História da Colonização capixaba, Espírito santo.

ESPÍRITO SANTO, BRASIL!!! História do Espírito Santo – Colonização – Heróis. Pontos Turísticos

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Pesquisa e Texto de Clério José Borges
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Igreja do Rosário na Prainha de Vila Velha. História da Colonização capixaba, Espírito santo.
Igreja do Rosário na Prainha de Vila Velha. História da Colonização capixaba, Espírito Santo.

Só 30 anos após o descobrimento, Portugal começou a se preocupar com a colonização do Brasil, pressionado pelos ataque piratas que vinham em busca do pau-brasil. Em 1531, Martim Afonso de Sousa, comandando uma poderosa esquadra, chegou a Pernambuco, com a missão de combater os piratas e estabelecer núcleos de povoamento. Não tendo recursos suficientes para bancar a colonização, o então rei de Portugal D. João III aceitou a sugestão de dividir o Brasil em capitanias que seriam distribuídas a quem tivesse interesse e condições para colonizá-las.   Apresentaram-se os 12 primeiros voluntários, oriundos de famílias de guerreiros, navegantes, gente da corte, dispostos à arrojada empreitada, entre eles Vasco Fernandes Coutinho, que recebeu de presente a Capitania do Espírito Santo.   Com a carta de doação, recebida em 1º de junho de 1534, Vasco Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Para colonizar a terra, Vasco Coutinho distribuiu sesmarias entre os 60 colonizadores que com ele vieram.   Como Vila Velha não oferecia muita segurança contra os ataques dos índios que habitavam a região, Vasco Coutinho procurou em 1549 um lugar mais seguro e encontrou numa ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, em oposição ao primeiro, que passou a ser chamado de Vila Velha. As lutas contra os índios continuaram até que no dia 8 de setembro de 1551, os portuguesas obtiveram uma grande vitória e, para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data como a de fundação da cidade.  Administração de Vasco Coutinho   Vasco Coutinho era um militar e não administrador, mas deixou várias obras durante seus 25 anos de donatário. Além das duas vilas (Vila Velha e Vitória), foram construídas as duas primeiras igrejas, a do Rosário, em Vila Velha, fundada em 1551 e ainda existente. A outra, anterior à do Rosário, chamava-se Igreja de São João, e também ficava em Vila Velha.   Foram também construídos os primeiros engenhos de açúcar, principal produto da economia por três séculos, até 1850, quando foi substituído pelo café. Em 1551, foi fundado, pelo padre Afonso Brás, o Colégio e Igreja de São Tiago, que, após sucessivas reformas, transformou-se no atual Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado.   Com a chegada de missionários, foram fundadas as localidades de Serra, Nova Almeida e Santa Cruz, em 1556. Dois anos depois chegou frei Pedro Palácios, que foi o fundador do principal monumento religioso do Estado, o Convento da Penha, padroeira do Espírito Santo.   Vasco Coutinho, que deixou parentes e amigos em Portugal, venceu bens e contraiu dívidas para receber a Capitania do Espírito Santo, morreu em 1561, em Vila Velha, onde vivia, velho, cansado e pobre, um ano depois de renunciar ao governo da capitania, Povoamento   Depois de Vasco Fernandes Coutinho, o povoamento do Espírito Santo foi sendo feito aos poucos e pelo litoral, durante aproximadamente 300 anos, restringindo-se à região ao sul do Rio Doce. Nesse período, o principal produto da economia era a cana-de-açúcar. A ocupação do interior aconteceu do Sul para o Norte, com mineiros e fluminenses que vinham atraídos pelo café, que começou a ser cultivado depois de 1840. No interior norte, o povoamento começou por Colatina e daí para os outros municípios, com a construção da Ponte Florentino Avidos, em 1928.   Em 1860, o então Imperador Dom Pedro II visitou o Espírito Santo, acompanhado da esposa, Dona Teresa Cristina, permanecendo durante duas semanas, quando desenvolveu intenso programa de Visitas, percorrendo estabelecimentos públicos, colégios, cadeias e deixando de seu próprio bolso uma contribuição para a Santa Casa de Misericórdia.  República   Com a proclamação da independência do Brasil, os dirigentes passaram a se chamar presidentes da província, que eram eleitos pelo Congresso. A partir da proclamação da República, a província passou a se chamar Estado, e o Afonso Cláudio de Freitas Rosa foi eleito pelo Congresso o primeiro governador.   Daí até o golpe de estado de Getúlio Vargas, em 1930, os governadores eram eleitos pelo Congresso, seguindo-se um período de interventores, até a eleição de Carlos Monteiro Lindenberg, por sufrágio popular. Com o golpe militar de 1964, novamente os governadores eram eleitos pela Assembléia após indicação dos presidentes-generais – Cristiano Dias Lopes, Arthur Carlos Gerhard Santos, Elcio Álvares e Eurico Rezende -, sendo novamente eleitos de Gerson Camata até José Inácio Ferreira, que toma posse em janeiro de 99.  Por que capixaba?   Segundo os estudiosos da língua tupi, capixaba significa, roça, roçado, terra limpa para plantação. Os índios que aqui viviam chamavam de capixaba sua plantação de milho e mandioca. Com isso, a população de Vitória passou a chamar de capixabas os índios que habitavam na região e depois o nome passou a denominar todos os moradores do Espírito Santo.   

PERSONAGENS   

Todos os países, estados ou municípios têm pessoas que passaram para a história pelos atos que praticaram. Também o Espírito Santo tem seus personagens que são lembrados até agora. Entre eles podemos citar:

Vasco Coutinho – O primeiro donatário e iniciador do povoamento do território, ao fundar a cidade de Vila Velha, em 1535.

Frei Pedro Palácios – Irmão leigo franciscano, fundador do Convento da Penha, em Vila Velha. Nasceu na Espanha, na cidade de Medina do Rio Seco e chegou ao Espírito Santo em 1558, morrendo em 1570.

Araribóia – Cacique da tribo temiminó, que residia na Aldeia de São João Batista em Carapina e partiu do Espírito Santo com 200 índios para ajudar a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.

Padre José de Anchieta – Missionário jesuíta, catequizador de índios, poetas e escritor de peças teatrais que mais se destacou em sua época. Nasceu nas Ilhas Canárias e morreu na cidade de Anchieta no dia 9 de junho de 1576. Existe um processo de canonização de Anchieta, para que ele seja declarado SANTO pela Igreja Católica Apostólica Romana. No Processo é relatado o primeiro Milagre de Anchieta ocorrido no Espírito Santo, na Aldeia São João Batista de Carapina, quando fez o menino Estevão Machado, que era mudo, falar.

Maria Ortiz – Foi uma jovem capixaba que, aos 22 anos, ajudou a expulsar os holandeses que atacaram Vitória em 1625. Sua ajuda, jogando água fervendo sobre os invasores foi numa escadaria no centro da cidade que em 1924 foi transformada em Escadaria Maria Ortiz.

Domingos José Martins – Personagem capixaba que se destacou pela participação como líder na Revolução Pernambucana, em 1817, que já pretendia a independência do Brasil. Foi fuzilado em Salvador no dia 12 de junho de 1817.Elisário – Escravo que ficou famoso por chefiar a principal revolta de escravos do Espírito Santo, a Insurreição de Queimados, em 1849. Preso, fugiu e se refugiou nas matas não se tendo mais notícias dele.

Caboclo Bernardo – Pescador que ajudou a salvar a tripulação do navio da Marinha de Guerra do Brasil, Imperial Marinheiro, que naufragou perto da foz do Rio doce, na madrugada de 7 de setembro de 1887.

