse concluída.
– Andrew Lloyd Webber compôs 15 minutos de novas músicas para o filme.
– Na cena do incêndio as chamas exibidas em cena eram reais. Como Joel Schumacher queria realismo, os sets do teatro foram realmente queimados para a realização desta cena.
– Foram contratados para o filme os mesmos escultores que prepararam os sets da versão teatral de “O Fantasma da Ópera” exibida em Londres, na Inglaterra.
– A dublagem para o espanhol foi feita pela equipe que encena “O Fantasma da Ópera” em Madri, na Espanha.
– O Fantasma fala apenas 14 de suas linhas e canta o restante.
– O roteiro foi escrito no sul da França em 1989 por Joel Schumacher e Andrew Lloyd Webber.
– Na capa do filme, o fantasma aparece com a mascara no lado esquerdo do rosto, enquanto no filme a mascara é no lado direito

A Musica
The Phantom of the ópera é a música mais gravada de todos os tempos:
CHRISTINE: In sleep he sang to me In dreams he came That voice which calls to me And speaks my name And do I dream again? For now I find The Phantom of the Opera is there Inside my mind!
FANTASMA: Sing once again with me Our strange duet My power over you Grows stronger yet And though you turn from me To glance behind The Phantom of the Opera is there Inside your mind!
CHRISTINE: Those who have seen your face Draw back in fear I am the mask you wear…
FANTASMA: It’s me they hear!
AMBOS: Your/My spirit and your/my voice In one combined The Phantom of the Opera is there Inside your mind!
O Fantasma diz “Sing my angel of music, sing my angel, sing for me, sing my angel, sing for me!” enquanto Christine vocaliza em Lá. Após o segundo “Sing for me”, o Lá é emitido em sustenido.

Comentário crítico de Clério José Borges – Filme assistido em 06/03/2012:
A versão de 2004 dirigida por Joel Schumacher e estrelada por Gerard Butler, Emmy Rossum e Patrick Wilson, conta a história sobre a obsessão de um homem, de espírito atormentado, pela corista Christine. Ela o conhece como “anjo da música”. E ele utiliza disso para tê-la por perto e fazê-la alcançar seu potencial na música. Só que o amor entre ela e um visconde despertam a ira do fantasma. Os planos e tomadas do Diretor são o forte do filme. O ritmo ágil e os dez minutos iniciais mostram a competência da Direção. Em 1990 o filme estava prestes a entrar em produção, quando Webber se divorciou de Sarah Brightman, que seria a protagonista do filme. Anos depois após o mesmo injetar dinheiro do próprio bolso na produção, que finalmente o filme saiu do forno. Webber confiou a direção a Joel Schumacher, com quem já havia contatado há anos. O nome de Shekhar Kapur, o indiano que fez Elizabeth, chegou até a ser cogitado, mas Schumacher permaneceu no cargo, já que tinha inteira confiança de Webber. O problema então passou a ser a seleção do elenco, a cargo do diretor. Foram selecionados então jovens atores em ascensão em Hollywood que tinham o dom do canto. Analisando o filme observa-se que os três protagonistas, Fantasma, Christine e Raoul se mostram apáticos em seus papéis. O papel do recluso e atormentado “fantasma”, atormentado por uma obsessão por uma jovem e talentosa corista no século XIX, ficou com Gerard Butler. Outros nomes mais famosos, como Antonio Banderas, chegaram a ser cotados para o papel, mas Butler (Drácula 2000 e Lara Croft Tomb Raider 2: A Origem da Vida) foi o privilegiado e ficou com o papel. Ele realmente possui um sorriso atraente e olhos enigmáticos, essenciais para o personagem, mas está completamente descontrolado. Está exagerado e caricato. O roteiro não é lá grande coisa. O pai da órfão aparece enterrado num mausoléu central, o que é estranho para uma família pobre. O filme tem um figurino perfeito. A transição entre passado e presente, através do uso de imagens preto e brancas e coloridas, é ótima. Vale destacar a cena em que Raoul e Christine cantam no telhado do teatro, onde a direção se faz presente e observa-se a competência do Diretor, embora os atores aparecem frios e sem encantamento. Merece também uma atenção especial a última cena dos três: Fantasma, Christine e Raoul. Os cenários (indicados ao Oscar), são excessivamente exagerados, quase como alegorias carnavalescas. É de se admirar a excepcional fotografia de John Mathieson, também indicada ao Oscar. O filme possui várias canções clássicas e a “Learn to be Lonely”, foi indicada ao Oscar, mas aparece somente na subida dos créditos finais.




