academia de Letras

ORIGEM DAS ACADEMIAS DE LETRAS – História – Platão no Jardim de Academus – A Imortalidade Acadêmica

Academias de Letras e Artes Cultura Curiosidades
As academias surgiram portanto na Grécia Antiga, em 387 antes de Cristo, quando Platão resolveu fundar uma escola livre perto de Atenas, nos jardins da residência do herói Grego, Academus.
As academias surgiram portanto na Grécia Antiga, em 387 antes de Cristo, quando Platão resolveu fundar uma escola livre perto de Atenas, nos jardins da residência do herói Grego, Academus.

“A Academia, trabalhando pelo conhecimento […], buscará ser, com o tempo, a guarda da nossa língua. Caber-lhe-á então defendê-la daquilo que não venha das fontes legítimas, – o povo e os escritores, – não confundindo a moda, que perece, com o moderno, que vivifica. Guardar não é impor; nenhum de vós tem para si que a Academia decrete fórmulas. E depois, para guardar uma língua, é preciso que ela se guarde também a si mesma, e o melhor dos processos é ainda a composição e a conservação de obras clássicas.”

Machado de Assis,
Academia Brasileira de Letras
7 de dezembro de 1897

As academias surgiram portanto na Grécia Antiga, em 387 antes de Cristo, quando Platão resolveu fundar uma escola livre perto de Atenas, nos jardins da residência do herói Grego, Academus.
As academias surgiram portanto na Grécia Antiga, em 387 antes de Cristo, quando Platão resolveu fundar uma escola livre perto de Atenas, nos jardins da residência do herói Grego, Academus.

A primeira academia foi uma escola fundada, próxima a Atenas, quase quatro séculos antes de Cristo, por Platão e dedicada às musas. Era formada por uma biblioteca, uma casa e um jardim. Pela tradição, o jardim teria pertencido ao herói ateniense Academus, da guerra de Tróia, nome que deu origem ao termo “academia”.

As academias surgiram portanto na Grécia Antiga, em 387 antes de Cristo, quando Platão resolveu fundar uma escola livre perto de Atenas, nos jardins da residência do herói Grego, Academus. Tal prática se disseminou pela região e vigorou por novecentos anos. Em 529 depois de Cristo, por ordem do imperador romano Justiniano, todas as academias foram fechadas.

Platão ( 427-347 AC ) era descendente de uma família aristocrática de Atenas. Diz a lenda que uma abelha veio posar nos seus lábios, enquanto dormia no seu berço. Este símbolo da abelha sugere que os Deuses abençoaram a criança, depositando nela o dom da palavra, da eloquência e da inteligência. Na sua juventude, Platão era já um dramaturgo inato, escrevendo tragédias.

As mais conhecidas academias gregas foram a Antiga Academia, fundada por Platão, que teve como um dos seus discípulos Aristóteles; a chamada Academia do Meio, fundada pelo filósofo platônico grego Arcesilaus; e a Nova Academia, fundada pelo filósofo grego Carneades. Essa tradição, que deu origem a todas as academias e universidades de ensino superior do Ocidente, foi interrompida com o seu fechamento pelo imperador romano Justiniano, em 529 depois de Cristo.
Nos séculos XIII e XIV, quando o renascimento começou a tirar a Europa das trevas da Idade Média, seguindo a tradição clássica, diversas academias de poetas e artistas começaram a se estabelecer na França e Itália. A mais famosa, a Accademia Platônica, fundada em Florença por volta de 1440, se dedicou a aprofundar o discurso da obra de Platão, Dante e do aprimoramento da língua italiana.

Em 1635, com a finalidade de tornar a língua francesa “pura, eloqüente e capaz de tratar das artes e ciências”, com autorização do rei Luís XIII, o Cardeal Richelieu funda a Academia Francesa, que até hoje serve de base para todas as outras academias. Constituída por 40 cadeiras, cujos ocupantes perpétuos são eleitos pelos mais antigos, depois de apresentarem suas qualificações. É interessante ressaltar que durante o discurso de posse, o novo acadêmico tem de lembrar os seus antecessores. Provavelmente, devido a essa lembrança, que sempre tem de ocorrer, surgiu a origem da enigmática expressão `acadêmico imortal`.

Em seu livro Inútil Poesia, a professora Leyla Perrone-Moisés definiu da seguinte forma o desenvolvimento da literatura nos séculos posteriores à formação da Academia Francesa de Letras: “Como atividade autônoma, ela data de meados do Século XVIII. Como instituição e matéria de ensino, ela alcança o seu auge de prestígio no período que vai do início do Século XIX até meados do Século XX. Seu prestígio decorria, então, de uma determinada concepção de cultura, que implicava a estima consensual pelas humanidades e a valorização da tradição escrita. Essa tradição estava sacramentada num cânone, fundamentada em determinados valores, o qual orientava a organização dos programas e manuais escolares”.

Então capital brasileira e com uma vida cultural marcada por reunião de intelectuais e diversas publicações voltadas à literatura, o Rio de Janeiro foi a sede da primeira academia de letras brasileira. Em pontos de encontro como a livraria Garnier, surgiu a idéia de sua fundação, inicialmente proposta por Lúcio Mendonça, que toma forma em 1896. Em seu comando, o presidente Machado de Assis e, como primeiro-secretário, um nome pernambucano, Joaquim Nabuco.

Para que serve uma Academia de Letras?

Uma Academia de Letras serve para reunir as principais Personalidades Culturais de uma Cidade, de um Estado e de um País, objetivando bem representar o a Cidade, o Estado e o País nas questões sobre a Cultura e as Letras. A Academia Brasileira de Letras é consultada nas reformas da língua junto aos países lusófonos através dos acordos ortográficos. Intelectuais brasileiros, paladinos da linguística, engajar-se-iam na defesa de um padrão da língua portuguesa, bem como, difundir a literatura brasileira da terra dos Tupinambá para o mundo. A Academia Brasileira de Letras é uma referência nacional para as centenas de Academias que surgiriam nos estados e municípios.

Machado de Assis foi aclamado, por unanimidade, para ser o primeiro ilustre Presidente da nova confraria. Em seu discurso naquela data gloriosa afirmou o literato brasileiro, que a ABL nascia com a “alma nova” e, naturalmente, “ambiciosa” com o desejo de conservar, no Brasil, a unidade literária. Assim como a Académie française inspirou os imortais brasileiros, a ABL foi a inspiração para que academias de letras surgissem em vários estados federados.

Objetivo da ABL

De acordo com o estatuto, de 1897, a Academia tem como  fim “a cultura da língua e da literatura nacional”. Na prática, o objetivo é que a ABL seja um ambiente de trocas intelectuais, realizando conferências, reuniões e publicações. Ela funciona também como uma instituição de memória, pois preserva os acervos de muitos membros que a compuseram.

Dentre os muitos trabalhos de zelar pela língua nacional, a ABL edita o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, um guia com a gráfica correta das palavras.

Modelo Francês  

 A ABL segue o modelo da Academia Francesa Criada no ano de 1635 pelo Duque de Richelieu e de Fronsac, durante o reinado de Luís XIII.

Assim como a ABL a Academia é formada por 40 membros que são denominados “Imortais” (Immortels) e os integrantes antigos são os responsáveis pela escolha dos novos intelectuais a entrarem na organização. O recém-ingresso na entidade pode permanecer nela pela vida toda, sendo que a única chance de remoção é por conduta inadequada.

Curiosidades

ABL tem membros que não são escritores, desde que foi fundada, a ABL prevê algumas cadeiras para personalidades de outras áreas. Nesses casos, o prestígio é levado mais em conta do que sua obra literária.

Como é feita a eleição de um Imortal

Depois que um membro morre, os imortais realizam na quinta-feira seguinte a chamada sessão da saudade, quando a cadeira é declarada vaga pelo presidente da casa. A partir daí os candidatos podem se apresentar. Para ser eleito é preciso ter maioria absoluta dos votos.

Qualquer pessoa pode se candidatar?

Qualquer um pode se candidatar a uma vaga, basta enviar uma carta com o currículo ao presidente. No entanto, é necessário ser brasileiro e ter publicado pelo menos uma obra, em qualquer gênero literário, que seja reconhecida por sua qualidade ou valor literário.

Os interessados têm um mês para fazer a candidatura. A eleição ocorre três meses depois da vaga ser declarada aberta. É necessário fazer campanha.

Os números de cada cadeira não têm nenhuma hierarquia. Eles se referem aos primeiros 40 imortais quando da criação da Academia, em 1896, inspirada pela Academia Francesa. O primeiro presidente foi Machado de Assis. Entre os membros, estavam personagens famosos da literatura, como Olavo Bilac e Rui Barbosa.

Imortalidade Acadêmica – O Acadêmico é denominado IMORTAL

Neste conceito de perpetuidade o Acadêmico enquanto vivo detém apenas a qualidade de imortal e não a imortalidade. Assim, ao ser eleito e após devidamente empossado passa a usufruir da imortalidade, que nunca terá fim; que jamais será esquecido por estar eternizado na memória dos homens, principalmente por suas obras, por suas publicações e por seus livros e escritos. Será sempre lembrado pelos seus pares (colegas).

O respeitado Dicionário Aurélio, ensina-nos: imortal – adjetivo de dois gêneros: que não morre; eterno, imorredouro; que será sempre lembrado. Substantivo de dois gêneros: aquele ou aquilo que não morre; membro da Academia Brasileira de Letras. À semelhança da Academia Francesa, o integrante da ABL e de todas as outras que prezam por essa prerrogativa, é “imortal”, ou seja, nem mesmo a morte o desvinculará da instituição na qual tem assento vitalício, recordando o estatuto da Academia Brasileira de Letras (1897), onde se lê logo no § 1° do art 1°: “A Academia compõe-se de 40 membros efetivos e perpétuos”. Olavo Bilac dizia que “Três coisas neste mundo que são, não podem mais deixar de ser. São elas: padre, filho natural e acadêmico”. Assim a condição de acadêmico, uma vez eleito e empossado, é eterna. Impor limites a ela é desrespeitar a história, ser inimigo da democracia e da liberdade.

