Neotrovismo. Congresso de Poetas Trovadores

TROVA É POESIA, OBRA DE ARTE, LITERATURA. Definição, Origem. UBT. CTC. ACLAPTCTC

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Poetas Trovadores da ACLAPTCTC.
Poetas Trovadores da ACLAPTCTC
Domitila Beltrame: Presidente Nacional da UBT – União Brasileira de Trovadores.

– HISTÓRIA – ORIGEM – FUNDAÇÃO – PRIMEIRAS ATIVIDADES –

1950 – ORIGEM DA TROVA NO BRASIL.

O Movimento dos modernos trovadores brasileiros (Trovismo, para uns; Movimento Trovadoresco, para outros) iniciou-se no Brasil, em 1950 quando o Cirurgião Dentista Gilson de Castro, conhecido por Luiz Otávio iniciou uma pesquisa para identificar quem fazia Trovas no Brasil. O resultado desta pesquisa foi publicado em um livro denominado “Meus Irmãos, os Trovadores”. Oito anos depois, em 1958, o Trovador, Rodolfo Coelho Cavalcante, de Salvador, Bahia funda a nível nacional, o Grêmio Brasileiro de Trovadores, GBT, com seções em várias cidades do Brasil, inclusive no Rio de Janeiro.

O GBT era abrangente admitindo Cordelistas, Cantadores e Repentistas. Luiz Otávio e seus companheiros do Sudeste e do Centro Oeste do Brasil tendiam a cultuar, aperfeiçoar e divulgar somente a Trova setessilábica, com ritmo, encantamento e beleza. Em seus improvisos, alguns Cordelistas e Repentistas faziam versos sem métrica e com palavras e frases regionais e, em alguns casos com erros gramaticais, o que deixavam estarrecidos os poetas do sudeste e centro-oeste, chegando alguns a denominarem erradamente, a genuína manifestação literária popular de subliteratura, de trabalho sem valor. Desta forma, objetivando cultuar a quadra metrificada, com ritmo e melodia, Luiz Otávio acaba fundando no Rio de Janeiro a UBT, União Brasileira de Trovadores no dia 10 de setembro de 1966. Seções e Delegacias Municipais da UBT são criadas em várias cidades do país e o movimento literário em torno da Trova no Brasil passa a ser denominado de Movimento Trovadoresco.

Luiz Otávio falece em 31 de janeiro de 1977 e no ano seguinte o historiador, Eno Teodoro Wanke lança no Rio de Janeiro, o livro “O Trovismo”, onde conta a história da Trova no Brasil, de 1950 a 1978. O movimento literário passa a receber a denominação de Trovismo. Em 1980, com a criação na Grande Vitória, no Espírito Santo, do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas, o movimento literário ganha um novo impulso, com a criação de Clubes e a realização de eventos, em várias partes do Brasil e o movimento literário passa a ser denominado de Neotrovismo.

Movimento Trovadoresco e/ou Trovismo e/ou Neotrovismo passa a ser então, a prática de poetas comprometidos com a produção do pequeno poema com sentido completo, de quatro versos, em redondilha maior (sete sílabas métricas), chamado trova.

DEFINIÇÃO DE TROVA: OBRA DE ARTE E LITERATURA.

Trova é um poema monostrófico (contém uma estrofe apenas) com quatro versos heptassílabos (redondilha maior), sem título, que se completa em seus quatro versos, ou seja, possui sentido completo. É um poema autônomo de quatro linhas. Em Poesia cada linha se chama verso. Cada verso para não ser chamado de verso de pé quebrado, deve estar em redondilha maior. Redondilha é o nome dado, a partir do século XVI, aos versos de cinco ou sete sílabas — a chamada medida velha. Aos de cinco sílabas dá-se o nome de redondilha menor e aos de sete sílabas, de redondilha maior. Quando chegou ao Brasil a Trova era chamada de Quadra, como é ainda chamada em Portugal. No Brasil a quadra foi batizada de Trova. Uma boa Trova deve ter simplicidade, harmonia e musicalidade, para a qual contribuem a melodia, o ritmo, a cadência métrica e a sonoridade das rimas. Não é rimando “poesia” com “melancia” que você será um Poeta e mesmo, um Trovador. É importante produzir a Trova como obra de arte, com encantamento, ritmo e beleza. Segundo Jorge Amado em entrevista a Jornalista Trovadora, Maria Tereza Cavalheiro, “a Trova é uma criação literária popular, que fala mais diretamente ao coração do povo. É através da Trova que o povo toma contato com a poesia e sente a sua força. Por isso mesmo, a Trova e o Trovador são imortais.”

