Escritor Clério José Borges e o Instrumento de Percussão chamado Casaca da Cabeça Esculpida

POESIA: A PANDEMIA QUE AFUGENTA A LUZ E MATA AS ESTRELAS

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Autor: Clério José Borges.

Clério José Borges é autor da Poesia Pandemia que afugenta a luz e mata as estrelas.
Clério José Borges é autor da Poesia Pandemia que afugenta a luz e mata as estrelas.

Em tempos pandêmicos,
investi nas sensações
colhendo rosas pelos caminhos,
plantando sementes de poesias
construindo um terno sentimento
e, surpreendo-me tentando tocar estrelas.

Em tempos pandêmicos,
Expurguei os ressentimentos,
Dei adeus ao ontem que sempre teimava
em viver no meu interior.
Procurei desvendar os meandros na busca da felicidade,
meta impossível, pois por mais cruel que pareça
estes são os desígnios do Senhor
em propósitos de amor por todos nós.

Em tempos pandêmicos,
vivi momentos moldados em lágrimas
choradas em noites frias das mortes prematuras
pranteadas na dor da perda das pessoas amadas.
Vivi meus medos, mensurando o espaço e o cosmo.
Busquei ser luz nas trevas, de mãos cheias, nunca vazias.
Como lenitivo, procurei criar uma jornada espiritual
em harmonia com o Universo, ligados pelos bens supremos
em pleno exercício da razão.

Em tempos pandêmicos,
vivenciei braços trêmulos, amparado por um afetuoso abraço.
Na escarpa rude desta vida, presenciei alegrias e mágoas.
A solidariedade em ações de amor, pensando no bem-estar das pessoas.
Então, edifiquei em sonhos, uma lépida e agradável cantiga
enquanto me banhava pelo ouro do sol
e, recusei-me a ficar preso no porão da noite.
Sacrifiquei meus próprios desejos e interesses e parti para a luta.

Pandemia, tu em passos apressados
e de forma venal se agigantou
e embora aqui tenha se instalado,
chega em nossas vidas, afugentando os sonhos
promovendo o caos e a dor, fazendo a terra sangrar.
Monstro de andar perigoso aqui estou para enfrenta-lo.
Enfrento-te, ó algoz que afugenta a lua e mata estrelas,
Que causa pânico, tristeza e dor.

Com o meu verso, vou para a rua e, num grito libertador
Fico livre e nas asas da liberdade e me atrevo a construir poemas.
Frente a frente, em um passo não titubeante,
e acautelado do sorriso de uma criança
vou construindo uma bela oração.
Não me curvo em desvio covarde e, mais que de repente,
canto meu grito libertador: Sou imune a ti, algoz dos sonhos.

Fora tristeza pandêmica. Não me curvarei aos seus desmandos
O sofrimento não vem de Deus; Deus não o quer.
O que Ele quer é encontrar conosco, em misericórdia plena
Deus quer estar sempre presente em tudo o que a vida nos dá a suportar.
E, assim amparado em Deus, construo minha fortaleza contra o mal pandêmico
E, grito num só tom: Eu sou forte, sou bravo e sou de luta.
Eu sou Poeta.

SOBRE O AUTOR:
BIOGRAFIA RESUMIDA: O Escritor, Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Comendador Clério José Borges de Sant Anna, nasceu em 15 de setembro de 1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Fundou e preside desde 1º de julho de 1980 o Clube dos Trovadores Capixabas CTC, que no dia 18 de novembro de 2017 transformou-se na ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Foi fundador e primeiro Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra. É morador do Município da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 26 de dezembro de 1994. Em 1987 concedeu inclusive entrevista em Rede Nacional, no programa “Sem Censura” da TV Educativa do Rio de Janeiro. No dia 11 de dezembro de 2014, uma entrevista de Clério José Borges ao repórter Mário Bonella, sobre as ruínas da Igreja de São José do Queimado, palco de uma Revolta de Escravos em 1849 foi exibida para todo o Brasil e inclusive para o Exterior através da Rede Globo de Televisão. Pertence a Academia de Letras de Vila Velha, antiga Academia de Letras Humberto de Campos.
Clério José Borges pertence ainda a Academia das Artes, Cultura e Letras de Marataízes e do Estado do Espírito Santo (Academia Marataizense de Letras), da Cidade de Marataízes, no sul do Estado; Academia Mateense de Letras, AMALETRAS, da cidade de São Mateus; Academia Iunense de Letras, da cidade de Iúna, na região do Caparaó; Acadêmico Correspondente, Cadeira 202, da Academia de Letras de Cachoeiro de Itapemirim. É Associado do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e do Clube de Intelectuais Franceses. Pertence ainda ao Movimento Poético Nacional, MPN, com sede no Estado de São Paulo; Sociedade de Cultura Latina do Brasil, com sede em Mogi das Cruzes, SP; Casa do Poeta Brasileiro, Poebras, de Porto Alegre, RS; Academia Petropolitana de Letras, da Cidade de Petrópolis, (RJ); Academia Brasileira da Trova, com sede no Rio de Janeiro e Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR, bem como inúmeras outras entidades, Associações e Academias de Letras e Artes no Brasil e no Exterior.

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