Em 12 de março de 1979, Clério José ministrava aula de Organização e Métodos no Colégio Comercial Brasil, localizado no bairro de Cobilândia, Município de Vila Velha.

CLÉRIO, O PROFESSOR. Um pouco da Vida do Poeta Trovador e Escritor Capixaba Clério José Borges.

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Em 12 de março de 1979, Clério José ministrava aula de Organização e Métodos no Colégio Comercial Brasil, localizado no bairro de Cobilândia, Município de Vila Velha.
Em 12 de março de 1979, Clério José ministrava aula de Organização e Métodos no Colégio Comercial Brasil, localizado no bairro de Cobilândia, Município de Vila Velha.

A Vida de Clério José Borges – Memórias de um Poeta e Trovador Capixaba

Clério José Borges de Sant Anna, em sua vida ministrou aulas em vários Colégios dos Municípios da Grande Vitória
Clério José Borges de Sant Anna, em sua vida ministrou aulas em vários Colégios dos Municípios da Grande Vitória

CLÉRIO, O PROFESSOR.

Clério José Borges de Sant Anna, em sua vida ministrou aulas em vários Colégios dos Municípios da Grande Vitória, bem Cursos Informativos em diversos Municípios do Espírito Santo e alguns de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 12 de março de 1979, Clério José ministrava aula de Organização e Métodos no Colégio Comercial Brasil, localizado no bairro de Cobilândia, Município de Vila Velha. As aulas eram do Curso regular de 2º Grau. Nesse dia foi aplicado um teste com uma única pergunta: Diga o que você sabe sobre Organização e Métodos, principalmente sobre a importância desta matéria no Mundo atual. Responderam o teste, entre outros os alunos: Aloísio Sérgio Camilo; Edson Santana; José dos Santos Abreu; Nelson José dos Santos; Angela Maria Ferreira; Rosemery Scárdua; Jonas Hilário da Silva; Marcos Antônio Mariano; Miguel A. Ribon; Getúlio A Sobreira; José Anadir Scárdua; Rita de Cássia Lorencetti; Neusa Paiva; Gislene da Penha Aleixo; Ana Maria Pereira; Rosa Maria Rangel. A aluna Sirléia Cypriano, residente em Santa Mônica, respondeu o seguinte: “Toda empresa precisa de uma boa organização, principalmente quando se trata de uma empresa grande. Precisa colocar as coisas em seus devidos lugares para que mais tarde possa progredir e ter um bom lucro. Ex.: Se eu trabalho numa firma desorganizada eu não tenho condições nenhuma de ficar em ordem com o meu serviço e assim mais tarde darei prejuízo na firma. Tudo depende de Organização, principalmente no Mundo Atual.” Já aluna Márcia Pires Vereno, escreveu o seguinte em seu teste: “Organização é o ato de se por alguma coisa em ordem e isto se aplica as pessoas ou seres inanimados (Arquivos, Documentos, etc.). Método é a maneira pela qual se organiza as coisas. É a sequência ou ordem. O método divide-se em: Indutivo – Parte-se de uma idéia particular para uma idéia geral. Dedutivo – Parte-se de uma idéia geral para a particular. A importância desta matéria é que leva o aluno, o conhecimento de normas e métodos modernos de organização para futura aplicação em alguma empresa.” Ainda em 1979, Clério ministrava aulas de Organização e Técnicas Comerciais no Colégio Comercial Brasil de Cobilândia. Um dos testes ministrados para as turmas de 7ª e 8ª Séries, tinha duas perguntas: 1- Sabendo-se que comércio é a troca e venda de produtos, qual a importância do comércio na sua vida? 2- Com exemplos, explique o que você entende por Organização. Entre os que responderam ao teste estavam os alunos: Iduam José Medeiros; Adilson Lopes Bilse e Neemias Alves Rodrigues, que respondeu o seguinte: “O Comércio é a base fundamental para a nossa sobrevivência, pelo qual compramos, vendemos e trocamos algumas coisas por outras. Já Organização é a base para tudo. Devemos ter Organização em tudo na nossa vida, no trabalho, nos estudos, nas matérias, etc.” Os Cursos no Colégio Comercial Brasil eram noturnos e a maioria dos alunos, mesmo os de 7ª e 8ª Séries, possuíam mais de 15 anos de idade.

