Igreja dos Reis Magos Nova Almeida Serra ES

TURISMO: BALNEÁRIO DE NOVA ALMEIDA, SERRA – ES. Igreja dos Reis Magos

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NOVA ALMEIDA, DISTRITO DA SERRA, ES

Igreja dos Reis Magos em Nova Almeida, Serra, ES. O historiador Padre Serafim Leite relata: "Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580."
Igreja dos Reis Magos em Nova Almeida, Serra, ES. O historiador Padre Serafim Leite relata: “Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.”

Nova Almeida é um Distrito da Serra e está situado no extremo norte do Município,. É um balneário com praia, calçadão e é ideal para passeio e descanso É uma vila de pescadores por onde passa o rio Reis Magos que desagua no mar. No balneário está localizada a Igreja dos Reis Magos, uma construção histórica imponente e secular, cujas obras foram concluídas em 1580 no alto de uma colina de 40 metros de altitude. O historiador Padre Serafim Leite relata: “Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.” Atrás dela, de um mirante pode-se ter uma visão magnífica da praia, do rio e da praia de Joaripe, conhecida por Praia Grande, no município vizinho de Fundão.

A praia é muito apreciada por sua calmaria e na região existe uma área de falésias com 20 metros de altura, onde um dos esportes mais praticados é o voo de parapente. Os participantes vão para o alto das falésias e praticam o voo livre.

Manifestações culturais típicas da região continuam preservadas em Nova Almeida. O Congo é a principal delas e marca presença nos festejos da cidade – em especial na “Puxada do Mastro”, que acontece no dia de São Benedito (26 de dezembro); e na procissão marítima de São Sebastião, em 20 de janeiro. A Festa de Reis Magos, realizada em Nova Almeida faz parte do Ciclo Folclórico Religioso da Serra e acontece geralmente do dia 26 de dezembro ao dia 6 de janeiro, quando é comemorado o Dia de Reis Magos. Na culinária o destaque do distrito é o famoso doce chamado Quindim, um clássico da região. Cocadas e picolés caseiros também são iguarias tradicionais do local.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA: A Freguesia criada com a denominação de Nova Almeida, por alvará, de 12/11/1757. Elevado à categoria de vila com a denominação de Nova Almeida, por Alvará de 02/01/1759. Sede na freguesia de Reis Magos. Constituído do distrito sede. Instalada em 15/06/1760. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei nº 1005, de 21/10/1915, é criado o distrito de Timbuí e anexado ao município de Nova Almeida. Sob a mesma lei acima citado, a sede de Nova Almeida passou a denominar-se Timbuí.

Nos quadros de apuração do Recenseamento de 01/09/1920, o município de Timbuí é constituído de dois distritos: Timbuí e Nova Almeida. Pela lei nº 1383, de 05/07/1923, o município e a sede Timbuí passaram a denominar-se Fundão. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de três distritos: Fundão, Nova Almeida e Timbuí. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31/12/1936 e 31/12/1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 9941, de 11/11/1938, transfere o distrito de Nova Almeida do município de Fundão para o de Serra. Sob o mesmo decreto acima citado o município de Fundão, adquiriu o distrito de Três Barras, desmembrado do município de Santa Tereza.

  1557 – Início do processo de Colonização da Região pelo padre Jesuíta Braz Lourenço, com a fundação da Aldeia Indígena a 6 de Janeiro de 1557, quando foi celebrada a primeira Missa no local.

1589  –  Data de inauguração da Igreja e Residência dos Reis Magos, projetada pelos Jesuítas e construída pelos Índios Tupiniquins.

1759 – Nova Almeida recebe o título de Município, no ano em que os Jesuítas são expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal. A residência dos Jesuítas passa a ser usada como Câmara Municipal, Escola e Cadeia. Em 1921, a sede do Município de Nova Almeida é transferida para Fundão, onde havia sido inaugurada uma Estação Ferroviária.

1938 – Nova Almeida deixa de pertencer a Fundão e torna-se Distrito da Serra, com o rio Reis Magos sendo a divisa natural entre Serra e Fundão.