Academia Brasileira de Letras. Sede no Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Letras. Sede no Rio de Janeiro

Academia de Letras é uma instituição de cunho literário e linguístico, que reúne uma quantidade limitada de membros efetivos, numa tradição iniciada no Século XVII com a Academia francesa.

No fim do século XIX, Afonso Celso Júnior, ainda no Império, e Medeiros e Albuquerque, já na República, manifestaram-se a favor da criação de uma academia literária nacional, nos moldes da Academia Francesa. O êxito social e cultural da Revista Brasileira, de José Veríssimo, daria coesão a um grupo de escritores e, assim, possibilidade à idéia.

Lúcio de Mendonça teve, então, a iniciativa de propor uma Academia de Letras, sob a égide do Estado, que, à última hora, se escusaria a tal aventura de letrados. Constituiu-se então, como instituição privada independente, a Academia Brasileira de Letras.

As primeiras notícias relativas à fundação da ABL foram divulgadas a 10 de novembro de 1896, pela Gazeta de Notícias, e, no dia imediato, pelo Jornal do Commercio. Teriam início as sessões preparatórias: na primeira, às três da tarde de 15 de dezembro, na sala de redação da Revista Brasileira, na Travessa do Ouvidor, nº 31, Machado de Assis foi desde logo aclamado presidente.

A 28 de janeiro do ano seguinte, teria lugar a sétima e última sessão preparatória, à qual compareceram, instituindo a Academia: Araripe Júnior, Artur Azevedo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Inglês de Sousa, Joaquim Nabuco, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Rodrigo Otávio, Silva Ramos, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay. Também Coelho Neto, Filinto de Almeida, José do Patrocínio, Luís Murat e Valentim Magalhães, também presentes às sessões anteriores, e ainda Afonso Celso Júnior, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Carlos de Laet, Garcia Redondo, Pereira da Silva, Rui Barbosa, Sílvio Romero e Urbano Duarte, que aceitaram o convite e a honra.

Eram trinta membros. Havia mister completar os quarenta, como na Academia Francesa. Assim fizeram os presentes, elegendo os dez seguintes: Aluísio Azevedo, Barão de Loreto, Clóvis Beviláqua, Domício da Gama, Eduardo Prado, Luís Guimarães Júnior, Magalhães de Azeredo, Oliveira Lima, Raimundo Correia e Salvador de Mendonça. Os Estatutos foram assinados por Machado de Assis, presidente; Joaquim Nabuco, secretário-geral; Rodrigo Otávio, 1º secretário; Silva Ramos, 2º secretário; e Inglês de Sousa, tesoureiro.

A 20 de julho de 1897, numa sala do museu Pedagogium, à Rua do Passeio, realizou-se a sessão inaugural, com a presença de dezesseis acadêmicos. Fez uma alocução preliminar o presidente Machado de Assis. Rodrigo Otávio, 1º secretário, leu a memória histórica dos atos preparatórios, e o secretário-geral, Joaquim Nabuco, pronunciou o discurso inaugural.

Primeiros Acadêmicos da Academia Brasileira de Letras.
Primeiros Acadêmicos da Academia Brasileira de Letras.

ORIGEM DAS ACADEMIAS DE LETRAS
A Academia original foi uma escola fundada em 387 a.C., próxima a Atenas, pelo filósofo Platão. Nessa escola, dedicada às musas, onde se professava um ensino informal através de lições e diálogos entre os mestres e os discípulos, o filósofo pretendia reunir contribuições de diversos campos do saber como a filosofia, a matemática, a música, a astronomia e a legislação. Seus jovens seguidores dariam continuidade a este trabalho que viria a se constituir num dos capítulos importantes da história do saber ocidental.

A escola era formada de uma biblioteca, uma residência e um jardim. Pela tradição, este jardim teria pertencido a Academus – herói ateniense da guerra de Tróia (século XII a.C.), e por isso era chamado de academia.

As mais conhecidas academias gregas foram a Antiga Academia, fundada por Platão, que teve entre seus mestres o matemático Eudóxio de Cnido, e como discípulos, entre outros, Aristóteles, Xenócrates e Espeusipo; a chamada Academia do Meio, fundada pelo filósofo platônico grego Arcesilaus e a Nova Academia, fundada pelo filósofo cético grego Carneades. Essa tradição que deu origem a todas as academias e universidades de ensino superior do Ocidente foi interrompida com o seu fechamento pelo imperador romano Justiniano em 529 d.C.

Diversas academias de poetas e artistas se estabeleceram na França e na Itália nos séculos XIII e XIV. A Accademia Platonica, fundada em Florença por volta de 1440, foi a mais famosa academia da Renascença italiana. Ela se dedicou a aprofundar o estudo da obra de Platão, ao aprimoramento da língua italiana e ao estudo de Dante.

A Academia Francesa – que serviu de modelo à Academia Brasileira – foi fundada, em 1635, por iniciativa ddo Cardeal Richelieu que obteve a autorização para seu funcionamento do rei Luís XIII, com a principal finalidade de tornar a língua francesa ” pura, eloqüente, e capaz de tratar das artes e ciências.” A Academia Francesa tem cumprido essa missão, também, através das sucessivas edições de seu Dicionário. Oito edições já foram realizadas entre 1694 e 1932, estando em curso os trabalhos da nona edição. As entradas do Dicionário são conservadoras e sempre ilustradas através de citações literárias; termos chulos, gíria e expressões coloquiais são evitados. Essa mesma orientação foi seguida na Gramática da Academia Francesa publicada em 1932.

Constituída por quarenta cadeiras, cujos ocupantes perpétuos são eleitos, depois de se apresentarem como candidatos a uma vaga, apresentando suas qualificações. O novo acadêmico toma posse discursando em agradecimento à Academia e realizando o elogio de seu antecessor.

Marcos históricos recentes da Academia Francesa foram a eleição do primeiro estrangeiro, Julian Green, romancista americano que escrevia em francês, em 1971, e da primeira mulher acadêmica, Marguerite Youcenar, em 1981. Neste último caso, a Academia Brasileira, com a eleição de Rachel de Queiroz em 1977, antecedeu em quatro anos sua congênere francesa.

FUNDAÇÃO DA ABL
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Na segunda metade do século XIX, o Rio de Janeiro já apresentava uma vida literária marcada pelas reuniões de escritores e publicações de periódicos voltados para a literatura. Pontos de encontro, como as livrarias Laemmert e, posteriormente, a Garnier, mantinham a regularidade dessas reuniões onde participavam nomes como Oliveira Lima, Rodrigo Otávio, Pedro Tavares, o jovem Graça Aranha e outros. Já nessas rodas, o centro era a inteligência irônica da personalidade discreta de nosso escritor maior: Machado de Assis.
Essa vontade gregária também se manifestava pelas personalidades boêmias que viriam a se reunir no clube Rabelais, fundado, em 1892, por Araripe Júnior e Raul Pompéia. O escritor e acadêmico Josué Montello, em seu O Presidente Machado de Assis, nos lembra, citando as Minhas Memórias dos Outros de Rodrigo Octavio, que Nabuco, Taunay e Machado não quiseram aderir ao “barulhento Rabelais”.

Nesses grupos e encontros, acenava-se com a necessidade da criação de uma agremiação que reunisse os expoentes da literatura brasileira. As reuniões da Revista Brasileira, sob a direção de José Veríssimo, tiveram um papel decisivo na criação da Academia idealizada, principalmente, por Lúcio de Mendonça.

A idéia de Lúcio de Mendonça era a criação de uma Academia de Letras sob a égide do Estado, que recusou a proposta. Criou-se, então, como uma sociedade civil de direito privado, ou como se chamaria hoje, como uma organização não-governamental, a Academia Brasileira de Letras.

AS PRIMEIRAS SESSÕES DA ACADEMIA
A primeira sessão preparatória realizou-se em 15 de dezembro de 1896, às três horas da tarde, na sala de redação da Revista Brasileira, na travessa do Ouvidor, nº 31. Nessa mesma sessão foi aclamado presidente Machado de Assis.

A sétima e última sessão preparatória foi realizada a 28 de janeiro de 1897, à qual compareceram dezesseis membros: Araripe Júnior, Artur de Azevedo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Inglês de Souza, Joaquim Nabuco, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Rodrigo Octavio, Silva Ramos, Visconde de Taunay e Teixeira de Melo. Foram incorporados como membros aqueles que haviam comparecido às sessões preparatórias anteriores: Coelho Neto, Filinto de Almeida, José do Patrocínio, Luís Murat e Valentim Magalhães. Foram convidados para participar como fundadores, e aceitaram, Afonso Celso Júnior, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Carlos de Laet, Garcia Redondo, Pereira da Silva, Rui Barbosa, Sílvio Romero e Urbano Duarte. Tinha-se, assim, trinta membros.

Tomando como modelo a Academia Francesa, foram criadas quarenta cadeiras. Para completar as dez seguintes, os dezesseis membros presentes na sessão de 28 de janeiro elegeram Aluízio de Azevedo, Barão de Loreto, Clóvis Beviláqua, Domingos da Gama, Eduardo Prado, Luís Guimarães Júnior, Magalhães de Azeredo, Oliveira Lima, Raimundo Correia e Salvador de Mendonça. Ainda nesta sessão aprovam-se os Estatutos que vão assinados por Machado de Assis, presidente; Joaquim Nabuco, secretário-geral; Rodrigo Octavio, 1º secretário; Silva Ramos, 2º secretário; e Inglês de Souza, tesoureiro.