SÃO TORQUATO

No período de 19 de agosto a 16 de setembro de 1979, Clério promoveu um Curso Informativo de Recepcionista de Banco e Escritório na Escola de 1º Grau “Juiz Jairo de Mattos Pereira”. Ao final do Curso foi solicitado aos alunos que apresentassem um Relatório das aulas que haviam sido ministradas. Entre os que fizeram o Relatório estão os alunos: João Rodrigues do Rosário Filho; Ubirailton Barbosa; Edmilson Rodrigues; Manoel Galdino de Oliveira; Rosiane L. S.; Rosana Cristina Lírio França; Maria Iraildes Santos de Jesus; Claudete Coelho; Gilda Mendes Coelho; Isleuza Alves; Aliene Almeida Conceição; Aldinéia da Conceição Araújo; Rosângela Oliveira Loureiro; Vera Lúcia Lírio. Relatório apresentado pela aluna Rosângela Oliveira Loureiro: “Este Relatório é feito por solicitação do coordenador, Professor Clério José Borges de Sant’ Anna, do Curso de Recepcionista de Banco e Escritório, promoção da POP ART, realizado na Escola de 1º Grau “Juiz Jairo de Mattos”, em São Torquato, nos dias 19, 26, 02, 09 e 16. No 1º dia de aula foi ensinado sobre “Como Procurar Emprego”. Através de Jornal (Classificados), Agências de Emprego (Cuidado); Pistolão (Através de Amigos), etc. Para conseguirmos emprego devemos ter boa aparência; não usar roupas extravagantes para as mulheres evitarem as cantadas; Ter Curriculum Vitae: Não se candidatar para uma coisa que não saiba fazer. No 2º dia foi ensinado como fazer um Curriculum Vitae, que é composto de Pré-nome, nome, endereço, Data de Nascimento, Filiação, Documentos em Geral e Referências. Testes Psicológicos. O professor abordou os testes usados para apurar-se a capacidade dos que pretendem emprego. No 3º Domingo foi explicado sobre Relações Humanas, que é a técnica da convivência das pessoas. O Amor deve funcionar como meta fundamental da Vida Humana. Também foi explicado sobre o Código Penal Brasileiro e os Crimes de Sedução e Estupro. Na 4ª Aula foi explicado sobre Organograma e Fluxograma, sendo que o primeiro objetiva mostrar os cargos e funções de uma empresa em Ordem hierárquica. Já o Fluxograma mostra os movimentos e situações de uma empresa. A convite do professor Clério, compareceu a professora Ecenilda a qual falou sobre Maquiagem e Vestuário. Foram abordados os problemas que uma Recepcionista enfrenta ao lidar com as pessoas e como fazer para ser respeitada. Não adotar atitude de vedete; Não fumar; Não contar piadas, etc. No 5º Domingo, foi abordado o tema Documentação. Foi falado sobre a Carteira Profissional de Trabalho, o cheque, etc… e depois o Professor Clério fez uma recapitulação de toda a matéria dada nas aulas anteriores. Agora que chegamos ao fim do Curso eu já estou sentindo saudades deste grupo bacana de colegas. Passamos duas horas de bate-papo; de alegria; de comunicação. O professor Clério é um sujeito fora do sério, alegre e espontâneo. A minha opinião é que o professor Clério continue fazendo estas promoções, levando esclarecimento para aquelas pessoas que querem vencer na vida por que através de um curso deste, essa pessoa possa arranjar um emprego melhor. Já é o segundo curso que eu faço e tenho visto o resultado. Espero que da próxima vez o professor Clério ponha o curso de Arte Teatral e eu serei novamente sua aluna. Parabéns Professor Clério José Borges. Aluna Rosângela Oliveira Loureiro, Rua Nova nº 68 Fundos – São Torquato – Vila Velha – Espírito Santo.” O aluno Edmilson Rodrigues, em seu Relatório destaca: “Minha Opinião sobre o Curso é que eu achei muito bom por que algum dia eu poderei precisar desse Curso. Gostei também do Professor. Explicou as matérias muito bem e com boa vontade. Eu aprendi muitas coisas que eu não sabia. É estudando que se vive.” A aluna Gilda Mendes Coelho que na época residia em Jardim América, bairro próximo, localizado no Município de Cariacica, destaca em seu Relatório: “O Curso foi de bom proveito para mim, pois através dele fiquei conhecendo certos assuntos que desconhecia. O coordenador Professor Clério é um excelente professor. Através de suas palestras orientou e incentivou seus alunos para o bem de cada um e felicidades de todos.” Manoel Galdino de Oliveira escreve:

“Este Curso de recepcionista que me apareceu foi maravilhoso e o professor muito legal. Este Curso foi de bom aproveitamento e de boa coordenação do professor Clério José Borges de Sant’ Anna.”

Rosana Cristina Lírio França, de São Torquato, relata: “Aprendi muita coisa que não sabia. Achei legal. Interessante. Por exemplo eu aprendi como procurar emprego, como conseguir emprego. O que é Curriculum Vitae. Aprendi o que é Relações Humanas, Organograma, Fluxograma. Coisas que eu não sabia, eu aprendi. Foram muito boas as aulas.”

Vera Lúcia Lírio: “Eu, Vera, aprendi coisas muito boas com o professor e a professora. Gostei muito de ter estudado com este maravilhoso professor que é o Clério(…) Este Curso foi ótimo para mim pois conheci o professor Clério. Eu gostei quando a professora falou sobre Vestuário e Maquilagem.”

João Rodrigues do Rosário Filho, em seu Relatório, destaca um dos assuntos abordados no Curso. As sete frases básicas das Relações Humanas:

“Relações Humanas. As sete frases básicas das Relações Humanas:

1- As seis palavras mais importantes: Admito que o erro foi meu.

2- As cinco palavras mais importantes: Você fez um bom trabalho.

3- As quatro palavras mais importantes: Qual a sua opinião?

4- As três palavras mais importantes: Faça o Favor.

5- As duas palavras mais importantes: Muito Obrigado

6- A palavra mais importante: Nós.

7- A palavra menos importante: Eu.”

Em 04 de Outubro de 1979, Clério José Borges estava ministrando aulas no Instituto de Educação “Prof. Fernando Duarte Rabello”, na Praia de Santa Helena em Vitória – ES. As aulas eram de Administração para várias turmas de 2ª Série de 2º Grau. Alguns alunos: Léa Corrêa Moreira; Helder Tabosa Delfino e Anselmo Tabosa Delfino.

Em março de 1979, Clério José Borges estava ministrando aulas regulares de Técnicas Comerciais para algumas turmas da 8ª Série de 1º Grau, no bairro da Glória, no Município de Vila Velha, na Escola “Desembargador Ferreira Coelho”. Entre os alunos: Maristela Teixeira de Souza; Adalto Altoé; Antônio Carlos Barbosa; Elzira Galon; Maria dos Reis; Maria da Penha Douso; Maria Carmen Lóss; Tânia Lúcia A. Paes; Hilson Barbosa; Joubert José Martins; Lázaro Reis; Mailson Mariano; Walter Pereira de Biase; Roberto Carlos Mota de Oliveira; Santos Soares Gil; Josimar Rodrigues; Vicente de Paula Barbosa; Jorge Romildo Bastistini; Margareth Maria Bada; Madali Miriam Caiés.

