Revolta dos Negros Escravos do Queimado

MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS – PATRIMÔNIO HISTÓRICO – CONGO – CAPOEIRA – REIS MAGOS – SÃO JOÃO DE CARAPINA – POETAS TROVADORES – RUÍNAS DA IGREJA DE SÃO JOSÉ DO QUEIMADO

História História da Serra Negros Escravos Revolta do Queimado

Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos do Queimado em 19 de março de 1849, CHICO PREGO.
Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos do Queimado em 19 de março de 1849, CHICO PREGO.

No anonimato, está o amor, o trabalho através das lendas, da história. É ainda no anonimato que está o verdadeiro herói que constrói o todo a partir de si mesmo. Palco do surgimento de autênticos heróis anônimos, a Serra tornou-se uma região de evidência no contexto da conquista da terra, na época de sua colonização.

São heróis anônimos da colonização da cidade da Serra e do Distrito de Carapina, que honram e dignificam a história de qualquer cidade ou país, os índios Temiminós, os Tupiniquins, os padres Jesuítas, os primeiros colonos portugueses e depois os negros escravos. Pessoas anônimas que ajudaram na formação e construção das bases da região.

HERÓIS DA SERRA: Atos de bravura, Heroísmo e Glórias. Estas as características dos nossos verdadeiros heróis da Serra, ES: padre Braz Lourenço, Maracajaguaçu, Araribóia, Diogo Jácome, Fabiano de Lucena, Diogo Fernandes, Pedro da Costa, Manoel de Paiva, Felipe de Guilhen, José de Anchieta; Índia Branca Coutinho; Eliziário Rangel; Francisco, o Chico Prego e João Monteiro.  

MISTURA DE RAÇAS E RICO FOLCLORE

A Serra nos mostra uma grande miscigenação, uma mistura de raças, de povos e de diferentes etnias. Da mistura de portugueses, índios e negros surge o povo serrano. Uma miscigenação cultural e étnica, que tem reflexos em sua cultura, nas manifestações populares, como as festas que compõem o Ciclo Folclórico e Religioso da Serra: São Benedito, na Serra, Sede; Reis Magos e São Sebastião, (Nova Almeida); São Pedro, (Jacaraípe); Nossa Senhora do Rosário, (Pitanga); Santa Ana (Santana) em Manguinhos e as Festas da Cortada e Derrubada do Mastro, de modo especial na Serra sede, Jacaraípe e Nova Almeida.

Manifestações Culturais expressas também no congo, no carnaval, no artesanato da casaca e dos tambores, monumentos e na gastronomia.

A Serra é também a terra das bandas de Congo, da Capoeira, da puxada do mastro de São Benedito, da Revolta dos Negros Escravos do Queimado. Terra de um mar esverdeado, de um litoral tranquilo que oferece o ano inteiro, alimento, prazer e saúde. Serra, das manifestações populares marcantes.

ACLAPTCTC, ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES

Acadêmicos da ACLAPTCTC. Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores.

Serra dos poetas Trovadores do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, fundado a 1º de julho de 1980, por Clério José Borges, com sede na rua dos Pombos, em Eurico Salles. Em 2017, CTC com 37 anos de existência ganhou o “status” de Academia de Letras e se transformou em ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores e sua fundação em 18 de novembro de 2017 ocorreu também em Eurico Salles, Carapina, na Serra.

Congresso de Poetas trovadores no Auditório da Câmara Municipal da Cidade de Santa Teresa em 2018, Santa Teresa, ES.

FUNDAÇÃO DA ACADEMIA ACLAPTCTC

2017 – No dia 18 de novembro de 2017 estava prevista mais uma das Reuniões Mensais de Diretoria do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas, devidamente registrada na Agenda Oficial de eventos da entidade. Ocorre que no dia 15 de setembro, data de aniversário de Clério José Borges, surgiu a ideia de criação de uma nova entidade. De imediato Clério José Borges vai para o Computador e elabora um Edital que divulga nas redes sociais, convocando um grupo de pessoas para uma reunião no dia 18 de novembro, com o objetivo de deliberarem sobre a instituição (fundação) da Academia como associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, com autonomia administrativa e financeira e, de âmbito Estadual, com jurisdição em todo Estado do Espírito Santo, denominada de Academia Capixaba Letras e Artes de Poetas Trovadores.