A primeira sessão plenária da Academia realizou-se a 20 de julho de 1897, com a presença de dezesseis membros, numa sala do Pedagogium (foto acima), na rua do Passeio. Depois de uma breve alocução introdutória do presidente Machado de Assis e da leitura da memória dos atos preparatórios por Rodrigo Octavio, Joaquim Nabuco pronunciou o discurso inaugural.

Desde a sessão de 21 de julho de 1959, ficou resolvido que a fundação da Academia seria comemorada a 20 de julho de cada ano.

VISITAS GUIADAS
Iniciadas como parte das comemorações do primeiro centenário da Academia, as visitas guiadas ao Petit Trianon entram em seu quarto ano consecutivo de realização, com grande sucesso de público, atraindo estudantes de vários pontos do país interessados em conhecer a Casa de Machado de Assis.

As visitas guiadas são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, em duas sessões, às 14 e às 16 horas.

Informações e Reservas:
Academia Brasileira de Letras
Av. Pres. Wilson 203, Castelo
Rio de Janeiro, 20030-021, RJ
Tel: (0xx21) 3974 2500
E-mail: academia@academia.org.br

ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SERRA – ES – ALEAS

Transcrição da ATA de Fundação da ALEAS registra em cartório de Título e Documentos da Serra, SEDE: LIVRO AB-002   CERTIDÃO REGISTRO INTEGRAL   Nº 142      PAGINA 003

Aleas - Academia de Letras e Artes da Serra foi fundada em 1993 e a posse solene dos Acadêmicos foi no dia 11 de março de 1994.
Aleas – Academia de Letras e Artes da Serra foi fundada em 1993 e a posse solene dos Acadêmicos foi no dia 11 de março de 1994.

ATA DA SESSÃO DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SERRA – ALEAS