Atualmente, Nova Almeida possui 91 km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido. A centenária Igreja dos Reis Magos, numa colina de 40 metros de altura é o terceiro monumento mais visitado do Estado do Espírito Santo. (O primeiro é o Convento da Penha, em Vila Velha e o segundo a Catedral Metropolitana, em Vitória).

ORIGEM HISTÓRICA  DE NOVA ALMEIDA – Em 1557, durante um trabalho de evangelização das Aldeias Indígenas do litoral, o Padre da Companhia de Jesus, Jesuíta Braz Lourenço, que foi Provincial na Capitania do Espírito Santo, ou seja, Chefe dos Padres Jesuítas no Espírito Santo, visita os Índios Tupiniquins localizados na foz do rio Nhupãgoa, também chamado de rio Apiaputanga, atual rio Reis Magos e, ali inicia um trabalho de catequese, construindo uma capela de palhas e rezando a primeira missa a 6 de janeiro, sendo local denominado de Aldeia dos Reis Magos. A capela dos Reis Magos foi construída de palhas, logo na primeira tentativa de povoação da região em 1557, por jesuítas e índios tupiniquins.

Na Internet consta em alguns locais, inclusive no Portal da Prefeitura do Município de Fundão informações erradas sobre a história de Nova Almeida. Consta em trecho visitado em 10 de Janeiro de 2021: “O município de Fundão tem sua história, de certo modo, ligada à antiga e lendária Nova Almeida, primitivamente Aldeia dos Reis Magos, fundada em 1556, pelo jesuíta padre Afonso Braz, auxiliado pelo índio Maracaiaguaçu, da tribo Temiminós, ali instalada.”

AFONSO BRAZ NÃO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO EM 1556. O NOME ATUALIZADO É MARACAJAGUAÇU E NÃO MARACAIAGUAÇU, COM A LETRA I POIS TRATA-SE DA GRAFIA ANTIGA. MARACAJAGUAÇU EM 1555 ESTAVA NA REGIÃO DA ATUAL SANTA CRUZ E NÃO EM NOVA ALMEIDA. AFONSO BRAZ FICOU NO ESPÍRITO SANTO DE 1551 A 1553, QUANDO ASSUME BRAZ LOURENÇO.

Padre Afonso Brás chegou ao Espírito Santo em 24 de agosto de 1551 e no mesmo ano realiza a construção da Igreja do Rosário em Vila Velha que era uma pequena capela de palhas. Iniciou as obras do Colégio e Igreja de São Tiago em Vitória, local onde hoje em 2021 está o Palácio Anchieta, sede do Governo Estadual. Foi o primeiro superior da Ordem Jesuítica. Só ficou dois anos na capitania, sendo substituído pelo padre Brás Lourenço que continuou a construção do colégio e da igreja de São Tiago em material resistente (antes era uma palhoça). Brás Lourenço assumiu o posto de segundo Provincial (Chefe) dos Jesuítas no Espírito santo em 1553 e ficou até 1564.

Em 1569, Padre José de Anchieta em visita o local ajuda a organizar o povoado e inicia as obras de ampliação da Igreja com uma área destinada a formação dos habitantes locais e residência de descanso nas viagens de Vitória para o norte da Capitania. Com o ajuntamento de Índios e colonizadores portugueses, a Aldeia de Índios Tupiniquins dá origem agora a um povoado, organizado pelos Jesuítas tendo a frente o padre José de Anchieta, que em 25 de Janeiro de 1554 havia fundado com outros padres a cidade de São Paulo. Segundo o historiador Alci Barroso Rangel, “os jesuítas chegaram e se instalaram no local, após conseguirem uma Sesmaria de 40 quilômetros de extensão para os Índios. A ideia da Companhia de Jesus era fazer um grande Centro catequético. Escolheram ali por considerarem um lugar privilegiado, com uma parte alta e um rio que dava para penetrar para o interior ou ter contato com outras aldeias. Na praça em frente a Igreja ficavam as cabanas dos Índios, que era de 3 a 5 mil ao todo”.