O Edital foi divulgado na INTERNET, mas Clério José Borges continuou com as atividades normais do CTC, Clube dos Trovadores Capixabas. É que Clério ainda imaginava que o CTC não iria acabar e a Academia fosse uma nova entidade. No dia 18 de novembro de 2017, data estabelecida no Edital e coincidentemente a mesma data da reunião ordinária mensal de Diretoria do CTC, Clério José Borges colocou o assunto em pauta, sendo a idéia aprovada, sendo fundada a ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, com a estrutura organizacional do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Trova e da Poesia em geral, fundada por Clério José Borges, Trovador, Escritor e Historiador Capixaba, a 1º de julho de 1980, com base numa ideia do historiador Eno Teodoro Wanke, autor do livro O Trovismo, que conta a história da Trova no Brasil de 1950 a 1978.

Assim oficialmente em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18 de novembro de 2017, foi fundada em Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo a Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC, antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. A proposta apresentada pelo Presidente do CTC, Clério José Borges foi apoiada por todos os presentes à exceção da Associada Magnólia Pedrina Sylvestre, que se manifestou contra, em face aos 38 anos de história do CTC fundado a 1º de julho de 1980 e líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo.

ALEAS, ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SERRA

Serra dos Acadêmicos Imortais da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, fundada em 28 de agosto de 1993, em Sessão Solene realizada no recinto da Câmara Municipal, sendo Clério José Borges o seu fundador e primeiro Presidente da Diretoria Executiva. Vice-Presidente Getunildo Pimentel. O ex Prefeito e Escritor, Naly da Encarnação Miranda foi eleito orador e Presidente de honra e o professor Carlos Dorsch, Secretário Geral.

FUNDAÇÃO DA ALEAS – ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SERRA

    1993 – A Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS foi fundada no dia 28 de agosto de 1993, com 40 cadeiras patronímicas fixas e vitalícias e, com base numa ideia de Clério José Borges que, na qualidade de Presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, que em correspondência com Papel Timbrado do Clube dos Trovadores Capixabas, convocou poetas e Artistas da Serra para a Assembleia Geral de fundação a 28 de agosto de 1993.

Clério José Borges presidindo a Cerimônia de Fundação da ALEAS. Ouvindo o discurso de Clério José Borges, o Poeta Narceu Paiva Filho e a Escritora Sandra Geralda Amorim Bunges.
Clério José Borges presidindo a Cerimônia de Fundação da ALEAS. Ouvindo o discurso de Clério José Borges, o Poeta Narceu Paiva Filho e a Escritora Sandra Geralda Amorim Bunges.

Clério José Borges presidiu a reunião de fundação que contou com a secretaria do Advogado e professor Carlos Dorsch e a presença do ex Prefeito, Naly da Encarnação Miranda. Clério José Borges foi eleito o primeiro Presidente Executivo, com mandato de dois anos, até 28 de agosto de 1995. Dr. Naly da Encarnação Miranda, ex prefeito da Serra em duas ocasiões, sido escolhido Presidente de honra e orador. Definida as Cadeiras da Academia, Clério José Borges ficou com a cadeira nº 2, que tem como Patrono o Índio fundador da Serra, Maracajaguaçu. Voltou a presidir a ALEAS no período de 06 de agosto de 2012 a 28 de agosto de 2014. Em 28/08/2016 assume a Vice-Presidência da ALEAS até 28/08/2018. Em nova eleição realizada em 12 de janeiro de 2020, Fábio Boamorte foi eleito presidente e Sandra Gomes vice. Clério ficou no Conselho Fiscal.

seta-direita_318-79753Serra de um povo com um passado de heroísmos, conflitos e bravuras. Serra, da Moqueca Capixaba com peixes nobres, muito coentro, tintura de urucum e um cozimento sem água, apenas com tomate e cebola feito em panelas de barro. Terra dos quindins de Nova Almeida, dos bolinhos de arroz da sede do município, do mondrongo e da farofa da Iça (formiga tanajura).