OSCAR
Prêmio máximo do cinema mundial da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Los Angeles.Todos os anos a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Los Angeles entrega prêmios na área de cinema, em diversas categorias. A estatueta (de 35 cm de altura, composta de estanho folheado a ouro 14 kilates) é entregue para: melhor filme, melhor ator, melhor atriz, direção, roteiro adaptado, documentário, efeitos especiais entre outros. É o prêmio mais cobiçado pelos profissionais que atuam no mundo do cinema, sendo sua apresentação vista por milhões de telespectadores em todo mundo.

Oscar ou Academy Awards, no original em inglês é um prêmio entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada em Los Angeles, Califórnia, em 11 de maio de 1927. São entregues anualmente pela Academia, em reconhecimento à excelência de profissionais da indústria cinematográfica, como diretores, atores e roteiristas. A cerimônia formal na qual os prêmios são entregues, é uma das mais importantes do mundo. É também a mais antiga cerimônia de premiação na mídia e muitas outras, como o Grammy, Emmy e Globo de Ouro, foram inspiradas no Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi concebida por Louis B. Mayer, um dos fundadores da Metro-Goldwyn-Mayer. A 1ª Entrega dos Prêmio da Academia aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt em Hollywood, para honrar as realizações cinematográficas mais prominentes de 1927 e 1928. A cerimônia foi apresentada pelo ator Douglas Fairbanks e pelo diretor William C. DeMille.Conheça abaixo a relação dos filmes que já ganharam o prêmio2017 Confira os vencedores do Oscar 2017:
MELHOR FILME
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion – Uma Jornada para Casa””
“Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor
“Um Limite Entre Nós”
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Manchester à Beira-Mar”

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, por “Elle”
Ruth Negga, por “Loving”
Natalie Portman, por “Jackie”
Emma Stone, por “La La Land – Cantando Estações” – vencedor
Meryl Streep, por “Florence: Quem é Essa Mulher?”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis, por “Um Limite Entre Nós” – vencedor
Naomie Harris, por “Moonlight: Sob a Luz do Luar”
Nicole Kidman, por “Lion – Uma Jornada para Casa””
Octavia Spencer, por “Estrelas Além do Tempo”
Michelle Williams, por “Manchester à Beira-Mar”

MELHOR ATOR
Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar” – vencedor
Andrew Garfield, por “Até o Último Homem”
Ryan Gosling, por “La La Land – Cantando Estações”
Viggo Mortensen, por “Capitão Fantástico”
Denzel Washington, por “Um Limite Entre Nós”

ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali, por “Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor
Jeff Bridges, por “A Qualquer Custo”
Lucas Hedges, por “Manchester à Beira-Mar”
Dev Patel, por “Lion – Uma Jornada para Casa””
Michael Shannon, por “Animais Noturnos”

DIREÇÃO
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Manchester à Beira-Mar”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”

MELHOR ANIMAÇÃO
“Kubo e As Cordas Mágicas”
“Moana”
“Minha Vida de Abobrinha”
“A Tartaruga Vermelha”
“Zootopia: Essa Cidade é o Bicho” – vencedor

ROTEIRO ORIGINAL
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“O Lagosta”
“Manchester à Beira-Mar” – vencedor
“20th Century Women”

ROTEIRO ADAPTADO
“A Chegada”
“Um Limite Entre Nós”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor

FILME ESTRANGEIRO
“Um Homem Chamado Ove” (Suécia)
“Terra de Minas” (Dinamarca)
“Tanna” (Austrália)
“O Apartamento” (Irã) – vencedor
“Toni Erdmann” (Alemanha)

DOCUMENTÁRIO
“Fogo no Mar”
“Eu Não Sou Seu Negro”
“Life, Animated”
“O.J.: Made in America” – vencedor
“A 13ª Emenda”

TRILHA SONORA
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Lion – Uma Jornada Para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Passageiros”

CANÇÃO ORIGINAL
“Audition”, de “La La Land – Cantando Estações”
“Can’t Stop the Feelings”, de “Trolls”
“City of Stars”, de “La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“The Empty Chair”, de “Jim: The James Foley Story”
“How Far I’ll Go”, de “Moana”

