Jorge Amado e a Trova

GRAMÁTICA PORTUGUESA: TEXTOS, POESIA, POEMA, TROVAS, ESTROFE E VERSOS

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Na Comunicação há o Codificador, a Mensagem e o Decodificador. Qual é você. Consegue transmitir bem e é um bom Codificador ou não. Por meio da linguagem, é possível interagir com outros indivíduos, bem como alterar o discurso conforme o contexto. Observe que, ao longo do dia, é possível que estejamos envolvidos em diferentes tipos de situações, cada uma exigindo um comportamento linguístico adequado. O resultado é o surgimento dos tipos e gêneros textuais. São situações nas quais o falante ou escritor baseia a construção de determinado discurso… Seja um bom Codificador e um bom decodificador. No momento em que você consegue se comunicar bem com outras pessoas você começa a construir um Caminhar rumo a Vitória. Acredite….

A comunicação é o processo que envolve troca de informações entre interlocutores usando signos e regras semióticas para se completar. A ação básica de transmitir e receber outra mensagem de volta configura um processo social primário possibilitado pela linguagem.

Por meio da linguagem, é possível interagir com outros indivíduos, bem como alterar o discurso conforme o contexto. Observe que, ao longo do dia, é possível que estejamos envolvidos em diferentes tipos de situações, cada uma exigindo um comportamento linguístico adequado.

O resultado é o surgimento dos tipos e gêneros textuais. São situações nas quais o falante ou escritor baseia a construção de determinado discurso visando atender, de forma efetiva, o contexto no qual está inserido. Vejamos, a seguir, o que são tipos e gêneros textuais, suas diferenças e relações, além de como isso pode cair na sua prova.

Diferença entre gêneros e tipos textuais

Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abrangentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e explicação. Os tipos textuais apresentam estrutura definida e número limitado de possibilidades, de cinco a nove tipos.

Os gêneros textuais, por sua vez, apresentam maior diversidade e exercem funções sociais específicas. Ademais, são passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preservando características preponderantes. Quer um exemplo prático? A carta! Até pouco tempo, era um dos principais meios de comunicação escrita à distância.

Mas, com o advento da tecnologia, acabou perdendo espaço para o e-mail. No entanto, certos elementos linguísticos foram preservados, como remetente, destinatário, saudações e cumprimentos finais. É interessante pontuar que os aspectos gerais dos tipos são concretizados em situações de comunicação dos gêneros textuais.

Qual a diferença entre poema, poesia e soneto?

A diferença entre poema, poesia e soneto é que enquanto o poema e o soneto estão ligados somente à literatura, a poesia pode ser qualquer tipo de produção artística.

O poema é um tipo textual estruturado em versos e que pode conter rimas e metrificação. O soneto é um tipo de poema de forma fixa, composto por quatro estrofes, sendo dois quartetos e dois tercetos.

Já a poesia é a própria forma de arte, podendo ser expressa pela pintura, fotografia, músicas e textos. Então, todo poema é considerado poesia, porém nem toda poesia precisa ser um poema.

O que é poema?

Na literatura, o poema é um arranjo de palavras que contêm significado. Por meio dele são expressos os pensamentos e sentimentos do autor.

Os poemas podem rimar ou não e geralmente fazem uso de figuras de linguagem, recursos estilísticos que oferecem maior ênfase à comunicação, tais como: metáfora, metonímia, hipérbole, eufemismo, aliteração, onomatopeia, dentre outras.

Tipos de poema

De acordo com os gêneros literários, existem três tipos de poemas: épico, dramático e lírico:

  • Poema épico (ou narrativo) está centrado em figuras míticas ou heroicas, por exemplo, as fábulas;
  • Poemas dramáticos são aqueles escritos para serem encenados, por exemplo, as tragédias;
  • Poemas líricos descrevem os sentimentos e pensamentos do poeta, por exemplo, os sonetos.

O que é poesia?

A poesia existia muito antes de as pessoas se tornarem alfabetizadas, sendo memorizada e repassada oralmente de geração em geração.

A poesia é definida como a forma literária da arte, expressa por meio da linguagem. Mas em sentido figurado, a poesia é a própria forma de arte, sendo aquilo que comove e desperta sentimentos.

Na literatura, ela se distingue das outras formas de escrita pelo uso da repetição, do verso, da rima e da estética, como o drama poético, a poesia lírica e a poesia em prosa.

Soneto

O soneto é um tipo de poema que possui uma estrutura fixa. Ele contém quatro estrofes com 14 versos,sendo que dois deles são quartetos, estrofes com quatro versos cada, e dois são tercetos, estrofes com três versos. Geralmente, os versos são decassílabos, ou seja, possuem dez sílabas poéticas.

O soneto tem provavelmente origem italiana, sendo documentado pela primeira vez na primeira metade do século XIII na obra de Giacomo da Lentini. Este molde literário ainda é bastante usado, e por isso é considerado a mais longeva forma de poema.

No Brasil, alguns dos principais sonetistas foram Olavo Bilac e Vinicius de Moraes.

Soneto da Fidelidade

(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Uso de poema ou poesia

Há casos em que os termos poema e poesia podem ser usados de forma intercambiável, como “ele não gosta da poesia de Manuel Bandeira” ou “ele não gosta dos poemas de Manuel Bandeira“.

E como diferenciar?

Para saber a diferença, você precisa definir duas coisas:

  1. O que você deseja expressar;
  2. Como você deseja expressar?

O que você quer expressar, a sua ideia, é a poesia.

Como você vai se expressar, a forma que vai utilizar, é o poema.

Um exemplo para aprender as diferenças entre as duas palavras:

João adora a poesia (pois ele ama poemas como um todo), e por isso ele quer começar a escrever seus próprios poemas (expressando suas ideias através da rima e de uma dicção específica).

ACLAPTCTC – ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES.

