A palestra A ARTE DA TROVA foi proferida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges na Câmara Municipal da Cidade de Teixeira de Freitas, no Estado da Bahia, onde se realizava mais um evento cultural da Academia Teixeirense de Letras, no dia 15 de Agosto de 2019. Clério foi convidado a proferir palestra pelo então presidente da entidade Acadêmico Almir Zarfeg.

PALESTRA: A ARTE DA TROVA. Autor: Clério José Borges

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Clério José Borges na Câmara Municipal da Cidade de Teixeira de Freitas, no Estado da Bahia, onde se realizava mais um evento cultural da Academia Teixeirense de Letras, no dia 15 de Agosto de 2019. Clério foi convidado a proferir palestra pelo então presidente da entidade Acadêmico Almir Zarfeg.

A palestra A ARTE DA TROVA foi proferida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges na Câmara Municipal da Cidade de Teixeira de Freitas, no Estado da Bahia, onde se realizava mais um evento cultural da Academia Teixeirense de Letras, no dia 15 de Agosto de 2019. Clério foi convidado a proferir palestra pelo então presidente da entidade Acadêmico Almir Zarfeg.


Clério José Borges na Câmara Municipal da Cidade de Teixeira de Freitas, no Estado da Bahia, onde se realizava mais um evento cultural da Academia Teixeirense de Letras, no dia 15 de Agosto de 2019. Clério foi convidado a proferir palestra pelo então presidente da entidade Acadêmico Almir Zarfeg.

A ARTE DA TROVA

Autor: Clério José Borges

Trovador é uma palavra derivada do latim, acusativo singular de “trobaire” (poeta), do verbo trobar (inventar, achar). Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador, pois nem todos os Poetas sabem metrificar, fazer o verso medido. É como a classe médica. Há os Clínicos Gerais e os Cardiologistas. Todos são médicos, mas só alguns são Cardiologistas.
A trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: É o poema de quatro versos setessilábicos com rima e sentido completo. Mas, quando surgiu, não era assim. Seu aparecimento está intimamente ligado à poesia da Idade Média, onde a trova era sinônimo de poema e letra de música. A cultura trovadoresca refletia bem o panorama histórico desse período: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder espiritual do clero. Quanto à arquitetura, o estilo gótico é o que predominava. Na literatura, desenvolveu-se, no sul da França e em Portugal, um movimento poético chamado Trovadorismo. Os poemas produzidos nessa época eram feitos para serem cantados por poetas e músicos, e foram os primeiros a serem sistematicamente publicados.
Hoje, entretanto, a trova possui a sua conceituação própria, diferenciando-se da quadra e da poesia de cordel, da Trova Gauchesca, do Repente, bem como do poema musicado da Idade Média. Um movimento cultural em torno da trova surgiu no Brasil a partir de 1950 e chamou-se Trovismo. A palavra foi criada pelo poeta e político falecido J. G. de Araújo Jorge e pelo escritor e historiado, Eno Theodoro Wanke.
Em 1960, foram realizados os Primeiros Jogos Florais, com sucesso, e a fundação oficial da União Brasileira de Trovadores, juntamente com uma plêiade de idealistas do Rio de Janeiro.
O Dentista Gilson de Castro é considerado o maior divulgador da Trova nos anos 50 e 60. Usava o pseudônimo de Luiz Otávio. Era carioca, nascido em 18 de Julho de 1916 e deixou o seu nome inscrito nas páginas literárias desse país como o Príncipe dos Trovadores Brasileiros, pelo seu trabalho incessante e gigantesco em prol da causa da trova. No dia 31 de Janeiro de 1977, Luiz Otávio, alçou vôo para a eternidade.
Em 1980, ao criar o Clube dos Trovadores Capixabas, o poeta Clério José Borges fez despontar o Neotrovismo, que é a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil.

Trovismo: Movimento cultural em torno da Trova no Brasil, surgido a partir de 1950. A palavra foi criada pelo poeta e político falecido J. G. de Araújo Jorge. O escritor Eno Teodoro Wanke publica em 1978 o livro “O Trovismo”, onde conta a história do movimento de 1950 em diante.
Neotrovismo: É a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil. Surge em 1980, com a criação por Clério José Borges do Clube dos Trovadores Capixabas. Foram realizados 20 Seminários Nacionais da Trova no Espírito Santo e 5 Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. O Presidente Clério José Borges já foi convidado e proferiu palestras no Brasil e no Uruguai. Em 1987 concedeu inclusive entrevista em Rede Nacional, no programa “Sem Censura” da TV Educativa do Rio de Janeiro, ao lado do ator já falecido, Caíque Ferreira e do Cantor Antônio Maria.

DIFERENÇA DE TROVA E QUADRA
A Trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: É o poema de quatro versos setessilábicos com rima e sentido completo. Já Quadra é toda estrofe formada por quatro linhas de uma poesia.
Assim, não é verdade que Quadra e Trova sejam a mesma coisa e que a Trova evoca mais os Trovadores da Provença Medieval e que a Quadra seria uma forma de se fazer poesia mais moderna. A Quadra pode ser feita sem métrica e com versos brancos, sem rima. Aí então será só uma quadra sem ser a Trova que obrigatoriamente terá que ser metrificada.

TROVA É OBRA DE ARTE, É LITERATURA
Trova, nos dias atuais, é cultuada como Obra de Arte, como Literatura.
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as seguintes características:
1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada linha é denominada verso.
2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas. Cada verso deve ser setessilábico. As sílabas são contadas pelo som.
3- Ter sentido completo e independente. O autor da Trova deve colocar nos quatro versos toda a sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos, ou seja, linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas.
4- Ter rima. A rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem Trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB.

ESCRITOR JORGE AMADO E A TROVA
Segundo o escritor Jorge Amado:
“Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais”
Poeta para ser Poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso. Se não souber o que é escansão, ou seja, medir o verso, não é Poeta.

Trova é uma composição poética clássica de forma fixa, constante de quatro versos de sete sílabas poéticas, rigorosamente metrificados e rimados. Uma estrofe, qualquer que seja constante de quatro versos chama-se quadra (=quarteto). A trova, portanto, é uma quadra, mas nem toda quadra é uma trova. Isso por que, uma quadra para ser trova deve atender as exigências de ter sentido completo e independente, e de possuir as rimas assim esquematizadas: ABSB; ABBA; AABB; e ABCB. A trova mais cultivada é a elaborada com o esquema de rimas ABAB.

Clério José Borges na Câmara Municipal da Cidade de Teixeira de Freitas, no Estado da Bahia, onde se realizava mais um evento cultural da Academia Teixeirense de Letras, no dia 15 de Agosto de 2019. Clério foi convidado a proferir palestra pelo então presidente da entidade Acadêmico Almir Zarfeg.

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