Com relação a centenária Igreja dos Reis Magos há registros de que primeiramente foi construída a Igreja. São feitas obras de ampliação da capela e construção de uma residência para os padres, terminando-se a obra em 1580. O historiador Padre Serafim Leite relata: “Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.”

A inauguração da nova Igreja com a residência dos Jesuítas, da forma em que se encontra nos dias atuais foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória.

Em 1610 o Povoado dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Iapara (Japara em Indígena significando Torto), com a doação de uma sesmaria para os índios locais.

Em 1758 com o alvará de criação da Vila de Almeida, por indicação de Dom José, Rei de Portugal, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida, uma localidade de Portugal de onde haviam vindo alguns moradores que na época, residiam na região. Nova Almeida foi sede de comarca e Município, de 1760 a 1921. Nova Almeida recebeu o título de Município em 2 de Janeiro de 1759 e na época também pertenciam ao seu território as atuais áreas de Timbuí e Fundão. A Câmara Municipal era composta de Índios e o Presidente da Câmara era a maior liderança política local, pois na época o Presidente da Câmara administrava o Município. O cargo de Prefeito foi criado no Brasil em 1914.

Com a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, passando pela fazenda Taquaraçu, de Cândido Vieira, deu origem à formação de um núcleo populacional às margens do Rio Fundão, assim chamado devido às suas profundas águas. Com a Estrada Vitória Minas em 1903 foram inauguradas as Estações de Timbuí e Fundão e o desenvolvimento da região de Nova Almeida decaiu  Em 5 de julho de 1903 o vilarejo tornou-se sede do distrito com o nome de Fundão pela Lei estadual nº 311, e passou a município também num 5 de Julho , em 1933 .Nova Almeida passa a ser um Distrito de Fundão. Em 1938, políticos da Serra fizeram pedido ao Governador para que Nova Almeida fosse incorporada a Serra. Delimitou-se que do rio reis Magos para baixo seria Serra e para cima seria Fundão, como é até hoje. Na partilha territorial do Estado, o município de Fundão ganhou Praia Grande, de mar aberto e calmo, na foz do Rio Reis Magos.  

Nova Almeida é um Distrito do Município da Serra no Estado do Espírito Santo. Sua fundação ocorreu com a celebração de uma missa pelo Padre Braz Lourenço, no dia 6 de janeiro de 1557, daí o nome de “Aldeia dos Reis Magos”. Em 1559, Padre José de Anchieta em visita ao local, ajuda a organizar o povoado. Com o ajuntamento de Índios e colonizadores portugueses, a Aldeia de Índios Tupiniquins dá origem agora a um povoado, organizado pelos Jesuítas tendo a frente o Padre José de Anchieta, que antes de 1557, em 25 de Janeiro de 1554 havia fundado com outros padre a cidade de São Paulo. José de Anchieta que foi Beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II e canonizado em 2014 pelo papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país. Visitava sempre o Espírito Santo, de modo especial a Aldeia de São João Batista em Carapina e a dos Reis Magos, em Nova Almeida. Em Carapina fez um milagre durante uma Corrida de Patos, em 24 de Junho de 1569.

Em 1610 o Povoado dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Iapara (Japara em Indígena significando Torto), com a doação de uma sesmaria para os índios locais. Em 1758 com o alvará de criação da Vila de Almeida, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida, uma localidade de Portugal de onde haviam vindo alguns moradores estavam na época residindo na região. Nova Almeida foi sede da comarca, de 1760 a 1921. Portanto Nova Almeida foi uma Comarca independente. Um Município, de 1760 a 1921. Até 1914 não existia o cargo de Prefeito. O Presidente da Câmara administrava os Municípios. O Cargo de Prefeito foi criado no Brasil em 1914.

No ano de 1921, a vila foi transferida para o Município de Fundão, pela Câmara Municipal da Serra e, em 11 de novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do município de Fundão, passando a pertencer novamente a Serra, passando a ser um Distrito do município de Serra. Atualmente, Nova Almeida possui 91 km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido.A centenária Igreja dos Reis Magos, numa colina de 40 metros de altura é o segundo monumento mais visitado do Estado do Espírito Santo. (O primeiro é o Convento da Penha, em Vila Velha).