Aos vinte e oito dias do mês de agosto do ano de um mil novecentos e noventa e três, as 19 horas, na Sala das Sessões da Câmara Municipal da Serra, presentes os Ilustres senhores, intelectuais e artistas da sociedade Serra: Srs. Naly da Encarnação Miranda, Carlos Dorsch, Sandra Amorim Bunger, Luiza Rocha Vinhosa, Manoel             Custódio Ferreira, Narceu de Paiva Filho, Adir Ribeiro, Walter Francisco de Assis, João Luiz Teixeira Corrêa, Darci Amaral, Carlos Gonçalo Amaral, Presciliano Carlos Amaral, Teodorico Boa Morte, Galbo Benedito Nascimento, Clério José Borges de Sant’Anna, Humberto Aires Moura e Silva, Pedro Paulo de Souza, Eci Scardini, Adilce Ribeiro Silva Schuk, Amarilo Valadares do Nascimento, Maria Aparecida Amaral, Everton Tadeu Miranda, Izolina Márcia Lamas e Silva, Sandra Regina Bezerra Gomes, Gilson Gomes, João Luiz Catello Lopes Ribeiro, Antísthenes Loureiro, Valdemir Ribeiro Azevedo, Jaconias Rodrigues, Jovalir Pachoal Bungestab, César Mendonça, conforme assinaturas no livro de presença, reuniram-se em assembléia para fundarem a Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS, estado do Espírito Santo, Assumiu a presidência dos trabalhos, Clério José Borges Sant’Anna que declarado aberta a sessão convidou o escritor Naly da Encarnação Miranda e os vereadores Pedro Paulo de Souza, Izolina Márcia Lamas e Silva, João Luiz Teixeira Corrêa, para comporem a mesa e designou Carlos Dorshc para secretarias os trabalhos. Convidou a todos presentes para de pé, cantarem o Hino Nacional Brasileiro. A seguir foi proposta e aprovada para esta sessão: Leitura discussão e aprovação dos estatutos da entidade; eleição e posse da diretoria; escolha da sede provisória e seu endereço; oração inaugural a ser proferida por Naly da Encarnação Miranda; instituição dos patronos, numeração das cadeiras e esco9lha, pelos acadêmicos fundadores dos seus respectivos patronos. A seguir pelo secretário foi procedida a leitura dos estatutos, artigo por artigos, cujo o texto aprovado é o que segue: ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SERRA – ALEAS – ESTATUTOS: Capitulo I – Da Denominação e da Sede – Art. 1º.- A Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS, é uma sociedade civil com sede na cidade da Serra, Estado do Espírito Santo, provisoriamente á Av. Getúlio Vargas, 133, Centro, Serra-ES, com foro nesta cidade. Capitulo II – Dos Seus Fins e Sua Duração – Art 2º. – É uma instituição jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, acessível ás pessoas de reconhecido saber e/ou talento artístico e tem por finalidade: a) apoiar e difundir as aptidões intelectuais e artísticas do município; b) promover a aproximação e união dois valores culturais e artísticos; c) estimular a formação da consciência cívica-cultural, social e do sentimento patriótico-humanístico; d) desenvolver eventos culturais visando, inclusive ao estímulo dos estudiosos e dos dotados de habilidade artística; e) celebrar reuniões e conferências para discussão de assuntos de natureza científica, literária e artística. Parágrafo único – Os serviços prestados por qualquer membro da instituição nos cargos de diretoria não são remunerados. Art. 3º. – A Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS, de duração por tempo indeterminado, reger-se á pelos presentes estatutos. Parágrafo Único – As disposições estatutárias serão regulamentadas pelo Regimento Interno. Capítulo III – Das Filiações – Art. 4º. – O quadro social da academia será constituído de pessoas de ambos os sexos sem restrições quanto a cor, raça, crença, ideologia, capacidade física e condições financeiras, compondo-se de: 1) membros fundadores; 2) membros filiados ativos; 3) filiados participantes. Art. 5º. – São membros fundadores aqueles que presentes ao ato de sua constituição assinaram sua respectiva ata. Art. 6º. – Membros filiados ativos são aqueles que, residentes no município da Serra, foram inscritos e incluídos no quadro social, após a constituição da entidades, até se completarem as quarenta cadeias. Parágrafo único – Os membros fundadores e filiados ativos são denominados acadêmicos. Art. 7º. – Filiados participantes ou correspondentes são aqueles que residindo em outros municípios freqüentarem os trabalhos da academia ou que, colaborarem de alguma forma, para desenvolvê-la. Art. 8º. – Nenhum filiado responde subsidiariamente por qualquer ônus, Obrigações e responsabilidade de instituição. Art. 9. – A admissão do filiado far-se-á por ato aprovativo, mediante pedido circunstanciado de acadêmico, ou pelo próprio interessado. § 1º. – As propostas para admissão serão analisadas pelo Conselho Cultural que as encaminhará ao Plenário para votação. § 2º. – Qualquer acadêmico, se quiser, poderá opinar sobre o proposto, através de memorial dirigido ao Presidente, antes de ser a proposta levada ao conhecimento plenário. Art. 10. – Será excluído do quadro de acadêmicos, quem vier a falecer ou renunciar á sua condição de filiado. Parágrafo único – O membro fundador mesmo após seu passamento, terá seu nome constando do quadro social com a observação de falecido. – Capitulo IV – Do Patrimônio – Art. 11. – O patrimônio de Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS, constitui-se pela totalidade dos bens que lhe pertençam: imóveis, títulos, apólices, móveis, utensílios, acervo cultural e tudo o mais represente valor. Art. 12. – Todo o patrimônio da instituição será escriturado em livro próprio devidamente formalizado  rubricado pelo Presidente, sobre responsabilidade do Tesoureiro. Art. 13. – A receita será constituída de mensalidades, contribuições e donativos de membros da entidade e de pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado e, de subvenções ou auxílios do poder público. Art. 14. – Todo o recebimento de recursos financeiros serão escriturados no Livro Caixa, em poder do Tesoureiro. Capítulo V – Do Regime Financeiro – Art.15. – As obrigações e compromissos da academia serão regulados por meio de orçamentos anuais e de subsídios financeiro, previsto nestes estatutos, que forem concedidos e repassados. Art.16. –O orçamento será elaborado até o dia (30) de novembro de cada ano, para o exercício seguindo, sob a orientação do Presidente que o aprovará e levará ao conhecimento dos demais acadêmicos. § 1º. –O regime financeiro coincidirá com o ano civil. § 2º. – Quando necessário serão créditos suplementares para suprimento de deficiências de verbas, ou especiais para atender despesas não previstas. § 3º. – Os pedidos de créditos serão feitos pelo Presidente acompanhados de justificativas e aprovados pela diretoria. – Capítulo VI – Dos Órgãos Administrativos – Art.17. – São órgãos responsáveis pela administração e assistência da entidade: a) Assembléia Geral; b)Diretoria; c) Conselho Cultural; d) Conselho Fiscal. Capítulo VII – Da Assembléia Geral – Art.18. – A Assembléia Geral compõem-se de todos os acadêmicos. Parágrafo único – Os acadêmicos em mora e os filiados participantes não têm direito a voto. Art. 19. – Compete á Assembléia Geral eleger: 1) a diretoria; 2) o conselho cultural; 3) o conselho fiscal. Art.20. – A Assembléia Geral reunir-se á em sessão ordinária na primeira quinzena do mês de Janeiro para a tomada de contas da diretoria para as eleições dos órgãos administrativos e, extraordinariamente, quando convocada regulamente, sendo ambas as reuniões dirigidas pelo Presidente. Parágrafo único – A Assembléia Geral poderá ser convocada extraordinariamente: a) Pelo Presidente; b) Pelo Conselho Cultural; c) Por 2/3 no mínimo dos acadêmicos em condições de constituí-la. Art.21. – As convocações da Assembléia Geral, serão feitas em 1º convocação por editais, cartas ou convites em órgãos da imprensa local, com antecedência mínima de dez (10) dias indicando o local da reunião, dia, hora e assunto a ser tratado9, e só poderá deliberar, com a presença mínima de 3/5 dos acadêmicos presentes. Parágrafo único – se não houver numero legal apara a instalação dos trabalhos será lavrado um termo no livro d presença e feita imediatamente nova convocação cuja reunião deverá realizar-se meia hora depois, com qualquer número de acadêmicos presentes. Art.22. – A Votação da Assembléia Geral poderá ser secreta, nominal ou simbólica, a requerimento de qualquer dos acadêmicos e com a aprovação do plenário. Capítulo VIII – Da Diretoria – Art.23. – A Diretoria compor-se-á de: 1) Presidente; 2) Vice-Presidente; 3) 1º Secretário; 4) 2º Secretário; 5) Tesoureiro; 6) Orador. Art.24. – Compete á diretoria: a) cumprir e fazer cumprir os estatutos, o regimento interno, os demais atos administrativos baixados e os deliberativos; b) elaborar o regimento interno; c) propor a reforma ou alteração destes estatutos com parecer do conselho cultural; d) estabelecer o “quantum” das mensalidades dos acadêmicos. Capítulo IX – Da Competência das Funções – Art.25. – Compete ao Presidente: a) presidir as reuniões da Academia; b) assinar os termos de abertura e Encerramento e rubricar os livros de uso da instituição; c) assinar as correspondências; d) assinar juntamente com o Tesoureiro, cheques, cauções, títulos e outros documentos que represente transações patrimoniais; e) apresentar ao Conselho Cultural, na primeira reunião de janeiro de cada ano o relatório anual e o balanço financeiro, com o parecer do Conselho Fiscal; f) representar a academia pessoalmente ou por delegação em juízo ou fora dele. Art.26. – Compete ao Vice-Presidente: a) auxiliar o presidente nos seus encargos; b) substituir o presidente em suas faltas ou impedimentos; c) comunicar por escrito aos conselhos Cultural e Fiscal a substituição ao presidente quando for por prazo igual ou superior a cinco reuniões consecutivas ou quando tiver caráter permanente. Art.27. – Ao Primeiro Secretário compete: a) substituir o Vice-Presidente em suas faltas ou impedimentos; b) supervisionar os serviços da secretaria; c) redigir as atas das reuniões assinando-as em conjunto com o presidente; d) dar conhecimento em sessão, do expediente da secretária, fazer cumprir a Ordem do Dia. Art.28. – Ao segundo Secretário compete: a) substituir o primeiro Secretário nas suas faltas; b) auxiliar o primeiro secretário no desempenho de suas funções Art.29. – Ao Tesoureiro compete: a) dirigir os trabalhos de tesouraria, supervisionar a arrecadação e manter sob a guarda os valores pertencentes á instituição; b) assinar, com o presidente cheques, cauções, ordens de pagamentos e demais títulos de responsabilidade financeira; c) organizar e manter em ordem a contabilidade da instituição; d) apresentar a diretoria até o dia cinco (5) de cada mês o balancete do mês anterior e até o dia dez (10) de janeiro de cada ano, o balanço geral do exercício anterior; e) depositar, em banco determinado pela diretoria as importâncias recebidas; f) fornecer, mensalmente, á diretoria, relação dos acadêmicos e filiados, em mora; g) elaborar, atualizar, e manter sob sua guarda livro próprio de registro dos bens patrimoniais da entidade; prestar as informações solicitadas pelo Conselho Fiscal. Art.30. – Ao Orador compete: a) pronunciar saudações nas reuniões das sessões solenes; b) encarregar-se do cumprimento dos protocolos regimentais; c) usar da palavra ao final reuniões da academia. Capítulos X – Do Conselho Cultural – Art. 31. – O Conselho Cultural compõem-se de cinco (5) membros efetivos e cinco (5) suplentes. Art.32. – Compete ao Conselho Cultural: a) conhecer e solucionar os casos submetidos á sua apreciação, submetendo á assembléia aqueles que não forem de sua competência; b) julgar os recursos interpostos contra decisões do presidente; c) eleger seu presidente dentre dos membros efetivos, a quem cabe designar o secretario; d) reunir sempre convocado pelo presidente da academia ou conforme previsão regimental; e) determinar as datas de suas reuniões ordinárias; f) relatar os processos de pedidos para integrar ao quadro da academia. Capítulo XI – Do Conselho Fiscal – Art.33. – O conselho fiscal compõem-se de três (3) membros efetivos e três (3) membros suplentes. Art.34 – Compete ao conselho fiscal: a) examinar e dar parecer sobre os balancetes mensais; b) examinar e emitir parecer sobre o balanço anual; c) eleger seu presidente entre os membros efetivos a quem compete designar o secretário. Art. 35 – Quando necessário o Conselho fiscal solicitara à tesouraria informação sobre assuntos financeiros. Parágrafo único – e as informações forem insuficientes, dirigir-se-á à presidência sugerindo as providências cabíveis. Capítulo Xll – Das disposições Gerais – Art. 36 – Os presentes estatutos só poderão ser reformados ou alterados no todo ou em parte por votação de 2/3 dos acadêmicos com direito a voto em assembléia geral. Art. 37 – Somente poderá haver modificação dos estatutos quanto ao nome da entidade, por conveniência ao seu desenvolvimento e por unânime aprovação dos acadêmicos, e quanto aos fins a que se propõe, por imperativo legal. Art. 38 – Os mandatos da diretoria (art.23) e dos conselhos terão duração de dois anos, podendo ser reeleitos. Art.39 – Para a dissolução da academia aplicam-se as disposições do art. 36, parágrafo único – no que concerne aos seus bens patrimoniais e financeiros, serão estes doados a entidade congêneres locais e na falta destas às de caráter beneficente. Art.40 – A posse da Diretoria dar-se-á em sessão solene até trinta (30) dias após realizadas as eleições, sob motivo de força maior. Art. 41 – Este estatuto passa a vigorar à partir do dia e da hora de sua aprovação pela assembléia geral. Pelo Presidente em exercício foi aberta a inscrição para apresentação das chapas que comporão a diretoria desta academia havendo inscrição de chapa única. Assim sendo foi a mesma eleita por aclamação e empossada neste ato com os seguintes cargos e membros: Da diretoria: Presidente – Clério José Borges Sant’ Anna; vice-presidente Getúlio Pimentel; primeiro secretario – Carlos Dorsch; segundo secretario – Sandra Geralda Amorim Bunger, tesoureiro – Galbo Benedicto Nascimento; orador – Naly da Encarnação Miranda; do conselho cultural: membros efetivos: Narceu de Palma Filho; Naly da Encarnação Miranda; Humberto Aires de Moura e Silva; Walter Francisco Assis e Luiza Rocha Vinhosa; membros suplentes: Marcela Marques; Clério Borges Sant’ Anna; Lino Armando Baroni; Carlos Dorsch e Teodorico Boa Morte. Do conselho fiscal; membros efetivos: Carlos Noadier Fraga de Miranda; Valdemir Ribeiro de Azeredo; Adir Ribeiro. Membros suplentes: Presciliano Carlos do Amaral; Izolina Márcia Lamas e Silva; Pedro Paulo de Souza Nunes. Foi oferecida como sede provisória as instalações da Sociedade Musical Estrela dos Artistas, sita Av. Getulio Vargas, 133, Centro, nesta cidade, o que foi aceito. Pelo presidente eleito foi levada ao plenário a proposta de ter como presidente de honra desta academia o historiador Naly da Encarnação Miranda, havendo acolhimento de aclamação unânime. Isto posto, foi pelo Presidente de honra, também orador, proferida uma aração inaugural, e na seqüência, pelo presidente foi submetida à escolha e aprovação dos nomes dos ilustres cidadãos patronos das quarentas cadeiras que compõem a academia. Foram aprovados para a: cadeira 1 Braz Lourenço; cadeira 2 Índio Maracajaguaçu; cadeira 3 Xenocrates Calmon de Aguiar; cadeira 4 Judith Leão Castello Ribeiro; cadeira 5 Elpídio Pimentel; cadeira 6 Antônio Cícero Pereira Pinto; cadeira 7 Hilário Duarte; cadeira 8 Rogério Norbin; cadeira 9 Kosciusko Barbosa Leão; cadeira 10 Aristóbulo Barbosa Leão; cadeira 11 Belmiro Geraldo Castello; cadeira 12 Adélia Almeida Gomes; cadeira 13 Orlando Rosa Bonfim;cadeira 14 José Leão Nunes;cadeira 15 Manoel Cardoso Castello;cadeira 16 Manoel Cardoso Castello;cadeira 17 José Ribeiro da Silva Rosa;cadeira 18 Mirabeau da Rocha Pimentel;cadeira 19  Presciliano Biluia de Araújo;cadeira 20 Cassiano Cardoso Castello;cadeira 21 José Celso Cláudio;cadeira 22 Aristeu Borges de Aguiar;cadeira 23 João Loiola Pereira Borges;cadeira 24 Presciliano do Nascimento Amaral;cadeira 25 Luiz Cláudio de Freitas Rosa;cadeira 26 Racine Leão Castello;cadeira 27 Alberto de Azambuja Meirelles;cadeira 28 Álvaro Castello;cadeira 29 Daniel Germano de Aguiar Montarroyos;cadeira 30 Pedro Feu Rosa;cadeira 31 Manoel do Nascimento Correia;cadeira 32 Antônio Pinto Loureiro;cadeira 33 Padre José de Anchieta;cadeira 34 José Câncio Leão Borges;cadeira 35 Getúlio Sarmento;cadeira 36 Eurico de Aguiar Salles;cadeira 37 Alexandre Pereira Cardoso;cadeira 38 Cícero Calmon de Aguiar;cadeira 39 Afonso Henrique da Silva;cadeira 40 Afonso Rodrigues de Miranda. Pelos acadêmicos fundadores foi procedida a escolha de suas respectivas cadeiras ocupadas na seguinte ordem: Cadeira 1: acadêmico Naly da Encarnação Miranda; 2 Clério José Borges San’tanna; 3 Carlos Dorsch; 4 João Luiz Castello Lopes Ribeiro; 5  Getunildo Pimentel, 6 Antístenes Loureiro; 7 Galbo Benedicto Nascimento; 8 Walter Francisco de Assis; 9 Carlos Nodier Fraga de Miranda; 10 Sandra Geralda Amorim Bunges; 11 Carlos Gonçalo Amaral; 12 Izolina Márcia Lamas e Silva; 13 Humberto Aires de Moura e Silva; 14 Pedro Paulo de Souza Nunes; 15 Teodorico Boamorte; 16 Eci Scardini; 17 Marcela Marques; 18 Luiza Rocha Vinhosa Sinforosa; 19 Valdemir Ribeiro Azevedo; 20  Adir Ribeiro; 21 Jose Vieira de Souza Filho; 22 Rômulo Ramos; 23 VAGA; 24 Presciliano Carlos Amaral; 25 Jovaldir Paschoal Bungenstab; 26 Manoel Custódio Ferreira; 27 Eduardo Mendonça; 28 Narceu de Paiva Filho; 29 João Miguel Feu Rosa; 30 Antonio José Miguel Feu Rosa; 31 Lino Armando Baroni; 32 VAGA ; 33 Gilson Gomes; 34 Sandra Regina Bezerra Gomes; 35 VAGA ; 36 Antonio César Campos Tackla; 37;38;39 e 40 VAGAS. Não havendo mais nada a tratar o senhor presidente, após agradecer a presença de todos deu por encerrada a presente sessão da qual eu,secretário, Carlos Dorsch , lavrei a presente ata que, lida e aprovado, foi por mim e pelo presidente assinada, para cumprimento de todas formalidades legais vigentes.