Augusto Ruschi – O maior naturalista do Brasil e maior estudioso dos beija-flores do mundo. Fundou o famoso Museu de Biologia Mello Leitão, em Santa Teresa, a Terra dos colibris, onde nasceu em 1915 e morreu em 1986. Pelos seus conhecimentos científicos e pela luta pela preservação na natureza, em 1994, o Congresso Nacional aprovou o decreto do presidente da República, tornando-o o Patrono da Ecologia do Brasil.

Francisco de São José, o Chico Prego. Escravo de Ana Maria de São José. Era um dos Chefe da Insurreição.
O Chico vem de Francisco e a palavra Prego tinha sentido pejorativo pois se referia a uma espécie de macaco da região do Amazonas.
Enquanto Elisiário destacava-se pela inteligência, Chico Prego, negro alto e forte, liderava pelo seu espírito de luta, por sua coragem. Foi preso e condenado à morte na forca.
Preso, Chico Prego foi levado para a Serra, viajando a pé, as seis léguas. Na Serra assistiu a construção do patíbulo. Na data e hora marcada, percorreu as principais ruas da Serra ao som de um tambor surdo e sinos da Igreja. O cortejo parava de momentos em momentos para que fosse lida a sentença. Defronte à forca, recebe a última unção religiosa. De mãos atadas sobe as escadas do patíbulo. O carrasco Ananias passa-lhe a corda em redor do pescoço e impele o negro para o espaço, fazendo pressão sobre os ombros para maior pressão da corda. Cinco minutos depois a corda é cortada. O corpo cai no chão e o negro ainda agoniza. O carrasco Ananias com um pedaço de pau, esmaga-lhe o crânio, os braços e as pernas.
O relato com detalhes da morte de Chico Prego, Herói da Liberdade na Serra, encontra-se na obra “A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo”, de Wilson Lopes de Resende, do Colégio Estadual “Muniz Freire”, tese aprovada no IV Congresso de História Nacional. O livro é das Edições Itabira, Cachoeiro de Itapemirim, 1949, página 15 e 16.
Chico Prego foi executado na sede da Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de janeiro de 1850, “nas proximidades da Igreja, para servir de exemplo.”
Sobre o local exato onde Chico Prego foi enforcado na Sede do Município, historiadores informam ter sido a pracinha, onde hoje, em 1997, está construída a Praça Ponto de Encontro
Na Serra sede foi construído um monumento em homenagem a Chico Prego, líder da revolução em Queimado, morto por enforcamento na Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de janeiro de 1850. A estátua, construída com recursos da lei Chico Prego, concebida e executada pelo artesão Jacob Kuster (Tute), pesa 4 toneladas e está próxima ao local da execução de Chico Prego, há 162 anos.

TOMBAMENTOS – São tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional os seguintes monumentos: A igreja de Nossa Senhora da Assunção (1587) e residência contígua, em Anchieta, onde morou o clérigo José de Anchieta; A igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana; a igreja dos Reis Magos (1558) e residência contígua, em Nova Almeida, município da Serra. Em Vitória, está localizados o Solar de Monjardim, a igreja de São Gonçalo Garcia (1766), a igreja de Nossa Senhora do Rosário (1765) e a igreja de Santa Luzia (1547). Em Vila Velha, o célebre convento e igreja de Nossa Senhora da Penha, localizado a 135m de altura sobre a entrada da baía de Vitória e a igreja matriz de Nossa Senhora do Santo Rosário, todos do século XVI.

FOLCLORE – Em Vitória, as festas populares tradicionais mais distintas são as de Nossa Senhora da Penha, as comemorações católicas de Santo Antônio, em 13 de junho, de São Pedro dos Pescadores, na praia do Suá, em 29 de junho e de Nossa Senhora da Vitória, em 8 de setembro. Em Guarapari, realiza-se a festa de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de outubro e o Alardo, realizada no ciclo de Natal ou nos dias 19 e 20 de janeiro. Em Cachoeiro de Itapemirim, o Dia de Cachoeiro, 29 de junho é celebrado com uma semana de eventos em que ocorrem exposição agropecuária, bailes, shows populares, desfiles e caxambu da ilha da Luz. Em diversas cidades e aldeias litorâneas, como Guarapari, Marataízes, Anchieta, Piúma e Conceição da Barra, o dia de São Pedro, 29 de junho, padroeiro dos pescadores, é festejado também com procissões marítimas. Em Conceição da Barra, terra da Poeta e Cordelista Kátia Bobbio, acontece a festa do Reis de Bois, no ciclo natalino. Na Serra em Dezembro a Festa de São Benedito é a mais concorrida da Grande Vitória depois da Festa da Penha.

PONTOS TURÍSTICOS – As praias de areia monazítica de Guarapari, aconselhadas para a cura de reumatismo e artrose e o convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, são os maiores pontos turísticos do estado. Em Vitória, são locais importantes o palácio Anchieta, prédio onde funciona o governo estadual; as igrejas tombadas de Santa Luzia, do Rosário e de São Gonçalo Garcia; o Parque Moscoso, com concha acústica com capacidade para atrair 400 espectadores sentados; o porto, com seu terminal de exportação de minério; as praias: Comprida, Suá, Camburi e do Canto;
A costa capixaba é margeada de belas praias, que recebem muitos turistas — principalmente mineiros que aproveitam o sol e a água do mar e que são trajados de sunga e biquíni — no verão, sobressaindo-se Guriri, em São Mateus, Marataízes, Guarapari, Piúma, Iriri, Anchieta e Conceição da Barra, onde se situam as célebres dunas da barra do rio Itaúnas.
Nas serras capixabas também são encontrados pontos de grande atração turística, sobressaindo-se Domingos Martins, Santa Teresa e Rio Novo. No interior, junto à divisa com Minas Gerais, localiza-se o Parque Nacional do Caparaó. O pico do Itabira e as pedras do Frade e da Freira (310m), em Cachoeiro de Itapemirim, são o símbolo maior da cidade, onde se pode visitar também a tradicional fábrica de pios de pássaros em madeira.
O prato típico mais lembrado do estado é a torta capixaba, feita tradicionalmente nas casas de Vitória durante a semana santa, mas também oferecida durante todo o ano aos turistas nos melhores restaurantes da capital e dos bairros de Jacaraípe e Manguinhos, no Município da Serra. Sobressai-se ainda a moqueca capixaba, de peixes e frutos do mar cozidos em panelas de barro artesanais, ao molho de urucum.

SIMBOLOS CAPIXABAS

   A bandeira do Espírito Santo foi criada em 1908 e instituída em 24 de julho de 1947. É composta de três faixas horizontais e de mesmo tamanho, nas cores azul, branco e rosa.   Essas cores representam as vestes de Nossa Senhora da Vitória, nossa padroeira. No centro da Segunda faixa, um arco, em letras azuis, traz a legenda “Trabalha e Confia”. Essa legenda é de autoria de Jerônimo Monteiro, e foi inspirada na doutrina de Santo Inácio de Loyola: “Trabalho como se tudo dependesse de ti. Confia como se tudo dependesse de Deus.”

   O nosso Brasão de armas também foi instituído por decreto-lei, em 24 de julho de 1947. Os elementos que constituem o nosso brasão são:Convento da Penha: maior patrimônio histórico-religioso do estadoRamo de café: principal produto agrícola capixaba a partir de 1850Ramo de cana-de-açúcar: principal produto agrícola até 185023 de maio de 1535: data de chegada de Vasco Fernandes Coutinho ao Espírito Santo, dando início à colonização12 de junho de 1817: dia do fuzilamento de Domingos José Martins, herói capixabaEstrelas: representam os estados vizinhos: Bahia, Minas Gerais e Rio de janeiro.