DEFINIÇÕES E ORIGEM DA TROVA

Texto de Clério José Borges
(Autor do Livro “Origem Capixaba da Trova”)

Trovador é uma palavra derivada do latim, acusativo singular de “trobaire” (poeta), do verbo trobar (inventar, achar). Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador, pois nem todos Poetas sabem metrificar, fazer o verso medido.
A trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: É o poema de quatro versos setessilábicos com rima e sentido completo. Mas, quando surgiu, não era assim. Seu aparecimento está intimamente ligado à poesia da Idade Média, onde a trova era sinônimo de poema e letra de música. A cultura trovadoresca refletia bem o panorama histórico desse período: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder espiritual do clero. Quanto à arquitetura, o estilo gótico é o que predominava. Na literatura, desenvolveu-se, no sul da França e em Portugal, um movimento poético chamado Trovadorismo. Os poemas produzidos nessa época eram feitos para serem cantados por poetas e músicos, e foram os primeiros a serem sistematicamente publicados.
Hoje, entretanto, a trova possui a sua conceituação própria, diferenciando-se da quadra e da poesia de cordel, da Trova Gauchesca, do Repente, bem como do poema musicado da Idade Média. Um movimento cultural em torno da trova surgiu no Brasil a partir de 1950 e chamou-se Trovismo. A palavra foi criada pelo poeta e político falecido J. G. de Araújo Jorge e pelo escritor e historiado, Eno Theodoro Wanke.
Em 1960, foram realizados os Primeiros Jogos Florais, com sucesso, e a fundação oficial da União Brasileira de Trovadores, juntamente com uma plêiade de idealistas do Rio de Janeiro.
O Dentista Gilson de Castro é considerado o maior divulgador da Trova nos anos 50 e 60. Usava o pseudônimo de Luiz Otávio. Era carioca, nascido em 18 de Julho de 1916 e deixou o seu nome inscrito nas páginas literárias desse país como o Príncipe dos Trovadores Brasileiros, pelo seu trabalho incessante e gigantesco em prol da causa da trova. No dia 31 de Janeiro de 1977, Luiz Otávio, alçou vôo para a eternidade.
Em 1980, ao criar o Clube dos Trovadores Capixabas, o poeta Clério José Borges fez despontar o Neotrovismo, que é a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil.

FUNDAÇÃO DA ACADEMIA CAPIXABA DE

LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES

2017 – No dia 18 de novembro de 2017 estava prevista mais uma das Reuniões Mensais de Diretoria do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas, devidamente registrada na Agenda Oficial de eventos da entidade. Ocorre que no dia 15 de setembro, data de aniversário de Clério José Borges, surge a ideia de criação de uma nova entidade. De imediato Clério José Borges vai para o Computador e elabora um Edital que divulga nas redes sociais, convocando um grupo de pessoas, maiores e capazes e em perfeito uso de suas atividades mentais para uma reunião para o dia 18 de novembro, com o objetivo de deliberarem sobre a instituição (fundação) de uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, ou seja,  Associação Civil, Organização não Governamental sem fins lucrativos, de caráter Social, Artístico e Cultural, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigir, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa, com autonomia administrativa e financeira e, de âmbito Estadual, com jurisdição em todo Estado do Espírito Santo, denominada de Academia Letras e Artes de Poetas Trovadores.

O Edital foi divulgado na INTERNET, mas Clério José Borges continuou com as atividades normais do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas, com a Eleição de nova Diretoria, a realização do Café com Arte e Sábado Cult de Outubro e participação em evento em Anchieta e em Linhares. É que Clério ainda imaginava que o CTC não iria se acabar e a Academia fosse uma nova entidade. No dia 18 de novembro de 2017, data estabelecida no Edital e coincidentemente a mesma data da reunião ordinária mensal de Diretoria do CTC, Clério José Borges colocou o assunto em pauta sendo fundada a ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, com a estrutura organizacional do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Trova e da Poesia em geral, fundada por Clério José Borges, Trovador, Escritor e Historiador Capixaba, a 1º de julho de 1980, com base numa ideia do historiador Eno Teodoro Wanke, autor do livro O Trovismo, que conta a história da Trova no Brasil de 1950 a 1978.

Assim oficialmente em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18 de novembro de 2017, foi fundada em Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo a Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC, antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. A proposta apresentada pelo Presidente do CTC, Clério José Borges foi apoiada por todos os presentes à exceção da Associada Magnólia Pedrina Sylvestre, que se manifestou contra, em face aos 38 anos de história do CTC fundado a 1º de julho de 1980 e líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo.

Segundo o Escritor João Roberto Vasco Gonçalves, Secretário Geral do CTC, em declaração amplamente divulgada na época na Internet, o Clube dos Trovadores Capixabas não morreu, apenas galgou o Status de Academia de Letras E Artes, tendo agora um quadro de 50 Cadeiras de Acadêmicos Imortais com os seus respectivos Patronos, todos nascidos ou residentes no Estado do Espírito Santo e um quadro indefinido de Acadêmicos Correspondentes, nascidos ou residentes nos demais Estados da Federação e no Exterior. 

JORGE AMADO E A TROVA
JORGE AMADO E A TROVA

Qual a diferença entre estrofe e verso?

O verso e a estrofe são elementos do texto poético. Cada linha de um poema representa um verso, já a estrofe é o conjunto de versos.

Tomemos como exemplo a primeira parte do poema Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira:

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei”

Neste caso, a frase “Vou-me embora pra Pasárgada” é um verso, assim como “Lá sou amigo do rei” é outro verso, e assim por diante. O conjunto dos quatro versos formam uma estrofe.

O que é verso?

Um verso é uma única frase em uma composição poética. É o elemento que define a poesia, em oposição à prosa. Um conjunto de versos com sentido completo chama-se “estrofe”.

Os versos dão ritmo, melodia e métrica a uma poesia. Eles podem ser classificados quanto ao número de sílabas métricas, ou sílabas poéticas, que são diferentes das sílabas gramaticais.