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Ennemis Intérieurs”, de Sélim Azzazi
“La Femme et le TGV”, de Timo von Gunten
“Silent Nights”, de Aske Bang
“Sing (Mindenki)”, de Kristof Deák – vencedor
“Timecode”, de Juanjo Giménez

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM
“Extremis”, de Dan Krauss
“4.1 Miles”, de Daphne Matziaraki
“Joe’s Violin”, de Kahane Cooperman e Raphaela Neihausen
“Watani: My Homeland”, de Marcel Mettelsiefen e Stephen Ellis
“The White Helmets”, de Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara – vencedor

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
“Pearl”
“Piper: Descobrindo o Mundo” – vencedor
“Blind Vaysha”
“Pear Cider and Cigarettes”
“Borrowed Time”

FOTOGRAFIA
“A Chegada”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Lion”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Silêncio”

EFEITOS VISUAIS
“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”
“Doutor Estranho”
“Mogli: O Menino Lobo” – vencedor
“Kubo e as Cordas Mágicas”
“Rogue One: Uma História Star Wars”

EDIÇÃO DE SOM
“A Chegada” – vencedor
“Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”
“Até o Último Homem”
“La La Land – Cantando Estações”
“Sully – O Herói do Rio Hudson”

MIXAGEM DE SOM
“A Chegada”
“Até o Último Homem” – vencedor
“La La Land – Cantando Estações”
“Rogue One: Uma História Star Wars”
“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”

MAQUIAGEM E CABELO
“Um Homem Chamado Ove”
“Star Trek: Sem Fronteiras”
“Esquadrão Suicida” – vencedor

FIGURINO
“Aliados”
“Animais Fantásticos e onde Habitam” – vencedor
“Florence: Quem é Essa Mulher?”
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
“A Chegada”
“Animais Fantásticos e onde Habitam”
“Ave, César!”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Passeiros”

MONTAGEM
“A Chegada”
“Até o Último Homem” – vencedor
“A Qualquer Custo”
“La La Land- Cantando Estação”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”

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Conheça abaixo a relação dos filmes que já ganharam o prêmio Ano  Nome do Filme no Brasil                         Nome do Filme Original 
2017 “Moonlight: Sob a Luz do Luar”                    Moonlight
2016 Spotlight: Segredos Revelados                    Spotlight
2015 Birdman                                                     Birdman
2014 12  anos de escravidão                               12 Years a Slave
2013 Argo                                                           Argo
2012 O Artista                                                    The Artist
2011 O Discurso do Rei                                      The King’s Speech
2010 Guerra ao terror                                         The Hurt Locker                
2009 Quem quer ser um milionário?                   Slumdog Millionaire                
2008 Onde os fracos não tem vez                       No Country For Old Men
2007 Os infiltrados                                              The Departed
2006 Crash – no limite                                        Crash
2005 Menina de ouro                                          Million Dollar Baby
2004 O Senhor dos Anéis: o retorno do rei         The Lord of the Rings: The Return of the King
2003 Chicago                                                      Chicago
2002 Uma mente brilhante                                  A Beautiful Mind
2001 Gladiador                                                   Gladiator
2000 Beleza americana                                       American Beauty
1999 Shakespeare apaixonado                            Shakespeare in Love
1998 Titanic                                                        Titanic
1997 O paciente inglês                                        The English Patient
1996 Coração valente                                         Braveheart
1995 Forrest Gump                                             Forrest Gump
1994 A lista de Schindler                                     Schindler’s List
1993 Os imperdoáveis                                        Unforgiven
1992 O silêncio do inocentes                              The Silence of the Lambs
1991 Dança com lobos                                        Dances with Wolves
1990 Conduzindo Miss Daisy                               Driving Miss Daisy
1989 Rain Man                                                    Rain Man
1988 O último imperador                                    The Last Emperor
1987 Platoon                                                       Platoon
1986 Entre dois amores                                       Out of Africa
1985 Amadeus                                                    Amadeus
1984 Laços de ternura                                        Terms of Endearment