1967 – UBT NO ESPÍRITO SANTO.

O Professor José Augusto de Carvalho era assíduo colaborador do Jornal “A Gazeta”, de Vitória. Luiz Otávio nomeara José Augusto, Delegado da UBT em Vitória, ES. De imediato, o professor marca a data de fundação da UBT de Vitória, para o dia 22 de abril de 1967, na sua própria residência. Entre os presentes, Carlos Dorsch, Osmar Silva e Miguel Depes Tallon. Zedânove Tavares Sucupira e Clério José Borges também ali comparecem quando a reunião já estava no seu final e o Prof. José Augusto de Carvalho foi logo anunciando: – Pelo conjunto de suas Trovas, você Zedânove foi eleito primeiro Presidente da UBT seção de Vitória.”

Assim de 1967 a 1968, Zedânove Tavares Sucupira presidiu a Seção de Vitória da União Brasileira de Trovadores, fato comunicado oficialmente a Luís Otávio no Rio de Janeiro e divulgado no Jornal oficial da entidade nacional. Várias reuniões são realizadas e a Trova começa a ser divulgada cada vez mais no Estado. Passados dois anos, uma nova Diretoria foi eleita para o biênio 1969-1970, presidida pelo advogado, Geraldo Nascimento, tendo Clério José Borges como Vice-Presidente de Administração. A posse foi no sábado, dia 29 de março de 1969, em solenidade realizada na sede da Academia de Letras “Humberto de Campos”, na rua 23 de maio, nº 87 – Prainha – Vila Velha.

No biênio 1971 – 1972, Clério José Borges de Sant’Anna é eleito terceiro Presidente da UBT. Como Vice fica Geraldo Nascimento. A terceira Diretoria da UBT tomou posse a 22 de abril de 1971 e, em maio lançava uma candidata, Maria Amália Gozze, ao Concurso de Miss Espírito Santo, de 1971. Os Concursos de Beleza de jovens garotas, denominadas Misses estavam em evidência na época e as disputas eram acirradas, com mais de três dezenas de candidatas. A UBT ganhou divulgação na imprensa e nos Ginásios onde a candidatava se apresentava.

Em 1972, com o apoio da Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Vila Velha, (Prefeito Max Freitas Mauro e Secretário Antônio Guimarães) é realizado a nível nacional o Primeiro Concurso de Trovas da UBT Vitória, com o tema Pelé. Foram recebidas mais de 500 Trovas, classificando-se em 1º Lugar a Trova do Trovador de Taubaté, São Paulo, Cesídio Ambrogi: Que o Brasil todo enalteça, / tanto a Ruy, como a Pelé. / Se um o honrou pela cabeça, / o outro o honrou usando o pé. Em abril de 1973 é eleita a quarta Diretoria da UBT, presidida pelo poeta, que residia no bairro da Glória, Vila Velha, Edson Faiolli. O entusiasmo vai fenecendo e por circunstâncias várias, a entidade torna-se inativa, deixando de existir nos anos seguintes.

1980: ORIGEM HISTÓRICA DO CLUBE DOS TROVADORES

Em 1980, Clério José Borges era estudante Universitário do Curso de Pedagogia na Universidade Federal do Estado do Espírito Santo – UFES. Coube-lhe fazer um trabalho sobre Trovadorismo Medieval. O Trabalho era em grupo, como tema, “A Educação Secular na Idade Média”, para a disciplina História da Educação I, tendo como Professora Regina da Silva Simões, Turma 01. Foi apresentado em Sala de Aula no dia 21 de maio de 1980 e participaram da equipe, os Universitários, Ana Maria Rocha, Cleuza Arlém, Clério José Borges de Sant Anna, Elisa Oliveira, Hilda Chagas, Jurandi Francisco de Souza, Maria Tereza Bragatto e Solange Maria Ribeiro.

Hilda falou sobre A Educação na Idade Média; Ana sobre A Nobreza e a Educação dos Cavaleiros, Clério, Os Trovadores e os Jogos Florais; Jurandir abordou o tema, Ressonância da Cavalaria; Cleuza falou sobre as Classes Trabalhadoras e o Nascimento das Escolas Municipais; Solange abordou o tema, Contraste com a Educação Rural e Elisa abordou o tema, As Classes Trabalhadoras e a Educação Gremial na Idade Média.