Para exemplificar os versos e estrofes, vamos utilizar o poema Canção de exílio, de Gonçalves Dias. Cada linha desse poema representa um verso.

Minha terra tem palmeiras, (primeiro verso)
Onde canta o Sabiá; (segundo verso)
As aves, que aqui gorjeiam, (terceiro verso)
Não gorjeiam como lá. (quarto verso)

Tipos de versos

De acordo com o número de sílabas poéticas dos versos, temos a seguinte classificação:

  • Monossílabo: uma sílaba poética
  • Dissílabo: duas sílabas poéticas
  • Trissílabo: três sílabas poéticas
  • Tetrassílabo: quatro sílabas poéticas
  • Pentassílabo ou Redondilha Menor: cinco sílabas poéticas
  • Hexassílabo: seis sílabas poéticas
  • Heptassílabo ou Redondilha Maior: sete sílabas poéticas
  • Octossílabo: oito sílabas poéticas
  • Eneassílabo: nove sílabas poéticas
  • Decassílabo: dez sílabas poéticas
  • Hendecassílabo: onze sílabas poéticas
  • Dodecassílabo ou Alexandrino: doze sílabas poéticas
  • Verso Bárbaro: verso com mais de doze sílabas poéticas

O que é estrofe?

Na poesia, uma estrofe é uma unidade dentro de um poema, sendo formada por versos. Nas estrofes, os conjuntos de versos são ordenados de maneira a apresentar uma correspondência métrica com outras estrofes.

Cada conjunto de versos, separados pelas linhas pontilhadas, é uma estrofe. O poema abaixo possui 5 estrofes:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

—————————————-

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

—————————————-

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

—————————————-

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

—————————————-

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Tipos de Estrofe

Segundo o número de versos presentes em cada estrofe, temos:

  • Monóstico: estrofe de 1 verso
  • Dístico: estrofe de 2 versos
  • Terceto: estrofe de 3 versos
  • Quarteto ou Quadra: estrofe de 4 versos
  • Quintilha: estrofe de 5 versos
  • Sextilha: estrofe de 6 versos
  • Septilha: estrofe de sete versos
  • Oitava: estrofe de 8 versos
  • Nona: estrofe de 9 versos
  • Décima: estrofe de 10 versos
  • Irregulares: estrofe com mais de 10 versos

E o que é a rima?

Outro elemento do texto poético é a rima. Voltando ao poema Canção de exílio, podemos ver que o segundo verso e o quarto verso de todas as estrofes possuem a terminação das palavras com sons parecidos, como “sabiá” e “lá”, e “flores e amores”.

O uso dessas combinações de palavras que apresentam certa semelhança de som é chamado de rima, sendo usado pelo poeta para tornar a poesia mais musical e sonora.

No caso acima, a rima era utilizada no fim dos versos, chamada de rima externa, mas ela também pode ser usada no interior, sendo a rima interna. O uso de determinados tipos de rima varia de acordo com a intenção do autor e do efeito que ele deseja.

Tipos de rima

Rima alternada ou cruzada (ABAB)

“O poeta é um fingidor. (A)
Finge tão completamente (B)
Que chega a fingir que é dor (A)
A dor que deveras sente.” (B)

(Trecho do poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa)

Nesse trecho, a rima ocorre entre versos pares e ímpares, onde o 1º verso rima com o 3º, e o 2º verso rima com o 4º.

Rima intercalada ou oposta (ABBA)

“Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado (A)
passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. (B)
E assim fazemos, como se com isto, (B)
pudéssemos varrer nosso passado.” (A)

(Trecho do poema Indiferença, de Guilherme de Almeida)

No exemplo acima, a rima é encontrada entre o 1º e o 4º verso, e entre o 2º e 3º verso.

Rima emparelhada (AABB)

“Aos que me chamam de deputado (A)
Quando nem mesmo sou jurado, (A)
Aos que, de bons, se babam: mestre! (B)
Inda se escrevo o que não preste.” (B)

(Trecho do poema Obrigado, de Carlos Drummond de Andrade)

No trecho desse poema, as rimas são encontradas entre os versos 1º e o 2º e entre o 3º e 4º.

Qual a diferença entre prosa e poesia?

A prosa é a forma natural de comunicação entre seres humanos, sendo o texto em prosa construído em discurso direto e livre. Já a poesia é a expressão de emoções e sentimentos em um texto trabalhado esteticamente. Por isso, consiste em ritmo e harmonia para manifestação de beleza.

A prosa e a poesia são gêneros literários distintos. No entanto, o escritor e o poeta têm liberdade no trato da linguagem em suas criações.

Há autores que misturam os dois gêneros, o que a literatura chama de poesia em prosa, ou prosa poética. Desta forma, o texto é estruturado em prosa, mas com elementos originados da poesia, como ritmo e componentes emotivas.

ProsaPoesia
DefiniçãoGênero textual narrativo de discurso livre e direto.Gênero literário que utiliza a linguagem com fins estéticos.
TiposNarrativa (prosa literária)Demonstrativa (prosa não-literária)SonetoOdePoema épicoPoema narrativoPoema dramáticoPoema líricoPoesia em prosa (prosa poética)
ExemplosDom Casmurro, de Machado de Assis;Vidas Secas, de Guimarães Rosa;A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade;O livro sobre nada, de Manoel de Barros;A Rua dos Cataventos, de Mário Quintana.

O que é prosa?

A prosa é um gênero narrativo em que o discurso é livre e direto, sendo originado diretamente da palavra em latim prosa.

Geralmente, o texto é estruturado em parágrafos. Mas alguns escritores criam o próprio estilo de narrativa e, em alguns casos, abrem mão de parágrafos ou até mesmo sinais de pontuação.