   O selo é outra marca estampada que simboliza nosso Espírito Santo. As cores são as mesmas da bandeira. No centro, o desenho do Convento da Penha, que é considerado o maior patrimônio histórico-religioso do Estado e fica localizado no município de Vila Velha.   A data escrita no selo, 23 de maio de 1535, marca a chegada do donatário Vasco Fernandes Coutinho, que deu início à colonização do Espírito Santo.BEIJA FLOR, PÁSSARO SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO
Lei Estadual aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado, por iniciativa do então Deputado Estadual, Antônio Moreira (Nova Venécia), o BEIJA FLOR foi no governo Gerson Camata, considerado o PÁSSARO SÍMBOLO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. A verdade é que o Deputado Antônio Moreira tinha um Assessor que era Poeta e conhecia o trabalho do Clube dos Trovadores, de Clério José Borges e de Eno Theodoro Wanke e assim as coisas se encaminharam de forma rápida e mais certa. Assim o BEIJA FLOR que era o pássaro símbolo do CLUBE DOS POETAS TROVADORES CAPIXABAS e dos Poetas Trovadores Capixabas passou a ser também o PÁSSARO SÍMBOLO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, através de uma idéia do Escritor ENO THEODORO WANKE, nascida no Terceiro Seminário Nacional da Trova, organizado por Clério José Borges e plenamente aprovada e endossada pelo Deputado Estadual Antônio Moreira, representante do Norte do Estado na Assembléia Legislativa Estadual.

LEI ORDINÁRIA Nº: 3689/1984 – PUBLICAÇÃO: 06/12/1984 – AUTORIA: ANTONIO MOREIRA – EMENTA: Denomina o “Beija-Flor”, o pássaro símbolo do Estado do Espírito Santo.
LEI Nº 3.689O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOFaço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei.Art. 1º – O Beija-Flor passa a ser considerado pássaro símbolo do Estado do Espírito Santo.Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário.Ordeno, portanto, a todas as autoridades que a cumprem e a façam cumprir como nela se contém.O Secretário de Estado da Justiça faça publicá-la, imprimir o correr.Palácio Anchieta, em Vitória 05 de dezembro de 1984.GERSON CAMATAGovernador do EstadoMÁRIO ALVES MOREIRA Secretário de Estado da Justiça(D.O. 06/12/84)

A idéia foi do Escritor Eno Theodoro Wanke em Visita ao Espírito Santo durante a realização do Terceiro Seminário Nacional da Trova, reunindo Poetas Trovadores Brasileiros, realizado em Vila Velha – ES, em 1983, sob a presidência do Poeta Trovador Capixaba, Clério José Borges. Eno encaminhou minuta de um projeto a Clério José Borges que por sua vez entregou ao Deputado Estadual da época, Antônio Moreira, que elaborou o projeto que foi votado e aprovado por unanimidade e se transformou em Lei Estadual no Estado do Espírito Santo. BEIJA FLOR, PÁSSARO SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO.O beija-flor é um pássaro símbolo do Espírito Santo e através dele a imagem do Espírito Santo pode assumir vôos ainda mais altos e rápidos. Está em nosso estado uma das maiores concentrações de beija-flores do planeta. E foi ele que mais chamou a atenção para Augusto Ruschi, tornando-o ainda hoje celebridade científica de reconhecida fama mundial.Nas asas do beija-flor, pequenas e ágeis, podemos abrigar tantos outros valores étnico-culturais do ES e num caminho único e solidário transformá-los em força de imagem capaz de atrair os olhos do mundo.Esta pequena e colorida “máquina de voar” a muitos encanta por seu brilho intenso e por seu comportamento curioso. O Beija-Flor pertence a família Trochilidae, onde estão incluídas mais de 300 espécies. Entre elas encontramos o Beija-Flor Abelha (Mellisuga helenae), originário de Cuba, que mede cerca de 6 cm de comprimento da ponta da cauda até a ponta de seu bico, sendo a menor ave do mundo. No outro extremo encontramos o Beija-Flor Cauda-de-Tesoura (Eupetomena macroura), um dos maiores do grupo, medindo cerca de 17 cm. Encontram-se distribuídos apenas na porção oeste do globo terrestre e habitam os mais diversos locais, de desertos a florestas úmidas e de regiões costeiras até as alturas da Cordilheira dos Andes.O Beija-flor é o único capaz de voar para trás.CaracterísticasO Beija-Flor é a única ave capaz de voar para trás, graças ao arranjo esquelético-muscular que possui. Chega a bater as asas mais de 70 vezes por segundo, conforme a espécie, podendo permanecer “parado no ar” em pleno vôo. Devido à velocidade com que bate suas asas, produz um som semelhante a um zumbido (humm), sendo por isso chamado Hummingbird, em inglês. O efeito fruta-cor de suas penas é obtido pela passagem de luz através das estruturas iridescentes presentes em suas penas. “Parado no ar” em pleno vôo. Devido à velocidade com que bate suas asas, produz um som semelhante a um zumbido (humm), sendo por isso chamado Hummingbird, em inglês. O efeito fruta-cor de suas penas é obtido pela passagem de luz através das estruturas iridescentes presentes em suas penas.Valem-se da velha máxima “tamanho não é documento”. São extremamente territorialistas, não se importando com o tamanho de seus adversários. Chegam literalmente a tomar conta de uma árvore ou fonte de alimento, dando rasantes e perseguindo quem adentrar seu território. São capazes de expulsar gaviões e outras aves maiores. Costumam permanecer sozinhos a maior parte do tempo. Normalmente são vistos aos pares apenas no período reprodutivo, quando realizam uma belíssima corte composta por sons e vôos acrobáticos.Os machos apresentam coloração mais intensa do que as fêmeas e o comportamento de “mergulhar” no ar. Este mergulho em forma de “U” é utilizado pelos Beija-Flores machos durante a corte e também como impulso, para ganhar mais altura.A fêmea é responsável pelas tarefas de construção do ninho, choco, alimentação e a proteção aos filhotes. Constrói o pequeno ninho nas forquilhas das árvores, utilizando líquens, musgos, folhas e painas, revestindo-os depois com teias de aranha, o que garante impermeabilização e resistência. O pequeno ninho de forma cilíndrica comporta dois pequenos ovos. Após 3 ou 4 semanas do nascimento, os filhotes já estão prontos para deixar o ninho.Um Beija-flor se alimenta 10 a 15 vezes por horaAlimentaçãoPor ser um animal de sangue quente (endotérmico), como qualquer outra ave, o Beija-Flor necessita de muita energia para manter sua temperatura corporal. Esta energia é obtida essencialmente do néctar das flores. Algumas espécies chegam a visitar cerca de 2000 flores por dia. Devido à quantidade de energia que necessitam para manter suas atividades físicas e metabólicas, um Beija-Flor se alimenta de 10 a 15 vezes por hora. Se ingeríssemos, proporcionalmente, a mesma quantidade de açúcar que o Beija-Flor necessita, entraríamos em coma diabético. Isto não ocorre com estas aves devido ao seu rápido e eficiente processo gastrointestinal de quebra e absorção de açúcares. Além do néctar, alimentam-se de pequenos insetos, aranhas e pólen, garantindo assim proteínas para suas estruturas musculares.Para poupar energia durante a noite, o Beija-Flor reduz ao máximo seus batimentos cardíacos e sua temperatura corporal, entrando no chamado “estado de torpor”. É como se o Beija-Flor entrasse em uma curta hibernação. Ao amanhecer ele lentamente sai do estado de torpor, levando cerca de 20 minutos para despertar, e reinicia suas atividades normais.O Uso do Açucar comum ou mel em bebedouros para Beija-flor é condenável.Na natureza desempenham um importante papel na polinização das plantas. O tamanho e o formato do bico (mais ou menos curvo) podem variar em função do formato da flor que costumam visitar. Além do bico, os Beija-Flores contam com o auxílio de sua comprida língua para sugar o néctar das flores.Têm preferência por flores vermelhas e amarelas, em especial as que o néctar possua mais sacarose do que outros açúcares. Os Beija-Flores possuem boa memória, podendo se lembrar de fontes de alimento de anos anteriores. Existem relatos científicos de Beija-Flores que visitaram por mais de 5 anos o mesmo alimentador.O uso de açúcar comum ou mel em bebedouros para Beija-Flor é condenável, pois são produtos que fermentam rapidamente, podendo contaminar os pássaros com fungos que causam uma micose na boca e podem levá-los à morte.HINO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Hino oficializado pelo decreto-lei estadual nº 16.618, de 24 de julho de 1947.Letra de José Joaquim Pessanha Póvoa e música de Arthur Napoleão.
José Joaquim Pessanha Póvoa