Ainda em março de 1979, no período da tarde, Clério ministrava aulas na Escola de 1º Grau “Juiz Jairo Mattos Pereira”, localizada no bairro de São Torquato, no Município de Vila Velha. Alguns alunos da 7ª Série “A”, de 1º Grau, que responderam a um teste aplicado no dia 14 de março de 1979: Joilson dos Santos; Maria Antônia Santana; Luciana Mendes Timóteo; Maria Lúcia Perpétuo; Sônia dos Santos; Vera Lúcia Ferreira Coelho; Maria José Gomes de Oliveira; Davi Suave Filho; Maracy Nolasco Nascimento; Cleusa Vieira; Guiomar Coimbra; Ivani Almeida Santana; Christina Lúcia N. Da Silva; Cledison Ressurreição; Dirlene dos Santos Jorge; Rosilane Caetano Rosa; Selma Aparecida Suave; Dorzilia Vaz de Moraes; Osmar Nolasco Nascimento; Aldair Gorlai; José Carlos de Araújo; Marina Silva Borges; Renato Bragança Domingos; Marilza Gomes; Jovacy Souza Sales; Tânia Aparecida dos Santos; Marta Janeth dos Santos; Marilene Pereira dos Santos; Clemilda Penha da Silva; Ivana Régia; Maria da Penha Batista; Edineuza Maria Bada; Nivam Pereira dos Santos; Heloisa Maria da Penha; Elizabeth de Oliveira; Zélia Maria Rossi; Linéia dos Santos.

A aluna Selma Aparecida Suave definiu Técnicas Comerciais da seguinte maneira:

“É uma matéria destinada a levar o aluno ao conhecimento das atividades comerciais e de escritório. As técnicas Comerciais são importantes para aprendermos a trabalhar no escritório, no comércio. Ou seja, aprendermos todas as atividades de escritório e do comércio. Estudando as técnicas comerciais podemos dizer que estamos preparando o nosso futuro.”

COMERCIAL BRASIL

O Colégio Comercial “Brasil”, do bairro de Cobilândia, no Município de Vila Velha oferecia cursos de 1º Grau durante o dia e à noite, cursos de 7ª e 8ª Séries de 1º Grau e Cursos de Administração e Contabilidade. Clério foi convidado a ministrar aulas de Técnicas Comerciais e Organização e Métodos, ficando alguns meses como experiência até que foi contratado como Professor, com Carteira Profissional assinada.

No ano de 1977, Clério ministrou uma prova para os alunos do 2º Grau. O aluno nº 42 era Sérgio Dias. Outro aluno era Jorge Luiz.

Em Setembro 1979, Clério aplicou um teste, tendo participado os seguintes alunos: Yara Pacheco Pereira; Sérgio Luiz Côco; Jonas H. Da Silva; Aloyr Rogério Smiderli; Marco Antônio Mariano; Ivete Maria Gimenes; Maria Silvia Savergnini; Miguel Arcanjo; Gislene da Penha Aleixo; José Luiz Vighini; Maurício Edgar Martins; José de Freitas; Lúcia Rebeque Simor; Selmar Batista; Jocelino Moisés Campista; João Roberto Oliveira; Adomar Luiz Maier; Izaías Marcos Corrêa; José Pereira; Octacílio Ferreira Filho.

O aluno Adwalter Cinelli, do 2º Contador, do Colégio Comercial Brasil, de Cobilândia, no teste de Organização e Técnica Comercial escreve:

“A importância da Organização está em tudo aquilo que você vai fazer na sua vida. Senão souber organizar, você ficará perdido. Seja organizado e tenha o orgulho de ser chamado de caprichoso.”

Meu Clério barrigudinho

Você é muito elegante

Também bastante fofinho

Você é muito importante.

Em 26 de fevereiro de 1980 assinei carta comunicando que por motivos particulares de minha livre e espontânea vontade deixava de prestar serviços como Professor no Colégio Comercial Brasil. O documento foi registrado no Ministério do Trabalho em 11 de março de 1980. É que morando em Eurico Salles, no Município da Serra, Clério precisava todos os dias atravessar a cidade de Vitória para chegar em Cobilândia, Vila Velha. Um esforço muito grande.

Em 14 de março de 1989, Clério Borges encontrava-se no I Encontro Nacional da Trova de Porto Velho, Rondônia, que foi realizado no Auditório do Palácio Presidente Vargas, sede do Governo do Estado de Rondônia.

Clério assumiu o cargo de escrivão de Polícia a 28 de maio de 1975. Em 28 de maio de 1985 completava Dez anos e em requerimento data de 16 de outubro de 1985, requeria Gratificação adicional por Tempo de serviço, de acordo com o artigo 94 da Lei 3. 400, de 14 de janeiro de 1981.

Em 16 de Abril de 1979, Clério estava saindo da Delegacia de Vila Velha e indo para a Delegacia de Delitos de Tráfego.

Em 30 de Outubro de 1979, Clério estava na Delegacia de Polícia de Jucutuquara, tendo como Delegado, Domingos Sacramento. Em 3 de Dezembro de 1979, Clério continuava em Jucutuquara.

Em 16 de maio de 1980, Clério viajava a serviço para a cidade de Linhares, com o Delegado de Segurança Pessoal, Luiz Fernando Faustini. Pela viagem de três dias recebeu a quantia de Um Mil e Quinhentos Cruzeiros como pagamento de três diárias.

Nos dias 14 de junho e 16 de agosto de 1980, Clério participa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil. Em requerimento de 11 de junho de 1980 solicita seja consignado em Ficha Funcional.

OS N.º 062/80, de 09 de setembro de 1980, Clério era localizado na DP de Jardim América.

Em 29 de Janeiro de 1981, Clério pela OS N.º 007/81 era transferido de Jardim América para a DP da Serra.

Pela Ordem de Serviço de 10 de março de 1981, assinada pelo Superintendente de Polícia Judiciária, Bel. Nilson Neves, Comissário de Polícia, Clério é transferido da DP de Jacaraípe para a DP de São Sebastião.