Com relação a centenária Igreja dos Reis Magos há registros de que primeiramente foi construída a Igreja. Posteriormente é construído o anexo, composto de residência dos Jesuítas. O historiador Padre Serafim Leite relata: “Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.” A inauguração da nova Igreja com a residência dos Jesuítas, da forma em que se encontra nos dias atuais foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória.

ORIGEM HISTÓRICA Em 1557, durante um trabalho de evangelização das Aldeias Indígenas do litoral, o Padre da Companhia de Jesus, Jesuíta Braz Lourenço, que foi Provincial na Capitania do Espírito Santo, ou seja, Chefe dos Padres Jesuítas no Espírito Santo, visita os Índios Tupiniquins localizados na foz do rio Nhupãgoa, também chamado pelos ìndios de rio Apiaputang, atual rio Reis Magos e, ali inicia um trabalho de catequese, construindo uma capela de palhas e rezando a primeira missa a 6 de janeiro, sendo local denominado de Aldeia dos Reis Magos.

A data histórica da fundação é 6 de janeiro de 1557, quando é inaugurada a pequena capela na Aldeia Indígena. A data de 6 de Janeiro é quando a Igreja Católica comemora o Dia dos Santos Reis, Magos do Oriente que segundo a Bíblia teriam visitado Jesus por ocaião do seu nascimento na cidade de Belém.

Doze anos depois, em 1559, José de Anchieta organiza a construção de um povoado e inicia as obras da Igreja, que são concluídas somente em 1580. Portanto, a implantação do povoado dos Reis Magos, só ocorrerá mais tarde com a presença de padre José de Anchieta, em 1569.

Em 1610, a Aldeia dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Yapara, com a doação de uma sesmaria para os índios locais. Em 1615 a Igreja é reformada, com a ampliação da residência e colégio dos padres, recebendo então a denominação de Santo Inácio e São Tiago.

Em 1758, o Governo resolve criar a Vila Almeida, acaba recebendo o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida, em Portugal. Nova Almeida foi sede da Comarca, de 1760 a 1921, quando foi transferia para Fundão pela Câmara Municipal da Serra.

Em 11 de novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do município de Fundão, passando a ser Distrito do Município da Serra.

Atualmente, Nova Almeida possui 91 Km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido. O balneário de Nova Almeida é um distrito da Serra e está situado no extremo norte do município. No balneário está localizada a Igreja e Residência dos Reis Magos, situada a 40 metros do nível do mar, numa colina que possibilita uma visão panorâmica, de quase toda localidade. A história da Igreja dos Reis Magos é uma história de fé, trabalho, lutas, sofrimento e, acima de tudo, de alegria.

Dos antigos aldeamento jesuítico no Espírito Santo, somente a ex-aldeia dos Reis Magos, composta de Igreja, residência e praça , ainda permanece completa e com as características originais.

A sua construção teve início com o Padre Braz Lourenço, junto aos índios Tupiniquins locais.

A primeira capela foi erigida no dia 06 de janeiro de 1557. Era pequena e feita de palhas.

“Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580. Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória.” (BORGES. 1998).

A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos jesuítas , num programa construtivo de “quadra”, características dos mosteiros medievais, muitos ainda encontrados em Lisboa.

A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina e dos ofícios e da residência.

As edificações jesuíticas eram feitas para durar enquanto durasse o mundo, tendo o conjunto “Reis Magos”, as paredes de pedra de recifes com argamassa de barro , areia, cal de conchas (ostras) e óleo de baleia, que sustentam as estruturas de madeira dos pisos e telhados da cobertura em telhas de barro.

Um detalhe típico é que tais telhas eram moldadas nas coxas dos índios que trabalharam na construção da igreja , daí terem as mesmas tamanho e formato diversos.

Os jesuítas tiveram ocasião de escolher o local que melhor proporcionasse uma visão geral do local e, com calma, fazer a construção.

Esta localização permitia boa locomoção para o interior ou para o contato com outra aldeias, pelo litoral, o que facilitava o trabalho de catequização dos índios e propiciar uma fuga fácil no caso de invasão.