Pessanha Póvoa nasceu em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro, em 15/04/1836, tendo residido no Espírito Santo de 1875 até a data de seu falecimento, excetuando-se o período em que retornou a seu Estado, para ali exercer o cargo de Chefe de Polícia, no governo de Francisco Portella (1888/1891).
Arthur NapoleãoArtur Napoleão dos Santos nasceu no Porto (Portugal) em 6 de março de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1925. Menino prodígio (seu primeiro recital de piano aconteceu aos sete anos), viajou pela Europa e também pela América, merecendo elogios de grandes personalidades musicais.
LETRA DO HINO DO ESPÍRITO SANTOSurge ao longe a estrela prometida,
Que a luz sobre nós quer espalhar;
Quando ela ocultar-se no horizonte,
Há de o sol nossos feitos lumiar.

Nossos braços são fracos, que importa?
Temos fé, temos crença a fartar;
Supre a falta de idade e de força,
Peitos nobres, valentes, sem par.

Salve, oh, povo espírito-santense!
Herdeiro de um passado glorioso,
Somos nós a falange do presente,
Em busca de um futuro esperançoso.

Saudemos nossos pais e mestres,
A pátria, que estremece de alegria,
Na hora em que seus filhos, reunidos,
Dão exemplos de amor e de harmonia.

Venham louros, coroas, venham flores,
Ornar os troféus da mocidade;
Se as glórias do presente forem poucas;
Acenai para nós posteridade!

Salve, oh, povo espírito-santense!
Herdeiro de um passado glorioso,
Somos nós a falange do presente,
Em busca de um futuro esperançoso.
ENTENDA O HINO CAPIXABAProfessora Luciana Regina (luciananeumam@hotmail.com), especial para o Web Site de Clério José Borges

Enviada: Segunda-feira, 20 de outubro de 2008 20:53:32
Para: Clério Borges (clerioborges@hotmail.com)
Comentando o Hino do Espírito Santo
Bem longe se avista o nascer do sol
Que a todos nós vem iluminar
Mas quando este sol se por no horizonte
Há de nos mostrar tudo o que realizamos


Se somos fracos isso não tem importância
Pois nossa fé e nossa crença são tão imensas
Que compensa nossa pouca experiência e fraquezas
De povo honrado e batalhador sem igual


Aplaudam o povo do Espírito Santo
Carregando consigo as glórias do passado
Somos a multidão que luta atualmente
À procura de um futuro muito melhor


Respeitando nossos pais e mestres
Nosso Estado se irradia de felicidade
Quando nosso povo muito unido
Ensinam como viver em fraternidade


Tragam ramos, coroas, flores
Para enfeitar as vitórias de nossa juventude
E se essas conquistas ainda não forem suficientes
Sabemos que o futuro nos reserva muitas outras oportunidades.



JEQUITIBÁ ROSA
A LEI ORDINÁRIA N°: 6146/2000, publicada em 09/02/2000 de AUTORIA do Deputado CLAUDIO VEREZA, Declara o Jequitibá-rosa, a Árvore Símbolo do Estado, e institui o dia 21 de setembro, como o dia Estadual do Jequitibá-rosa.

O jequitibá-rosa (Cariniana legalis (Mart.) Kuntze), árvore emergente brasileira da família Lecythidaceae, é a árvore-símbolo dos estados de São Paulo e do Espírito Santo. Seu porte e beleza fizeram com que seu nome fosse dado a cidades, ruas e palácios.No Espírito Santo tem data comemorativa, o dia 21 de setembro (Lei 6.146, de 08.02.2000 -ES). O Projeto Jequitibá-rosa, da Associação Ecológica Força Verde, esteve à procura da maior árvore desse espécie no Espírito Santo. Acabou encontrando um Jequitibá-rosa gigantesco, em Alto Bérgamo, município de João Neiva(ES). Medições comparativas indicam claramente que esta sim é a maior árvore da Mata Atlântica brasileira, medindo 11,85 metros de circunferência.Existe alguma confusão a respeito do nome vulgar desta espécie, que, dependendo da região do Brasil, pode referir-se a qualquer uma das espécies de jequitibás.É a espécie tipo do gênero Cariniana, descrita como Cariniana brasiliensis por Casaretto, em 1842, no Rio de Janeiro. No entanto, foi descrita pela primeira vez por von Martius em 1837 como Couratari legalis. A revisão de gêneros botânicos feita por Kuntze em 1898 a renomeou como Cariniana legalis.Sinonímia: congolo-de-porco, estopa, jequitibá-de-agulheiro, jequitibá-branco, jequitibá-cedro, jequitibá-grande, jequitibá-vermelho, pau-carga, pau-caixão, sapucaia-de-apito.Características morfológicas – É considerada a maior árvore nativa do Brasil, porque pode atingir até 50 metros de altura e um tronco com diâmetro de até sete metros.Suas folhas membranáceas medem até 4 x 7 cm. As flores, pequenas, que surgem de dezembro a fevereiro, são de cor creme.O fruto é um pixídio lenhoso, cuja abertura espontânea, em agosto-setembro, libera as pequenas sementes de dispersão eólia. Um quilograma contém cerca de 22 mil sementes, que germinam em ambiente semi-sombreado, emergindo o broto entre 12 e 20 dias.

NOSSA SENHORA DA PENHA, PADROEIRA DO ESPÍRITO SANTO
Foi o papa Urbano VIII, em bula de 23 de março de 1630, quem proclamou Nossa Senhora da Penha protetora da terra capixaba. Diz a historiadora Maria Stella de Novaes, na obra Relicário de um Povo, que a bula papal foi confirmada, em 26 de janeiro de 1908, em virtude do resultado de um plebiscito realizado em todas as paróquias da diocese do Estado do Espírito Santo, quando era bispo Dom Fernando de Souza Monteiro. A escolha do fiéis mereceu aprovação do Vaticano, segundo despacho assinado pelo Cardeal Martinelli, em 27 de novembro de 1912, nos seguintes termos:

“Desde os tempos mais remotos os fiéis cristãos da Diocese do Espírito Santo acompanham com grande carinho o exercício da devoção à Santíssima Virgem Mãe de Deus, sob o título popular — da Penha, cuja imagem, pintada num quadro de madeira, foi primeiramente exposta à veneração pública no ano de 1558 e, em seguida, colocada no templo sobre um alto monte (situado à entrada do porto de Vitória), generosamente construído e dedicado à Imaculada Mãe de Deus, sob o título da Penha da Cidade da Vitória, que é a sede episcopal da célebre Diocese. Por motivo dessa insigne piedade, como a Diocese do Espírito Santo ainda não gozasse de um celeste Patrono, o clero e o povo relembraram o decreto de Urbano VIII, de 23 de março de 1630, escolhendo a Santíssima Virgem Maria, sob o título da Penha, como sua principal protetora junto a Deus e apelam, com suplicantes votos, para que o Reverendíssimo. Sr. Dom Fernando de Souza Monteiro, Bispo do Espírito Santo, consiga essa confirmação apostólica, sendo deste modo exposta ao abaixo assinado — Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos (que), por sua autoridade constituiu e declarou a Santíssima Virgem Maria, sob o título popular – da Penha, principal Padroeira de toda a Diocese do Espírito Santo, no Brasil, com todos os privilégios e honras atribuídos à mesma Padroeira, que competem, por direito, aos principais patronos. Assinado na festa da mesma Santíssima Virgem Maria da Penha, segunda-feira da oitava da Páscoa, conforme entrou em voga o memorável costume de celebrar a mesma festa, no mesmo lugar”.