MONDRONGO COM BANANA NANICA VERDE

O “mondrongo” é uma iguaria rudimentar surgida nas senzalas, no tempo da escravidão, nos idos de 1850. Depois da abolição, esse prato matou a fome da pobreza. A palavra Mondrongo significa muito feio.

O mondrongo da Serra é um prato apetitoso. Antigos moradores da cidade preparam esse prato como parte integrante de um almoço requintado, oferecido a amigos mais íntimos, adicionando carne seca e toucinho. Quando alguma pessoa prova pela primeira vez essa sopa, termina ficando cativa ao seu paladar.

Receita de um dos pratos da época dos Escravos muito usado na Serra, feito com banana Nanica verde.

O nome da iguaria da Serra é mesmo Mondrongo. Já mondongo é usado como sinônimo de dobradinha, o popular ensopadinho de bucho.

Uma porção de Mondrongo para dez pessoas leva: 3 dúzias de bananas nanica verde; 1 quilo e meio de carne seca; 1 kg de toucinho salgado; 2 cebolas grandes picadas; 3 cabeças grande de alho moídas. Fácil de fazer. Coloque tudo numa panela e cozinhe. É uma grande sopa cozinhando todos os ingredientes com tempero a gosto.

Além das praias, o município também conta com um dos principais pontos históricos do Estado, que é a Igreja dos Reis Magos. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo um dos melhores exemplos da arquitetura jesuítica no Brasil.

NOVA ALMEIDA – Em fins de 1556 o padre Braz Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Nhupãgoa, também chamado de Apiaputanga, hoje conhecido como Reis Magos, uma colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e região próxima.

A capela dos Reis Magos foi construída de palhas, logo na primeira tentativa de povoação da região em 1557, por jesuítas e índios tupiniquins. Em 1569 são iniciadas as obras de construção da Igreja dos Reis Magos, com a presença de Padre José de Anchieta, sendo fundado um pequeno povoado. São feitas obras de ampliação da capela e construção de uma residência para os padres, terminando-se a obra em 1580.

JOSÉ DE ANCHIETA – Assim é certo afirmar-se que padre José de Anchieta foi um dos fundadores do povoado de Nova Almeida. Na página, 39 do livro História do Espírito Santo, Maria Stella de Novaes registra a presença de Anchieta no Espírito Santo em 1569, quando tiveram início as Aldeias dos Reis Magos, Guarapari e Rerigtiba.

A igreja dos Reis Magos de Nova Almeida possui em seu altar um retábulo entalhado em madeira, o qual possui um grande valor artístico, bem como obras do pintor frei Belchior Paulo, retratando a adoração dos Reis Magos. O quadro é considerando uma das primeiras pinturas a óleo o Brasil.

Como nas demais edificações jesuítas, as paredes são feitas de pedras, com argamassa de barro, areia, cal de conchas e óleo de baleia. Os pisos são em madeira e o telhado em barro, e as janelas da residência se abrem para o mar e para a foz do rio Reis Magos.

Outro destaque é a Igreja Nossa Senhora da Conceição, na Serra centro. O primeiro templo religioso do município, fundado no ano de 1556. Sua arquitetura atual foi concluída em 1769, e suas torres construídas em 1938.

Sítio Histórico de Carapina. A Capela São João Batista de Carapina marca a passagem dos jesuítas no Espírito Santo. Em área entre o rio Santa Maria e o mestre Álvaro foi construída uma Aldeia Indígena com capela em 1562. A edificação da Igreja data de 1584. Além da Capela, o sítio integra também as ruínas de um casarão que foi sede de uma grande fazenda dos Jesuítas, destinada a plantação de legumes. Um dos fundadores da Serra, o cacique da tribo dos Temiminós, Maracajaguaçu, foi enterrado em um dos sambaquis existentes nos arredores.

CONGO. Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo através da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Na Serra sede encontramos a ABC (Associação das Bandas de Congo da Serra), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba.