ACLAPTCTC – ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES –

Bandeira da ACLAPTCTC
Bandeira da ACLAPTCTC

REUNIÃO DE FUNDAÇÃO DA ACLAPTCTC – Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18 de novembro de 2017, foi fundada no bairro de Eurico Salles, no Município da Serra no Espírito Santo a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla ACLAPTCTC, antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. A proposta apresentada pelo Presidente do CTC, Clério José Borges foi apoiada por todos os presentes a exceção da Associada Magnólia Pedrina Sylvestre, que se manifestou contra em face aos 38 anos de história do CTC fundado a 1º de Julho de 1980 e líder na realização de eventos culturais no Estado do Espírito Santo. Segundo o Escritor João Roberto Vasco Gonçalves, Secretário Geral do CTC, o Clube dos Trovadores Capixabas não morreu, apenas galgou o Status de Academia de Letras E Artes, tendo agora um quadro de 50 Cadeiras de Acadêmicos Imortais com os seus respectivos Patronos, todos nascidos ou residentes no Estado do Espírito Santo e um quadro indefinido de Acadêmicos Correspondentes, nascidos ou residentes nos demais Estados da Federação e no Exterior. O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC é uma entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia em Geral. Foi fundado por Clério José Borges, Trovador Capixaba, com base numa idéia do escritor Eno Theodoro Wanke, a 1º de Julho de 1980, na cidade de Vila Velha, Estado do Espírito Santo. Para comemorar o aniversário do CTC, foram organizados anualmente os Seminários Nacionais da Trova, que aconteceram de 1981 ao ano 2000, sendo que em 2001 foram iniciados os Congressos Brasileiros de Trovadores, que não possuem uma regularidade anual e nem de local. Em 2001, o Congresso foi realizado em Domingos Martins. Em 2003, em Nova Almeida, Serra, ES, mesmo local onde foi realizado o III Congresso em 2005. Em 2006 o Congresso foi realizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Em 2007 o evento foi realizado na Serra Sede e em 2009 em Santa Teresa, ES. Em 2010 o Congresso foi realizado em Eurico Salles, Carapina, Serra, ES, mesmo local do evento de 2011. O CTC hoje é uma entidade atuante e possui sócios no Espírito Santo, no Brasil e no exterior. São sócios Fundadores, Efetivos e Correspondentes. O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC é uma entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia em Geral. Foi fundado por Clério José Borges, Trovador Capixaba, com base numa idéia do escritor Eno Theodoro Wanke, a 1º de Julho de 1980, na cidade de Vila Velha, estado do Espírito Santo. Para comemorar o aniversário do CTC, foram organizados anualmente os SEMINÁRIOS NACIONAIS DA TROVA. O CTC hoje é uma entidade atuante e possui mais de 1.500 sócios no Espírito santo, no Brasil e no exterior. São sócios Fundadores, Efetivos e Correspondentes. O Escritor, Adelmar Tavares que cultivou a Trova com sabedoria como ninguém, chegando a ocupar uma Cadeira na Academia Brasileira de Letras por causa da Trova, assim se expressa: “A Trova Brasileira… A Cantiga do fundo da nossa alma! Esses quatro versos setissílabos que dizem mais que os poemas: – Bogari humilde, pequenino, a que recende o campo inteiro da nossa poesia. As rosas imperiais dos alexandrinos pompeantes. As begônias dos sonetos de dez sílabas. As Camélias das baladas – aí delas – não têm a graça e o cheiro dessas anônimas flores miúdas da alma popular. Colhê-las é encher as mãos de perfume! É inebriar-se de aroma! É ter tonto o coração para cantar! É sentir que um luar se levanta dentro de nós com umas cordas misteriosas de amor, de saudade, de anseio e de súplicas.” Trovas de Adelmar Tavares: Quem ama, para dar provas, deve três coisas cumprir. Tocar violão, fazer Trovas, e havendo luar, não dormir… Porque na Trova inocente que tanto agrada à mulher, a gente conta o que sente, a gente diz o que quer… O Trovador Literário é aquele que sabe fazer a Trova, imprimindo espontaneidade, graça, beleza e sabedoria, tal qual a cultivaram poetas brasileiros de renome, como Fernando Pessoa: O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Olavo Bilac: Mulher de recursos fartos! Como é que está impenitente, tendo no corpo dois quartos, dá pousada a tanta gente? Menotti Del Picchia: Saudade, perfume triste de uma flor que não se vê. Culto que ainda persiste num crente que já não crê. Mário de Andrade: Teu sorriso é um jardineiro, meu coração é um jardim. Saudade! Imenso canteiro que eu trago dentro de mim. Cecília Meireles: Os remos batem nas águas: têm de ferir para andar. As águas vão consentindo – esse é o destino do mar. Carlos Drummond de Andrade: Solidão, não te mereço, pois que te consumo em vão. Sabendo-te, embora, o preço, calco teu ouro no chão.

1980 – Clério José Borges foi fundador e Presidente do CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS – CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Poesia e da Trova. Fundado a 1º de julho de 1980, no Espírito Santo o CTC foi uma entidade cultural atuante, tendo realizado de 1981 ao ano 2000, um total de 20 Seminários Nacionais da Trova no Espírito Santo e, depois do ano 2000, um total de mais de 17 Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores reunindo Trovadores do Brasil, Portugal e Argentina. A Diretoria do CTC já organizou e realizou Congressos de Trovadores em Salvador, São Paulo, Brasília e em Bonsucesso no Rio de Janeiro e, inclusive na Ilha de Paquetá. O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC era uma entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova e da Poesia em Geral. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no sábado, dia 18 de novembro de 2017 o CTC foi extinto e passou a ter uma nova denominação. Passou a ser a ACLAPTCTC, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores.

2017 – 18 de novembro. Na data de sua fundação a ACLAPTCTC elegeu a sua Diretoria composta das seguintes Personalidades Culturais: Presidente da Diretoria Executiva: Clério José Borges de Sant Anna. Vice-Presidente da Diretoria Executiva: Kátia Maria Bobbio Lima. Secretário Geral da Diretoria Executiva: João Roberto Vasco Gonçalves. 1º Secretário da Diretoria Executiva: Soêmia Pimentel Cypreste. Tesoureiro Geral da Diretoria Executiva: Clérigthom Thomes Borges. Conselho Fiscal. Conselheiro Fiscal Titular Presidente: Edilson Celestino Ferreira. Conselheiro Fiscal Titular Vice-Presidente: Andréia da Silva Fraga; Conselheiro Fiscal Titular Secretário: Albércio Nunes Vieira Machado. Conselheiro Fiscal Suplente: Emílio Soares da Costa. Conforme o artigo 19 do Estatuto, o mandato da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal é de cinco anos, de 18 de novembro de 2017 a 18 de Novembro de 2022, período em que atuarão administrativamente, sem Remuneração.

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL DE INSTITUIÇÃO (FUNDAÇÃO) DA ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES, DE SIGLA ACLAPTCTC, COM APROVAÇÃO DO ENDEREÇO ADMINISTRATIVO DA ACADEMIA, APROVAÇÃO DO ESTATUTO E ELEIÇÃO E POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL, COM MANDATO PARA O QUATRIÊNIO DE 18 NOVEMBRO DE 2017 A 18 DE NOVEMBRO DE 2022.