Para fazer seu trabalho e desenvolver o tema que lhe foi proposto sobre os Trovadores e os Jogos Florais, Clério recorreu a Biblioteca da Universidade do Espírito Santo e topou, por acaso, com o livro “O Trovismo”. Resolveu consultá-lo e observando que Eno Teodoro Wanke havia omitido as promoções da UBT de Vitória e Vila Velha, inclusive o Concurso de Trovas tema Pelé, realizados na década de 70, quando inclusive Clério foi Presidente da UBT de Vitória e Vila Velha, escreveu para o autor do livro ocasião em que lhe pergunta como fazer para renovar o Trovismo localmente. Eno Wanke desculpou-se da omissão, pois, em suas pesquisas, não tinha podido contar com os dados finais da UBT do Rio de Janeiro, já que a UBT o considerava, por motivos de ter se desentendido com Luiz Otávio, como persona non grata. Quanto à indagação de Clério, e tendo em mente o então Clube dos Trovadores do Vale do Paraíba, sob a presidência de Francisco Fortes, respondeu: “Funde um Clube!”.

Foi o que Clério fez, fundando a 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas (CTC). Para fundar a entidade, Clério não se fez de rogado. Convidou dois primos que apreciam poesias e entre um bate-papo e outro, fundou o CTC, organizando na hora um Estatuto e formando uma Diretoria. Clério Presidente; Luiz Carlos Braga Ribeiro como Secretário e José Borges Ribeiro Filho como Tesoureiro. Assim, o Clube dos Trovadores Capixabas, CTC foi fundado por Clério José Borges, Trovador Capixaba, com base numa ideia do escritor Eno Theodoro Wanke, a 1º de julho de 1980, na cidade de Vila Velha, estado do Espírito Santo.

De imediato Clério teve a feliz iniciativa de lançar um Concurso a nível Nacional lançando o Concurso com os temas, Vitória, Anchieta e Capixaba. O Concurso foi então divulgado em vários Jornais do Brasil e diversos Trovadores do Espírito Santo e do Brasil foram participando do Concurso e, se filiando ao Clube. Segundo Eno Teodoro Wanke em publicação sobre a fundação do CTC, parece, contudo, que o grande segredo do sucesso do CTC foi a constância. Clério mantinha uma constância, remetendo regulamento do Concurso para todos os endereços de Trovadores aos quais tinha acesso. Mandando Cartas e espalhando o nome do CTC no Brasil e Exterior.

Logo foi criado um Jornal Mimeografado denominado Beija Flor, divulgando Trovas e Trovadores do Espírito Santo e do Brasil. São feitos inicialmente trezentos exemplares, remetidos pelo Correios para trovadores, cujos endereços eram fornecidos por Eno Teodoro Wanke e recolhidos por Clério, de livros, principalmente os livros de Antologia feitos por Aparício Fernandes de Oliveira que sempre traziam uma bibliografia dos Trovadores, com endereço no final.

O imediato lançamento de um Concurso de Trovas a nível Nacional com os Temas Vitória, Anchieta, Capixaba, parece também ter sido a razão maior da divulgação e do sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas. Jornais no Brasil e Exterior divulgam o Concurso e o CTC e o resultado passa a ser o recebimento de inúmeras Trovas, mais de mil, e de autoria de centenas de Trovadores e várias cartas de Trovadores Brasileiros associando-se ao CTC. A solenidade de entrega de prêmios aos vencedores do Primeiro Concurso de Trovas da Cidade de Vitória em 1980 ocorreu no dia 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, Patrono dos Trovadores em solenidade no Teatro Carlos Gomes no Centro de Vitória com o Presidente da então Fundação Cultural do Espírito Santo, Professor Renato Pacheco.

PRIMEIRO CONCURSO DE TROVAS DA CIDADE DE VITÓRIA, ES

O primeiro Concurso de Trovas do CTC teve o seguinte resultado.

TEMA VITÓRIA: 1º Lugar: Carolina Ramos, Santos, SP. Sempre amiga e hospitaleira. / Se quem vem não quer deixar-te / Vitória tu vais inteira / No coração de quem parte. 2º Lugar: Aristheu Bulhões, Santos, SP. Pelo mar, sempre beijada, / Vitória, bela e feliz, / É linda jóia engastada / No mapa deste país. 3º Lugar: José Valeriano Rodrigues, Belo Horizonte, MG. Quando Vitória está calma, / É a noite é plena de lua, / A gente sente sua alma / Na alma da gente da rua.