Ruínas da Igreja São José do Queimado na área rural. A Igreja de São José foi inaugurada em 19 de março de 1849 e, foi o estopim da Insurreição de Queimado, principal revolta de negros escravos no Espírito Santo. O local é de elevada riqueza paisagística, cultural e histórica. A Revolta dos Negros Escravos do Queimado foi palco de um movimento da negritude capixaba em favor da alforria, em favor da liberdade, que culminou com os enforcamentos dos negros escravos, João Monteiro e Chico Prego.

Queimado foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos negros, Chico Prego, João da Viúva Monteiro e Elisiário, em 19 de março 1849. A Insurreição do Queimado foi uma revolta que durou até a prisão de Elisiário, um dos líderes do movimento, cinco dias depois do início da Insurreição. A revolta começou dia 19 de março, durante a Missa em comemoração ao padroeiro São José.

REPRESSÃO DAS FORÇAS LEGALISTAS. Uma negociação pela liberdade, que teria sido firmada oralmente, envolvendo um Frei Italiano, Gregório José Maria de Bene e os Negros Escravos. Um acordo pela libertação em troca de préstimos na construção de uma Igreja Católica e o impasse causado pelo padre, que não teria cumprido suas promessas. Cerca de 300 escravos trabalharam durante um ano nas horas de folga aos domingos, dias santos e noites de lua cheia. Um templo construído de pedras coladas com óleo de baleia. A liberdade não aconteceu e motivou a “Revolta do Queimado”, resultando em ação violenta por parte dos Escravos e uma cruel e sanguinária repressão por parte das forças legalistas, culminando na prisão, em fuga da cadeia, em açoites de 200 a 1.000 chibatadas em vários negros e enforcamento de dois dos líderes da Revolta, os negros heróis de uma luta libertária.

Chico Prego e João da Viúva foram condenados e enforcados. Chico Prego morreu enforcado dia 11 de janeiro de 1850, na Serra Sede. João da Viúva Monteiro, morreu enforcado no dia 08 de janeiro de 1850, no Distrito de Queimado.

Elisiário, Carlos, João Pequeno, Eduardo e Manoel Matos, também líderes do levante, conseguiram fugir. Elisiário fugiu da cadeia e formou um quilombo na localidade de Piracema, região depois do Morro do Mestre Álvaro e do Monte do Moxuara, em Cariacica.

A fonte primária e os principais relatos da história do Queimado são baseados em correspondências da época trocadas por autoridades civis e religiosas e na transcrição do processo de julgamento a que foram submetidos os negros revoltosos. Informações constantes do livro “A Insurreição de Queimado”, de Afonso Cláudio de Freitas Rosa, escrito em 1884. O local tem o nome de Queimado por ser um lugar muito quente e onde havia muitas queimadas. Com o surgimento do Porto do Una (preto) no Canal dos Escravos próximo ao rio Santa Maria da Vitória, o local passou a ser denominado de Queimado, com referência ao Porto do Una (Una, preto-do Queimado) e a queima de turfa na região.

COLINA DE 100 METROS DE ALTURA

O Sítio histórico de São José de Queimado está localizado numa colina de 100 metros de altura do nível do mar e a sudoeste do município de Serra. Considerado sítio histórico e cultural do município as Serra, o Queimado é composto pelas ruínas da igreja construída pelos escravos e pelos resquícios arqueológicos do povoado. Há também ruínas de um cemitério logo atrás da Igreja.

IGREJA DE SÃO JOSÉ DO QUEIMADO

Localização: Distrito de Queimado, Serra. Proteção legal: Processo nº 71/90. Resolução nº 04 /1992 – Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 183, folhas 30 v e 31, do Conselho Estadual de Cultura. Registro no Plano Diretor Urbano da Serra, Lei nº 2100/1998. O Sítio histórico de São José de Queimado que é composto pelas ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1993, num trabalho encabeçado pelo Jornalista Aurélio Carlos Marques de Moura. O parecer favorável ao Tombamento a nível Estadual do Sítio histórico do Queimado foi elaborado pelo então Conselheiro do Conselho Estadual de Cultura da área de Literatura, Clério José Borges, em 1993.