1983 Gandhi                                                       
Gandhi
1982 Carruagens de fogo                                   Chariots of Fire
1981 Gente como a gente                                  Ordinary People
1980 Kramer vs. Kramer                                    Kramer vs. Kramer
1979 O franco-atirador                                       The Deer Hunter
1978 Noivo neurótico, noiva nervosa                 Annie Hall
1977 Rocky, um lutador                                     Rocky
1976 Um estranho no ninho                               One Flew Over the Cuckoo’s Nest
1975 O poderoso chefão II                                The Godfather II
1974 Golpe de mestre                                        The Sting
1973 O poderoso chefão                                    The Godfather
1972 Operação França                                       The French Connection
1971 Patton — rebelde ou herói?                       Patton
1970 Perdidos na noite                                       Midnight Cowboy
1969 Oliver!                                                       Oliver!
1968 No calor da noite                                       In the Heat of the Night
1967 O homem que não vendeu sua alma         A Man for All Seasons
1966 A noviça rebelde                                       The Sound of Music
1965 My Fair Lady                                            My Fair Lady
1964 Tom Jones                                                Tom Jones
1963 Lawrence da Arábia                                   Lawrence of Arabia
1962 Amor sublime amor                                  West Side Story
1961 Se meu apartamento falasse                     The Apartment
1960 Ben Hur                                                    Ben-Hur
1959 Gigi                                                           Gigi
1958 A ponte do Rio Kwai                                 The Bridge on the River Kwai
1957 A volta ao mundo em 80 dias                   Around the World in Eighty Days
1956 Marty                                                        Marty
1955 Sindicato de ladrões                                  On the Waterfront
1954 A um passo da eternidade                         From Here to Eternity
1953 O maior espetáculo da Terra                     The Greatest Show on Earth
1952 Sinfonia de Paris                                       An American in Paris
1951 A malvada                                                 All About Eve
1950 A grande ilusão                                         All the King’s Men
1949 Hamlet                                                      Hamlet
1948 A luz é para todos                                     Gentlemen’s Agreement
1947 Os melhores anos de nossas vidas             The Best Years of Our Lives
1946 Farrapo humano                                        The Lost Weekend
1945 O bom pastor                                            Going My Way
1944 Casablanca                                               Casablanca
1943 A rosa da esperança                                 Mrs. Miniver
1942 Como era verde o meu vale                      How Green Was My Valley
1941 Rebecca – A mulher inesquecível                Rebecca
1940 … E o vento levou                                     Gone With the Wind
1939 Do mundo nada se leva                             You Can’t Take It with You
1938 Émile Zola                                                The Life of Émile Zola
1937 O grande Ziegfeld                                     The Great Ziegfeld
1936 O grande motim                                        Mutiny on the Bounty
1935 Aconteceu naquela noite                           It Happened one Night
1934 Cavalgada                                                 Cavalcade
1933 Grande Hotel                                            Grand Hotel
1932 Cimarron                                                  Cimarron
1931 Sem novidades no front                            All Quiet on the Western Front
1930 Melodia na Broadway                               The Broadway Melody
1929 Asas                                                         Asas


CURIOSIDADES DO OSCAR

O Oscar é o mais conhecido e cobiçado prêmio do cinema hollywoodiano. Oferecido anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS) desde 1929, o prêmio foi uma idéia de Louis B. Mayer, chefe do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). No primeiro ano, os ganhadores do troféu iam para a noite de cerimônias já sabendo quem tinha ganhado em cada categoria. Depois, a Academia passou a liberar os vencedores para a imprensa, que poderia estampar suas manchetes na manhã seguinte. Mas tudo mudou depois que o Los Angeles Times publicou a lista antes da premiação, estragando as surpresas. E assim, desde 1941, os envelopes são abertos apenas na cerimônia de entrega dos prêmios. A votação é feita em dois turnos. No primeiro membros da Academia, pessoas ativas no processo de produção de cinema, votam dentro da sua área de atuação e têm direito a um voto também na categoria Melhor Filme. É daí que saem os indicados. Com a lista de candidatos em mãos, os jurados recebem cédulas de votação que vão decidir os ganhadores. Para ser elegível ao prêmio, o filme deve ter ao menos 40 minutos (exceto nas categorias de curtas-metragens), ser exibido em Los Angeles entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro e ter cópias em 35mm ou 70mm ou digitais de 24 ou 48 quadros por segundo.