RESUMO DA COLONIZAÇÃO CAPIXABA

A primeira expedição a explorar o litoral do Espírito Santo saiu de Portugal em 1501, pois trazia a bordo o navegador Américo Vespúcio. Em 1502, partia outra expedição, Estevão da Gama descobriu a ilha da Trindade, a 1.140 km da costa do Espírito Santo. Durante as três primeiras décadas do século XVI não houve qualquer iniciativa de colonização da região.

Vasco Coutinho desembarcou na capitania em dia 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Para colonizar a terra, Vasco Coutinho dividiu a capitania em sesmarias – terras abandonadas e que, a partir da inclusão deste sistema, deveriam ser cultivadas, fomentando a agricultura e a produtividade. Esses “lotes” foram distribuídos entre os 60 colonizadores que vieram com ele.

Como em Vila Velha não oferecia muita segurança contra os ataques dos índios que habitavam a região, Vasco Coutinho procurou em 1549 um lugar mais seguro e encontrou numa ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, em oposição ao primeiro, que passou a ser chamado de Vila Velha. As lutas contra os índios continuaram até que no dia 8 de setembro de 1551, os portugueses obtiveram uma grande vitória e, para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data como a de fundação da cidade.

Em seus 25 anos como donatário, Vasco Coutinho realizou obras importantes. Além da construção das duas vilas, também ergueu as duas primeiras igrejas locais: Igreja do Rosário, fundada em 1551 (ainda existente) e a Igreja de São João, ambas em Vila Velha.

Também foram construídos os primeiros engenhos de açúcar, principal produto da economia por três séculos. Uma iguaria que reinou absoluta até 1850, quando foi substituída pelo café. Em 1551, o padre Jesuíta, Afonso Brás, primeiro Provincial do Espírito Santo, fundou o Colégio e Igreja de São Tiago. Foi esta construção que, após sucessivas reformas, transformou-se no atual Palácio Anchieta , sede do Governo do Estado.

Com a chegada do missionário, padre Jesuíta Braz Lourenço, segundo Provincial do Espírito Santo, foram fundadas as localidades de Santa Cruz, em 1555, Serra, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição dos Índios Temiminós de Maracajaguaçu, em 8 de Dezembro de 1556, Nova Almeida, em 6 de Janeiro de 1557 e Aldeia de São João Batista, do Índio Araribóia, em Carapina, no dia de São João, em 24 de Junho de 1562. Em 1558, quando da vinda de frei Pedro Palácios resultaria na fundação do principal monumento religioso do Estado: o Convento da Penha. Uma homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo

A presença do padre José de Anchieta deu um sentido muito especial à ação dos padres da Companhia de Jesus em terras do Espírito Santo. Desde 1561, Anchieta elegera para seu refúgio a aldeia de Reritiba, de onde teve de se afastar constantemente, em virtude de seus encargos, ora em São Paulo, no Rio de Janeiro ou na Bahia. Dois poemas escreveu ele em Reritiba: “De Beata Virgine dei Marte Maria” (“Da Santa Virgem Maria Mãe de Deus”) e “De gestis Mendi de Saa” (“Dos feitos de Mem de Sá”). Neste último, está descrita a epopéia de uma esquadra enviadada Bahia por Mem de Sá, governador-geral do Brasil, em socorro a Vasco Fernandes Coutinho e sua gente, que estavam sob cerco dos Tamoios na ilha de Vitória. A maior força dos gentios estava concentrada numa aldeia forrificada junto ao rio Cricaré. Ali ocorreu a batalha decisiva, em 22 de maio de 1558. Os portugueses, embora vitoriosos, sofreram pesadas baixas. Entre os mortos estavam o próprio filho de Mem de Sá, Fernão de Sá, que comandava a esquadra; e dois filhos de Caramuru (Diogo Álvares Correia) com a índia Paraguaçu.

A posição estratégica da capitania, dada a proximidade com o Rio de Janeiro, ocasionou algumas tentativas estrangeiras de invasão. Em 1592, os capixabas rechaçaram uma investida dos ingleses, sob o comando de Thomas Cavendish. Em 1625, o donatário Francisco de Aguiar Coutinho enfrentou a primeira investida dos holandeses, comandados por Pieter Pieterszoon Heyn, luta em que se destacou a heroína capixaba Maria Ortiz. Em 1640, com sete navios, os holandeses atacaram novamente o Espírito Santo, sob o comando do coronel Koin. Conseguiram desembarcar 400 homens, mas foram repelidos pelo capitão-mor João Dias Guedes e não se firmaram em Vitória. Atacaram então Vila Velha, de onde foram também rechaçados.

Na república, o estado concorreu eficazmente para o progresso do país. Os canaviais haviam sido substituídos pelos cafeeiros. Ainda não tinha sido fundada nenhuma usina. Os engenhos centrais pouco a pouco desapareciam. Além de fazendeiros capixabas, que passam a cultivar o café, vieram também, com o mesmo propósito, fluminenses, mineiros e até paulistas, como o barão de Itapemirim.

Graças ao trabalho profícuo desses colonos, quando se aboliu a escravidão dos negros — o que derrocou as grandes fazendas, de imediato ou não — a economia do Espírito Santo resistiu e proporcionou aos seus presidentes, depois de proclamada a república, os meios necessários para empreendimentos como a construção de estradas de ferro, expansão do ensino e organização de planos urbanos, com Muniz Freire; instalação de água, luz, esgoto, bondes elétricos, de um parque industrial, de uma usina elétrica e de uma usina de açúcar em Cachoeiro de Itapemirim e na vila de Itapemirim, de uma fazenda-modelo em Cariacica, além de reforma da instrução pública e construção de grupos escolares e de pontes entre Vitória e o litoral e Colatina e o norte do rio Doce. Essas e outras obras foram realizadas com recursos provenientes sobretudo do café produzido pelas colônias de emigrantes europeus organizadas desde a monarquia.

O plantio do Café foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus e foi a maior fonte de renda para o estado até 1940.Com a irradiação ferroviária que o café suscitou em meados do século XIX, o Espírito Santo beneficiou-se da rede de leitos, cujo centro estava em Campos dos Goitacases e que estabelecia comunicações entre duas imporrantes áreas cafeeiras: a Zona da Mata, em Minas, e o sul capixaba. Apesar de situada fora da região de cultivo, a cidade de Vitória foi a que mais progrediu sob o surto daquela lavoura, e já em 1879 processaram-se os primeiros estudos destinados à construção do porto, que deveria escoar toda a produção da província. Atendendo às novas exigências, em meados do século começou a funcionar a imprensa capixaba, com a circulação do jornal O Correio da Vitória, de propriedade de Pedro Antônio de Azeredo, a partir de 1849.