O texto em prosa busca criar uma imagem da realidade, fictícia ou não, o mais concreta possível. Para isso, utiliza o modo natural de narração para explorar metáforas e acontecimentos.

Neste sentido, pode-se dizer que o texto em prosa é uma forma de escrita que não inclui divisões rítmicas, como ocorre no texto poético.

Diferentemente da poesia, o texto em prosa não busca proporcionar um ritmo intencional de leitura. Isto garante ao leitor verosimilhança no que está nas páginas através da narração.

Para isso, o texto em prosa precisa ser objetivo. Isto porque é de extrema importância que o escritor não deixe ambiguidades sobre aquilo que narra.

Tipos de prosa

Apesar de abranger uma enorme gama de textos, os escritos em prosa são divididos em dois tipos: narrativa demonstrativa.

A prosa narrativa é aquela em que se narra acontecimentos fictícios ou inspirados na realidade, que podem estar presentes em romances, crônicas, contos e novelas. Este tipo de texto também é comumente chamado de prosa literária.

Já a prosa demonstrativa é aquela em que se enquadram conteúdos factuais e/ou históricos, que podem estar presentes em ensaios, cartas, diálogos, jornais, etc. Neste sentido, é um texto mais didático, voltado não para entretenimento mas para passar informação. É também chamada de prosa não-literária.

Exemplos de obras em prosa:

  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis;
  • Iracema, de José de Alencar;
  • O Alquimista, de Paulo Coelho.

O que é poesia?

A poesia, também chamada de texto lírico, é considerada uma das sete artes tradicionais. É um gênero literário que utiliza a linguagem com fins estéticos. Isto é, o poeta trabalha o texto de forma artística.

No entanto, a poesia também pode ser crítica e ocorre em um espaço em que tudo é possível. Desta forma, seguiria a linha de imaginação do autor ou do leitor.

Para um texto ser considerado poesia, é necessário que o poeta tenha trabalhado versos e estrofes esteticamente, de maneira ritmada, manifestando beleza e despertando sentimentos. Isto define a métrica da poesia.

Tipos de poema

O objeto final depois de escrito por um poeta é chamado de poema, que é a organização de palavras que carregam significados, sejam para despertar emoções ou reflexões. Neste sentido, pode-se destacar seis tipos de poema.

  • Soneto: poemas sobre o amor.
    Os sonetos têm uma estrutura fixa e devem ser constituídos por quatro estrofes. Duas delas devem ser quartetos (com quatro versos) e duas devem ser tercetos (com três versos). Todos os versos devem ter dez sílabas poéticas (decassílabos).
  • Ode: poemas que exaltam algo ou alguém, como a natureza, a vida ou os deuses.
  • Poema épico: poemas sobre figuras míticas e/ou heroicas.
  • Poema narrativo: poemas que contam uma história.
  • Poema dramático: qualquer poema contruído em versos.
  • Poema lírico: poemas sobre os sentimentos e pensamentos do poeta.

Porém, há o tipo de poesia em “verso livre”. Assim, o poeta cria o próprio ritmo e as próprias regras, formulando um estilo único dentro do gênero literário.

Exemplos de obras em poesia:

  • Libertinagem, de Manuel Bandeira;
  • Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles;
  • Distraídos venceremos, de Paulo Leminski.

Existe ainda a poesia em prosa, também conhecida por prosa poética. Neste gênero literário, os princípios fundamentais da poesia, como a estética e o ritmo, bem como a evocação de emoções, são utilizados sem seguir uma estrutura de verso e/ou estrofes. Porém, o texto direto e livre da prosa.

Ainda que a poesia seja muito anterior à prosa, em Poética Aristóteles já discernia que nem todo texto em verso poderia ser considerado poesia.

No entanto, a estrutura poética de versos e estrofes era utilizada na antiguidade tanto para expressões artísticas quanto para textos de caráter informativo.

Porém, os poetas podem combinar a poesia com outras artes, como a música.

Mas muitos consideram a poesia a própria arte, pois as outras artes também utilizam a linguagem, seja verbal ou não. Neste sentido, a poesia transcenderia a arte escrita, mas estaria presente em todas as formas de expressão humana.

Veja também a diferença entre:

Qual a diferença entre notícia e reportagem?

Uma notícia é qualquer acontecimento considerado relevante para o conhecimento do público. A reportagem é o aprofundamento da notícia, trazendo detalhes significativos para os interessados em determinado assunto.

Ambos os conteúdos são produzidos por um profissional jornalista.

NotíciaReportagem
TextosInformativos, com união de terceira e primeira pessoaInformativos, com união de terceira e primeira pessoa
PublicaçãoPublicado ou veiculado na mídia (falada ou escrita)Publicado ou veiculado na mídia (falada ou escrita)
TemasFatos de relevância imediataDiversos, como políticos, sociais, econômicos, culturais, etc.
LinguagemFormal, simples, clara e objetivaFormal, clara e dinâmica
ConteúdoFatos reais, atuais e cotidianosInterpretação dos fatos e dados narrados

O que é notícia?

A notícia é um fato considerado, por um determinado grupo de pessoas, relevante para o conhecimento geral da sociedade. Por isso, merecem publicação.

Como todo material informativo, a notícia merece apuração jornalística, fornecendo sempre a verdade da maneira mais imparcial possível.

As notícias devem ser feitas (escritas, gravadas ou filmadas) em um curto espaço de tempo, sendo algo que deve ser levado ao público quase que de forma imediata.

Estrutura da notícia

Por ser um trabalho feito em pouco tempo, para escrever, gravar ou filmar uma notícia, é necessário estar atento a uma estrutura básica, o que guia o público entre os fatos. Cada mídia tem seu próprio tipo de estrutura, mas todas seguem basicamente um padrão comum.

É necessário ter um título, que deve passar a ideia de imediatismo da questão. Ou seja, quem ler, ouvir ou ver uma notícia deve conseguir ter ideia pelo título do conteúdo de que é um fato realmente recente.