A TRAPALHADA NO OSCAR – A GAFE DO ANO DE 2017

A categoria de Melhor Filme foi vencida por Moonlight – Sob a Luz do Luar, do diretor Barry Jenkins. Antes de o filme ser anunciado como o vencedor, porém, houve uma confusão: os apresentadores do prêmio, Warren Beatty e Faye Dunaway, tinham em mãos o envelope errado (relativo ao prêmio de Melhor Atriz, vencido por Emma Stone) e acabaram equivocadamente anunciando La La Land – Cantando Estações como o filme ganhador. Quando o erro foi percebido, um longo minuto depois, os próprios produtores de La La Land se adiantaram e convocaram ao palco a equipe vencedora de Moonlight. Foi o primeiro tropeço desse tipo em 89 anos da história do Oscar, e justamente na categoria mais importante da noite. No entanto, a gafe não tirou de La La Land o título de filme com mais estatuetas no Oscar 2017, com seis prêmios nas categorias Melhor Direção (Demian Chazelle), Melhor Atriz (Emma Stone), Fotografia, Canção Original (“City of Stars”), Design de Produção e Trilha Sonora. O prêmio de Melhor Ator ficou com Casey Affleck, de Manchester À Beira-Mar, enquanto Viola Davis (Um Limite Entre Nós) e Mahershala Ali (Moonlight) levaram os prêmios de Melhor Atriz e Ator Coadjuvante, respectivamente. Entre as participações dos filmes de cultura pop, a franquia Harry Potter conquistou seu primeiro Oscar com Animais Fantásticos e Onde Habitam, por Melhor Figurino, enquanto Esquadrão Suicida levou em Melhor Maquiagem e Penteado.