Em 1850 a configuração territorial do Espírito Santo já assinalava a existência de dez municípios: Vitória, Serra, Nova Almeida, Linhares, São Mateus, Espírito Santo, Guarapari, Benevente (hoje Anchieta) e Itapemirim. Pouco antes a província perdera parte de suas terras, em virtude da desanexação de Campos dos Goitacases e São João da Barra, restituídas ao Rio de Janeiro em 1832.

No final do século XIX, os capixabas, sobretudo a intelectualidade, aderiram ao movimento abolicionista. A exemplo do que aconteceu nas demais províncias, surgiram associações ligadas à emancipação, como a Sociedade Abolicionista do Espírito Santo (1869) ao lado de acirrada campanha jornalística e parlamentar. No próprio edifício da Câmara Municipal de Vitória fundou-se uma sociedade libertadora (1883). Durante a propaganda, evocava-se a crueldade dos castigos infligidos aos escravos, como sucedera após a insurreição de cerca de 300 negros no distrito de Queimado, em 1849.

A abolição da escravatura, no entanto, conduziu os grandes proprietários à ruína, em virtude da privação da tradicional mão-de-obra. Assim, com o advento da república, o primeiro governador do estado não encontrou condições materiais para levar a efeito os planos preconizados pela propaganda republicana. As finanças da antiga província encontravam-se exauridas

A ocupação do norte do Espírito Santo só começou nas primeiras décadas do século XX, e ganhou novo impulso depois da construção da ponte de Colatina sobre o rio Doce, inaugurada em 1928. A economia capixaba contou com a migração de contingentes do sul e do centro do país para aquela área, e assim firmou-se o cultivo do café, que respondeu por 95% da receita em 1903. Durante a primeira guerra mundial, o porto de Vitória figurava como o segundo grande exportador nacional.

Com a Revolução de 1930 assumiu a direção do estado, na qualidade de interventor, João Punaro Bley, mantido pelo Estado Novo até 1943, e sob cuja administração se iniciaram obras para ampliar o porto de Vitória e para construção de cais de minério, este arrendado em 1942 pela Companhia Vale do Rio Doce. No governo de Jones dos Santos Neves, em 1945, foi criada a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), primeira iniciativa referente ao ensino superior no estado. Para ampliar a exportação de minério de ferro oriundo de Minas Gerais, a Companhia Vale do Rio Doce construiu o porto de Tubarão, em Vitória, com capacidade para estocar um milhão de toneladas de minério, receber navios de até cem mil toneladas e carrega-los a um ritmo de seis mil toneladas por hora. As obras foram iniciadas em 1966 e terminadas em tempo recorde. Situado dez quilômetros ao norte da capital, é um dos maiores portos de minério do mundo. Com a transferência para Tubarão da maior parte da exportação de minério de ferro, o porto de Vitória ficou liberado para outras aplicações.

Com a instalação de Tubarão a região foi dotada de uma infraestrutura que propiciou o surgimento de um novo complexo industrial, do qual faz parte uma usina de pelotização de minério de ferro, com capacidade de produção de dois milhões de toneladas anuais. Em 29 de novembro de 1983, dez anos depois de iniciadas as obras, foi inaugurada a Usina Siderúrgica de Tubarão, que representou um investimento total de três bilhões de dólares. A fase foi marcada por um intenso esforço de instrialização provomido pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo (Codesp), mais tarde transformada no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Instalaram-se fábricas de café solúvel, massas alimentícias, chocolates, azulejos e conservas de frutas, e aprovaram-se projetos para a implantação de fábricas de laticínios, calçados, material elétrico, óleos comestíveis e sucos cítricos.

GOVERNANTES DO ESPÍRITO SANTO DE 1535 – 2014

01/01/2010 a 31/12/2014Renato Casagrande Vice: Givaldo Vieira01/01/2003-01/01/2007Paulo César Hartung Gomes Wellington Coimbra, vice-governador01/01/2003-01/01/2007Paulo César Hartung Gomes Wellington Coimbra, vice-governador 01/01/2003 – 01/01/1999José Inácio Ferreira Celso de Vasconcelos, Vice-governador 01/01/1999 -15/01/1995Vitor Buaiz José Renato Casagrande, Vice-governador 01/01/1995 -15/03/1991Albuino Cunha de Azeredo Adelson Antônio Salvador, Vice-governador    15/03/1991-15/03/1987Max Freitas Mauro Carlos Alberto Baptista da Cunha, Vice-governador Substitutos:Dilton Lyrio Neto, Presidente da Assembléia LegislativaRômulo Salles de Sá, Presidente do tribunal de Justiça.15/03/1987 – 15/05/1986José Moraes, Vice-governador14/05/1986 – 15/03/1983Gerson Camata15/03/1983 – 15/03/1979Eurico Vieira Resende15/03/1979 – 15/03/1975Élcio Álvares, Vice-governador15/03/1975 – 15/03/1971Artur Carlos Gerhardt Santos15/03/1971 – 31/01/1967Cristiano Dias Lopes Filho31/01/1967 – 05/04/1966Rubens Rangel, Vice-governador05/04/1966 – 31/01/1963Francisco Lacerda de Aguiar31/01/1963 – 05/08/1962Asdrúbal Martins Soares05/08/1962 – 06/07/1962Hélsio Pinheiro Cordeiro06/07/1962 – 10/10/1959Raul Giubert, Vice-governador10/10/1959 – 31/01/1959Carlos Fernandes Monteiro Lindenberg31/01/1959 – 31/01/1955Francisco Lacerda de Aguiar31/01/1955 – 10/10/1952Francisco Alves Ataíde, Coronel10/10/1952 – 31/01/1951Jones dos Santos Neves 31/01/1951 – 29/03/1947Carlos Fernandes Monteiro Lindenberg José Rodrigues Sette, Substituto 29/03/1947 – 14/101946Moacyr Ubirajara da Silva Silvio Vieira da Cunha, Substituto14/101946 – 08/06/1946Ubaldo Ramalhete Maia08/06/1946 – 27/02/1946Aristides Alexandre Campos27/02/1946 – 06/11/1945Otávio de Carvalho Lengrubber06/11/1945 – 27/10/1945José Rodrigues Sette27/10/1945 – 21/01/1943Jones dos Santos Neves 21/01/1943 – 22/11/1930João Punaro Bley, Capitão Celso Calmon Nogueira da Gama, Substituto  22/11/1930 – 19/11/1930Junta Governativa:João Manoel de CarvalhoAfonso Corrêa LírioJoão Punaro Bley, Capitão19/11/1930 – 16/10/1930José Armando Ribeiro de Paula, Coronel16/10/1930 – 30/06/1928Aristeu Borges de Aguiar30/06/1928 – 23/05/1924Florentino Ávidos23/05/1924 – 23/05/1920Nestor Gomes, Coronel23/05/1920 – 23/05/1916Bernardino de Sousa Monteiro23/05/1916 – 23/05/1912Marcondes Alves de Souza, Coronel23/05/1912 – 23/05/1908Jerônimo de Sousa Monteiro23/05/1908 – 16/06/1904Henrique da silva Coutinho, Coronel16/06/1904 – 23/05/1904Argeu Hortêncio Monjardim23/05/1904 – 23/05/1900José de Mello Carvalho Muniz Freire23/05/1900 – 06/01/1898José Marcelino Pessoa de Vasconcelos06/01/1898 – 23/09/1897Constante Gomes Sodré23/09/1897 – 23/05/1896Graciano dos Santos Neves23/05/1896 – 03/05/1892José de Mello Carvalho Muniz Freire  03/05/1892 – 08/12/1891Junta Governativa:Inácio Henrique de Gouveia, CoronelGraciano dos Santos NevesGaldino Teixeira de Barros Loreto08/12/1891 – 07/06/1891Alfeu Adolfo Monjardim de Andrade e Almeida, Coronel07/06/1891 – 11/03/1891Antônio Gomes Aguirre11/03/1891 – 20/11/1890Henrique da silva Coutinho, Coronel20/11/1890 – 09/09/1890Constante Gomes Sodré09/09/1890 – 07/01/1890José Horácio Costa07/01/1890 – 22/11/1889Afonso Cláudio de Freitas Rosa