Matéria do Jornal A Gazeta, sem data, provavelmente o ano é 1981, publica foto do Delegado de Polícia de São Sebastião, Edno Neves e do Escrivão Clério Borges. O Secretário de Segurança era José Parente Frota e o Subdelegado de Carapina, Aroldo Cordeiro.

OS N.º 135/81 de 19 de agosto de 1981 localiza Clério na DP de São Sebastião.

Pelo OS N.º 030/82, de 10 de fevereiro de 1982, Clério é localizado na DP de Jacaraípe.

Pelo Of. N.º 518/82, datada de 29 de novembro de 1982, da Delegacia de Polícia de São Sebastião, Clério comunica que reassumiu as funções de Escrivão de Polícia a partir de 17 de novembro, após Licença para Campanha Eleitoral.

No Jornal Correio Popular, publicado na semana de 25 de novembro a 01 de Dezembro de 1983 é publicada uma reportagem com o título: “Delegado atua sem condições de trabalho”, onde aborda que “mesmo enfrentando dificuldades, a começar pelas condições humanas e materiais, o titular da Delegacia do Centro da Capital, Bacharel José Duarte Martins, está superando as adversidades e vem realizando trabalho dos mais elogiável (…) contando com a dedicação e o apoio dos seus comandados, entre estes está o professor Clério José Borges de Sant’Anna.”

Em Fevereiro de 1983, o Jornal Correio Popular publica na seção “Correio do Leitor”, carta datada de 1º de Fevereiro de 1983, OF. N.º 095/83, do Delegado Especializado em Crimes Contra a Administração Pública e Economia Popular, Bel. José Duarte Martins, solicitando que o Jornal oriente as pessoas que estiverem comprando carnes deterioradas a procurarem a Delegacia para registrarem queixa. No final consta: Clério – Escrivão.

Em 20 de maio de 1983 pela CI N.º 59/83, Clério é localizado na Delegacia do Centro de Vitória.

Outro escrivão que trabalhava na Delegacia era o escrivão José Roberto também citado na reportagem. Em 24 de agosto de 1983, Clério estava ainda na Delegacia do Centro de Vitória.

O Jornal A Gazeta, de 29 de janeiro de 1983, publica reportagem com o título: “Apreendidos 50 quilos de chocolate estragado”, constando da matéria o seguinte: “Cinquenta quilos de chocolate deteriorado foram apreendidos ontem à tarde, no Mercado de Chocolate, na avenida Princesa Isabel em Vitória, e levados para exames laboratoriais na Secretaria de Saúde. A Apreensão foi realizada por dois fiscais da Secretaria de Saúde e por policiais da Delegacia de Crimes contra a Economia Popular, comandados pelo Comissário José Duarte Martins, o proprietário poderá ser enquadrado no artigo 272 do Código Penal Brasileiro. A queixa crime foi apresentada pela advogada Lindinalva Marques da Silva que comprou duas caixas do chocolate Nhá Benta, da marca Kopeinhagem e constatou que a mercadoria estava com visíveis vestígios de mofo. As caixas estavam com a data limite para a comercialização vencida desde 22 de novembro do ano passado. A Apreensão foi realizada pelos fiscais César Pitanga e Augusto, da Secretaria de Saúde e os Policiais Clério José Borges, José Boldrine e Ideilson de Jesus.”

CI N.º 517/84, datada de 12 de setembro de 1984: “Comunico a V. Sa. atualmente lotado na Polinter, que a partir da data do recebimento desta, passará a prestar serviços na Delegacia de Polícia da Serra.”

No dia 22 de novembro de 1984, Clério entrou de Licença por Dez dias.

Em 4 de Dezembro de 1984, Clério Borges é transferido da Delegacia de Polícia da Serra para a Delegacia de Jacaraípe, pela CI N.º 620/84, de 30 de novembro de 1984, assinado pelo Superintendente Geral de Polícia, Elias Faissal.

Em 2 de Janeiro de 1985, Clério trabalhava na Delegacia de Jacaraípe, 21º DP, com o Delegado Bel. Victório Monteiro Gasparini.

CI N.º 366/85, de 05 de junho de 1985, assinada pelo Chefe da Polícia Civil, Elias Faissal, transferência de Jacaraípe para São Sebastião. Ciente em 10/06/85.

Em 29 de abril de 1986, Clério encaminha ofício ao Chefe de Polícia Civil comunicando ter assumido a função gratificada de Chefe de Seção de Pessoal, FG 1, da Casa de Detenção, SPJ, Polícia Civil, conforme Portaria N.º 180 P, de 28 de abril de 1986, publicada no Diário Oficial de hoje, dia 29 de abril. A chefia foi a primeira função gratificada de Clério na Polícia Civil, 11 anos após ter começado a trabalhar na Polícia. A indicação para o cargo foi do amigo, saudoso Delegado, Gercino Cláudio Soares.

No dia 1 de abril de 1991, por estarem os Peritos da Polícia Civil do Espírito Santo em greve, Clério foi solicitado a funcionar como perito Ad Hoc. Eis o que consta do documento: “Ao primeiro dia do mês de abril do ano de mil novecentos e noventa e um e no Cartório da Delegacia de Crimes Contra a Vida onde presente se achava o Bel. Gercino Cláudio Soares, Delegado de Polícia, pelo mesmo foi solicitado que, em vista da necessidade de serem desenterrados dois corpos em Itanhenga Dois, colocados em cova rasa e por estarem os peritos Oficiais da Polícia em greve, seriam nomeados dois peritos ad hoc, tendo se apresentado para realizarem os trabalhos periciais as pessoas de Clério José Borges de Sant’Anna, Brasileiro, Casado e com a função de Escrivão de Polícia e o Investigador Acírio Porfírio, Brasileiro, Casado, ambos sendo encontrados na av. Nossa Sra. Da Penha, 2. 290 – Bairro Bomba – Vitória – ES. Sabendo ler e escrever. Tendo os peritos Ad Hoc aceitado a incumbência, comprometendo-se a bem e fielmente realizarem os trabalhos periciais, sem dolo e sem malícia. Dada e passada nesta cidade de Vitória, ao 1º dia de Abril de 1991. Seguem as assinaturas dos dois peritos.