Após, é necessário abrir o texto com o que os jornalistas chamam de lide.

A palavra “lide” vem do inglês lead, que significa liderar em português. Em uma notícia, serve para que o leitor ou espectador tenha uma visão geral dos acontecimentos já no primeiro contato com o conteúdo.

Para um lide completo, o material precisa responder a seis perguntas:

  1. O quê?
  2. Quem? (Sujeito)
  3. Quando?
  4. Onde?
  5. Como?
  6. Por quê? (Se possível)

Assim, tudo o que for mais relevante é entregue ao público rapidamente, sem delongas e de forma direta.

Nos parágrafos ou minutos seguintes, o jornalista irá desenvolver sobre o que foi revelado no lide. Assim, traz informações adicionais, sendo necessário que os pontos mais importantes apareçam sempre na frente.

Os detalhes não tão relevantes, que não causam mudanças significativas nos acontecimentos relatados, são deixados para os últimos parágrafos ou minutos de uma notícia.

Dessa forma, a notícia seguirá a fórmula chamada de “pirâmide invertida”, em que a base do conteúdo está no topo.

Exemplo de notícia

Para entender na prática:

Incêndio atinge Instituto do Coração em São Paulo

Um incêndio atingiu na manhã de hoje (18) o Instituto do Coração (Incor) no complexo do Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital paulista. De acordo com a assessoria do hospital, o fogo começou em uma torre de resfriamento externa ao prédio.

O Corpo de Bombeiros deslocou 18 viaturas para o local, mas as chamas, que duraram apenas 10 minutos, foram controladas pela própria brigada de incêndio da instituição.

Entretanto, devido a fumaça, parte dos pacientes teve que ser remanejada.

Fonte: Agência Brasil

Repare no lide: Um incêndio [o quê] atingiu na manhã de hoje (18) [quando] o Instituto do Coração (Incor) [quem / sujeito] no complexo do Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital paulista [onde]. De acordo com a assessoria do hospital, o fogo começou em uma torre de resfriamento externa ao prédio [como e/ou por quê].

O que é reportagem?

Uma reportagem é um fato ou assunto desenvolvido de forma mais aprofundada. Ela conta com diversos elementos para oferecer ao leitor várias versões de um mesmo tema e interpretações dos dados e acontecimentos.

Por demandar mais horas de dedicação, a reportagem pode levar mais tempo para ser concluída, uma vez que trará muito mais informações do que a notícia.

Há vários tipos de notícia e reportagem, sendo ambas importantes gêneros textuais. No entanto, uma reportagem pode não ser considerada notícia, pois pode ser sobre diversos assuntos, não tendo o caráter imediatista da notícia.

No jornalismo, sendo a notícia a descrição de fatos relevantes para o público de determinada mídia, a reportagem se concentra no aprofundamento destes fatos.

Ela traz, além de descrição detalhada, dados, interpretações dos acontecimentos e diferentes versões dadas por aqueles que presenciaram o evento em questão.

Estrutura da reportagem

O objetivo de uma reportagem é apresentar diversas versões de um mesmo fato ou tema, garantindo ao leitor que forme e tenha a própria opinião sobre o assunto.

No entanto, por ser um conteúdo mais trabalhoso de ser feito, não há uma estrutura rígida para a reportagem, sendo baseada no bom senso do repórter.

Como todo material jornalístico, é crucial que haja um título.

O jornalista ou editor de um veículo de comunicação impresso pode optar também por um subtítulo. Este traz mais informações sobre o que consta na reportagem e serve para chamar a atenção do leitor, despertando curiosidade.

No restante, ao apresentar um lide respondendo às seis questões da notícia, o repórter irá se desdobrar em cada uma delas para apresentar várias versões do mesmo acontecimento.

Para isso, a apuração dos fatos é a mais cautelosa possível, muito mais profunda, uma vez que a reportagem pode criar uma opinião na mente do leitor.

Em veículos de comunicação que não contam com manuais, os profissionais do jornalismo devem seguir as diretrizes aprendidas durante o curso superior e do código de ética da profissão.

Lidar com informações é uma grande responsabilidade.

O tato na maneira de informar um acontecimento é fundamental. Isto para que o público não venha a ter opiniões erradas (ou construídas erroneamente) sobre assuntos que podem ser extremamente importantes para o desenvolvimento da sociedade.

Para finalizar, um exemplo lúdico do jornalista americano Charles Anderson Dana: se um cão morder um homem, não há notícia; se um homem morder um cão, há notícia. No caso, será divulgada logo após o acontecimento fatídico, com as informações principais.

Mas se você ler uma história verídica sobre um homem que mordeu um cão, descrita em detalhes, com depoimentos de testemunhas oculares e a interpretação dos fatos narrados e dados diversos, é uma reportagem.

Página e lauda

Qual a diferença entre página e lauda?

Página é cada um dos lados de uma folha de papel, não possuindo nenhuma forma pré-definida. Já a lauda representa uma página escrita e padronizada a partir de sua quantidade de caracteres.

Página é um termo mais geral, utilizado para se referir às folhas de um livro, caderno, trabalhos, etc. A lauda, na maioria das vezes, é utilizada como unidade de medida para trabalhos escritos, que devem obedecer a regras específicas, de acordo com o projeto.

PáginaLauda
SignificadoCada um dos lados de uma folha de papel.Página escrita, configurada a partir de determinados padrões (caracteres, espaçamentos, formatos e dimensões da página).
Quantidade de CaracteresNão definida.1200, 1250, 1600, 2100, etc.
UtilidadeGeral, para a definição da quantidade de folhas de um caderno, livro ou documento.Unidade de medida, para a especificação da quantidade de material escrito e para a definição do valor de um trabalho.

O que é uma página?

A página é simplesmente cada uma das faces de uma folha de papel, de qualquer formato, escrita ou não. Em documentos feitos no computador, representa uma unidade de medida em que o usuário inserir texto ou imagem, independentemente do tamanho da fonte utilizada ou da imagem.