Governo dos Donatários

1535 a 1718 – Governo dos Donatários

Donatários e Capitães Mor do Espírito Santo (Governantes do Espírito Santo no período Colonial)

Família Donatária dos Coutinho (1535 a 1675)MandatoNome- 1535 a 1561- – – Vasco Fernandes Coutinho- 1561 a 1564- – – Capito Mor: Belchior de Azevedo- 1564 a 1589- – – Vasco Fernandes Coutinho Filho- 1589 a 1593- – – Luiza Grimaldi – viúva- 1593 a 1605- – – Capito Mor: Miguel de Azeredo- 1605 a 1627- – – Francisco de Aguiar Coutinho- 1627 a 1630- – – Capitão Mor: Manoel de Escobar – Cabral- 1630 a 1635- – – Francisco Alemão de Cisneiros- 1635 a 1636- – – Domingos Barbosa de Araújo- 1636 a 1640- – – Antônio do Canto de Almeida- 1640 a 1643- – – João Dias Guedes- 1644 a 1648- – – Ambrósio de Aguiar Coutinho da Câmara – Capitão Mor: Antônio do Canto de Almeida- 1648 a 1675- – – Antônio Luiz Gonçalves da Câmara Coutinho – Filipa de Almeida Mãe e Tutora- 1648 a 1651- – – Capitão Mor: Francisco Grizantes da Gama- 1651 a 1655- – – Simião de Carvalho- 1656 a 1660- – – João de Almeida Rios- 1661 a 1662- – – Dinis Lobo- 1662- – – José Rabelo Leite- 1662 a 1663- – – Dinis Lobo- 1663- – – José Lopes- 1663 a 1664- – – Brás do Couto de Aguiar- 1664 a 1667- – – Diogo de Seixas Barraca- 1667 a 1671- – – Antônio Mendes de Figueiredo- 1671 a 1675- – – José Gonçalves de OliveiraFamília Donatário Araújo (1675 a 1718)MandatoNome- 1675 a 1685- – – Francisco Gil de Araújo. Entre 1674 e 1675, o baiano Francisco Gil de Araújo adquiriu a Capitania do Espírito Santo ao seu capitão donatário, Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, por 40 mil cruzados (José Teixeira de Oliveira, História do Estado do Espírito Santo, 1975:157). Durante a sua administração, entre as melhorias que promoveu no tocante à defesa, fez reedificar esta fortificação em ruínas (op. cit., p. 160), cruzando fogos com o Forte de São Francisco Xavier de Piratininga (Carlos Miguez Garrido, Fortificações do Brasil, 1940:99).- 1685 a 1711- – – Manoel Garcia Pimentel- 1682 a 1688- – – Capitão Mor: Manoel de Moraes- 1688 a 1689- – – Manoel Peixoto da Mota- 1689 a 1694- – – Joâo de Velasco e Molina- 1694 a 1699- – – José Pinheiro de Barbuda- 1699 a 1701- – – Francisco Monteiro Moraes- 1701 a 1705- – – Francisco Ribeiro de Miranda- 1705 a 1709- – – Álvaro Lobo Contreiras- 1709 a 1710- – – Francisco de Albuquerque Teles- 1711 a 1718- – – Cosme Rolim de Moura- 1716 a 1721- – – Capitão Mor: João de Velasco e Molina

Capitania da Coroa

1718 a 1822 – Capitania da Coroa

Donatários e Capitães Mor do Espírito Santo (Governantes do Espírito Santo no período Colonial)MandatoNome- 1721 a 1724- Capitão Mor: Antônio de Oliveira Madail- 1724 a 1726- Dionsio Carvalho de Abreu- 1726 a 1731- Antônio Pires Forsas- 1731 a 1740- Silvestre Cirne da Veiga- 1740 a 1745- Domingos de Moraes Navarro- 1745 a 1748- Estevão de Faria Delgado- 1748 a 1751- Martinho da Gama Pereira- 1751 a 1755- José Gomes Borges- 1755 a 1758- Duarte Fernandes Lobo- 1758 a 1761- Gonçalo da Costa Barbalho- 1761 a 1768- Anastácia Joaquim Moita Furtado- 1768 a 1770- Raimundo da Costa Vieira- 1770 a 1775- José Ramos dos Santos- 1775 a 1779- Álvaro Correia de Moraes- 1779 a 1781- AnastÁcia Joaquim Moita Furtado- 1781 a 1782- Álvaro Correia de Moraes- 1782 a 1798- Inácio João Monjardim- 1798 a 1800- Manoel Fernandes da Silveira

Governadores da Capitania do Espírito Santo – Subalternos ao Governo da Bahia (1800 a 1811)MandadoNome- 1800 a 1804- Antônio Pires da Silva Pontes Pais Lemes e Camargo- 1804 a 1811- Manuel Vieira da Silva Tovar e Albuquerque

Governadores da Capitania do Esprito Santo – Independentes do Governo da Bahia (1812 a 1822)MandadoNome- 1812 a 1819- Francisco Alberto Rubim da Fonseca e Sá Pereira- 1819 a 1822- Baltazar de Souza Botelho de Vasconcelos

Presidentes da Província

1823 a 1889 – Presidentes da Província

Presidentes da Província (1823 a 1889)
Mandato NomeMandatoNome- 25/11/1823- Ignácio Accioli de Vasconcellos- 10/10/1829- Visconde da Vila Real da Praia Grande- 30/01/1830- Manoel Antônio Galvo- 09/12/1830- Gabriel Getúlio Monteiro de Mendona- 05/11/1831- Antônio Pinto Chicarro da Gama- 25/10/1832- Cap/ José Pires da Silva Pontes- 06/04/1835- Cel/ Joaquim Machado José de Oliveira- 29/06/1836- José Thomaz Nabuco de Arajo- 10/08/1838- João Lopes da Silva Couto- 05/08/1840- José Joaquim Machado de Oliveira- 02/04/1841- Cap/ José Manuel de Lima- 10/08/1841- João Lopes da Silva Couto- 09/06/1843- Brig/ Venceslau de Oliveira Balo- 19/10/1843- Manoel de Assis Mascarenhas- 14/08/1845- Herculano Ferreira Pena- 14/08/1846- Luiz Pecheira do Couto Ferraz- 14/06/1848- Antônio Pereira Pinto- 31/10/1848- Antônio Joaquim de Siqueira- 09/08/1849- Cap/ Felipe José Pereira Leal- 31/05/1851- José Bonifásio Nascente de Azambuja- 08/10/1852- Evaristo Ladillau e Silva- 09/11/1853- Sebastião Machado Nunes- 08/02/1856- José Maurício Fernandes Pereira de Barros- 24/03/1857- Olimpio Carneiro Viriato Cato- 17/12/1858- Pedro Leão Veloso- 20/03/1860- Antônio Alves de Souza Carvalho- 20/02/1861- José Fernandes da Costa Pereira Júnior- 21/05/1863- André Augusto de Pádua Fleury- 12/10/1864- José Joaquim do Carmo- 23/06/1865- Alexandre Rodrigues da Silva Chaves- 29/09/1867- Francisco Leite Bittencourt Sampaio- 22/08/1868- Luiz Antônio Fernandes Pinheiro- 28/06/1869- Antônio Dias Paes Leme- 28/12/1870- Francisco Pereira Corrêa- 31/05/1872- Antnio Gabriel de Paulo Fonseca- 25/10/1872- João Thomé da Silva- 01/10/1873- Luiz Eugênio Hoste Barbosa- 06/12/1875- Domingos Monteiro Peixoto- 04/12/1875- Manoel José de Menezes Prado- 13/12/1876- Antônio José de Miranda Nogueira da Gama- 04/07/1877- Afonso Peixoto de Abreu Lima- 16/12/1878- Manuel da Silva Mafra- 25/01/1879- Elizeu de Souza Martins- 06/10/1880- Marcelino de Assis Tostes- 24/03/1882- Herculano Marcos Ingus de Souza- 09/12/1882- Martin Francisco Ribeiro de Andrada- 26/04/1883- Miguel Bernardo Ribeiro Amorim- 17/01/1884- Joaquim José Afonso Alves– José Camilo Ferreira Rabelo (Substituto)- 17/04/1884- Custódio José Ferreira Martins- 03/03/1885- Laurindo Pita de Castro- 02/10/1885- Antônio Joaquim Rodrigues- 21/08/1887- Antônio Leite Ribeiro de Almeida- 06/08/1888- Henrique de Ataíde Lobo Moscoso- 09/05/1889- Cel/ Manoel Coutinho Ribeiro Mascarenhas- 19/07/1889- José Caetano Rodrigues Horta