CURSO COMPORTAMENTO HUMANO NA ORGANIZAÇÃO POLICIAL

O Jornal A Gazeta de 8 de março de 1989 publica reportagem com o título “Vitor propõe Conselho”, sobre reunião do então prefeito de Vitória, Vitor Buaiz, com os membros do Conselho Estadual de Cultura. Na foto da reunião, aparece Clério Borges numa cadeira central e atrás na parede a bandeira do PT, partido do então Prefeito que depois seria Governador do Estado.

IGREJA SÃO JOÃO BATISTA DE CARAPINA

No dia 16 de fevereiro de 1990, no horário de 15h30m reunia-se a Comissão sob a presidência do Conselheiro Clério José Borges de Sant’Anna visando a restauração da Igreja São João Batista de Carapina. A reunião foi realizada na Sala do Conselho Estadual de Cultura em Vitória, no Edifício Vitória Park, 1º Andar, no Centro de Vitória. Presentes conforme Ata da reunião: Valdir Castiglione; Antonino do Carmo Filho; Paula Alves; Jardel Borges Ferreira; Delson Pereira; Rosalda de Oliveira Cardoso; Márcia Lamas, vereadora da Serra; Raimundo Camacho Lobão; Maria Angela Rodrigues; Antonio Rodrigues Sobrinho e o Vereador da Serra, Nildo Engenhardt. Outra reunião foi marcada para o dia 23/03/90, 6ª feira, às 14 horas, no Colégio Américo Guimarães Costa, situado a Rua Constante Neri, ao lado do Campo do Brasil, em Carapina.

Dias 11 e 12 de novembro de 1989 esteve na cidade de Campos, Rio de Janeiro, o Conselheiro Clério José Borges que proferiu palestras com os temas: “Criação dos Conselhos Municipais de Cultura” e “Dez Anos de Neotrovismo – Movimento moderno dos Trovadores Brasileiros.” O evento foi comemorativo ao centenário da Proclamação da República e realizado no Auditório do palácio da Cultura de Campos. Clério foi representando o Conselho estadual de Cultura do ES e viajou em veículo oficial da Secretaria de Estado da Educação e Cultura. Em 13 de Novembro de 1989, pelo Of. Circular N.º 58/89, o então Presidente do CEC/ES, Marien Calixte, endereçou agradecimentos a diversas autoridades pelo apoio recebido por Clério em Campos Rio de Janeiro.

Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 1989, Clério estava em Petrópolis, no I Encontro Nacional de Trovadores de Petrópolis. A palestra foi no dia 28 às 14 horas, sobre “A Trova no Espírito Santo.”

CEC

Através do OF. N.º 003/89, datada de 12 de Janeiro de 1989, assinado pelo Presidente do Conselho Estadual de Cultura e Secretário de Estado da Educação e Cultura do Estado do Espírito Santo, Dr. José Eugênio Vieira, Clério recebe a comunicação de que foi nomeado membro do CEC-ES, conforme Decreto N.º 08-P, de 04 de Janeiro de 1989, publicado no Diário Oficial de 05 de Janeiro de 1989. Assinatura do termo de Posse foi realizada no dia 20 de janeiro, sexta feira, às 9 horas, no Salão Nobre do Palácio Anchieta, em Vitória. A primeira reunião plenária foi realizada no dia 24 de janeiro, às 15 horas, na Secretaria de Educação e Cultura, na Praia de Suá em Vitória. Na eleição que ocorreu, Marien Calixte foi eleito Presidente e Clério José Borges ficou em segundo lugar com dois votos. Um foi meu. O Outro desconfio ter sido do Dr. José Eugênio Vieira com quem Clério nos últimos meses mantinha contato quando solicitava liberação de cotas de xerox para a divulgação do CTC.

Em reunião plenária do Conselho Estadual de Cultura de 23 de janeiro de 1990 foram eleitos e empossados os novos membros que dirigirão o Colegiado em 1990:

Presidente: Sebastião Ribeiro Filho, Conselheiro Titular da área de Patrimônio Natural

Vice-Presidente: Clério José Borges de Sant’Anna, Conselheiro Titular da Área de Literatura.

Secretária do Plenário: Suzana Villaça, Conselheira Titular da Área de Artes Plásticas.

PALESTRAS

25/10/ 99 – Palestra de Clério José Borges, no Projeto intitulado “Viagem Pelo Conhecimento” da Escola de 1º Grau Prof. Luiz Baptista de Jardim Tropical, Serra – ES. Convite da pedagoga, Therezinha Alves Pereira.

Palestra: Literatura Popular, Lendas e Folclore da Serra/ES. Palestrante Clério José Borges / Sala de Vídeo do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Escola Técnica Federal). Dia 23 de Agosto de 1999

Exército.

Janeiro de 1970.

 Web site: Clério Borges concedendo entrevista na TV Vitória. Autor: Clério José Borges

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CURRICULUM CULTURAL E ARTÍSTICO

1950 – O Historiador, Poeta, Escritor, Trovador, Comendador e Acadêmico Clério José Borges de Sant Anna nasceu no dia 15 de setembro de 1950, no bairro de Aribiri, no Município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Filho do Estivador Manoel Cândido de Sant Anna e da Costureira Lyra Borges de Sant Anna. Ainda bebê, perde o pai vítima de infarto fulminante ocorrido pela madrugada e, é criado pela mãe viúva, sem qualquer orientação paterna.