TEMA ANCHIETA: 1º Lugar: Rangel Coelho, Rio de Janeiro. Anchieta, pelo que diz / Seu evangelho de luz, / Foi o Francisco de Assis / Das Terras de Santa Cruz. 2º Lugar: Aloísio Bezerra, Ceará. / Lá no céu muito chorou / Anchieta, e tem chorado, / Que o índio, a quem tanto amou, / No Brasil, só tem penado. 3º Lugar: Vicente Nolasco Costa, Vila Velha, ES. Vitória, dos meus encantos, / Coração do meu planeta, / Venero, dentre teus santos, / O grande santo Anchieta.

TEMA: CAPIXABA: 1º Lugar: Zé de Ávila, Barretos, São Paulo. Na casa de um Capixaba / Se a gente chega com pressa, / A pressa logo se acaba / Quando a conversa começa. 2º Lugar: João Figueiredo, Rio de Janeiro. Festa no Espírito Santo… / Quem for mineiro não vai… / – Você aí nesse canto… / – Eu sou Capixaba… uai. 3º Lugar: Izo Goldman, São Paulo. O Capixaba garante / Que sua terra é um encanto: / – “Espírito tem bastante… / O que falta mesmo é… Santo…” Após o Concurso, Clério recebe várias cartas de Trovadores Brasileiros associando-se ao CTC, tanto que em 1981, um ano após a sua fundação o CTC já possuía mais de 500 sócios no Espírito Santo e no Brasil. Entrevistas são concedidas para diversas emissoras de rádio e Televisão e o CTC amplia seus horizontes com mais adeptos e admiradores.

1980 – SEMINÁRIOS E CONGRESSOS DE POETAS TROVADORES

Clério José Borges foi fundador e Presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Poesia e da Trova. Fundado a 1º de julho de 1980, no Espírito Santo o CTC foi uma entidade cultural atuante, tendo realizado de 1981 ao ano 2000, um total de 20 Seminários Nacionais da Trova e, depois do ano 2000 até 2017, um total de 13 Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores reunindo Trovadores do Brasil, Portugal e Argentina.

No final de 2017, o CTC foi extinto sendo criada a ACLAPTCTC que realiza dois Congressos em 2018 e dois Congressos em 2019. Nenhum Congresso foi realizado em 2020 por causa da Pandemia do Corona Vírus e, 2021 mais dois Congressos são anunciados. Nestes 41 anos de atividades, a Diretoria do CTC, hoje, ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, ajudou e/ou organizou e/ou realizou Congressos, Encontros e Convenções de Trovadores em Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Timóteo, Acesita e Formiga, em Minas Gerais, Porto Velho em Rondônia, Recife e Olinda em Pernambuco, Bonsucesso e Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Trovadores do CTC saiam de Vitória em delegações e iam até as cidades, divulgando o Espírito Santo e a Trova.

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no sábado, dia 18 de novembro de 2017, por decisão do plenário, o CTC foi extinto e passou a ter uma nova denominação passando a ser a ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores. A alegação para a mudança foi que a palavra “Clube” dava uma conotação social e de lazer. Já “Academia de Letras e Artes” dava uma conotação, um sentido eminentemente Cultural, próprio daqueles que se propunham a divulgar a Trova como obra de arte, como Literatura.

Neotrovismo. Congresso de Poetas Trovadores
Neotrovismo. Congresso de Poetas Trovadores

2017 – PRIMEIRA DIRETORIA EXECUTIVA DA ACLAPTCTC

Na data de sua fundação, dia 18 de novembro de 2017, a ACLAPTCTC elegeu a sua Diretoria composta das seguintes Personalidades Culturais: Presidente da Diretoria Executiva: Clério José Borges de Sant Anna. Vice-Presidente da Diretoria Executiva: Kátia Maria Bobbio Lima. Secretário Geral da Diretoria Executiva: João Roberto Vasco Gonçalves. 1º Secretário da Diretoria Executiva: Soêmia Pimentel Cypreste. Tesoureiro Geral da Diretoria Executiva: Clérigthom Thomes Borges. Conselho Fiscal. Conselheiro Fiscal Titular Presidente: Edilson Celestino Ferreira. Conselheiro Fiscal Titular Vice-Presidente: Andréia da Silva Fraga; Conselheiro Fiscal Titular Secretário: Albércio Nunes Vieira Machado. Conselheiro Fiscal Suplente: Emílio Soares da Costa. Conforme o artigo 19 do Estatuto, o mandato da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal é de cinco anos, de 18 de novembro de 2017 a 18 de novembro de 2022, período em que atuarão administrativamente, sem Remuneração.