FONTES DE PESQUISAEstas são as fontes em que o autor se baseou para escrever este trabalho.ACCIOLI DE VASCONCELLOS, Inácio – Memória Estatística da Província do Espírito Santo. Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual – Vitória – ES – 1978.ANCHIETA, José de. S.I. – Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões ( 1554-1594 ) – Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567 páginas ilustradas.ASSIS, Francisco Eugênio de – Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo – Vitória, 1941.BALESTREIRO, Heribaldo Lopes – O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória, 1976.BORGES, Clério José – O Trovismo Capixaba – Editora Codpoe – Rio de Janeiro, 1990. 80 páginas. Ilustrado.CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre – Jesuítas no Brasil – Companhia Melhoramentos – São Paulo, 1925.CARDOSO JR., Nourival – “Agora é a vez da Cultura Popular”, Folheto colorido elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989CARVALHO, José Antônio – O Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo – Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.CASTELO, Marinaldo Fraga – Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973. Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso – Serra – ES.CLÁUDIO, Afonso – Insurreição do Queimado – Episódio da história da Província do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória, 1979.DAEMON, Basílio Carvalho – Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História, Cronologia e Sinopse Estatística – Tipografia Espirito-Santense – Vitória, 1897 – 513 páginas.DINIZ MIGUEL, Ivonne – O Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem data. 128 páginas.ELTON, Elmo – Velhos Templos de Vitória e outros Temas Capixabas – Conselho Estadual de Cultura – Vitória – ES, 1987 – 205 páginas; São Benedito, sua devoção no Espírito Santo – DEC – Departamento Estadual de Cultura – Vitória, ES, 1987 – 205 páginas; Anchieta – Versos e dados históricos sobre padre Anchieta – CEC – Vitória, ES, 1984.FERREIRA, Jurandyr Pires – Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de Janeiro, 1959.FREIRE, Mário Aristides – A Capitania do Espírito Santo – 1535/1822. Vitória, 1945.GONDIM, Eunice Ribeiro – Os Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e o de São Cristóvão. “Revista Marítima Brasileira”- Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.IPANEMA, Cybelle M. – História da Ilha do Governador – Páginas 43 a 55.LEITE, Serafim, S.I. – História da Companhia de Jesus no Brasil – Lisboa, Livraria Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira, 1938/50. 10 Volumes ilustrados.LÉRY, Jean de. – Historie d’un Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite Amerique… – Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.LESSA, Luís Carlos – Araribóia, o Cobra das Tempestades – Editora Francisco Alves – Rio de Janeiro, RJ.LIMA, Sônia P./ Silva, M. B. – Seis Mil Nomes para Bebês – Nova Sampa Diretrizes Ltda – São Paulo. 192 páginas.MARQUES, Cesar Augusto – Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província do Espírito Santo – Typografia Nacional, 1878.MIRANDA, Naly da Encarnação – Reminiscências da Serra – 1556/1983, Edição do autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da Serra – Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.MONJARDIM, Adelpho Poli – Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e Artes – 217 páginas.MORAES, Cícero – Como Nasceram Cidade no Espírito Santo – 1954.MORAES, Neida Lúcia – O Espírito Santo era Assim – Rio de Janeiro, 1920.MONTELLO, Jesse – Coleção de Monografias Municipais – Nova Série nº 271 – Rio de Janeiro – 18 de junho de 1984.NEVES, Jayme Santos – A Outra História da Companhia de Jesus – Vitória – Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.NÓBREGA, Manoel, Padre – Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios – s/data. Edição antiga reproduzida em cópias com falhas.NOVAES, Maria Stella de – História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do Espírito Santo – Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas – Vitória – ES. Sem data.OLIVEIRA, José Teixeira de – História do Estado do Espírito Santo – 2ª Edição – Fundação Cultural do Espírito Santo – 1975.PACHECO, Renato José Costa / Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme Santos Neves. – Espírito Santo minha terra, minha gente – Sedu – Vitória, 1986. 57 páginas.PENA, Misael – História da Província do Espírito Santo – RJ – 1878.RESENDE, Wilson Lopes de – A Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo – Editora Itabira – Cachoeiro de Itapemirim – 1949. 17 páginas.ROCHA, Wilton Simas da – Município da Serra – Trabalho mimeografado e datilografado, reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.ROCHA, Levy – Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília, 1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo – RJ – 1960.RIBEIRO, Judith Leão Castello – Presença. Vitória – ES. 1980. 131 páginas.SÁ, Antônio de – Cartas Jesuíticas II – Cartas Avulsas 1550/1568 – Edição da Biblioteca Nacional ( RJ ).SAINT-HILAIRE, Auguste de – Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora Itatiaia. 1974.SANTINI, Maria Luiza Parente – 5.000 nomes para seu Bebê – Nova Sampa Diretriz Editorial – 1993.TEIXEIRA, Álvaro – Roteiro Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro – século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho – Rio de Janeiro – Livraria São José – 1975. 151 páginas.THEVET, André, O.F.M. – La Cosmographie Universelle… Paris, P. L’Huillier, 1575, 2 volumes, ilustrado.VASCONCELLOS, José Marcelino de – Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.VASCONCELLOS, Simão de – Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.VIANA, Manoel – Os Brasilíades – Poema épico Brasileiro – Prefeitura Municipal de Paranaguá – Paraná – 1984. 144 páginas.VIOTTI, Hélio Abranches, S.I. – Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito Santo – Edições Loyola – São Paulo – 1966.PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:1- Relatório final da Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – ES – ECO 92 – Meio Ambiente e Desenvolvimento no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.2- Vitória News – Edição semanal – Número 16, de 4 de dezembro de 1977 – Jornal distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel Câmara Gomes. Reportagem: “Um Passeio ao Mestre Álvaro” ( Página 4 ) Coleção do autor.3- SERRA, EM FOCO O DESENVOLVIMENTO – Publicação colorida da Prefeitura Municipal da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli. Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento Industrial do Município da Serra, pela ETPI – Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.4- Trabalho Mimeografado da ETPI – Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda. Realizado em 1990/199l.5- Guia da Ilha do Governador – 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro Gondim, residente na Ilha do Governador – Rio de Janeiro.6- ATLAS ESCOLAR DO ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.

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