Um caderno, por exemplo, pode possuir uma infinidade de formas, tamanhos e utilidades, ainda assim, cada uma das faces de cada folha é chamada de página.

O que é uma lauda?

As laudas são páginas definidas por padrões: formato, margem superior, inferior, direita, esquerda e quantidade de caracteres, também chamado de toques (relativo às teclas).

Não há um modelo único de lauda, seus padrões podem variar de acordo com seu contexto. Por exemplo, em trabalhos de revisão ou tradução, é comum que a lauda seja a unidade de medida básica para a definição do valor do projeto.

A quantidade de caracteres por lauda, em geral, variam de 1200 a 2100 caracteres. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), uma lauda para elaboração de trabalhos acadêmicos consiste em:

  • Formato A4 (21 cm × 29,7 cm);
  • Margem esquerda e superior: 3 cm;
  • Margem direita e inferior: 2 cm;
  • Espaçamento de 1,5 entre as linhas.

Texto literário e texto não-literário

Qual a diferença entre texto literário e texto não-literário?

As principais diferenças entre os textos literários e não-literários estão no objetivo e no modo como são construídos.

Os textos literários são textos narrativos e/ou poéticos e sua principal função é entreter. Os textos não-literários são textos cujo principal objetivo é transmitir informações, e não contém os mesmos elementos narrativos e artísticos dos textos literários.

Texto literárioTexto não-literário
O que éTextos narrativos e/ou poéticos que possuem elementos artísticos e tendem a causar emoção.São textos informativos e objetivos.
FunçãoEstética. Destinam-se ao entretenimento, à arte e à ficção.Utilitária. Sua função é informar, convencer, explicar, comunicar.
LinguagemSubjetiva e conotativa.Objetiva e denotativa.
CaracterísticasUtiliza elementos como a musicalidade, figuras de linguagem, multissignificação e possuem liberdade na criação.Linguagem objetiva e clara.
Normas gramaticaisCostuma subverter a gramática normativa.Geralmente adota a gramática normativa.
Elemento de composiçãoFicção, baseada na imaginação do artista.Utiliza fatos e informações.
AnáliseA leitura de um texto literário inclui a busca de metáforas e simbolismos.Analisar um texto não-literário requer confirmação dos fatos, conhecimento, desenvolvimento de habilidades e realização de tarefas.
ExemplosPoesias, novelas, histórias e dramas.Diários pessoais, notícias, receitas, jornais e artigos.

O que é texto literário?

Os textos literários são baseados na imaginação do escritor/artista e, portanto, são subjetivos. Com a função de entreter o leitor, esse tipo de texto está intimamente relacionado com a arte. Por ser um texto artístico, não tem compromisso com a objetividade e com a transparência das ideias.

O texto literário possui carácter estético e não somente linguístico, cuja interpretação e significação variam de acordo com a subjetividade do leitor. É comum o uso de figuras de linguagem, assim como a subversão à gramática normativa.

Exemplos de textos literários

  • Novelas;
  • Contos;
  • Fábulas;
  • Dramas;
  • Poemas.

O que é texto não-literário?

Os textos não-literários são informativos. Sua composição utiliza fatos para comprovar um ponto e a escrita é feita de forma objetiva.

A informação nos textos não-literários deve ser passada de modo a facilitar a compreensão da mensagem. Por isso, o texto deve ser escrito de forma clara, de modo que o leitor não tenha dificuldades para compreender as informações.

Exemplos de textos não-literários

  • Documentos;
  • Receitas;
  • Livros didáticos;
  • Artigos acadêmicos;
  • Manuais de instrução.

Linguagem formal e linguagem informal

Qual a diferença entre linguagem formal e linguagem informal?

A diferença da linguagem formal e informal está no contexto em que elas são utilizadas e na escolha das palavras e expressões usadas para comunicar.

A linguagem formal está ligada ao uso das normas gramaticais, enquanto a linguagem informal é mais livre, sendo mais utilizada em situações cotidianas.

Linguagem formalLinguagem informal
O que éA linguagem formal é aquela que usamos em situações mais formais, sendo marcada pelo uso da norma culta.É utilizada em situações profissionais, acadêmicas ou quando não existe familiaridade entre os interlocutores, ou seja, em situações que exigem mais seriedade.A linguagem informal é utilizada em situações mais descontraídas, quando existe uma familiaridade entre os interlocutores.Nela, não é necessário o uso da norma culta, sendo comum o uso de gírias e coloquialismos.
CaracterísticasUtilização da norma culta, respeitando rigorosamente as normas gramaticais;Utilização de um vocabulário extenso;Pronúncia correta e clara das palavras.Despreocupação com o uso de normas gramaticais;Utilização de coloquialismos, expressões populares, gírias, palavras inventadas (neologismos);Uso de palavras abreviadas, como vc e ;Sujeita a variações culturais e regionais.
LinguagemCulta.Coloquial.
Norma gramaticalUso correto das normas.Não precisa seguir as normas.
Onde é usadoSituações mais formais, como; discursos políticos, entrevistas de empregos, palestras, concursos públicos e documentos oficiais.Geralmente, é utilizada quando falamos com superiores, autoridades ou públicos.Utilizada em conversas cotidianas, em mensagens de celular, chats. Geralmente, é usada em conversas entre amigos e familiares.
Uso mais comumQuando escrevemos.Quando falamos.
ExemploVocê viu o que está acontecendo?Nossa, cê viu o que tá acontecendo?

A linguagem formal é uma linguagem menos pessoal do que a informal. É usada quando se escreve para fins profissionais ou acadêmicos, como atribuições universitárias. A linguagem formal não usa coloquialismos, abreviações ou gírias.

Usamos principalmente linguagem formal ao escrever, como em artigos acadêmicos, e-mails comerciais ou relatórios. No entanto, a linguagem formal também é utilizada em casos de palestras ou apresentações.