2018 – REGISTRO EM CARTÓRIO DA ACLAPTCTC

Após a fundação, providencia-se o Registro em Cartório como Personalidade Jurídica. Registro é realizado no Cartório do 1º Ofício da 2ª Zona da Serra, Pessoa Jurídica sob o N.º 17.779, em 11/05/2018 e N.º 7.300, em 25/05/2018. O número do CNPJ, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica da ACLAPTCTC é 30.725.599/0001-91. Endereço: Rua dos Pombos, 2 – 2º Andar, Bairro: Eurico Salles, Carapina, Serra, ES. CEP: 29160-280.  

DIA ESTADUAL DO POETA TROVADOR E DIA MUNICIPAL DA TROVA

O CTC considera o dia 4 de outubro como o dia da Trova. Em Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo e no município da Serra, o Dia 4 de Outubro é, por Lei aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores, o Dia Municipal da Trova. Em Vitória a Lei foi uma iniciativa da Vereadora professora Etta de Assis e na Serra foi uma iniciativa do então Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A UBT (União Brasileira de Trovadores), considera o dia de nascimento do Trovador Luiz Otávio, (Gilson de Castro), 18 de julho, como o Dia do Trovador. A data de fundação do CTC a 1º de julho é o Dia do Poeta Trovador no Município de Vila Velha, Lei N.º 5732 de 11 de abril de 2016, de autoria do Vereador Joel Rangel. Art. 1º Fica instituído no âmbito do Município de Vila Velha o “Dia do Poeta Trovador”, a ser comemorado anualmente no dia 01 de julho. Art. 2º O Dia do Poeta Trovador será comemorado com a realização de atividades dirigidas por membros do Clube dos Trovadores Capixabas que demonstrem a importância da cultura na construção da sociedade.

No Espírito Santo através de Lei Estadual de autoria do então Deputado Arabelo do Rosário, o Dia Estadual do Poeta Trovador é comemorado 8 de Junho de cada ano pela Resolução N.º 1.655, de 07 de junho de 1993. A data é uma homenagem a São José de Anchieta, considerado o primeiro Poeta Trovador do Brasil e, em terras Capixabas. No dia seguinte, em 9 de junho é celebrada a morte do jesuíta Anchieta que se tornou mártir e santo pela Igreja Católica.

SEMINÁRIOS E CONGRESSOS DE POETAS TROVADORES

Em 1981 Clério teve a ideia de comemorar o aniversário do CTC, anualmente com um Seminário da Trova, sendo realizados 20 Seminários até o ano Dois Mil quando os Seminários passaram a ser os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Para o primeiro aniversário do CTC, a 1º de julho de 1981 foram convidados diversos Trovadores do Brasil inteiro, inclusive J. G. de Araújo Jorge, então Deputado Federal em Brasília, que não pode comparecer, pois não gostava de viajar de avião. Compareceram de fora uma Delegação de Campos (Walter Siqueira, Alves Rangel e Constantino Gonçalves), J.  Silva (da UBT Nacional), Rodolfo Coelho Cavalcante, de Salvador e Eno Teodoro Wanke, que compareceu com a esposa Sra. Irma, à sessão de encerramento. Na ocasião, Wanke fez uma palestra onde, em certa frase, dizia estar a UBT “encastelada em sua Torre de Marfim”. O Sr. J. Silva reclamou e a discussão se acirrou, com intervenções de Andrade Sucupira e outros. O Seminário teve grande repercussão.