Aos 18 dias do mês de Novembro do ano de 2017, no horário de 18h30m, atendendo ao Edital datado de 15 de Setembro de 2017, na Rua dos Pombos, N.º 2, no 2º Andar, Sala 03, Bairro de Eurico Salles, Carapina, Serra, Estado do Espírito Santo, 29160-280, sob a presidência do Escritor, Poeta Trovador, Clério José Borges de Sant Anna, reuniram-se em Assembleia Geral, um grupo de pessoas, maiores e capazes e em perfeito uso de suas atividades mentais para deliberarem sobre a instituição (fundação) de uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, ou seja,  Associação Civil, Organização não Governamental sem fins lucrativos, de caráter Social, Artístico e Cultural, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigir, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa, com autonomia administrativa e financeira e, de âmbito Estadual, com jurisdição em todo Estado do Espírito Santo, denominada de Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, de sigla, ACLAPTCTC, (ACLAPT-CTC), fundada em data de 18 de Novembro de 2017, com sede e foro na Rua dos Pombos, N.º 2, no 2º Andar, Sala 03, Bairro de Eurico Salles, Carapina, Serra, Estado do Espírito Santo, 29160-280. Assumiu a Presidência dos trabalhos o Escritor, Poeta, Trovador e historiador Capixaba, Clério José Borges de Sant Anna, que esclareceu que todos os presentes foram devidamente convocados por Edital datado de 15 de Setembro de 2017, assinado por Clério José Borges de Sant Anna, cópia em anexo, sendo parte inseparável desta. Participaram da Reunião, as pessoas que assinaram a Lista de Presenças, cópia em anexo, sendo parte inseparável desta Ata. O presidente agradeceu a Deus e após breve oração informou que conforme Edital de Convocação afixado no endereço acima e amplamente divulgado pelas Redes Sociais na Internet, a Rede Mundial de Computadores e por Correio eletrônico, o Primeiro item é a fundação da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC podendo ser conhecida, também, com o nome de fantasia de Instituto “Projeto Social ACLAPTCTC” ou Instituto “Projeto Social dos Poetas Trovadores” ou INSTITUTO PROJETO SOCIAL ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES sendo historicamente uma nova entidade cultural surgida, como legado, ou seja herança histórica cultural do antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, fundado em Vila Velha, ES, a 1º de Julho de 1980, pelo escritor Capixaba Clério José Borges de Sant Anna, com base numa idéia do Poeta Trovador e historiador da Trova no Brasil, Dr. Eno Teodoro Wanke. Colocada em votação a proposta foi Aprovada por unanimidade e com louvor, sendo, portanto, Fundada a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC, (ACLAPT-CTC), antigo Clube dos Trovadores Capixabas, CTC. Passou-se ao Segundo item do Edital de Convocação, que é a aprovação do endereço administrativo da Associação sendo Aprovado por unanimidade, que o endereço será na Rua dos Pombos, 2, 2º Andar, sala 03 – Bairro de Eurico Salles, Distrito de Carapina, Município de Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil, CEP: 29160-280. Em seguida passou-se ao Terceiro item do Edital, referente à deliberação e aprovação do Estatuto da Associação, Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC. Foi lida uma proposta de Estatuto que após analisada item por item, artigo por artigo, foi Aprovada por unanimidade. Cópia do Estatuto Aprovado em anexo, sendo parte inseparável desta. Em seguinte passou-se ao item seguinte do Edital de Convocação, a eleição e posse da Diretoria Executiva da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC, conforme Estatuto aprovado, bem como eleição e posse do Conselho Fiscal. Foi apresentada e registrada apenas uma única Chapa com o título CULTURA VIVA. Iniciou se então o pleito eletivo com a participação de todos os presente  e após a contagem dos votos presenciado por todos, foi apresentado pelo sr. Presidente o resultado, sendo ELEITA por unanimidade dos votos válidos, sem nenhuma abstenção, a Chapa apresentada, denominada CULTURA VIVA, ficando assim composta: Diretoria Executiva da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores de sigla, ACLAPTCTC: Presidente da Diretoria Executiva: Clério José Borges de Sant Anna, Brasileiro, Casado, Profissão: Escritor, Filho de Manoel Cândido de Sant Anna e de Lyra Borges de Sant Anna, Residente a Rua dos Pombos, 2 Bairro Eurico Salles, Carapina, Serra, ES. 29160-280. Vice Presidente da Diretoria Executiva: Kátia Maria Bobbio Lima, Brasileira, Solteira, Natural de Conceição da Barra, ES, Profissão: Escritora e Artista Plástica, residente a Avenida Cesar Hilal, 829/302 B – Praia do Suá, Vitória, ES, CEP: 29.052 – 212. Secretário Geral da Diretoria Executiva: João Roberto Vasco Gonçalves, brasileiro, casado, bacharel em Administração de Empresas, natural de Anchieta, ES, filho de Maria Cândida Vasco Gonçalves e Quintino Gonçalves, nascido em 1901/1950, residente e domiciliado na Rua Amélia Tartuce Nasser, 906, Apartamento 203, Jardim da Penha, Vitória, ES. 1º Secretário da Diretoria Executiva: Soêmia Pimentel Cypreste, Brasileira, Viúva, Natural de Vitória, ES, Filha de Aristotelino de Mattos Pimentel e de Aleida Nunes Pimentel, de Profissão Aposentada, Datas de Nascimento 21/08/1944, com 73 anos de idade, Residente a Avenida Alziro Zarur, 60 – Residencial Mata da Praia – Vitória, ES. CeP 29000-000. Tesoureiro Geral da Diretoria Executiva: Clérigthom Thomes Borges, Brasileiro, solteiro, Profissão Empresário, Natural de Vila Velha, ES. Data de Nascimento: 17/07/1981, Filho de Clério José Borges de Sant Anna e de Zenaide Emília Thomes Borges, Residente a Rua dos Pombos, 2 – Eurico Salles, Carapina, Serra, ES. Conselho Fiscal. Conselheiro Fiscal Titular Presidente: Edilson Celestino Ferreira, Brasileiro, Viúvo Profissão: Aposentado da Caixa, Filho de Enéas Ferreira Pereira e de Suzete Ramos Ferreira, Nascido no Distrito de Calogi, Serra, ES Residente a Rua José Neves Cipreste N.º 105, Jardim da Penha, Vitória, ES, 29060-300. Conselheiro Fiscal Titular Vice Presidente: Andréia da Silva Fraga, Brasileira, Solteira, Profissão: Secretária, Filha de José Maria Fraga e de Maria da Silva Fraga, Residente a Rua das Acácias, 04 – Cascata – Serra, ES, CEP: 29177 – 187; Conselheiro Fiscal Titular Secretário: Albércio Nunes Vieira Machado, Brasileiro, casado, com 67 anos, Data de Nascimento: 09 de Abril de 1951, Natural de Timbuí, Fundão. ES, de Profissão Aposentado, Filho de Albercio Vieira Machado e de estelina Caldeira Nunes Machado, residente a Rua Iemem, N.º 10 Quadra 3 – Setor Ásia, Cidade Continental, Serra, ES. Cep: 29163 – 649. Conselheiro Fiscal Suplente: Emílio Soares da Costa, Brasileiro, casado, com 69 de idade, data de Nascimento 14/08/1948, Natural de Virginópolis Minas Gerais, de profissão Aposentado, Filho de José Antero da Costa e de Elgita Soares de Jesus, Residente a Rua Engenheiro Cesar Dantas, 350, Bairro Jabour, Vitória, ES, CEP 29 072 265. E, por fim, o sr. Presidente, declara que a Eleição foi por unanimidade, sendo declarados eleitos e empossados, sendo o mandato da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal de cinco anos, conforme Artigo 19, do Estatuto aprovado, de 18 de Novembro de 2017 a 18 de Novembro de 2022, período em que atuarão administrativamente, sem Remuneração. Assume a Presidência da Assembleia Geral Extraordinária, o Sr. Clério José Borges de Sant Anna, como Presidente da Diretoria Executiva. Em seguida o Presidente passou para o Quarto item do Edital, Admissão de Acadêmicos Fundadores Titulares Efetivos e Acadêmicos Fundadores Correspondentes, sendo eleitas e aprovadas os nomes das seguintes pessoas, devidamente relacionadas no Estatuto aprovado, cópia do estatuto em anexo sendo parte inseparável desta Ata. Os nomes foram todos Aprovados sem ressalvas. Passou-se então ao Quinto item do Edital, que é Assuntos Gerais, tendo a Associada Zenaide Emília Thomes Borges, solicitado fazer uso da palavra para parabenizar a todos os Eleitos da Diretoria e Conselho e aos novos Acadêmicos. O presidente propôs e foi aprovado que Tesoureiro Geral tomem as providências legais para abrir Conta em Banco, assinando cheques conjuntamente, podendo se for o caso e se for dentro da lei, ser a Conta assinada por uma pessoa, ou seja, que só o Presidente da Diretoria Executiva assine, Cheques e possua Cartão para depósitos e Saques da Conta da Academia. Foi proposto e aprovado que, se possível, a Conta seja de Poupança. Propostas aprovadas por unanimidade. O presidente propôs que o valor da Anuidade de 2018 a 2022 seja de R$ 120,00 (Cento e vinte Reais), ou seja, dez Reais por mês, sendo a proposta colocada em votação e aprovada por unanimidade de todos os presentes. Como nada mais havia para ser tratado, agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a presente Assembleia Geral Extraordinária, no horário de 20h30m, determinando a mim, que servi como secretário, que lavrasse a presente ata, que depois de Lida e achada conforme, ou seja correta e sem ressalvas ou restrições, fosse assinada, pelo Sr. Presidente da Diretoria Executiva e por mim, João Roberto Vasco Gonçalves, Secretário Geral, que secretariei os trabalhos desta Assembleia Geral Extraordinária e pelos demais Diretores e Conselheiros, como sinal de aprovação e, em seguida fosse levada a registro junto aos órgãos públicos competentes para surtir os efeitos jurídicos necessários.  

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Clério José Borges de Sant Anna, Presidente da Diretoria Executiva

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João Roberto Vasco Gonçalves, Secretário Geral da Diretoria Executiva

ACADEMIA ESPIRITO-SANTENSE DE LETRAS – HISTÓRICO.