A linguagem informal é mais casual e espontânea, fugindo um pouco das normas gramaticais.

Ele é usada principalmente quando falamos de forma mais impulsiva e casual, como em conversas com família e amigos. O tom da linguagem informal é mais pessoal do que da linguagem formal.

Porém, a linguagem informal não é usada apenas quando falamos. Podemos usar linguagem informal também quando escrevemos, como por exemplo, em um cartão postal para um membro da família ou uma mensagem de texto para um amigo. Algumas publicidades também utilizam desse tipo de linguagem para causar efeito e atingir o público-alvo.

Exemplos de uso de linguagem formal e linguagem informal

Usando abreviações

Linguagem formal: Como você está?

Linguagem informal: Como cê tá?


Nesse exemplo, o “cê” e o “tá” substituem o “você” e o “está”, caracterizados pela linguagem informal.
Usando gírias e expressões
Linguagem formal: Estou muito atrasado.
Linguagem informal: Caramba! Tô muito atrasado.
No exemplo acima, a linguagem informal é caracterizada pelo uso da gíria “caramba”, e também é exemplo do uso de expressões utilizadas oralmente, como o “tô”.

Fala, Língua e Linguagem

Qual a diferença entre fala, língua e linguagem?

A fala se refere a forma como as pessoas se comunicam oralmente. Para que a fala seja compreendida, é necessário que o receptor (a pessoa que escuta) compreenda a língua em que a mensagem foi transmitida.

Por sua vez, a linguagem refere-se a toda a forma de comunicação, seja através da fala (verbal) ou mesmo gestos, sons, imagens, etc. (não-verbal).

O que é linguagem?

O conceito de linguagem refere-se ao processo de interação entre as pessoas, onde usamos mecanismos para transmitir nossas ideias, sentimentos e informações.

Qualquer conjunto de sinais ou signos é considerado linguagem, sejam códigos linguísticos, placas de rua, gestos corporais, entre outros. Através dela, é possível que pessoas de diferentes regiões ou culturas se comuniquem.

O que é língua?

O conceito de língua, por outro lado, se trata especificamente de um código verbal – um conjunto de palavras que detém significado para determinado grupo. Podemos dizer que a língua é um tipo de linguagem.

São exemplos a Língua Portuguesa, a Língua Inglesa e a Língua Brasileira de Sinais, utilizada pelas comunidades surdas, dentre outras.

O que é a fala?

Já a fala é a forma como o indivíduo se comunica oralmente. Ela está diretamente relacionada com a língua. Entretanto, ela é considerada individual e comumente é afetada por vícios de linguagem, costumes locais e sotaques.

Gramática e Linguística

Para que ocorra uma melhor comunicação, é necessária uma estruturação da Língua. Por isso, cada língua possui um conjunto de regras e normas de combinação específicas, conhecida como Gramática.

Já a ciência que estuda a Linguagem e suas características é conhecida como Linguística.

Tipos de Linguagem

Como qualquer forma de comunicação entre pessoas é chamada de linguagem, esta possui uma variedade de tipos:

Linguagem verbal

A linguagem verbal é composta essencialmente por palavras, seja de forma oral ou escrita. Nela, são utilizados códigos para facilitar a comunicação entre as pessoas.

A língua é um tipo de linguagem verbal, e para que haja comunicação entre emissor e receptor, ambos devem compreender o mesmo código.

Linguagem não-verbal

A linguagem não-verbal é toda comunicação que ocorre por outros mecanismos que não sejam palavras. Podem ser gestos, expressões corporais ou pelo uso de símbolos ou sinais.

A Linguagem mista é aquela que une a linguagem verbal e não-verbal, como o cinema, o teatro ou as revistas.

Linguagem formal e informal

Dependendo da ocasião, os indivíduos poderão usar a linguagem formal ou informal.

Cada um desses tipos de linguagem requer determinada escolha de palavras e expressões. Enquanto a linguagem formal está ligada ao uso de normas gramaticais, a linguagem informal não requer o uso da norma culta, sendo usada de forma mais livre no cotidiano.

Por exemplo, o uso da linguagem informal é mais comum entre uma conversa de amigos. Por outro lado, uma reunião de trabalho costuma requerer uma linguagem formal.

O que são os encontros vocálicos e qual diferença entre ditongo, tritongo e hiato?

Os encontros vocálicos são junções entre vogais e semivogais dentro de uma palavra, sem a mediação de uma consoante.

O ditongo ocorre quando se encontram uma vogal e uma semivogal em uma mesma sílaba, tritongo é quando se unem duas semivogais e uma vogal em uma mesma sílaba e o hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes.

Assim, para classificar uma palavra como ditongo, tritongo e hiato deve-se compreender dois fatores: a separação silábica e o som das letras (fonemas).

DitongoTritongoHiato
O que éEncontro entre uma vogal e uma semivogal em uma mesma sílaba.Encontro entre uma semivogal, uma vogal e uma semivogal dentro de uma mesma sílaba.Encontro entre duas vogais em sílabas diferentes.
Exemploscoração, muito, seita, mãe, respeito, etc.Uruguai, enxaguou, saguão, etc.Saara, b, navio, área, maestro, etc.
TiposCrescentes, decrescentes, orais e nasais.Orais e nasaisTodos de um mesmo tipo.

Ditongo

Os ditongos são palavras que possuem encontros entre uma vogal e uma semivogal dentro de uma mesma sílaba.