Rodolfo e o casal Wanke ficaram hospedados em casa da Trovadora Argentina Lopes Tristão e Eno aproveitou para gravar informações destinadas a completar a biografia de Rodolfo, que posteriormente lançaria num livro denominado “Vida e Luta do Trovador Rodolfo Coelho Cavalcante.” Rodolfo decidiu fundar o Clube Baiano de Trova, tão logo chegasse a Salvador, o que efetivamente fez. No ano seguinte, o CTC promoveu o Segundo Seminário e o comparecimento foi mais significativo ainda, com as seguintes Delegações: Recife: Valdeci Camelo, Presidente da UBT de Recife, Diva Veloso e J. Cabral Sobrinho, de Olinda. Salvador: Rodolfo Coelho Cavalcante e dois cordelistas; Niterói: o casal Torquata e Américo Lopes Fontoura, da UBT e da Academia Brasileira de Trova e Jandyra Mascarenhas, (da UBT do Rio). Ponta Grossa: Amália Max, Presidente da UBT local. Argentina: Jorge Piñero Marques. Rio de Janeiro: Eno Teodoro Wanke e esposa Irma. (Eno Teodoro Wanke jamais faltou a nenhum dos Seminários do CTC até o ano 1999. Em 2000 estava doente. Eno faleceu no dia 28 de maio de 2001 no Rio de Janeiro).

Os Seminários do Espírito Santo (sempre organizados por Clério José Borges), provocam no Movimento Trovista Nacional uma efervescência de tal ordem que no Terceiro, foi fundada a 2 de julho de 1983, uma Federação Brasileira de Entidades Trovistas, a FEBET presidida por Eno Teodoro Wanke. No Quarto Seminário, Eno Teodoro Wanke propôs que esta nova fase do Movimento, iniciado com a fundação do CTC em 1º de julho de 1980, passasse a ser denominado de “Neotrovismo”. Ou seja, era o mesmo Trovismo renovado por uma nova geração de Trovadores.

Os Seminários passaram a ser realizados anualmente, sempre em comemoração ao Aniversário do CTC, na primeira Semana de Julho. Até o Décimo foi realizado em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, na Grande Vitória. O Décimo Seminário foi realizado dentro do Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, o Palácio Anchieta, em Vitória, cedido pelo Governador Max Freitas Mauro, que estivera presente em 1981, no primeiro Aniversário do CTC comemorado em Vila Velha.

A partir do Décimo, os Seminários passaram a serem realizados nas cidades do interior do Estado do Espírito Santo. O Décimo Primeiro foi realizado na cidade de Ibiraçu. O Décimo Segundo em Afonso Cláudio. O Décimo Terceiro em Guarapari. O Décimo Quarto Seminário foi realizado em Linhares. O Décimo Quinto em Domingos Martins. O Décimo Sexto em Jacaraípe, Serra. O Décimo Sete em Conceição da Barra. O Décimo Oitavo em Linhares. O 19º em Anchieta e o 20º, novamente em Domingos Martins, ocasião em que os Seminários passaram a denominação de Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores realizados em várias cidades e sem uma regularidade definida. Um total de 18 Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores já foram realizados reunindo Trovadores do Brasil, Portugal e Argentina.

A Diretoria do CTC já organizou e realizou Congressos de Trovadores em várias cidades brasileiras. Clério José Borges além de já ter concedido entrevistas em programas de televisão no Rio de Janeiro e São Paulo (Programa SEM CENSURA, no Rio de Janeiro e na TV Bandeirante em São Paulo), já proferiu PALESTRAS sobre A TROVA e o NEOTROVISMO em Congressos e Encontros de Escritores e Poetas realizados em várias partes do Brasil. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no sábado, dia 18 de novembro de 2017 o CTC passou a ter uma nova denominação.

O CTC foi extinto surgindo então a ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Em 2016 o Congresso foi em Guarapari. Em 2017 em Castelo. Em 2018 em julho foi na Cidade de Iúna e novembro, na cidade de Santa Teresa. Em 2019 em julho o Congresso foi na Cidade de Anchieta e em novembro novamente na Cidade de Iúna. Em 2020 nenhum evento foi realizado por causa da Pandemia do vírus Chinês da Covid 19 e, em 2021, o XVIII Congresso foi programado para julho no balneário de Jacaraípe, Serra, ES e, em novembro na cidade de Colatina, no norte do Espírito Santo.

2 thoughts on “TROVA É POESIA, OBRA DE ARTE, LITERATURA. Definição, Origem. UBT. CTC. ACLAPTCTC

  1. Uma Obra Grandiosa, digna de um historiador da envergadura de Clério José Borges de San’anna, que na qualidade de testemunha ocular e partícipe da história contemporânea, documenta-a para ofertar a posteridade. Congratulações!

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