Foto aérea das Ruínas da Igreja de São José do Queimado.
Foto aérea das Ruínas da Igreja de São José do Queimado.

Igreja do Queimado. Foto de 1850. Ruínas e Clério no Jornal Nacional em 11/12/2014.

       Outro local de destaque é o Museu Histórico da Serra, na Serra sede. Inaugurado em 2007, possui em seu acervo mobiliários de época, documentos e obras de arte de família tradicional da Serra, a família Castello. Ocupa um casarão que é um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX.   Construída em 1990 a Casa de Pedra foi feita com pedras e restos de madeira pelo escultor Neusso. Fica em Jacaraípe e no entorno da Casa de Pedra há vários artistas com diversas técnicas, onde os ateliês também são abertos à visitação pública. No centro da Serra foi inaugurada a Estátua de Chico Prego, em homenagem ao líder da Insurreição ocorrida no Distrito de Queimado, revolta de escravos ocorrida no dia 19 de março de 1849. A estátua está próxima ao local de seu enforcamento. Foi construída com recursos oriundos da lei de incentivo cultural da Serra, pelo artista Jenésio Jacob Kuster (Tute).

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA SERRA

A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais se destacam a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado “Insurreição de Queimado”. O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

O tombamento é o meio posto à disposição do Poder Público para a efetiva tutela do patrimônio histórico cultural e natural do País. Assim, é por meio do tombamento que o Poder Público cumpre a obrigação constitucional de proteger os documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico, os monumentos e paisagens naturais notáveis, bem como as jazidas arqueológicas. Existem bens materiais e imateriais. Na Serra os principais Patrimônios Históricos e Culturais são:

1 – As Bandas de Congo e a Casaca – O Congo, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

A Serra possui um rico folclore, com aproximadamente 20 Bandas de Congo (Mirim e de Adultos), filiadas a Associação de Bandas de Congo da Serra e que estão presentes em todos os momentos do Ciclo Folclórico-Religioso da Festa de São Benedito: na Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro. As referidas Bandas se apresentam em festas de santos, principalmente em homenagem a São Pedro, São Sebastião e São Benedito, notadamente nas puxadas de mastro ou em outras ocasiões festivas.

As Bandas são formadas por um número variável de homens e mulheres que tocam, cantam e dançam em homenagem ao santo, orago (padroeiro) da igreja da localidade. Os componentes se apresentam devidamente uniformizados, os homens com calça comprida e camisa e as mulheres com saia rodada e blusa, e ostentam estandartes que identificam o grupo e o santo de sua devoção. A banda conta com vários instrumentos musicais: tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos, mas dentre estes merece destaque a casaca da cabeça esculpida, que mereceu desenho do Imperador Dom Pedro II, quando ele esteve na Serra e no Espírito Santo, em 1860.

Casa do Congo Mestre Antônio Rosa – Serra – Centro – Instalada em imóvel datado do século XIX, na Praça João Miguel a Casa do Congo Mestre Antônio Rosa foi Inaugurada em 2.000, com o objetivo de reunir o acervo e a memória do Congo serrano, além de homenagear o Mestre Antônio Rosa. Possui em seu acervo exposição permanente de objetos e elementos das bandas de congo, além referências de patrimônio cultural de natureza material e imaterial da Serra, sendo: fotografias, histórias e lendas locais, objetos artísticos e obras de arte, documentos, entre outros. Tel.: (27) 3251-5870. O funcionamento é de Segunda a Sexta feira, de 08 às 17 horas.

Presidente da República homenageia Congo da Serra – O Congo da Serra, no ano de 2003, por intermédio da Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC), sob a presidência de Terezinha Ozório Machado Pimentel e de sua mãe Ilohyl Vieira Machado como vice-presidente receberam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, honraria máxima da cultura nacional. A Comenda da Ordem ao Mérito Cultural foi entregue a ABC numa cerimônia em Brasília em 19 de Dezembro de 2003 pelo presidente Lula e o até então ministro Gilberto Gil.

