História do Futebol - Jogador Pelé e a Bicicleta.

Futebol – Origem

Futebol

ORIGEM DO FUTEBOL

Pesquisa do Historiador, Clério José Borges.

História do Futebol - Jogador Pelé e a Bicicleta.
História do Futebol – Jogador Pelé e a Bicicleta.


Os primeiros jogos oficiais foram disputados na Inglaterra, no século XIX. Mas há registros de formas primitivas de futebol bem antes disso. Por volta de 2600 a.C., os chineses jogavam Kemari, praticado com uma bola de fibra de bambu. Mas sabe-se também que, na China, um jogo de bola com os pés foi regulamentado e oficializado para o treinamento militar de seus soldados. Era o tsu-chu, que tinha como objetivo passar a bola sem deixá-la cair no chão até chegar a duas estacas fixas no campo. Essa prática já era encontrada na região por volta de 2.500 AC.

Na Grécia e no Império Romano os jogos eram disputados com bexigas de boi infladas. Na Idade Média, habitantes de Florença, na Itália, praticavam o “gioco del calcio”, chutando uma bola pelas ruas.

No Ocidente, o Epyskiros, que fazia parte da educação da juventude helênica, consistia no jogo com um a bola produzida com a bexiga de um animal, cheia de ar ou areia. Duas equipes de 15 atletas disputavam com o objetivo de levá-la a determinado ponto.

Em Roma, por volta de 150 AC, este jogo sofreu alterações e recebeu o nome de Harpastum, onde também era permitido que a “bola de bexiga” revestida em couro fosse carregada com as mãos, além do uso dos pés.


Quando o jovem Charles Miller, filho de pai inglês e mãe brasileira, deixou o bairro do Brás, em São Paulo, onde nasceu, e foi para a Inglaterra completar seus estudos, imaginava-se que ele voltaria apenas com um diploma. Porém, retornando ao Brasil em 1894, além do diploma da Banister Court School, de Southampton, na bagagem havia também uniformes de times de futebol, um apito e, evidentemente, uma bola. Mais ainda, Miller trazia a experiência de alguns anos como centroavante do time de sua escola e da Seleção do condado de Hampshire. Até 1910, foi o melhor jogador do País. Depois tornou-se árbitro, atividade que exerceu até 1914, quando se desligou definitivamente do esporte.
Oficialmente é isso que se conta da introdução do futebol no Brasil. Outras versões, não confirmadas, contam que padres do Colégio São Luís, em Itu, anos antes de Charles Miller, teriam realizado algumas partidas entre os alunos; e que marinheiros ingleses, de passagem pelo Rio, disputavam “peladas” na praia da Glória. Mas foi mesmo a partir de Charles Miller que o futebol passou a ser praticado regularmente no País.
E surgem os primeiros craques: Friedereich, Neco, Amílcar…
Seis anos depois da primeira partida disputada em São Paulo (14 de abril de 1895), surgia a primeira Liga de Futebol formada pela Associação Atlética Mackenzie College, Sport Club Internacional, Sport Club Germania, Club Atlético Paulistano e São Paulo Atletic Club, o primeiro a aderir ao novo esporte. Nessa mesma época, no Rio de Janeiro, o futebol aparecia trazido por Oscar Edwin Cox, também descendente de ingleses.
Sem ser um previlégio apenas das duas grandes cidades do País, o futebol, em 1900, um ano antes da formação da Liga Paulista, já havia chegado ao interior do Estado de São Paulo e a Porto Alegre, quando surgiram a Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas, e o Sport Club Rio Grande.
Da proliferação de clubes e praticantes à apuração da qualidade dos verdadeiros jogadores que deveriam formar os times, o caminho foi curto. E surgiram os primeiros craques, os mágicos da bola: Arthur Friedenreich, Neco, Amílcar. . . Fried reinou no final da década de 10 e durante toda a de 20, só sendo destronado a partir de 1932, quando apareceu Leônidas da Silva, o Diamante Negro que, com seu brilho intenso, ofuscou adversários no mundo todo.
Leônidas parou. Mas seus caminhos já eram trilhados por outros craques e tivemos Nílton Santos, Didi, o irreverente e incrível Mané Garrincha, de pernas tortas e pés moleques, até chegarmos em Pelé, o maior deles, o Rei do Futebol, o Atleta do Século. Para o país que tinha Pelé, nada mais normal do que a conquista do tricampeonato mundial e a posse definitiva da Jules Rimet.
Pelé parou. E a Seleção do Brasil não conquistou mais nada. Só em 1994 a Seleção voltou a ganhar a Copa, dos Estados Unidos, para de novo adornar a sala de troféus da CBF, onde estão guardadas as lembranças mais importantes, a verdadeira história dos cem anos de futebol no Brasil.

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