Sede da Academia Espírito-santense de Letras em Vitória ES
Sede da Academia Espírito-santense de Letras em Vitória ES

Em junho de 1921, Alarico de Freitas, advogado, parlamentar e tribuno, e o jornalista Sezefredo Garcia de Rezende idealizaram a fundação de uma Academia de Letras, na capital do Espírito Santo, convidando, na ocasião, o professor Elpídio Pimentelpara, ao lado deles, levar avante a ideia, de modo a concretizá‑la plenamente. Assim foi que, em 31 do mesmo mês, realizaram uma sessão extraordinária, no Clube dos Boêmios, para esse fim. Alarico de Freitas explicou as razões daquele encontro, convidando Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, bispo diocesano, para presidir os trabalhos, secretariando‑os o jornalista Thiers Velloso. Propôs‑se, então, que a novel agremiação contasse apenas com vinte titulares, indicando‑se, de pronto, os nomes dos senhores Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, Antônio Ferreira Coelho, Aristeu Borges de Aguiar, Thiers Velloso, Aristides Freire e Cassiano Cardoso Castello para se­rem, naquele momento, proclamados como elementos constitu­tivos do núcleo fundador.

Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, Thiers Velloso e Jugurtha Couto acharam, contudo, que não podiam ficar excluídos desse núcleo os três idealizadores, Alarico, Sezefredo e Elpídio, dos quais haviam recebido convite para a dita sessão, incluindo‑os, então, sob aprovação geral, entre os nomes primeiramente indicados. No mesmo ensejo, debateu‑se a propósito da denominação que conviria à nova agremiação, e, por proposta, logo aprovada, de Elpídio Pimentel, ficou assentado que ela passaria a se chamar Academia Espírito‑santense de Letras.

Em 24 do mês seguinte, realizou‑se outra sessão extraordinária, a segunda, quando se elegeu a diretoria incumbida de dirigir os trabalhos preparatórios da agremiação, ficando assim constituída: Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, presidente; Elpídio Pimentel e Sezefredo Garcia de Rezende, primeiro e segundo secretários, respectivamente, sendo que, logo após, acertou‑se que Alarico de Freitas e os dois secretários cuidariam da redação dos estatutos.

Ainda em 28 de agosto daquele ano, efetuou‑se a terceira sessão extraordinária, fazendo‑se, na ocasião, a leitura daquele instrumento, cujo projeto fora elaborado por Alarico de Freitas, do qual se tiraram e distribuíram dez cópias, de modo que todos os acadêmicos pudessem lê‑lo, a fim de melhor discuti‑lo. Em 4 de setembro, realizou‑se a quarta sessão extraordinária, aprovando‑se, então, depois de amplamente discutido, o mencionado documento, “o que ficou na história da Academia como verdadeiro marco de sua fundação”.

Aprovou‑se, em seguida, a 27 de novembro, quando realizada a quinta sessão extraordinária, o projeto do Regimento Interno, redigido por Aristeu Borges de Aguiar, após ligeiras emendas. Nessa mesma oportunidade, tem‑se a notícia de que, consultado o velho educador Aristides Freire se aceitaria ou não a cadeira que, de antemão, lhe fora reservada, o interpelado declarou não poder aceitar tal distinção, em decorrência de sua idade avançada, o que lhe não mais permitia quaisquer atividades de ordem intelectual e literária.

Registrou‑se, a partir daí, um largo período de inatividade na recém-fundada entidade, que, só em 20 de agosto do ano seguinte, voltaria a se reunir, em sexta sessão extraordinária, ali se tratando do preenchimento das vinte cadeiras instituídas por ela, cuja sessão magna de instalação ocorreria a 28 de setembro de 1923, quando já satisfatoriamente escolhidos os nomes daqueles que a comporiam, a saber: Afonso Cláudio de Freitas Rosa ‑ patrono padre Marcelino Ribeiro Duarte; Afonso Correia Lyrio ‑ patrono Graciano dos Santos Neves; Alarico de Freitas ‑ patrono João Clímaco de Alvarenga Rangel; Álvaro Henrique Moreira de Sousa ‑ patrono, depois escolhido, Ulisses Teixeira da Silva Sarmento; Antônio Ferreira Coelho ‑ patrono José Marcelino Pereira de Vasconcellos; Archimimo Martins de Mattos ‑ patrono Bernardo Horta de Araújo; Aristeu Borges de Aguiar ‑ patrono José Fernandes da Costa Pereira Júnior; Aristóbulo B. Leão ‑ patrono Dom Fernando de Souza Monteiro; Aurino Quintais ‑ patrono Aristides Barcellos Freire; Dom Benedito Paulo Alves de Sousa ‑ patrono padre José de Anchieta; Cassiano Cardoso Castello ‑ patrono Deocleciano Nunes de Oliveira; Elpídio Pimentel ‑ patrono Gonçalo Soares da França; Heráclito Amâncio Pereira ‑ patrono Amâncio Pereira; José Barros Wanderley ‑ patrono Domingos José Martins; José Madeira de Freitas ‑ patrono, escolhido depois, José Colatino do Couto Barroso; Luiz Adolpho Thiers Velloso ‑ patrono padre Francisco Antunes de Sequeira (filho); Manoel Lopes Pimenta ‑ patrono José de Mello Carvalho Moniz Freire; Manoel Teixeira Leite ‑ patrono monsenhor Eurípedes Calmon Nogueira da Gama Pedrinha; Sezefredo Garcia de Rezende – patrono João Motta; Jair Tovar ‑ patrono Antero Pinto de Almeida.

As sessões iniciais para instalação da Academia Espírito-santense de Letras foram amplamente noticiadas, sempre com aplausos, em toda a imprensa do Estado, também em jornais do Rio de Janeiro, embora alguns intelectuais espírito-santenses, radicados no então Distrito Federal, recebessem tais notícias com pouca simpatia, mesmo ironizando os acadêmicos, certamente por mal informados dos propósitos da agremiação, quando não, por simples despeito. Os intelectuais e jornais de Vitória, contudo, não se deram por vencidos, respondendo à altura a todas as restrições e ataques dirigidos à Academia, tornando‑a, desde então, ainda mais estimada por aqueles que dela  iam tomando conhecimento.

De 1930 a 1937, a agremiação entra num período de absoluta inatividade, concorrendo para isso fatores diversos, entre eles o falecimento de alguns acadêmicos, a mudança de outros para a capital da  República, como Alarico de Freitas, Garcia de Rezende, Afonso Correia Lyrio, Aristeu Borges de Aguiar, Jair Tovar e Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, que deixou a Diocese, em 15 de outubro de 1933.

Durante aquele período, surgem, em Vitória, a Academia Espírito‑santense dos Novos e o Grêmio Rui Barbosa, ambos idealizados e presididos por estudantes, até que o acadêmico Archimimo Martins de Mattos, da primeira turma da Academia, contagiado pelo entusiasmo dos moços, resolve soerguê‑la, realizando animada reunião, em 18 de setembro de 1937, na sede da Associação Espírito‑santense de Imprensa, com a presença de antigos companheiros, os quais demonstraram, então, “o desejo sincero de que estavam todos de dar alento e vida à veterana Academia, sentindo, naquele encontro, que ela não morrera de todo, dormia apenas”. Decidem, assim, marcar outros encontros, de modo a promover‑se preenchimento dos claros que a morte abrira no quadro de seus membros efetivos. São inscritos e eleitos, nessa ocasião, intelectuais – escritores de reconhecida projeção nas atividades culturais da cidade, sendo que, entre os escolhidos, encontravam‑se Carlos Xavier Paes Barreto, Abner Mourão, Augusto Emílio Estellita Lins e Almeida Cousin, que passaram a ter assento nas cadeiras antes ocupadas, respectivamente, por Afonso Cláudio, Cassiano Cardoso Castello, Antônio Ferreira Coelho e Thiers Velloso, então falecidos.

Cuida‑se da reforma dos estatutos, eleva-se para 30 o número de suas cadeiras, logo se abrem inscrições para preen­chimento desses novos lugares, encerrando‑se em 21 de junho de 1938. Consideradas regulares as inscrições, procedem‑se às eleições, elegendo‑se os candidatos Alvimar Silva (cadeira nº 21 ‑ patrono Manoel da Silva Borges); Carlos Nico­letti Madeira (cadeira nº 22 ‑ patrono Misael Ferreira Pena); Beresford Martins Moreira (cadeira nº 23 ‑ patrono Raymundo José Guterres); Antônio Pinheiro (cadeira nº 24 ‑ patrono Moa­cyr de Moraes); Ciro Vieira da Cunha (cadeira nº 25 ‑ patrono Antônio Vieira da Motta); Ernesto da Silva Guimarães (cadeira nº 26 ‑ patrono Christiano Vieira de Andrade); Eurípedes Queiroz do Valle (cadeira nº 27 ‑ patrono Afonso Cláudio de Freitas Rosa); João Dias Collares Junior (cadeira nº 28 ‑ patrono Luiz Adolpho Thiers Velloso); Abílio Chrisostomo de Carvalho (cadeira nº 29 ‑ patrono Virgílio Rodrigues da Costa Vidigal) e Serynes Ferreira Franco (cadeira nº 30 ‑ patrono Jonas Meira Bezerra Montenegro).

Começa, desde então, para a entidade, uma fase de pleno renascimento, presidindo‑a e animando‑a Archimimo Martins de Mattos, até que o substitui, na presidência, o acadê­mico Augusto Emílio Estellita Lins, batalhador dos mais incansáveis no seu surgimento, para a qual consegue subven­ções do governo federal, que lhe permitem a aquisição de mate­rial indispensável à sua reorganização, as sessões se realizando, regularmente, às quintas‑feiras.