Com cinco anos, acompanhando sua mãe, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde a mãe passa a costurar em casa de famílias. Os primeiros estudos foram no Rio de Janeiro, num Jardim de Infância localizado em Niterói próximo à casa de parentes onde passaram a residir durante um período de dois anos. A mãe, Dona Lyra, que possuía Curso de Corte e Costura e Bordado, patrocinado pela Empresa Singer. (Isaac Singer obteve a patente da primeira máquina de costura em 1851 e, em 1955, era inaugurada a primeira fábrica de Máquinas de Costuras Singer, em Campinas, pelo então Presidente da República Dr. João Café Filho), saía de Niterói de manhã cedo, atravessava de lancha a baía de Guanabara para trabalhar como Costureira, retornando à noite.

Em 1957 voltam para o bairro de Aribiri em Vila Velha, na Rua São José, hoje denominada rua Ramiro Leal Reis, ao lado do Campo de Futebol dos Santos Futebol Clube. A mãe Lyra Borges de Sant Anna, passa a trabalhar como costureira diarista em casa de Família em Vitória. Na época entre os anos de 1950 a 1960, as famílias mais abastadas (ricas) contratavam costureiras, que diariamente de segunda a sexta feira, confeccionavam as roupas dos integrantes da referida família. As lojas de venda de roupas prontas eram raridades e as peças de roupas prontas eram caras, sendo mais viável manter de segunda a sexta uma costureira para a confecção de roupas sob medida.

Como costureira Lyra Borges de Sant Anna trabalhou durante vários anos na casa da família do político Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, homem sensível, político inteligente, que chegou a ser Governador e Senador da República, o que a levou a conseguir com relativa facilidade, uma Bolsa de Estudos para que Clério José Borges estudasse numa das melhores Escolas de Ensino da época, o Colégio Nossa Senhora da Penha, dos Irmãos Maristas, em Vila Velha, ES.

Carlos Fernando Monteiro Lindenberg foi governador do Espírito Santo por dois mandatos (1947 – 1951 e 1959 – 1963), senador da República e um empresário capixaba no ramo da comunicação. Nascido em 1899, em Cachoeiro do Itapemirim, formou-se aos 22 anos de idade em Direito. Marcado por ser uma figura influente na vida pública e política do Estado, deixou um legado também na mídia da região, por ser um dos primeiros donos do jornal A Gazeta, jornal que vigora até hoje e faz parte do conglomerado conhecido como Rede Gazeta de Comunicações.

Residindo ao lado do Campo dos Santos, Clério começa a assistir na década de 60, aos jogos do Campeonato Capixaba de Futebol, do qual participavam as equipes do Rio Branco, Vitória e outros times. O Santos Futebol Clube fundado em 21 de julho de 1921 é conhecido como Santos de Aribiri, mas na verdade o Santos é de Paul. O apelido pegou, pois, o estádio em que mandava suas partidas era no Bairro Aribiri.

O time de Aribiri era o América Futebol Clube, este sim com sede no Bairro Aribiri, muitas vezes confundido com o América F.C de Vitória primeiro Campeão Capixaba de Futebol. O Santos disputou o estadual e a Taça Cidade de Vitória profissionalmente várias vezes, mas em 1963 na Taça Cidade de Vitória veio sua grande glória, o time conquistou o título desta competição, muito tradicional no Espírito Santo durante as décadas de 50 e 70. Uma curiosidade era que o time do Santos chegava de Bonde ao estádio, pois havia uma linha de bonde do bairro de Paul até o bairro de Aribiri.

As partidas de futebol eram transmitidas pelas emissoras de rádio e Clério José Borges sempre ficava próximo aos grandes locutores esportivos da época, um dos quais, Cesar Rizzo, que depois se transferiu para trabalhar nas emissoras de rádio de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O comentarista era Antônio de Oliveira Neves, conhecido como Carlota.

Natural de Vitória-ES, Cezar Rizzo iniciou a sua trajetória na Rádio Capixaba, em 1959. Em seus quase 60 anos de carreira como locutor, trabalhou nas seguintes rádios brasileiras: Vitória (ES), Espirito Santo (ES), Itatiaia (MG), Guarani (MG), Tupi (RJ), Poti (RN), Sociedade da Bahia (BA), Vera Cruz (BA), América (RJ), Tupi (SP), Globo (RJ), Jornal do Brasil (RJ), Nacional (RJ), Tropical (RJ), Tamoio (RJ), Brasil (RJ) e Manchete (RJ). Marcante locutor do rádio esportivo brasileiro, Cezar Rizzo morreu no dia 21 de janeiro de 2018, aos 82 anos, em Niterói (RJ), após longa luta contra um câncer no fígado. Em sua carreira, Cezar Rizzo cobriu quatro Copas do Mundo (1982, 1986, 1994 e 1998), uma Olimpíada (Moscou, 1980) e 50 Grandes Prêmios de Fórmula 1.

RÁDIO ESPÍRITO SANTO – HORA DO ÂNGELUS

1960 – Ainda em Aribiri ouvia na Rádio Espírito Santo (PRI-9), o programa “A hora do Ângelus”, de Solon Borges Marques. Todos os dias, às seis horas da tarde, Vitória e Vila Velha paravam e a sintonia de todos os rádios era a mesma. Com o programa Hora do Ângelus, Solon Borges, grande locutor da PRI-9, fazia um belo momento de oração com os capixabas. Todas as pessoas paravam para se benzer e para ouvir a Ave Maria. O programa realizava também, mensalmente, um Concurso com várias perguntas e a pessoa tinha um prazo até o fim do programa para responder e, a cada resposta certa acumulava pontos. No final do mês vencia quem tinha mais pontos. Havia uma corrida de cavalos e cada ouvinte telefonava e apostava em um dos cavalos divulgados no programa. E, a cada vitória do cavalo escolhido, o ouvinte acumulava pontos.