UTENSÍLIOS EXISTENTES NA IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA, SERRA, ES

Vários dos elementos arquitetônicos de algumas peças de utilidades e outras decorativas da Igreja foram esculpidas em mármore português, também conhecido como “Pedra de Lioz”, que foram trazidos como lastros nos navios. Essas peças vinham prontas de Portugal para serem montadas aqui.

– Pórtico da Entrada Principal

Conta-se que o pórtico da entrada principal da Igreja dos Reis Magos foi montada em pedra de Lioz que retiraram do navio que naufragou em Nova Almeida.

– Pias em Pedras de Lioz

Na Igreja há 05 (cinco) pias em mármore português, sendo: uma na parede da sacristia (antiga caixa d’água, bica e saída para água servida); uma maior , a única circular e com pé , tendo sido muitas pessoas importantes batizadas ali; e três do tipo bacia, ovais e fixadas nas paredes, para uso de água benta.

– Altar-Mor

O retábulo do altar-mor é entalhado em madeira e é uma das principais esculturas de interesse histórico no Espírito Santo. È provável que tenha sido concluída em 1701, tendo o seu traçado erudito atribuído a um padre jesuíta e a sua execução possivelmente a índios do local.

– Adoração dos Reis Magos

A pintura a óleo sobre painel de madeira que, segundo o Escritor Clério José Borges, no Livro “História da Serra”, 1ª Edição de 1998 e 3ª Edição de 2009, é do Frei Belchior Paulo e é uma das mais antigas peças de arte sacra brasileira. O Frei veio para o Brasil em 1587 com outros missionários. Os historiadores de arte consideram o Frei como o que iniciou a pintura artística brasileira, pois até então não havia peças decorativas de arte.”

VISITANTES ILUSTRES DA IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA, SERRA, ES

Muitas foram as visitas ilustres que se fizeram ao conjunto dos Reis Magos. Entre eles, destacam-se:

– O Desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808).Doutor em direito, seguiu com alta distinção os cargos de Magistratura. Era comendador da Ordem de Cristo, fidalgo cavaleiro, do Conselho de sua majestade o Imperador e Desembargador no Tribunal do Conselho da fazenda no Rio de Janeiro;

– Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro.Visitou Nova Almeida por duas vezes, em 1812 e em 1819. Na época as Igrejas do Espírito Santo pertenciam ao Bispado do Rio de Janeiro. Em sua visita de 1819 relata, “esta Vila já não é de Índios puros, como em 1812, porque os dois Juízes e alguns Vereadores são Portugueses.” José Caetano da Silva Coutinho, conhecido como Bispo Capelão-Mór (Caldas da Rainha, 13 de fevereiro de 1768 — 27 de janeiro de 1833), foi um sacerdote católico e político brasileiro. Foi deputado geral e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1833. Filho de Caetano José Coutinho, este por sua vez filho de Baltazar Dias Coutinho e de sua mulher Maria Teresa, sendo, portanto, primo de Antônio Maria da Silva Torres, herói da Independência da Bahia. Assumiu como bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 15 de março de 1807, cargo que ocupou até seu falecimento. Ao reformar o Seminário de São José, então formador do clero carioca, introduziu um plano de estudos de teologia moral no qual se aprofundava o conhecimentos dos atos humanos e suas leis. Instaurou assim um dos nascedouros do pensamento da psicologia no Brasil.

– O Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied.Visitou Nova Almeida entre 1815 e 1817. No Livro “Viagem ao Brasil relata que, “saímos da selva e contemplamos à frente, numa eminência sobranceira (acima) ao mar, a Vila de Nova Almeida.” (…) “É uma grande Aldeia de Índios civilizados, fundada pelos Jesuítas; possui uma grande Igreja de Pedras e contem, em todo o Distrito, nove léguas de circunferência cerca de 1.200 almas (pessoas). Os moradores da Vila são principalmente Índios, havendo também Portugueses e Negros”;