      1 – O maior número de pessoas citadas no agradecimento feito após ganharem a estatueta do Oscar ocorreu na cerimônia de 1947, quando Olivia de Havilland ganhou o seu prêmio como melhor atriz pelo desempenho no filme de 1946 Só resta uma lágrima, e agradeceu a 27 pessoas.
      2 – O valor de um Oscar pode ser faraônico. Num leilão em 1993, a estatueta ganha pela atriz inglesa Vivien Leigh em 1940, como melhor atriz pelo filme …E o vento levou, foi arrematada por 562 mil dólares.
      3 – Em toda a história da premiação, houve apenas dois empates: em 1933 Wallace Beery (The Champ) e Fredric March (O Médico e o Monstro) dividiram o prêmio de melhor ator. Em 1969 foi a vez de Barbra Streisand (Funny Girl) e Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) dividirem o de melhor atriz. Na época, era considerado empate um resultado que desse uma diferença de até três votos entre os mais votados. Hoje, o empate se tornou muito mais difícil porque o número de votos precisa ser rigorosamente igual.
      4 – Walt Disney tem o maior número de indicações ao Oscar de todos o tempos: 64.
      5 – A trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis é a única franquia a receber simultaneamente o prêmio Oscar de Melhores Efeitos Visuais.
      6 – Dois grandes atores já recusaram o prêmio desejado por tantos: George C. Scott e Marlon Brando. Scott, premiado por Patton, avisou antes que não aceitaria se ganhasse, porque não acreditava em competição entre atores. Ganhou assim mesmo e não aceitou receber. Brando, que já havia sido premiado em 1955 por Sindicato de Ladrões e aceitou, mandou uma índia de nome Sacheen Little Feather representá-lo na entrega dos prêmios de 1973, que lhe deu o segundo Oscar por The Godfather. Sacheen subiu ao palco na hora do anúncio da vitória de Brando – feito por Liv Ullman e pelo então novo 007, Roger Moore – recusou o prêmio em nome dele e enfureceu a platéia e o público televisivo, com um discurso escrito pelo ator contra a opressão sofrida pelo índio norte-americano. Tempos depois, descobriu-se que a “índia” era na verdade uma dançarina do Texas que acabou posando para a revista Playboy.
      7 – A mais jovem vencedora de um Oscar foi a pequena Tatum O’Neal, filha do ator Ryan O’Neal, que aos dez anos recebeu o premio como atriz coadjuvante no filme Lua de Papel, de 1974. A segunda mais jovem, a canadense Anna Paquin, só pôde assistir ao próprio filme cinco anos após sua produção. O filme O Piano, em que ela ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante, era proibido para menores de dezesseis anos e ela só tinha onze.
      8 – A atriz Meryl Streep (foto) é a recordista de indicações ao prêmio, com 17 no total, desde 1979. Venceu três vezes: como melhor atriz coadjuvante por Kramer versus Kramer, em 1980, como melhor atriz, por A Escolha de Sofia, em 1983, e por A Dama de Ferro, em 2012.
      9 – Ben-Hur, Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, são os filmes que mais conquistaram prêmios, 11 estatuetas cada um.
      10 – A trilogia O Senhor dos Anéis foi a franquia mais prestigiada pela Academia: foram 17 prêmios Oscar em 30 indicações.
      11 – Uma inserção de comercial de televisão de trinta segundos na rede de TV ABC, transmissora da festa, em rede nacional durante a entrega do Oscar, pode custar 220 mil dólares.
      12 – Tornam-se eleitores do Oscar todos aqueles profissionais de cinema que tenham ao menos sido indicados uma vez para alguns de seus prêmios. Entre os poucos brasileiros habilitados para votarem estão a atriz Fernanda Montenegro e os cineastas Walter Salles, Bruno Barreto e Fernando Meirelles.
      13 – O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei é o primeiro, e até hoje, o único filme de fantasia da história a receber um prêmio Oscar de Melhor Filme.
      14 – Na categoria de melhor “filme de língua estrangeira,” apenas um país latino-americano já conseguiu uma estatueta, por duas vezes: a Argentina, com A História Oficial, em 1986, e El secreto de sus ojos, em 2010. A Itália e a França dividem a liderança nesta categoria: doze vitórias cada.
      15 – A categoria “Melhor Filme de Língua Estrangeira” é freqüentemente referida por “Melhor Filme Estrangeiro” que é uma categoria inexistente. O Oscar de melhor filme de língua estrangeira não vai para o país da língua falada no filme, mas para o país da nacionalidade do diretor do filme—embora a Língua deste filme tenha que ser estrangeira ao Inglês. Aliás, até 1955 a Academia presenteava o Oscar só aos filmes de língua estrangeira que eram feitos nos EUA. Em resumo, não é o filme que precisa ser de direção estrangeira para este ganhar o prêmio, mas a Língua do filme é que tem que ser estrangeira para o filme concorrer ao prêmio e quem ganha o Oscar não é o país da nacionalidade da língua, nem aonde o filme é rodado, ou o país da nacionalidade da producão do filme, mas o diretor do filme.
      16 – Alguns dos maiores ícones da história do cinema jamais conseguiram ganhar um Oscar por um dos seus filmes. Os casos mais notáveis entre eles são os de Richard Burton, Stanley Kubrick, Alfred Hitchcock, Kirk Douglas que recebeu um Oscar honorável das mãos de seus filhos incluindo Michael Douglas em 1996 e até o gênio Charles Chaplin, que também ganhou um honorário em 1972, aos 82 anos de idade.
      17 – A pessoa mais jovem a ser indicada a um óscar dentre todas as categorias foi Justin Henry, indicado na categoria melhor ator coadjuvante aos 8 anos de idade.
      18 – Os únicos filmes vencedores do Oscar de melhor filme a levar apenas uma estatueta foram The Broadway Melody, Mutiny on the Bounty e Grand Hotel, sendo que este último não foi indicado a mais nenhuma categoria.
      19 – Em toda a história, apenas duas pessoas receberam um Oscar póstumo: Peter Finch, por Rede de Intrigas, em 1976, e Heath Ledger, por O Cavaleiro das Trevas, em 2009. Outros cinco atores falecidos receberam indicação: Spencer Tracy, Massimo Troisi, Ralph Richardson, Jeanne Eagels e James Dean.

1 thought on “CINEMA: HISTÓRIA RESUMIDA – CLÁSSICOS DO CINEMA. O “OSCAR” FILMES ESCOLHIDOS. Certos filmes não são para ser vistos apenas uma vez, mas sempre…

  1. Excelente postagem meu caro trovador Clério. Meus parabéns. Tenho um blog onde, entre outras coisas, comento também sobre cinema e, talvez, você vá gostar. Além dos comentários, alguns estão disponíveis para você assistir a eles online no canal do blog no Youtube. Já contam lá mais de 200 filmes, a maioria, clássicos. Visite.
    Ah, e tem um dos filmes lá, “O Fantasma da Ópera”, de 1925, que você pode ver a primeira versão do filme que você comentou lá em cima.
    http://verdadesdeumser.com.br

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