Vitorino Rauta tinha um Bar do tipo Mercearia perto da Estação de bonde e lá estava o único telefone público do bairro de Aribiri entre os anos de 1960 a 1964. Clério ouvia as perguntas e corria para o Bar de onde comprava uma ficha telefônica e ligava para a Emissora respondendo às perguntas e, ia acumulando seus pontos. Acabou vencendo um Concurso, recebendo como prêmio uma coleção com 12 livros da Literatura Brasileira e Mundial, entre os quais Iracema de José de Alencar, O Alienista de Machado de Assis e, A Letra Escarlate, livro de Nathaniel Hawthorne.

Iracema é um livro escrito de forma poética. Originalmente é Iracema – Lenda do Ceará. É um romance da literatura romântica brasileira publicado em 1865 e escrito por José de Alencar, fazendo parte da trilogia indianista do autor. Os outros dois romances pertencentes à trilogia são O Guarani e Ubirajara. A “virgem dos lábios de mel” tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças.

Já “A Letra Escarlate” foi publicado nos Estados Unidos em 1850. O livro conta a vida numa rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra “A” de adúltera, bordada em seu peito.

O Alienista é uma célebre obra literária do escritor brasileiro Machado de Assis. O livro conta a história do Dr. Bacamarte. Um alienista (a designação de psiquiatra na época) convencido de que a infertilidade de sua esposa está diretamente atrelada às condições físicas e mentais do cônjuge. Para provar sua teoria, o alienista cria a Casa Verde, um local para realizar estudos inéditos sobre a mente humana, mas acaba se perdendo na sua própria loucura. Solta todos os internos e conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto de sua vida. A leitura de tais obras, verdadeiros clássicos, leva o jovem Clério a um contato maior com a boa literatura e desperta o interesse pela Poesia e pelo romance.

BONDES ELÉTRICOS DE ARIBIRI

1961 – Para estudar no Colégio Marista em Vila Velha, Clério usava como transporte o Bonde Elétrico da linha Paul a Vila Velha, único meio de transporte rápido e prático da época.

Aribiri é um termo indígena que significa o mesmo que Arabiri, Areberi, ou seja, diminutivo de Árabe, barata pequena, baratinha ou barata d´água. Baratinhas que são encontradas nas pedras que ficam próximas ao mar. O rio Arabiri, depois conhecido como Aribiri deu origem ao nome do bairro.

A região já foi um quilombo de escravos e em 1910 foi transformado em povoado, tendo conhecido o progresso a partir da instalação do bonde em 1912, com a inauguração de uma linha de trem que ligava o centro de Vila Velha até o bairro de Paul, sendo a mais rápida via de acesso para quem queria chegar a Vitória. Duas linhas de bonde foram criadas. Uma denominada Paul/Aribiri e outra Vila Velha/Aribiri. Aribiri era justamente a metade do caminho entre Paul até o centro de Vila Velha.

Em Aribiri ficava a “convertidora”, como era conhecida a Oficina de conserto de bondes que havia na parte detrás da Estação de embarque e desembarque de Passageiros. Para se chegar até Vitória, Capital do Estado, ia-se de bonde até Paul e ali de lancha ou bote chegava-se em Vitória, Capital do Estado. Os bondes estimularam a criação de lanchas que ligavam Paul a Vitória pelo canal da baía de Vitória. As lanchas concorriam com os botes dos catraeiros que faziam a travessia da baía.

ESTRADA RODOVIÁRIA ACABA COM OS BONDES

1961 – Uma estrada foi construída durante o governo de Jones dos Santos Neves com pista simples, sem acostamento e com cerca de 10 quilômetros, ligando Vitória ao centro de Vila Velha. Foi inaugurada a 8 de setembro de 1951, mesma época do 4º Centenário de Vitória. O nome da importante avenida de Vila Velha é em homenagem ao ex governador e ex Senador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg.

Dez anos após a construção, em 1961, a rodovia recebeu duplicação, passando a ter nove metros de pista em cada lado e com um sistema de drenagem na época criterioso, considerando ser uma região plana e baixa. Além disso, o transporte coletivo de bondes era um marco na vida da população vilavelhense. E, isso mudou com a inauguração da Rodovia Carlos Lindenberg, já que possibilitou a preferência aos ônibus, uma efetiva alternativa urbana de mobilidade causada pela rodovia.

Essa rodovia sempre teve como função servir de alicerce de sustentação para o sistema viário do município, ou seja, permitir acesso a diversos bairros das regiões continental, central e litorânea de Vila Velha. Depois de asfaltada a rodovia passou a ser o elo de ligação mais rápido que o bonde, fazendo com que os bondes deixassem de circular por volta de 1975/1976.

COPA DO MUNDO DE PELÉ

1958 – 1970. Copa do Mundo de Futebol. Numa destas idas para o Colégio recorda-se que estava dentro do Bonde, quando um Jogador da Seleção Brasileira de Futebol fez um Gol jogando contra o País de Gales na Copa do Mundo de 1958. O Bonde passava numa curva no bairro da Glória, próximo a Fábrica de Chocolates Garoto e o autor do Gol era um Garoto, de 17 anos, chamado Pelé, que depois receberia o título de Rei do Futebol e “Atleta do Século”.

Era o dia 19 de junho de 1958 e o Brasil naquele dia venceu a Seleção de Futebol de País de Gales por 1 a 0. O País de Gales é uma das quatro partes do Reino Unido, um país da Europa ocidental. As outras três partes que compõem o Reino Unido são a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda do Norte. O povo do País de Gales é o galês, e sua língua específica tem o mesmo nome. Na língua galesa, o nome do País de Gales é Cymru. Sua capital é Cardiff.

A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 10 de junho até 29 de junho de 1958. O evento foi sediado na Suécia. O Brasil venceu a partida contra o País de Gales (1 a 0). Destaque para Pelé com o único gol da partida. O mundo realmente conheceu Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Nas Quartas de finais, o Brasil enfrentou a forte defesa do País de Gales. Nesta partida Pelé brilhou. Ele aplicou um drible curtíssimo em seu marcador (“chapéu”) e girou de primeira para marcar o único gol do jogo.