Em 1939, estando a Academia sob a presidência de João Dias Collares Junior, urge a necessidade de adaptá‑la às diretrizes da Federação das Academias de Letras do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, a que se filiara, aumentando‑se de 30 para 40 o número de cadeiras, quando são eleitos, para preenchê‑las, os candidatos Celso Elpídio Rosa Bonfim (cadeira nº 31 ‑ patrono Orlando da Silva Rosa Bonfim); José Paulino Alves Junior (cadeira nº 32 ‑ patrono Maria Antonieta Tatagiba); Fernando de Abreu (cadeira nº 33 ‑ patrono José Horácio Costa): Nelson Abel de Almeida (cadeira nº 34 ‑ patrono Antô­nio Gomes Aguirre); Carlos Gomes de Sá (cadeira nº 35 ‑ patro­no Jerônimo de Souza Monteiro); Kosciuszko Barbosa Leão (ca­deira nº 36 ‑ patrono José Joaquim Pessanha Póvoa); José Mon­jardim Filho (cadeira nº 37 ‑ patrono Antônio Cláudio Soído); José Antônio Ruy Côrtes (cadeira nº 38 ‑ patrono Manoel Jorge Rodrigues); Paulo Athayde de Freitas (cadeira nº 39 ‑ patrono Cândido Vieira Costa) e Manoel Xavier Paes Barreto Filho (ca­deira nº 40 ‑ patrono Antônio Ferreira Coelho), completan­do‑se, assim, o quadro de membros efetivos, cujas posses sole­nes se fazem com amplos registros na imprensa.

Em 1941, Augusto Emílio Estellita Lins retorna à pre­sidência, mas verifica, logo depois, a impossibilidade de perma­necer no cargo, tantos os seus afazeres profissionais, sendo eleito, para substituí‑lo, Eurípedes Queiroz do Valle, que, por mais de vinte anos, isto é, de 1941 a 1963, presidiu a entidade, nela desenvolvendo trabalho notório, conse­guindo‑lhe, inclusive, em 1943, do interventor federal, major João Punaro Bley, sede condigna, no 3º andar do edifício do Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo, de construção recente. Adquiriu‑se o mobiliário, reorganizou‑se a biblioteca, depois aumentada com a doação da pertencente a Saul de Navar­ro, inaugurando‑se a galeria geral dos patronos, mediante a reunião de velhos retratos, distintamente emoldurados. Também, no mesmo ano, foram os estatutos e regimentos internos ligeiramente modificados, já que a experiência e a prática de­monstraram a necessidade dessas modificações: as dos estatutos consistiram em fazer coincidir o término do mandato da direto­ria com a do ano financeiro, e as do regimento interno se fizeram com a supressão de várias restrições impostas ao direito de voto dos acadêmicos ausentes.

Lastimavelmente, em decorrência da demolição do pré­dio do antigo Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo para que fosse substituído por outro, de mais amplas acomoda­ções, onde se instalaria o Banco do Estado do Espírito Santo (BANESTES), viu‑se a Academia sem local para se reunir, extraviou‑se parte do acervo, inclusive os retratos de seus patronos, até que o escritor Kosciuszko Barbosa Leão convidou os colegas acadêmi­cos a promoverem as sessões, já agora mensais, em seu palacete, na praça João Clímaco, situado em ponto nobre da cidade e, porque prontamente aceito o convite, ali passaram a ter conti­nuidade as atividades da agremiação. Kosciuszko Barbosa Leão e sua distinta esposa, senhora Laura Madeira de Freitas Leão, acabaram por doar o dito imóvel à Academia, que, a partir de 1985, passou a ser conhecida, também, como Casa Kosciuszko Barbosa Leão, numa justíssima homenagem ao saudoso doador, falecido em 20 de maio de 1979.

Depois de 1963, com a saída de Eurípedes Queiroz do Valle da presidência da Academia, ela teve na direção, sucessivamente, os acadêmicos Ceciliano Abel de Almeida, José Antônio Ruy Côrtes e Nelson Abel de Almeida, este se demo­rando no cargo por mais de dez anos, ali desenvolvendo trabalho fecundo, embora sempre lutando com sérias dificuldades finan­ceiras para a manutenção da entidade, daí ter sido, em agosto de 1984, quando da transmissão do cargo, aclamado seu presi­dente de honra. Em 1986, elegeu-se para a diretoria: José Moysés, presidente; Elmo Elton Santos Zamprogno, 1º secretário; Antônio Coelho Sampaio, 2º secretário; Ormando de Moraes, tesoureiro, e Neida Lúcia Mo­raes, bibliotecária.

Em 4 de setembro de 1986, comemorou‑se o 65º aniver­sário da Academia, uma existência, portanto, já longa, quando se sabe que as agremiações literárias, no País, têm, quase sempre, vida transitória, efêmera, já que resultantes, o mais das vezes, de simples vaidade, capricho ou fogo de palha desse ou daquele grupo. Reconhecendo, assim, a benemerência da AEL, no que tem realizado de proveitoso em prol da cultura de nosso Estado, como legítima representante e defensora dessa mesma cultura, em 1986, publicou-se a primeira edição deste livro, Patronos e acadêmicos,na esperança de torná‑la ainda mais conhecida e admirada por todos aqueles que, realmente, amam e aplaudem as coisas melhores de nossa terra.

Dr. José Moysés foi Presidente da Academia Espírito-santense de Letras de 1985 a 1992. Em sua gestão, comemorou-se o 65º e o 70º aniversário da AEL. Publicou, em 1989, a Torta Capixaba II, antologia dos acadêmicos em poesia e prosa, patrocinada pelo BANDES e a Revista da Academia, edição comemorativa ao 70º aniversário, em 1991.

Christiano Dias Lopes Filho foi presidente de 1993 a 1995, sendo sucedido por Rômulo Salles de Sá. Esse publicou a Revista da AEL, edição de 1998, e promoveu concurso literário sobre o tema “Folclore capixaba”, cuja vencedora foi a escritora Maria do Carmo Marino Schneider.

Francisco Aurelio Ribeiro foi Presidente de 1999 a 2001, tendo iniciado o processo de reorganização da Biblioteca Saul de Navarro. Publicou três edições da Revista da AEL, 1999, 2000 e 2001, a obra vencedora do concurso de folclore e algumas outras publicações, em parceria com o IHGES, dentre as quais as Crônicasdo Dr. José Moysés e Crítica literária, de Humberto Del Maestro.

Em 12/11/2001, foi eleita para presidente a acadêmica Maria Helena Teixeira de Siqueira, para o mandato 2002–2004, a primeira mulher a chegar a tal cargo. Em sua gestão, foram publicados quatro números da Revista da AEL, mantendo-se sua periodicidade anual e com novo formato gráfico (projeto Ronaldo Barbosa). Ao final de sua gestão, foi assinado um convênio com a Prefeitura Municipal de Vitória, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura, que permitiu a publicação de dois números da revista, dois livros e a realização de quatro seminários e duas oficinas à comunidade.

Em 13 de dezembro de 2004, foi eleito para presidir a Academia Espírito-santense de Letras, para o mandato de 2005 a 2007, o professor Francisco Aurelio Ribeiro, tendo como primeiro vice-presidente Gabriel Augusto de Mello Bittencourt, segundo vice-presidente Aylton Rocha Bermudes, terceiro vice-presidente Antônio José Miguel Feu Rosa, primeira secretária Maria das Graças Silva Neves, segundo secretário Ítalo Francisco Campos, primeira tesoureira Ester Abreu Vieira de Oliveira, segundo tesoureiro Matusalém Dias de Moura, diretora de publicidade Maria Helena Teixeira de Siqueira, conselho fiscal Ferdinand Berredo de Menezes, Oswaldo Ovídio dos Santos e Leonardo Passos Monjardim. Em 2006, por meio de projeto da Lei Rubem Braga, foi possível a atualização do livro Patronos e acadêmicos, cuja primeira edição foi em 1986 e a segunda em 2002.

Em 2008, o professor Francisco Aurelio Ribeiro foi eleito para o mandato 2008-2010. Nessa gestão, estabeleceu convênio com a Prefeitura Municipal de Vitória, por meio da Secretaria de Cultura, para a publicação das coleções Roberto Almada, José Costa e Escritos de Vitória. Em contrapartida, a AEL teve a sua revista editada nos dois anos do convênio (2008 e 2009). Em 2009, a AEL comemorou o sesquicentenário do nascimento de Afonso Cláudio de Freitas Rosa, com uma série de palestras e um número especial de sua revista. Nesse mesmo ano, a AEL firmou convênio com o Instituto Sincades para a realização de um concurso literário, tendo como contrapartida uma ajuda para sua manutenção. No final desse mesmo ano, convênio efetuado com a Secretaria Estadual de Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo viabilizou a reedição do livro Patronos e acadêmicos, sua atualização e publicação em capa dura.

Em 2010, assumiu a presidência o historiador Gabriel Augusto de Mello Bittencourt. Em sua administração, a AEL manteve os convênios com a Prefeitura Municipal de Vitória, tendo publicado oito livros das coleções Roberto Almada (04), José Costa (02) e Escritos de Vitória (02) e o convênio com o Instituto Sincades para a realização do 2º, 3º e 4º concursos e a publicação da revista anual. Pela lei Rubem Braga, da PMV, foi feita a edição fac-similar do livro de contos Esmaltes e camafeus, de Guilly Furtado Bandeira, em 2011, e a pintura externa e interna do prédio da AEL, em 2012. Também foi criado o site da AEL e o primeiro boletim on-line.

Em 2013, foi eleito para novo mandato o prof. Francisco Aurelio Ribeiro, em cujo mandato sai nova edição deste livro de Patronos & acadêmicos, patrocinado pela Prefeitura Municipal da Serra, por meio da lei Chico Prego e retomados os convênios com a PMV, com a FBN e o Instituto Sincades. Foi reeleito para o mandato 2017-2019. A professora Ester Abreu é a atual Presidente da Academia.

Acadêmicos fundadores da Academia ES de Letras
Acadêmicos fundadores da Academia ES de Letras

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