Desde 1995 quando foi criada até os dias atuais, foram concedidas mais de 500 comendas da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Entre os agraciados estão cantores, compositores, atores, poetas, escritores, cineastas e outras personalidades importantes da cultura brasileira. Mas as homenagens não deixam de fora iniciativas de caráter coletivo, consolidando a OMC como uma forma de impulso às artes e também de reflexão, contribuindo para a sociedade reconhecer e aceitar suas diversidades. Em janeiro de 2011, por meio da lei 3.659, o Congo foi declarado patrimônio Cultural Imaterial do Município da Serra, fazendo parte do acervo cultural.

ABC – Associação fundada em 1986 – Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo através da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Na Serra Sede encontramos a ABC (Associação das Bandas de Congo da Serra), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba. A Associação das Bandas de Congo da Serra ABC/SERRA foi fundada em 09 de julho de 1986 pelo saudoso mestre “Antônio Rosa”, com a preocupação de preservar as Bandas de Congo. Antônio Rosa com muitas dificuldades manteve a ABC/SERRA, para garantir os uniformes, roupas das dançarinas e instrumentos, pedindo ajuda a todos. Manteve uma oficina no quintal de sua casa onde bancava todas as despesas de manutenção e confecção dos instrumentos, tudo para garantir a participação dos grupos nos festejos.

Na década de 90 do século passado, Antônio Rosa adoeceu, mas mesmo assim continuou a frente da Associação e dos festejos da Festa de São Benedito até que em 03 de agosto de 1999 veio a falecer. A sede da Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC) está localizada num prédio de três pavimentos na Rua Eurico Salles, nº. 75, no bairro de São Domingos, Serra, ES. Telefone: (27) 32 51 32 44 / (27) 32 51 14 22 / (27) 3251-1554. Email: abcserra@abcserra.org.br. Página na Internet: www.abcserra.org.br.

2 – Capela de São João Batista. Integra o Parque Arqueológico de Carapina. A primitiva Igreja de São João foi construída em 1562, na Aldeia Indígena de São João Batista do Chefe Indígena Araribóia, filho de Maracajaguaçu. Posteriormente foi construída uma Igreja de alvenaria com pedras de Coral e argamassa feita com óleo de baleia. Como marca do período Jesuítico, apresenta uma nave construída em 1584, que foi restaurada em 1756 e acrescida de capela mor e coro. Em 1857, a capela foi elevada à categoria de freguesia, e passou a ser administrada pela Mitra Diocesana de Vitória, servindo de matriz até o fim do século XIX com o título de São João de Carapina. Posteriormente a Capela sofreu restauração em 1870, quando a Fazenda passou a ser propriedade particular. Esteve em uso até aproximadamente 1980, e a partir desta data iniciou um processo acelerado de degradação, culminando com demolição quase total.

No dia 18 de outubro de 1989 foi realizada sob a Coordenação do Conselho Estadual de Cultura – CEC, a  1ª reunião de uma Comissão destinada a promover a restauração da Igreja de São João Batista de Carapina. Um ano depois a Comissão já estava com o Projeto Arquitetônico de Restauração pronto, mas não havia verbas.

A Comissão era presidida por Clério José Borges e contou com a participação de membros das Comunidades, Vereadores e inclusive um representante da Companhia Siderúrgica de Tubarão. Várias reuniões foram realizadas na sede do CEC em Vitória e  em Carapina e Serra sede.

O Engenheiro do Departamento Estadual de Cultura do Espírito Santo, Valdir Castiglioni elaborou um projeto Arquitetônico, ficando a obra sem ser iniciada inclusive com verba estadual já definida. Integravam a Comissão, entre outras, as seguintes pessoas: Valdir Castiglioni (DEC) ; Clério José Borges (CEC) ; Brice Bragatto e Márcia  Lamas (Câmara Municipal da Serra) ; Delson Pereira Aguiar, Paula Bastos e Antônio Sobrinho (Representantes das Comunidades). A obra não foi sequer iniciada simplesmente pelo fato do Prefeito da época não ter se interessado de ir até a sede do Departamento Estadual de Cultura assinar o Convênio para o início da restauração.