– O Naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818).Botânico e naturalista francês. Viajou pelo Brasil, passando pelo Espírito Santo em 1818. De sua visita a Vitória fez curiosas anotações como a profusão de formigueiros e o costume dos habitantes de comer as tanajuras ou içás, o que valeu aos capixabas o apelido de papa-tanajuras, que lhes foi atribuído pelos rivais campistas. Mostra-se impressionado com o desembaraço das mulheres capixabas que não se escondiam dos viajantes, atitude que atribuiu às mineiras. Fez também citações sobre o convento dos jesuítas, o de São Francisco e o do Carmo, o de Nova Almeida e o da Penha, em Vila Velha. Achou o Edifício do antigo Colégio dos Jesuítas, de Vitória, o mais grandioso e belo de todos. Refere-se ainda à casa da fazenda de Jucutuquara, pertencente ao capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, onde se hospedou. Segundo o naturalista, as casas de Vitória eram, em boa parte, assombradadas, com janelas envidraçadas e varandas com grades vindas da Europa. Em Nova Almeida, fez anotações sobre as casas dispostas no alto da colina, muitas delas estragadas e abandonadas, organizadas em retângulo. Refere-se também ao Convento dos Jesuítas , à Igreja, residência e escola de índios, a quem os padres ensinavam música e a cortar madeira, para fazer ornatos para a Igreja. Cita que os índios da região além da pesca e da lavoura, extraíam o pau-amarelo empregado nas tinturarias da Corte. Dedicavam-se também à extração de cal de ostreiras ou sambaquis, em especial nas margens dos rios. Relata ainda sobre Nova Almeida que “depois que a Companhia de Jesus foi destruída (Expulsa do Brasil), os habitantes da Aldeia, libertos de uma útil vigilância, foram abandonados à própria índole; não trabalharam mais com a mesma regularidade e muitos passaram a pedir esmolas.”

– O Geógrafo Charles Frederik Hart.Geólogo e desenhista canadense. Veio ao Brasil pela promeira vez em 1865, aqui permanecendo até 1867, sob a direção de Agassiz, como parte da expedição Thayer. Além de possuir sólidos conhecimentos científicos, era dotado também de rara sensibilidade artística. Musicista de excepcionais dotes, soube também pintar com absoluta fidelidade tudo aquilo que via. Elaborou desenhos a bico de pena que são repletos de detalhes e minúcias que lembram, à primeira vista, fotografia, verdadeiros documentos da fisionomia do Brasil antigo, os quais ilustraram o livro de sua visita ao país. Esses desenhos magistrais referem-se a acidentes geográficos, rochas, plantas e animais brasileiros. Muitos deles forma elaborados no Espírito Santo, são croquis da Serra do Itapemirim, vistas do mar, picos do Frade e da Freira, do Itabira, paisagens de Guarapari, do Rio Jucu, Monte do Leopardo (em Jucutuquara), do Penedo, Fortaleza de Piratininga ou de São Francisco Xavier, Convento da Penha, Ilha da Baleia, índios Botocudos, etc.;

– O Pintor francês Auguste François Biard (1858).Era naturalista e dormiu em Nova Almeida, tendo relatado em seu Diário que a Aldeia era outrora habitada pelos Jesuítas e que no centro da Praça há “ainda uma grande pedra na qual eles prendiam os Índios acusados de algum delito.” Prossegue em seu relato, “a influência dos Jesuítas sobre essas almas que deles beberam as primeiras noções do Cristianismo se foi transmitindo de geração em geração e ainda hoje eles respeitam rigorosamente os padres.”