Exemplos de ditongos

1. Ditongo crescente

Ditongos crescentes são aqueles formados por uma semivogal antes da vogal:

  • tran-qui-lo
  • quo-ta
  • gló-ria

2. Ditongo decrescente

Os ditongos decrescentes são aqueles formados por uma vogal antes da semivogal:

  • au-la
  • fei-ti-ço
  • céu
  • sei-ta

3. Ditongo oral

Ditongos orais são aqueles em que o som é emitido pela boca. Ditongos formados por -ai, -ei, -ie, -oi, -ui são orais:

  • pai
  • res-pei-to
  • pie-dade
  • cui-da-do

Ditongo nasal

Nos ditongos nasais o som é emitido pela boca e também pelo nariz. É o caso das palavras que possuem os encontros -ão, -ãe, -õe.

  • pão
  • mãe
  • pro-põe

Tritongo

O tritongo é o encontro de uma vogal e duas semivogais dentro de uma mesma sílaba.

Assim como os ditongos, eles podem ser classificados como orais (-uai, -uei, -uiu, -uou) ou nasais (-uão, -uõe, -uam, -uem). Os tritongos não possuem uma ordem crescente ou decrescente, pois são sempre formados por: semivogal + vogal + semivogal.

Exemplos de tritongos

1. Tritongos orais

  • Pa-ra-guai
  • quei-jo
  • de-lin-quiu
  • a-guou

2. Tritongos nasais

  • sa-guão
  • sa-guões
  • ave-ri-guam
  • ave-ri-guem

Hiato

O hiato ocorre quando uma palavra possui um encontro de vogais em sílabas diferentes.

Exemplos de hiato

  • baú
  • poe-ta
  • hia-to
  • saú-de
  • coor-de-na-ção

Tipos de texto: narrativo, descritivo, expositivo, injuntivo e dissertativo-argumentativo

Os diferentes tipos de texto se diferenciam por seus objetivos e através do modo como se desenvolvem. Existem cinco tipos principais de textos: narrativo, dissertativo-expositivo, dissertativo-argumentativo, descritivo e instrucional (injuntivo ou prescritivo).

Texto narrativo

Os textos narrativos expõem uma relação entre personagens contextualizados no tempo e no espaço, contam uma história baseada em um ponto de vistas específico, o ponto de vista do narrador.

Esse ponto de vista pode ser desenvolvido em terceira pessoa (narrador observador ou narrador onisciente) ou em primeira pessoa (narrador personagem).

Gêneros de textos narrativos:

  • contos;
  • fábulas;
  • crônicas;
  • romances;
  • novelas.

Exemplo de texto narrativo

“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”. (Franz Kafka, Metamorfose)

Texto descritivo

Os textos descritivos possuem como finalidade oferecer uma riqueza de detalhes sobre um objeto, pessoa, lugar ou evento. Uma característica desse tipo de texto é o uso de uma grande quantidade de adjetivos.

O texto descritivo pode ser objetivo, quando descreve aquilo que pode ser observado ou subjetivo, quando as impressões, sensações e pensamentos da pessoa que descreve fazem parte da descrição.

Gêneros de textos descritivos:

  • diários;
  • relatos de viagem;
  • biografias;
  • anúncios de classificados;
  • listas;
  • cardápios;
  • notícias;
  • currículos.

Exemplo de texto descritivo

Vende-se casa

100 m2, 3 quartos (1 suíte), sala, cozinha e banheiro, com um pequeno quintal nos fundos e garagem com vaga para dois carros.

Texto expositivo

O texto dissertativo-expositivo é caracterizado pela exposição de uma informação através de uma explicação, explanação, conceitualização, comparação, etc.

Diferentemente do texto argumentativo, o texto expositivo não tem como finalidade persuadir e levar o leitor a concordar com a tese, apenas apresentá-la.

Gêneros de textos expositivos:

  • palestras;
  • seminários;
  • entrevistas;
  • verbetes de dicionários;
  • enciclopédias.

Exemplo de texto expositivo

“Significado de Eletriz

substantivo feminino
Aquela que elege ou tem esse direito (de eleger); eleitora. Etimologia (origem da palavra eletriz).
Do latim electrix.”
(verbete de eletriz, dicio.com.br)

Texto injuntivo ou instrucional

Os textos injuntivos ou instrucionais orientam uma ação. Apresentam-se como uma ordem para o leitor. Para isso, utilizam-se de verbos no imperativo para transmitir a ideia de ação a ser realizada.

A ordem que o leitor deve cumprir tem como objetivo excluir outras possibilidades de ação e evitar erros. São utilizados para orientar a realização de uma tarefa e controlar os seus resultados.

Gêneros de textos injuntivos ou instrucionais:
propaganda;
publicidade;
manual de instruções;
bula de medicamentos;
receitas culinárias;
livros de regras;
regulamentos.

Exemplo de texto injuntivo

Bolo de Chocolate

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de leite
  • 1 xícara de chá de óleo de soja
  • 2 ovos
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 xícara de chá de achocolatado em pó
  • 1 xícara de chá de açúcar
  • 1 colheres de sopa de fermento químico em pó

Modo de Preparo:

  1. Coloque os líquidos no liquidificador e bata até misturar bem.
  2. Coloque os outros ingredientes, sendo o fermento o último.
  3. Leve para assar em forno médio, numa forma untada e enfarinhada.

Texto dissertativo-argumentativo

O texto dissertativo-argumentativo possui como finalidade a defesa de uma ideia. Esse tipo textual tem como finalidade persuadir o leitor a concordar com a construção do pensamento e com os argumentos propostos.

Um texto dissertativo-argumentativo possui como marca principal o desenvolvimento e defesa de uma tese. Possui uma estrutura formal baseada em:

  • Introdução – Apresentação da tese.
  • Desenvolvimento – Exposição de argumentos que reforcem a tese e contra-argumentos refutados.
  • Conclusão – Síntese elaborada a partir dos argumentos desenvolvidos.

Gêneros do tipo dissertativo:

  • editoriais;
  • cartas de opinião;
  • ensaios;
  • artigos científicos;
  • monografias.

Exemplo de texto dissertativo argumentativo

“A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.”
Redação nota 1000, Enem 2015 por Amanda Carvalho Maia Castro.

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