Em 1995, graças aos esforços da Vereadora Lourência Riani; da Associação de Moradores e da comunidade local a firma Andrade Gutierrez, que realizava obras na região, promoveu a restauração da Igreja com o apoio e orientação do Departamento Estadual de Cultura, DEC e do Conselho Estadual de Cultura, CEC. A Igreja foi então restaurada, preservando-se assim um Patrimônio Cultural Secular da Serra.

Sua reconstrução foi um testemunho de resistência ao vandalismo cometido contra o Patrimônio Cultural. Atualmente é administrada pela Mitra Diocesana. Através da resolução N.º 02/84, datada de 21 de Fevereiro de 1984, (publicada no DIOES em 03 de maio de 1984), a Capela foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. Segundo consta da referida Resolução foi tombada a “Capela de São João Batista, situada no distrito de Carapina, Município da Serra, ES, com o entorno compreendendo todo o perímetro determinado pelo raio de 500 (quinhentos) metros em torno da referida capela”. Denominação: Capela de São João Batista. Localização: Município da Serra. Proteção Legal: Tombada pelo CEC em 03/05/84, Processo Nº 02/81.

3 – Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos negros, Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 19 de março 1849. O conjunto composto pelas ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1992. Denominação: Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Localização: Distrito de Queimado, Serra. Proteção legal: Processo nº 71/90. Resolução nº 04 /1992 – Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 183, folhas 30 v e 31, do Conselho Estadual de Cultura. Registrado no Plano Diretor Urbano do Município de Serra, Lei nº 21000 / 1998.

4 – Igreja e Residência dos Reis Magos. Localização: Nova Almeida, Serra. Proteção Legal: Tombamento em 21/09/1943, processo nº 230 – T pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Importante centro de formação e catequese de nativos, o aldeamento de Reis Magos é o registro mais conservado do conjunto urbano e arquitetônico adotado pela Companhia de Jesus para seu empreendimento no Brasil. A aldeia, o conjunto constituído pela quadra e pela praça fronteiriça, esteve hipoteticamente completa na primeira metade do século XVII. Em 1855 há registros de pequenos reparos na Igreja e na Residência, que adentram o século XX bastante arruinados, até serem restaurados em 1944 e depois em 1987 e 1988. No interior de Reis Magos se destacam uma belíssima talha onde elementos da fauna, cobras e cabeça de felino, e elementos florais desenham em inusitado movimento uma sofisticada escultura.

O retábulo da Igreja de Reis Magos foi enriquecido pelo quadro “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria é conferida ao Irmão pintor Belchior Paulo, pelo escritor e historiador Serafim Leite. Por sua vez, analisado em seus elementos figurativos, em suas cores e detalhes, o quadro foi considerado pintura com forte influência da arte flamenga por José Antônio Carvalho, primeiro estudioso da arte colonial no Espírito Santo. A pintura compõe o retábulo da Igreja. Com medidas de 1,84m por 1,26m, foi pintada com óleo sobre madeira e já passou por duas restaurações, nas décadas de 1940 e 1980. Em 2011 houve nova restauração do Quadro, sendo recuperadas, além da própria estrutura de madeira, áreas com grande quantidade de cera e danificadas por galerias de cupim.

Destacam-se ainda, na Igreja, as pias executadas em mármore português e localizadas na nave da Igreja e na Sacristia. De todos os edifícios que os jesuítas construíram no Espírito Santo, Reis Magos é o que apresenta o maior número de elementos em pedra de lioz trabalhada.

5 – Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Igreja Nossa Senhora da Conceição. Na Serra – Centro – Primeiro templo religioso do município, fundado no ano de 1564, quando a Aldeia dos Índios Temiminós mudou-se da região entre o rio Santa Maria da Vitória para o outro lado da Montanha, no local atual onde está localizado o Centro da Serra. Sua arquitetura atual foi concluída em 1769, e suas Torres construídas em 1938. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada no dia 26 de dezembro.