– Dom Pedro II, Imperador do Brasil (fev/1860).O Imperador hospedou-se na própria Igreja que relatou tratar-se no “maior símbolo do lugar”. Na manhã seguinte, bem cedo, seguiu viagem para Santa Cruz. Precisamente às 15:30h, do dia 1º de fereveriro de 1860, quarta-feira, Dom Pedro II montava a cavalo na vila da Serra, a caminho da vila de Nova Almeida. O sino da matriz dá o sinal festivo da aproximação do Imperador que vinha pela estrada do centro, fazendo ajuntar o povo, formando duas alas desde o paço da Câmara Municipal até a estrada da Praça. Ao surgir o Monarca, atravessando entre as alas, foi saudado por girândolas e vivas entusiásticos dos habitantes de Nova Almeida. Ainda dessa vez, Dom pedro II não se esqueceu de consultar o relógio. Ele registrou a hora da chegada e observou o estado do Convento, que sofrera consertos incompletos há quatro anos atrás, isto é, em 1856, no governo do Barão de Itapemirim: “Entrada no convento, 7 menos 5. O convento de sobrado tem a frente para a praça quadrangular havendo na extremidade oposta uma pequena casa de sobrado; a única que vi até agora, sendo bastantes cobertas de palha.” O padre Antônio dos dos Santos Ribeiro, da vila de Santa Cruz acompanhou o monarca e prestou-lhe algumas informações: “Aqui tiveram os Jesuítas uma cadeira de língua geral indígena que julgo ser a mesma dos tupiniquins.” Noutro local, Dom Pedro II escreveu, sobre o padre: “O vigário Santos Ribeiro é inteligente, mas chefe de partido: o Bispo protege-o, é encomendado, são informações do Presidente.” Da Igreja foi o Imperador conduzido aos aposentos, onde foi lhe servido um jantar ligeiro, que aquela hora, era considerado uma ceia. A sobremesa foi mel em cuia. Sua Majestade foi atraído por uma Banda de Congo que os caboclos formavam em louvor a São Benedito. Ele anotou: “Dança de caboclos com as suas cuias de pau de cegos para esfregarem outro pau pelo primeiro.” O instrumento que chamou a atenção do Imperador, a ponto de merecer do seu lápis de desenhista um rápido bosquejo, foi a cassaca, casaca, ou reco-reco de cabeça esculpida.

– Bispo D. Pedro Maria de Lacerda (1880).Dom Pedro Maria de Lacerda, primeiro e único conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo do Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo. Confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por Bula de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodigues de Araújo. Foi sagrado na Sé de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do Bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na Catedral em 1 de março de 1869. Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888. Foi o último Bispo Capelão Mór, tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, e assistiu à queda do Império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889). D. Pedro Maria de Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro, em visita ao Espírito Santo, entre 1880 e 1886 esteve em Nova Almeida no dia do aniversário da Igreja dos Reis Magos, observou entre o conjunto de índios a presença de um “negro velho” e a maneira dos músicos tocarem os tambores: “É de saber que os tocadores de guararás (tambores), quando vêm, os trazem debaixo do braço, e quando param, montam-se sobre ele e com ambas as mãos batem no couro de uma das bocas. (…) Os mais ficam em pé. Adiante do tambor é que se dança, que é simplésima, mas tem sua graça; o capitão, esse que tem na mão a vara, que ele empunha com muito garbo.” Nas suas anotações, o Bispo refere-se ao Capitão: “Visitou-me o Capitão dos Índios por nome João Maria dos Santos.” E explica: Um Capitão de Índios hoje é apenas um nome, como o do Imperador do Divino e Rei do Congado. Para as danças é ele o Presidente”.

A igreja foi tombada em 21 de setembro de 1943, pelo SPHAN (Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN). Propriedade do IPHAN desde 1982 e tombada como patrimônio artístico e histórico desde 1943, a Igreja dos Reis Magos possui exemplares artísticos consideráveis em seu acervo. Um deles é a pintura “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria foi atribuída ao Frei Belchior Paulo, considerada umas das primeiras pinturas a óleo do Brasil e um dos maiores exemplares da arte sacra brasileira. O retábulo do altar, entalhado em madeira, é uma das principais esculturas de interesse histórico do Estado. O Instituto foi precedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) criado em 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 no dia 30 de novembro do mesmo ano, poucos dias após o golpe que instituiu o Estado Novo. O seu primeiro presidente foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente da instituição até 1967, quando se aposentou. Entre os vários artistas e intelectuais que colaboraram com a entidade, destacam-se o poeta Mário de Andrade, o poeta Manuel Bandeira e o arquiteto Lúcio Costa.

Igreja dos Reis Magos Nova Almeida

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