A partida final foi disputada entre Brasil e Suécia e o Brasil venceu por 5 a 2 e sagrou-se pela primeira vez Campeão do Mundo. A Federação Internacional de Futebol e Associações, mais conhecida pelo acrônimo FIFA, é uma organização sem fins lucrativos internacional que dirige as associações de futsal, futebol de areia ou futebol de praia e futebol, o esporte coletivo mais popular do mundo. Filiada ao Comitê Olímpico Internacional, a FIFA foi fundada em Paris em 21 de maio de 1904 e tem sua sede em Zurique, na Suíça.

Na Copa do Mundo de 1970, o Brasil se sagrou Tricampeão Mundial. A Copa do Mundo de Futebol é uma competição internacional que ocorre a cada quatro anos, com exceção de 1942 e 1946, quando não foi realizado por causa da Segunda Guerra Mundial. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado). O antigo nome da taça faz referência a Jules Rimet. A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção saiu vencedora.

O Brasil, a única seleção a ter jogado em todas as competições, é o maior campeão com cinco títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. Em 2020, a seleção brasileira, a Itália e a Alemanha são os países que mais conquistaram a Copa do Mundo de Futebol.

Apesar de já terem sido disputadas 20 Copas do Mundo, apenas oito países de dois continentes tiveram o privilégio de levantar a taça da competição. Em primeiro lugar na lista está o Brasil, com 5 vitórias, que é o único a ter disputado todas edições do torneio. Na cola do Brasil está a Itália e Alemanha, campeãs quatro vezes, seguida de França, Argentina e Uruguai, duas; e Inglaterra e Espanha, que ganharam uma copa cada.

COLÉGIO DOS IRMÃOS MARISTAS DE VILA VELHA

CLÉRIO DESTACA-SE COMO REDATOR CHEFE “O PIONEIRO”

1961 – Estudou o Curso Primário, Ginasial e Curso Científico, no Colégio dos Irmãos Maristas, de formação religiosa Católica. O atual ensino fundamental era denominado de primário e ginásio. Já o atual ensino médio era chamado de científico e posteriormente foi denominado de 2º grau. Clério estudou de 1961 a 1967. Os alunos estudavam Latim e, nas aulas de Religião era obrigatório decorar o Evangelho do Domingo.

Clério José Borges teve como professores, os Irmãos Xisto Iturmende (de origem espanhola); Irmão Pedro Valejo Garrido; Irmão Evaldo Gabriel (Gentil Paganotto); Irmão Claudino (Joseph Claudieni); Irmão Estevão João (Jair Ferreira de Souza); Irmão João Gerlin; Irmão Crispim Edgard (Helvídio Loss). Entre os professores, alguns não eram da Congregação Marista: Artelírio Bolsanello; professora Liese Santos; professor Rômulo Lopes de Faria e professor Clóvis Abreu, pai do Acadêmico e historiador de Vila Velha, Roberto Brochado Abreu.

Em determinada época, um dos professores foi o Audifax de Almeida Cavalcanti, que ministrava aulas de Inglês. Audifax depois foi um dos organizadores do Cursinho Vestibular, implantado no Colégio em 1967, quando era Diretor do Colégio o Irmão Evaldo Gabriel (Gentil Paganotto).

Os Irmãos Maristas são uma congregação religiosa fundada pelo Padre Marcelino Champagnat, na França. Os Maristas chegaram ao Brasil no dia 15 de outubro de 1897. O Ginásio Nossa Senhora da Penha, localizado na Avenida Champagnat, em Vila Velha, foi idealizado no mandato do Prefeito Domício Ferreira Mendes, quando foi articulada, pelos então vereadores Tuffy Nader e professor Ernani Souza, a vinda da Congregação dos Irmãos Maristas para Vila Velha, mediante a cessão do terreno para a construção do Ginásio.

Nas negociações da compra do terreno para a doação aos Irmãos Maristas, representados pela União Brasileira de Educação e Ensino, além da Prefeitura Municipal esteve envolvido o Governo do Estado, cujo Governador na época era Carlos Fernando Monteiro Lindenberg. O terreno denominado Sítio Batalha foi comprado de herdeiros por Trezentos mil cruzeiros (valor bastante expressivo para época) e o negócio foi efetivado sendo a Escritura Pública de Doação Condicional do terreno “Sítio Batalha” para a construção do Ginásio, lavrada no dia 13 de setembro de 1950, no Cartório Beraldo Madeira da Silva, 1º Ofício. Na época o Município de Vila Velha era oficialmente chamado de Município do Espírito Santo.

Inaugurado em 04 de março de 1954, o Colégio Marista começa suas atividades com 61 alunos, distribuídos entre Turmas do Ginásio e as turmas do curso Primário. O Colégio Marista na época era só para estudantes do Sexo Masculino. Anos mais tarde passou a Colégio misto, com a admissão de meninos e meninas com os Cursos: Ginasial e Colegial com o Primário, o Pré e o Jardim de Infância, o Maternal e Pré-vestibular.

Clério ministrando Oficina de Trovas na Serra Sede
Clério ministrando Oficina de Trovas na Serra Sede
Clério estudante da UFES Pedagogia. Clério José Borges de Sant Anna, em sua vida ministrou aulas em vários Colégios dos Municípios da Grande Vitória.
Clério estudante da UFES Pedagogia. Clério José Borges de Sant Anna, em sua vida ministrou aulas em vários Colégios dos Municípios da Grande Vitória.
Clério em desfile na Serra Sede com Márcia Lamas
Clério em desfile na Serra Sede com Márcia Lamas
Clério Curso de Direito na UFES – Universidade Federal do ES
Clério na Primeira Capa do Jornal A Tribuna de Vitória ES
Clério na Primeira Capa do Jornal A Tribuna de Vitória ES
Clério Carteira do Curso de Direito UFES
Clério José Borges – Foto de Clério mais novo

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