6 – Estátua do líder negro Chico Prego. Homenagem ao líder da Insurreição do Distrito do Queimado. Revolta dos Negros Escravos ocorrida no dia 19 de março de 1849. Foi construída com recursos oriundos da lei de incentivo a cultura da Serra, Lei Chico Prego, concebida e executada pelo artesão Jenésio Jacob Kuster (Tute), nascido no dia 6 de novembro de 1954 e está próxima ao local de seu enforcamento, no dia 11 de Janeiro de 1850. A Estátua que foi inaugurada no dia 2 de junho de 2006, levou 90 dias para ser construída, no atelier de Tute, no bairro Residencial Centro da Serra e seis meses para ser colocada na Praça Almirante Tamandaré, sendo feita com estrutura de ferro e concreto, com 4 metros de altura e aproximadamente 2.800 quilos, conforme informações do próprio construtor Tute. Telefone para contato com Tute: (27) 32 51 27 85. Contato por e-mail: tutecasaca@hotmail.com

Enforcamento de Chico Prego. A Forca não conseguiu matá-lo. Carrasco Ananias sobe em seus ombros para ver se ele morre. Nada. Chico Prego é descido da forca e é morto a pauladas na Cabeça. Desenho do Artista Plástico Antônio Cesar Campos Tackla. Obra em exposição no primeiro andar, entrada do Auditório da Câmara Municipal da Serra em 2019 e 2020.
Enforcamento de Chico Prego. A Forca não conseguiu matá-lo. Carrasco Ananias sobe em seus ombros para ver se ele morre. Nada. Chico Prego é descido da forca e é morto a pauladas na Cabeça. Desenho do Artista Plástico Antônio Cesar Campos Tackla. Obra em exposição no primeiro andar, entrada do Auditório da Câmara Municipal da Serra em 2019 e 2020.

7 – Museu-residência Histórico da Serra. Possui em seu acervo mobiliário de época, documentos e obras de arte de família tradicional da Serra. Ocupa um casarão que é um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX. Inaugurado no dia 31 de agosto de 2007, dia em que se comemora o aniversário da Srª Judith Leão Castello Ribeiro. O casarão da Família Castello foi construído pelo capitão João Cardozo Castello (Capitão Castello), comandante da Guarda nacional da Serra, por ocasião de seu casamento em 1862. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. Tel.: (27) 3251-6636.

8 – Carnaval. O carnaval da Serra é bastante animado, com vários shows e atrações programados com apoio da municipalidade, na Serra Sede, em Nova Almeida, Jacaraípe e Manguinhos. Nos principais bairros destacam-se apresentações de Blocos Carnavalescos, a maioria dos blocos filiados a Liga Serrana dos Blocos Carnavalescos. A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. As Escolas de Samba participam do Carnaval Capixaba, no Sambão do Povo, o Sambódromo Walmor Miranda, em Santo Antônio, Vitória.

O Banho de mar à fantasia de Manguinhos já é uma tradição no Carnaval Serrano. Reúne vários blocos do Balneário de Manguinhos. Realizado sempre no sábado de carnaval conta com a participação dos moradores locais na formação dos blocos temáticos, fantasiados com o papel crepom, que desfilam pelo balneário ao som de sambas e marchinhas de carnaval finalizando a festa com o ato que dá nome à festa um “banho de mar à fantasia”, muitas vezes deixando coloridas as calmas águas de Manguinhos, por conta do papel de suas fantasias.

9 – Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS – No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. O Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda, que foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. É constituída de 40 Cadeiras, dos Acadêmicos Imortais, sendo uma entidade cultural que reúne poetas, trovadores, escritores, artistas plásticos. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

10 – ACLAPTCTC – Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, antigo Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18 de novembro de 2017, foi fundada em Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo a Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC, antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. A proposta apresentada pelo Presidente do CTC, Clério José Borges foi apoiada por todos os presentes à exceção da Associada Magnólia Pedrina Sylvestre, que se manifestou contra, em face aos 38 anos de história do CTC fundado a 1º de julho de 1980 e líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo.

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